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Safra de grãos deve atingir 360,1 milhões de toneladas no Brasil

Levantamento da Conab aponta crescimento de 2,2% na produção em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela maior área cultivada no país.

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Fotos: Jaelson Lucas/AEN

A produção de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada, o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no país, projetada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14/7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação

A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos. Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura. Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas. No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras.

O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.

Foto: Shutterstock

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis. O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.

Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.

Mercado

Foto: Divulgação

Neste 10º levantamento, a Companhia ajustou as estimativas para o estoque de passagem de milho na safra 2025/26, uma vez que a produção total do cereal foi reajustada para 141,7 milhões de toneladas. Com isso, a nova expectativa é de um estoque próximo a 14,5 milhões de toneladas em 31 de janeiro de 2027. A atualização da safra de algodão também possibilitou ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.

No caso da soja, o estoque final foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, diante um aumento no processamento do grão e das exportações, estimadas em julho em 62,57 milhões de toneladas e 116,3 milhões de toneladas respectivamente.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

Fonte: Assessoria Conab
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Notícias Boitel

Novo modelo pioneiro de engorda terceirizada ganha cada vez mais espaço na pecuária brasileira

Empresa opera três unidades no interior paulista e foi pioneira no Brasil na adoção da cobrança por matéria seca fornecida aos animais

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Fotos: Assessoria

A Maximus Agronegócio projeta abater cerca de 110 mil animais em 2026, ultrapassando pela primeira vez a marca de 100 mil cabeças em um ano. A empresa atua com três unidades de confinamento localizadas em Sertãozinho, Clementina e Sales, todas no interior de São Paulo, e aposta em um modelo de engorda terceirizada baseado na cobrança por quilo de matéria seca fornecida aos animais.

A modalidade, introduzida no Brasil há quase dez anos pelo zootecnista e proprietário da empresa, Neto Sartor, é hoje o principal formato de contrato utilizado pela Maximus. Em 2025, 89,5% da prestação de serviço de engorda da companhia foi realizada com base no modelo de matéria seca, em vez das tradicionais cobranças por diária ou por arroba produzida.

A modalidade proposta se coloca como uma alternativa à resistência ainda presente na relação entre pecuaristas e o modelo de boitel: a insegurança sobre o custo-benefício da engorda, desempenho dos animais e regras comerciais para animais de diferentes padrões raciais que ingressarão no ciclo de engorda em confinamento. No modelo adotado pela Maximus, o produtor paga pelo alimento efetivamente fornecido ao seu lote, enquanto o resultado da operação é acompanhado a partir da eficiência de transformar alimento em carne.

“Quando o confinamento cobra por diária, existem interesses conflitantes entre quem presta o serviço e quem coloca o animal no sistema. É sabido que os ganhos de peso (tanto vivo quanto em carcaça) são proporcionais ao consumo, ou seja, animais que consomem mais tendem a ganhar mais peso. Assim, no modelo de diária fixa, o produtor quer que o gado consuma o máximo possível, enquanto para o confinamento (nesse modelo) o objetivo é que os animais tenham o menor consumo possível desde que o resultado de ganho agrade o seu cliente, afinal, isso melhora o seu resultado financeiro. Na matéria seca, os dois lados têm o mesmo objetivo: maior consumo possível e a melhor eficiência em transformar kg de matéria seca em carcaça”, afirma Sartor.

Além de dar mais clareza à relação comercial, o formato reduz algumas interferências como o peso de entrada dos animais, a distância viajada ou as características raciais dos indivíduos que irão compor o lote. Em viagens mais longas, por exemplo, a perda de peso no transporte, comumente chamada de “quebra de viagem”, pode alterar significativamente o peso do lote no desembarque, mas esse fator não interfere nos custos de engorda desses animais.

Segundo o diretor da Maximus Agronegócio, Pablo Campos, a intenção é fazer com que a engorda terceirizada seja percebida pelo pecuarista como ferramenta de gestão e não apenas como uma alternativa temporária para falta de estrutura própria.

“O produtor deposita um patrimônio importante quando manda seus animais para um confinamento. Por isso, ele precisa entender exatamente a composição da conta, quais são as regras e qual resultado pode esperar. O boitel só se sustenta quando gera valor para o pecuarista”, afirma.

 

Modelo surgiu a partir de dificuldades do mercado

A origem da Maximus está diretamente ligada a essa necessidade de construir uma relação mais previsível entre confinamento e produtor. Antes de criar a empresa, Sartor atuava como consultor e enfrentava dificuldades para encontrar operações que recebessem os animais de seus clientes com regras claras, transparência comercial e condições adequadas para diferentes perfis de rebanho.

Na época, ele observava obstáculos recorrentes, como divergências sobre peso de entrada, impacto das viagens, critérios de cobrança e limitações para receber animais com características distintas. A partir dessa experiência, decidiu empreender e montar o seu próprio boitel para então servir ao mercado como uma alternativa que solucionava estes mesmos desafios. Após visitar uma operação de engorda terceirizada nos Estados Unidos, Neto se inspirou em um modelo semelhante e o adaptou à realidade brasileira, criando a cobrança por quilo de matéria seca fornecida aos animais.

