Conectado com

Notícias

Safra de trigo 2025/26 deve alcançar 7,3 milhões de toneladas no Brasil

Produção se mantém estável, mas cenário cambial pode afetar exportações e estoques.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Embrapa

A safra de trigo 2025/26 no Brasil já está consolidada e até avança no processo de colheita em algumas regiões do país. De acordo com o relatório de perspectivas para a safra do cereal referente ao mês de setembro da StoneX, empresa global de serviços financeiros, não há mudanças nos números de produção em relação ao prospecto do mês de agosto: 7,3 milhões de toneladas.

Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro: “Poderá haver um crescimento dos estoques de passagem, principalmente no Rio Grande do Sul, ou até mesmo uma redução da demanda por importação, embora eu acredite que isso seja improvável”

Isso se deve ao fato de que os recentes eventos climáticos não trouxeram impactos relevantes para as produtividades, com algumas quebras, porém bastante pontuais. No geral, o sentimento continua bastante positivo em relação aos rendimentos da cultura nesta temporada, em todas as regiões produtoras, segundo o consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro.

O especialista aponta que o setor observa agora o cenário cambial atual, que poderá reduzir o potencial de exportação devido à baixa competitividade do país, trazendo impactos ainda incertos no balanço de oferta e demanda.

“Poderá haver um crescimento dos estoques de passagem, principalmente no Rio Grande do Sul, ou até mesmo uma redução da demanda por importação, embora eu acredite que isso seja improvável. Operações de cabotagem poderão ser retomadas, caso isso se confirme, com um excesso de oferta no Sul do país”, finalizou Pinheiro.

Fonte: Assessoria StoneX

Notícias

Porto de Paranaguá completa 91 anos como um dos principais corredores logísticos do Brasil

Segundo maior complexo portuário do país avança com investimentos em infraestrutura e tecnologia para ampliar capacidade e eficiência.

Publicado em

em

Foto: Jonathan Campos/AEN

Segundo maior complexo portuário do Brasil e peça fundamental para o desenvolvimento econômico do Paraná, o Porto de Paranaguá comemora 91 anos nesta terça-feira (17). Administrado pela empresa pública Portos do Paraná, ele segue um amplo processo de modernização e expansão, marcado por investimentos em infraestrutura, tecnologia e eficiência logística.

A gestão implantada na Portos do Paraná nos últimos sete anos também contribuiu para grandes avanços operacionais. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas, um índice que, segundo estudos técnicos, era previsto para ser alcançado a partir de 2035.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

A gestão da empresa pública também tem sido reconhecida nacional e internacionalmente, com destaque em premiações de gestão portuária no Brasil e nos Estados Unidos. A Autoridade Portuária é a única do país a receber, por seis vezes consecutivas, o prêmio de melhor gestão portuária do Brasil, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos do Governo Federal. Outros prêmios importantes foram entregues pela Associação Americana das Autoridades Portuárias (AAPA) ao longo dos últimos anos.

Ao completar 91 anos, segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Porto de Paranaguá reafirma sua importância estratégica para o Brasil e segue avançando com investimentos que preparam o complexo portuário para os desafios logísticos das próximas décadas. “Viramos uma página. Hoje a Portos do Paraná é sinônimo de eficiência, liderança, comprometimento e investimento”, afirma. “Isso sem perder a essência da visão estratégica para o desenvolvimento do Litoral e das nossas cidades, com obras de infraestrutura, saneamento e preservação ambiental”.

“Ao longo de mais de nove décadas, o Porto de Paranaguá se consolidou como um dos principais corredores logísticos do País, responsável por escoar a produção do agronegócio, receber insumos e conectar o Brasil aos principais mercados internacionais”, complementa o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O Porto de Paranaguá é responsável por escoar grande parte da produção agrícola do País, o que ajuda a consolidar a balança comercial e o comércio internacional. “Atualmente somos o primeiro colocado na exportação de óleo de soja no Brasil e o principal canal exportador de carne de frango congelada do mundo”, declarou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Expansão

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Desde 2019, a Portos do Paraná prioriza projetos estruturantes, que ampliam a capacidade operacional do porto e fortalecem a competitividade do Estado no comércio internacional. Entre as iniciativas estão melhorias em infraestrutura que somam mais de R$ 5,1 bilhões em investimentos, parte dos quais já está em implantação.

Grande parte desses investimentos estão sendo possíveis devido ao trabalho que resultou na regularização de 100% das áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá. Todos os arrendamentos foram formalizados a partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3).

