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Safra de inverno em Santa Catarina termina com retração do trigo e avanço de aveia e cevada

Pressão do mercado internacional reduz área e produção do trigo, enquanto contratos antecipados e ganhos agronômicos fortalecem alternativas de inverno no Estado.

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Foto: Aires Mariga/Epagri

A safra catarinense de cereais de inverno chega ao fim em 2025 marcada por movimentos distintos entre as culturas, refletindo tanto as condições de mercado quanto as estratégias adotadas pelos produtores. Enquanto o trigo perdeu espaço diante de preços pressionados e menor atratividade econômica, aveia e cevada se consolidaram como alternativas relevantes para renda, diversificação produtiva e conservação do solo no Estado.

Foto: Cleverson Beje

Os dados mais recentes do Observatório Agro Catarinense mostram que a área plantada com trigo em Santa Catarina somou 105,1 mil hectares nesta safra. Apesar da retração de área, a qualidade do grão colhido tem sido avaliada como elevada. Ainda assim, o recuo no plantio impacta o volume final. “O ponto negativo fica por conta da redução da área plantada nesta safra. Com isso, a produção total em Santa Catarina deve registrar uma diminuição de 11,5%, chegando a aproximadamente 382 mil toneladas”, afirma João Rogério Alves, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa.

Segundo o especialista, o cenário externo segue desfavorável ao cereal. “O mercado internacional mantém a commodity em baixa. A grande oferta global, aliada à expectativa de super safra em países vizinhos, como a Argentina, deve manter a pressão sobre os preços no mercado nacional nos próximos meses”, avalia Alves. Esse contexto tem levado produtores catarinenses a reduzir a exposição ao trigo, especialmente em áreas menos competitivas.

Em contrapartida, a aveia ampliou sua relevância no Estado, ocupando 34,2 mil hectares em 2025, conforme o Observatório Agro Catarinense. A cultura reforça seu papel duplo, tanto como alternativa econômica no inverno quanto como ferramenta estratégica para o manejo do solo, contribuindo para a cobertura vegetal, a rotação de culturas e a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Já a cevada apresentou desempenho mais favorável do ponto de vista econômico, impulsionada principalmente pela adoção de contratos

Foto: J.L.F. Pires/Embrapa

antecipados entre produtores, cooperativas e a indústria cervejeira. Essa estratégia garantiu previsibilidade de preços e reduziu os riscos de comercialização, fator decisivo para manter a atratividade da cultura mesmo em um ambiente de incertezas no mercado de grãos.

Embora a participação de Santa Catarina na produção nacional de trigo, aveia e cevada seja relativamente pequena, essas culturas mantêm importância agronômica e socioeconômica para o Estado. O mercado catarinense, no entanto, segue fortemente influenciado pelos estados vizinhos. Rio Grande do Sul e Paraná lideram a produção nacional e exercem papel determinante na formação dos preços pagos aos produtores, condicionando o comportamento do mercado em Santa Catarina e reforçando a necessidade de estratégias de diversificação e mitigação de riscos na safra de inverno.

Preços em queda 

Os preços do trigo seguem em queda em Santa Catarina. Em novembro, o valor médio recebido pelos produtores recuou 2,37% na comparação mensal, com a saca de 60Kg cotada a R$62,20, acumulando desvalorização de 13,44% frente a novembro do ano passado.

Foto: Airton Pasinatto

O movimento baixista acompanha o cenário internacional, marcado pelo aumento da oferta mundial e pelo avanço das exportações, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o que mantém pressão sobre as cotações no mercado interno.

Menor área plantada

No campo, a colheita já alcança cerca de 75% da área cultivada, com predominância de boas condições nas lavouras remanescentes. Para a safra 2025/26, a estimativa indica redução de 14,5% na área plantada, que deve somar 105,1 mil hectares. Apesar da projeção de aumento de 3,5% na produtividade média, a produção total de trigo em Santa Catarina deve recuar 11,55%, totalizando 382,3 mil toneladas.