A empresa iniciou suas atividades em 2017, em uma unidade arrendada no município de Sabino, também no interior paulista. Logo no início, prestou serviço de quarentena à exportação de gado vivo para dois navios que deixaram o Brasil pelo Porto de Santos, mas em março de 2018 a Maximus retornou ao planejamento inicial e redirecionou a estrutura para a engorda de bovinos.

Até o final daquele ano, a empresa abateu cerca de 20,3 mil animais. Em 2019, primeiro ano completo na operação de engorda, o volume avançou para aproximadamente 34,7 mil cabeças, seguidos de outros 43 mil animais em 2020. Em 2025, a operação encerrou o ano com 96.993 animais abatidos.

A expansão levou à formação da atual estrutura, composta pelas unidades de Sertãozinho, Clementina e Sales. A empresa agora trabalha na padronização de processos, no fortalecimento da gestão, da governança e na integração das operações para sustentar o próximo ciclo de crescimento.

Além da prestação de serviço de engorda, ao longo de sua história, a Maximus se especializou também em atender marcas especificas de carne com foco em volume, regularidade de fornecimento e padronização de carcaça.

A companhia também oferece antecipação de recebíveis para clientes com animais nas unidades.

 

Fonte: Assessoria
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Corte no seguro rural expõe fragilidade da proteção no campo

Redução de R$ 518 milhões no orçamento do PSR em 2026 coincide com queda de 76% da área segurada desde 2021 e acende alerta sobre falhas de cobertura e exposição patrimonial nas propriedades.

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Fotos: Shutterstock

A redução de R$ 56,3 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) ampliou a preocupação do agronegócio com a capacidade de proteção das lavouras brasileiras diante de eventos climáticos extremos e perdas patrimoniais. O corte ocorre poucos meses após o bloqueio de aproximadamente R$ 461,7 milhões nos recursos da política pública em 2026, aprofundando a incerteza sobre o principal mecanismo federal de incentivo à contratação de seguro rural no país.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Na prática, o ajuste orçamentário acontece em um momento em que produtores enfrentam crédito mais restrito, custos elevados de produção e aumento da frequência de secas, geadas e chuvas intensas, fatores que ampliam a dependência de instrumentos de gestão de risco.

Os números mostram a dimensão do problema. Segundo nota técnica do Observatório do Crédito e do Seguro Rural, do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), a área segurada no Brasil despencou de aproximadamente 13,45 milhões de hectares em 2021 para cerca de 3,2 milhões de hectares em 2025, uma retração de quase 76% em quatro anos.

Para retomar, em 2026, o mesmo patamar de cobertura observado em 2021, seriam necessários aproximadamente R$ 2,37 bilhões em recursos para subvenção ao prêmio do seguro rural, aponta o estudo.

Seguro além do financiamento

Embora o debate esteja concentrado na redução dos recursos públicos para subsidiar a contratação das apólices, especialistas avaliam que o cenário também expõe um problema estrutural: a forma como muitos produtores encaram a proteção patrimonial da propriedade.

Advogada Clara Mendes, especialista em Gestão Jurídica, Compliance e Governança: “Ter uma apólice contratada não significa, necessariamente, estar protegido”

Para a advogada Clara Mendes, especialista em Gestão Jurídica, Compliance e Governança, o seguro rural ainda é frequentemente tratado apenas como uma exigência vinculada ao crédito ou como mais um custo da safra. “Ter uma apólice contratada não significa, necessariamente, estar protegido. O ponto central é entender se os bens estão avaliados corretamente, se as coberturas refletem os riscos reais da propriedade e se há lacunas que podem comprometer a indenização em caso de sinistro”, afirma.

Segundo ela, o crescimento patrimonial das propriedades rurais nas últimas décadas tornou a gestão do seguro mais complexa. Máquinas agrícolas de alto valor, estruturas de armazenagem, silos, benfeitorias, frotas e diferentes unidades produtivas exigem revisões periódicas das coberturas contratadas.

Sem essa atualização, o produtor pode acumular, ao longo dos anos, seguros insuficientes, coberturas duplicadas ou limites de indenização incompatíveis com o valor efetivo dos ativos. “Quando o produtor apenas renova a apólice sem revisar o patrimônio, ele pode carregar falhas por anos. Um equipamento subavaliado ou um limite mal calculado só aparecem como problema no pior momento: quando acontece o sinistro”, explica.

Risco invisível das apólices desatualizadas

Entre os mecanismos que mais geram surpresa ao produtor está a chamada cláusula de rateio, aplicada quando o valor segurado de um bem é inferior ao seu valor real de mercado. Nessas situações, a seguradora pode reduzir proporcionalmente a indenização, transferindo parte relevante do prejuízo ao proprietário.

O problema tende a aparecer em ativos sujeitos a valorização ou atualização frequente, como colheitadeiras, tratores, pulverizadores, silos e estruturas de armazenagem que, ao longo dos anos, tiveram aumento de valor sem que a apólice acompanhasse essa evolução.