Outra Grande conquista foi a concessão do Canal de Acesso, um projeto inédito e que está servindo de modelo para outros portos públicos brasileiros. Com a concessão, ele será aprofundado e navios maiores e com mais cargas poderão sair de Paranaguá com um custo operacional menor, tornando o porto ainda mais competitivo.

Um dos maiores símbolos do novo ciclo de investimentos no Porto de Paranaguá é o Moegão, sistema exclusivo de descarga ferroviária de grãos e farelos, que está em fase de conclusão. Com mais de R$ 650 milhões em investimentos, o complexo logístico vai agilizar o recebimento de trens na área portuária e contará com estruturas modernas de transporte, por meio de torres de transferência de carga e sistemas de alimentação para os terminais portuários.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, ampliando a produtividade logística e reduzindo cruzamentos ferroviários na área urbana de Paranaguá. Considerada a maior obra portuária pública em andamento no País, o Moegão deve marcar um novo patamar de eficiência na movimentação de grãos e consolidar o porto como referência logística no Brasil.

Além disso, a construção do Píer em “T” vai revolucionar o corredor de exportação leste, assim como o Píer em “F”, que conectará os terminais do novo corredor oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga.

O Píer em “T” contará com quatro novos berços e terá capacidade de movimentar 32 mil toneladas por hora, aumentando consideravelmente a capacidade de escoamento da produção para o mercado internacional.

Novos empregos

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Mais do que um grande hub logístico, o Porto de Paranaguá é um dos principais motores econômicos do litoral paranaense. A atividade portuária movimenta cadeias produtivas inteiras, gera empregos diretos e indiretos e impulsiona setores como transporte, comércio e serviços.

A Portos do Paraná conta com 492 empregados e estagiários, e o Porto de Paranaguá tem cadastrados, atualmente, 2.458 trabalhadores portuários avulsos (TPAs) e 16.393 profissionais terceirizados, segundo dados da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP).

O complexo econômico formado em torno do Porto de Paranaguá também gera milhares de outros empregos. “Cerca de 50% de toda a arrecadação municipal decorre direta ou indiretamente das atividades portuárias, e pelo menos 40% dos empregos em Paranaguá são gerados a partir do Porto”, comenta o diretor de Desenvolvimento Empresarial, Felipe Gama.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

Colunistas

Revisão das tarifas da era Trump nos EUA traz alívio parcial à indústria de máquinas brasileira

Mesmo com decisão favorável da Suprema Corte, exportações de máquinas seguem pressionadas por incertezas comerciais e desafios estruturais internos.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de invalidar as tarifas unilaterais impostas pela administração Trump foi recebida pelo setor industrial brasileiro com um misto de alívio e ceticismo. Embora a medida interrompa um ciclo de instabilidade, ela não garante, por si só, que o mercado americano recuperará a previsibilidade de outrora. Na realidade, o que a decisão promove é um estancamento na perda de competitividade: com tarifas que chegaram a 50%, as máquinas brasileiras haviam se tornado proibitivas no mercado norte-americano, resultando em uma queda acentuada no volume de exportação, que recuou de 32% para 22% do total exportado no último ciclo.

Artigo escrito por Gino Paulucci Jr é engenheiro, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.

No entanto, o fim dessas barreiras imediatas não dissipa a névoa de imprevisibilidade que se tornou o principal efeito colateral dessa disputa. O governo dos EUA já sinalizou que buscará caminhos alternativos, como a Seção 301, para revestir o protecionismo com novas roupagens técnicas. Tal cenário mantém o setor em uma posição desconfortável, uma vez que a ameaça de taxas reinstituídas subitamente impede a celebração de contratos de longo prazo e afasta investimentos planejados.

Somado a essa instabilidade jurídica, não podemos perder de vista o dano colateral já consolidado no faturamento das empresas brasileiras, que enfrentaram uma queda líquida de 9,1% nas exportações para os EUA. Esse dado evidencia que a crise não se encerra com uma sentença judicial; ela exige uma percepção clara de que o desafio é político e estrutural, e não apenas jurídico. Para o setor de máquinas e equipamentos, a queda das tarifas é apenas o desfecho de um capítulo, e não a conclusão do livro.

Uma análise mais aprofundada deixa claro que a indústria nacional necessita de mecanismos internos que compensem o “Custo Brasil”. Afinal, de nada adianta a remoção de barreiras externas se o fabricante brasileiro segue sobrecarregado por gargalos logísticos e um custo de capital que inibe a inovação. É imperativo que o país avance em reformas que garantam isonomia competitiva frente aos players globais.