Desempenho da aveia e da cevada 

O desempenho da aveia e da cevada em novembro reforça o papel desses cereais de inverno como alternativas agronômicas e socioeconômicas viáveis em Santa Catarina, apesar da participação pouco expressiva do estado no mercado nacional. A formação de preços segue fortemente influenciada por Paraná e Rio Grande do Sul, principais produtores do país. No caso da aveia, os preços no mercado paranaense apresentaram queda anual de 3,70%, enquanto em Santa Catarina houve estabilidade na comparação anual.

Para a cevada, o cenário é mais favorável do ponto de vista econômico. A comercialização ocorre majoritariamente por meio de contrato

Foto: Divulgação

antecipados com indústrias e cooperativas, voltados à produção de cevada cervejeira. Em 2025, grande parte desses contratos foi fechada em valores atrativos, e as boas produtividades obtidas devem resultar em margens positivas, mesmo com preços atuais inferiores aos de um ano atrás.

Em Santa Catarina, o Sistema de Monitoramento de Safras da Epagri/Cepa aponta que a área de aveia destinada à produção de grãos recuou 3,47% na safra 2025/26, totalizando cerca de 34,2 mil hectares. Ainda assim, o ganho de produtividade, impulsionado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, resultou em crescimento de 5,84% na produção estadual, próxima de 52 mil toneladas. Já a cevada manteve área reduzida, com 440 hectares cultivados, mas a safra se destacou pela elevada qualidade industrial, reflexo do manejo técnico e do cultivo sob contratos, assegurando mercado e rentabilidade aos produtores catarinenses.

Fonte: O Presente Rural com Epagri

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Agro do Paraná começa a definir propostas para o Plano Safra 2026/27

Documento reúne demandas do campo sobre crédito rural, juros e políticas de apoio à produção.

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Foto: Gilson Abreu

O Sistema Faep já iniciou a construção das propostas do setor agropecuário paranaense para o Plano Safra 2026/27. Elaborado a partir de estudos técnicos e sugestões dos sindicatos rurais do Paraná, o documento reúne as principais demandas do campo em relação ao crédito rural e às políticas de apoio à produção e será encaminhado, até o final de fevereiro, aos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Fazenda.

Além do Sistema Faep e sindicatos rurais, a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) contribuem com o conteúdo.

Foto: Gilson Abreu

Neste momento, as entidades estão mobilizadas na coleta de informações junto às bases. O Sistema Faep encaminhou ofícios aos sindicatos rurais solicitando sugestões, com prazo até 6 de fevereiro. A partir desse levantamento, as propostas serão consolidadas em um único documento.

De acordo com o gerente do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Jefrey Albers, o Paraná se destaca nacionalmente por apresentar uma proposta construída de forma integrada entre diferentes entidades do setor. “É um trabalho conjunto, unindo as informações, em que cada entidade conversa com sua base e traz elementos técnicos e regionais para fortalecer o documento”, explica.

O processo de construção conjunta das propostas ocorre há mais de duas décadas no Paraná, consolidando o Estado como uma das principais vozes na formulação do Plano Safra. As demandas regionais, elaboradas com subsídios técnicos, ajudam a orientar as políticas públicas voltadas ao agronegócio brasileiro.  “O Paraná tem histórico de participação ativa na elaboração do Plano Safra. Esse diálogo com os sindicatos rurais e com as demais entidades do setor produtivo é fundamental para que as demandas do campo sejam efetivamente consideradas pelo governo federal”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Foto: Shutterstock

As reivindicações do setor paranaense para a elaboração de políticas públicas devem abranger diferentes perfis de produtores, com foco no aporte de recursos para programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e agricultura empresarial. O conteúdo contempla pontos centrais do crédito rural, como volume de recursos, taxas de juros e prazos de financiamento, voltados às linhas de custeio, investimento, comercialização e seguro rural.