Apesar desses desafios, é fundamental reconhecer a robustez da nossa engenharia e a qualidade intrínseca das máquinas brasileiras — atributos que, historicamente, superaram barreiras muito além das impostas pelo protecionismo. A decisão da Suprema Corte não é o destino final, mas uma abertura estratégica que nos permite retomar o fôlego e reafirmar nossa presença global. Seguimos atentos, convertendo prudência em estratégia: com a resiliência de nossos associados e uma atuação diplomática incisiva, temos plenas condições de reconquistar o terreno perdido e provar que a indústria de bens de capital do Brasil é um pilar insubstituível no comércio internacional.

Fonte: Artigo escrito por Gino Paulucci Jr é engenheiro, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.
Continue Lendo

Notícias

Neivor Canton é embaixador do 14º Seminário Internacional de Industrialização da Carne

Evento é realizado em paralelo a Mercoagro 2026 com programação sobre inovação, tecnologia e tendências do setor.

Publicado em

em

Neivor Canton, presidente da Aurora Coop - Foto: Divulgação

Em programação paralela a Mercoagro 2026 – Feira Internacional de negócios, processamento e industrialização da Carne, O Senai/SC promove o 14º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, em Chapecó (SC). Nesta edição, o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, é homenageado como embaixador do evento que abordará a inovação, tecnologia e tendências que impactam a cadeia de proteínas.

O encontro ocorre nesta quarta-feira (18), das 08 horas às 12h30, no Hotel Kindermann e reúne especialistas, lideranças do setor e representantes de empresas que atuam na industrialização de alimentos.

Ao longo da manhã, o evento propõe debates sobre os temas que vêm moldando o futuro da indústria da carne, em um cenário de mudanças aceleradas no mercado global e na competitividade do setor. A programação inclui cerimônia de abertura e palestras temáticas, além de um painel de discussões com convidados do segmento.

Sobre Neivor Canton

Em 2025, o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, recebeu a Ordem do Mérito Industrial da CNI, a comenda máxima da indústria nacional, entregue pela FIESC. Ele é uma das principais referências do cooperativismo catarinense e brasileiro, com longa trajetória dedicada ao setor. Hoje lidera o terceiro maior grupo agroindustrial de proteína animal do país e sua gestão tem focado na ampliação da presença global da Aurora Coop.

Neivor também foi professor nas disciplinas de contabilidade e estatística e teve passagem pela vida pública, nos cargos de prefeito e vice-prefeito de Ipumirim. Presidiu entidades como a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia).

Atualmente, é diretor-presidente da Aurora Coop, vice-presidente para assuntos estratégicos da Fiesc, conselheiro diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e presidente do Conselho Curador da Fundação Aury Luiz Bodanese.

Programação

·        08h às 08h45 | Recepção dos participantes com sanduíche exclusivo, elaborado pelo Chefe Fragoso, especialmente para o seminário, valorizando ingredientes, técnicas e conceitos alinhados à inovação e à indústria de carnes.

·        08h45 às 09h | Cerimônia de Abertura

·        09h às 09h30 |Palestra 1: O impacto da geopolítica para o mercado de carnes | Sr. Jorge Luiz de Lima – Gerente Executivo do Sindicarne

·        09h35 às 10h05 | Palestra 2: Desenvolvimento de produtos cárneos com alto valor agregado | Dr. Mustafa Farouk – AgResearch Ltd

·        10h10 às 10h40 | Palestra 3: Influência da suplementação na qualidade da carne | Dr. Márcio Duarte – University of Guelph / Universidade Federal de Viçosa

·        10h45 às 11h15 |Palestra 4: Ingredientes Naturais e Sustentáveis: Tendências para Produtos Cárneos | Msc. João Yunes – Corbion

·        11h20 às 11h50 | Palestra 5: Uso de inteligência artificial na prevenção da qualidade da carne | Dr. João Dorea – University of Wisconsin

·        11h55 às 12h30 | Painel de discussões – Tendências, desafios e perspectivas para o futuro da indústria da carne

Participação especial: Neivor Canton – Presidente da Aurora Coop

Participação especial: Jorge Luiz de Lima – Gerente Executivo do Sindicarne

Participação especial: Executivo da empresa MBRF

A programação também prevê uma experiência gastronômica para os participantes, com sanduíche autoral exclusivo assinado pelo chef Fragoso, preparado com insumos de produção local, e almoço no próprio Hotel Kindermann. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Fonte: Assessoria Fiesc/Senai
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.