Outro aspecto considerado é a análise do cenário econômico, incluindo inflação, custos de produção e desempenho do setor agropecuário, fatores que embasam as sugestões relacionadas a juros e direcionamento de recursos. Entre as diretrizes discutidas está a priorização de verbas para as linhas de custeio, em detrimento da simples renovação de máquinas e equipamentos.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Fórum ABMRA de Comunicação leva dados sobre o produtor rural para a Show Rural Coopavel

Evento em Cascavel apresenta recortes nacionais e do Paraná da Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural

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Foto: Ricardo Ribeiro

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) realiza no dia 11 de fevereiro o Fórum ABMRA de Comunicação, encontro que coloca em pauta dados inéditos e estratégicos sobre o perfil e os hábitos do produtor rural brasileiro, além das transformações da comunicação no agronegócio, em um cenário cada vez mais impactado pelo avanço da Inteligência Artificial. O evento será das 14 às 16 horas, no Auditório Principal – Térreo do prédio Paraná Cooperativa, durante o Show Rural Coopavel. 

Foto: Albari Rosa

Organizado pela ABMRA, o Fórum abordará temas centrais para o relacionamento entre marcas e produtores, como as mudanças no perfil do agricultor brasileiro, os canais de comunicação mais relevantes no campo, os desafios enfrentados no dia a dia das propriedades e as oportunidades que a comunicação pode gerar para o setor. Também estarão no centro do debate os riscos e as possibilidades do uso da Inteligência Artificial aplicada ao marketing e à comunicação. 

Grande parte do conteúdo apresentado será baseada nos dados da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, lançada em dezembro de 2025 e considerada o mais amplo estudo sobre o perfil e o comportamento do produtor rural no Brasil. A edição mais recente reúne informações coletadas em 3.100 entrevistas presenciais, realizadas em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas. A pesquisa foi operacionalizada pela S&P Global, uma das maiores autoridades mundiais em dados e inteligência de mercado. 

A programação do Fórum também contará com a participação de Rodrigo Neves, presidente da Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid) e uma das principais lideranças em projetos e treinamentos baseados em Inteligência Artificial, que irá contribuir com uma visão prática sobre a aplicação da tecnologia no contexto da comunicação e dos negócios. 

Segundo o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, a presença da entidade na Show Rural Coopavel reforça o compromisso com a disseminação de

Foto: Divulgação/Sistema Ocepar

conteúdo qualificado e com a promoção das boas práticas de marketing no agronegócio. “A ABMRA participa ativamente da Show Rural Coopavel ao levar uma visão atualizada sobre as boas práticas da comunicação, como o uso do mix de comunicação e as oportunidades e desafios que a Inteligência Artificial traz para o marketing”, afirma. 

Durante o encontro, os participantes terão acesso a recortes nacionais e regionais da pesquisa, com foco específico no perfil do produtor rural paranaense. Serão apresentados dados sobre idade média, escolaridade, desafios do dia a dia, expectativas para o futuro, hábitos de informação, consumo de mídia, uso de redes sociais para fins profissionais, adoção de tecnologias, conectividade no campo, gestão da propriedade, fontes de financiamento, comercialização da produção, percepção sobre mudanças climáticas e a participação da mulher no agronegócio. “A mais recente Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural traça uma radiografia bastante relevante do comportamento do agricultor e do pecuarista, especialmente ao evidenciar o equilíbrio entre a adoção de tecnologias e a manutenção de práticas analógicas. Esse conjunto de informações é fundamental para orientar estratégias de comunicação, marketing e negócios mais eficientes e verdadeiramente conectadas à realidade do campo”, pontua Nicodemos. 

A edição do Fórum ABMRA de Comunicação no Paraná conta com o apoio institucional da Show Rural Coopavel e com parcerias estratégicas de entidades representativas do setor, como Associação dos Jornalistas do Paraná (AJAP), Associação Brasileira das Agências de Propaganda (ABAP), Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid), Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), Conselho de Normas Padrão (CENP), Sindicato das Agências de Propaganda do Paraná (Sinapro Paraná), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e Shop Brasil. 

Fonte: Assessoria ABMRA
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Copagril celebra crescimento, resultados de R$ 2,5 bilhões e engajamento dos cooperados

Assembleia Geral Ordinária reuniu mais de oito mil associados, aprovou balanço de 2025, distribuição de sobras e apresentou Relatório Anual digital, reforçando transparência e sustentabilidade.

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Fotos: Divulgação/Copagril

A Cooperativa Agroindustrial Copagril realizou, na tarde desta sexta-feira (30), a Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo expressivo número de produtores cooperados no Salão Social da Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon (PR). A assembleia é considerada um dos principais momentos de transparência, prestação de contas e tomada de decisões da cooperativa.

Durante a AGO, o diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, apresentou o relatório de gestão contendo o balanço do exercício 2025, detalhando os principais resultados, as ações estratégicas e os avanços alcançados ao longo do último ano.

No decorrer da assembleia foi apresentado aos associados um vídeo de retrospectiva, reunindo os principais trabalhos, projetos e eventos realizados pela Copagril em 2025. O material proporcionou uma visão integrada das ações desenvolvidas pela cooperativa, reforçando a evolução institucional e o compromisso com o desenvolvimento dos cooperados e das comunidades onde atua.

Crescimento do quadro social e resultados financeiros

O último exercício foi marcado por crescimento expressivo do quadro social. A cooperativa alcançou a marca de 8.009 associados, representando um incremento de 16,6%, resultado que evidencia a confiança dos produtores no modelo cooperativista e na condução da gestão.

No exercício de 2025, a Copagril registrou faturamento bruto de R$ 2,5 bilhões. Após a apresentação, o balanço foi aprovado por aclamação pelos associados presentes. Em seguida, foi deliberado favoravelmente sobre a distribuição de sobras do exercício. “Encerramos o exercício com a certeza de que estamos no caminho certo. As mudanças implementadas e os resultados alcançados fortalecem nossa visão de futuro, com foco em sustentabilidade, inovação e rentabilidade para todos os associados”, destacou Podkowa.

O diretor vice-presidente da Copagril, Cesar Luiz Petri, ressaltou a importância do engajamento dos cooperados no crescimento da cooperativa. “Os resultados que foram apresentados são fruto de um trabalho coletivo, construído com responsabilidade, participação ativa dos associados e decisões estratégicas alinhadas às necessidades do produtor rural”, afirmou Petri.

Conselho Fiscal é eleito para gestão 2026

Já o diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, enfatizou o papel da governança e da organização institucional. “A AGO demonstra, mais uma vez, a solidez do nosso modelo cooperativista, baseado na transparência, no planejamento e no respeito às decisões tomadas de forma democrática”, pontuou Griep.

O CEO da Copagril, Daniel Engels, destacou a consistência da gestão e as oportunidades futuras. “Os números comprovam a capacidade da Copagril de crescer de forma sustentável, investindo em inovação, eficiência operacional e diversificação dos negócios, sempre com foco na competitividade do cooperado”, declarou Daniel.

Relatório Anual em formato digital

Neste ano, a AGO trouxe uma novidade importante: o Relatório Anual passou a ser disponibilizado exclusivamente em formato digital, no site da Cooperativa. A iniciativa reforça o comprometimento da Copagril com a sustentabilidade e a modernização dos processos, proporcionando mais agilidade no acesso às informações, ampliando a transparência e contribuindo para a redução do uso de papel.

O documento reúne dados, resultados e informações estratégicas que permitem ao cooperado acompanhar, de forma clara e detalhada, a atuação da cooperativa ao longo do último exercício, fortalecendo a tomada de decisão consciente e participativa.

Conselho Fiscal é eleito para gestão 2026

Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Copagril, foi realizada a eleição e posse do Conselho Fiscal para a Gestão 2026. O colegiado, responsável por acompanhar a execução financeira e contábil da cooperativa, será composto pelos membros efetivos José Rosenberger, Hari Normélio Krepsky e Luis Miguel Fülber. Os suplentes eleitos foram Mauro Vanroo, Antonio Francisco da Silva e Roseli Ines Vogel Pazdiora.

 

Fonte: Assessoria Copagril
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