Outro ponto sensível é o Limite Máximo de Indenização (LMI), indicador que define o teto de pagamento da seguradora em caso de sinistro. Quando dimensionado abaixo da exposição real da operação, o produtor pode descobrir apenas no momento da perda que parte do patrimônio ficou descoberta. No sentido oposto, limites superiores ao necessário podem elevar o custo do seguro sem gerar proteção adicional proporcional.

Para propriedades com grande número de veículos e equipamentos, a revisão técnica das apólices também pode identificar oportunidades de reorganização das coberturas e até de unificação de contratos.

Diagnóstico passa a ganhar espaço

Com recursos públicos mais escassos para subsidiar seguros e crédito rural mais seletivo, cresce a avaliação de que a contratação da apólice deve ser precedida por um diagnóstico detalhado da exposição financeira da propriedade.

Foto: Divulgação

O levantamento envolve identificar quais áreas da fazenda estão protegidas, quais permanecem descobertas, quais ativos estão vinculados a operações de crédito e quais riscos têm potencial para comprometer o fluxo de caixa da safra. “Em um ambiente de crédito mais seletivo, custos elevados e maior incerteza sobre subvenções, a proteção patrimonial precisa ser planejada com o mesmo cuidado dedicado ao financiamento da safra. O seguro não deve ser visto isoladamente, mas dentro de uma estratégia de continuidade da operação e preservação do capital do produtor”, pontua Clara.

Na prática, esse processo permite revisar contratos existentes, identificar falhas de cobertura, eliminar sobreposições e ajustar os seguros à realidade operacional da propriedade antes da renovação ou da contratação de novas apólices. “O papel da consultoria é ajudar o produtor a tomar uma decisão mais técnica. Em alguns casos, ele pode precisar de uma nova apólice. Em outros, pode ser necessário ajustar o que já existe. O mais importante é que a decisão seja tomada com clareza sobre os riscos reais da propriedade”, salienta a especialista.

Fonte: O Presente Rural com Agree
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Proibição de aditivos antimicrobianos leva granjas a rever programas nutricionais

Portaria SDA/Mapa nº 1.617/2026 restringe uso de avoparcina, bacitracinas e virginiamicina, aumentando a necessidade de alternativas para desempenho, microbiota e biosseguridade.

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A restrição ao uso de cinco aditivos melhoradores de desempenho antimicrobianos (AGPs) prevista na Portaria SDA/Mapa nº 1.617/2026 deve alterar programas nutricionais e sanitários utilizados na produção animal. A medida proíbe substâncias como avoparcina, bacitracina, bacitracina de zinco, bacitracina metileno disalicilato e virginiamicina, compostos historicamente empregados para reduzir desafios entéricos, controlar fermentações indesejáveis e melhorar índices produtivos.

A mudança reduz uma das ferramentas utilizadas por produtores e técnicos para manter o equilíbrio da microbiota intestinal e controlar a pressão de bactérias Gram-positivas associadas a problemas sanitários. Com a retirada desses produtos, a tendência é de maior dependência de estratégias integradas envolvendo manejo, biosseguridade, nutrição de precisão e imunonutrição.

Entre as substâncias afetadas, a avoparcina era utilizada principalmente pela capacidade de modular a microbiota intestinal e reduzir fermentações indesejáveis. A retirada do composto diminui as opções de controle preventivo por meio de AGPs, exigindo maior atenção aos fatores que influenciam a saúde intestinal dos animais.

As diferentes formas de bacitracina também tinham funções relacionadas ao suporte ao desempenho produtivo. A bacitracina era aplicada para reduzir a pressão bacteriana intestinal, especialmente em situações de desafios entéricos. Já a bacitracina de zinco era utilizada como melhorador de desempenho em rações, contribuindo para o equilíbrio intestinal e a eficiência alimentar. A versão metileno disalicilato, por sua vez, tinha uso frequente em programas para aves, com foco em conversão alimentar e controle da pressão entérica.

A virginiamicina também estava associada à redução de fermentações indesejáveis e ao suporte à estabilidade da microbiota intestinal. Com a restrição, sistemas produtivos precisarão revisar programas de desempenho e buscar alternativas capazes de manter resultados zootécnicos sem depender desses mecanismos de ação.

Mudança exige integração entre nutrição e manejo

A retirada dos AGPs amplia a importância de práticas preventivas dentro das granjas. O controle de desafios sanitários passa a depender ainda mais da qualidade das matérias-primas, da formulação das dietas, do manejo ambiental, da qualidade da água, da vacinação e de estratégias voltadas ao equilíbrio da microbiota.

Entre as alternativas avaliadas pelo setor estão probióticos, prebióticos, ácidos orgânicos, enzimas, extratos vegetais, minerais funcionais e programas de imunonutrição. A escolha das ferramentas tende a depender do sistema produtivo, espécie animal, desafio sanitário e objetivo econômico de cada operação.

A alteração também reforça a necessidade de monitoramento de indicadores como conversão alimentar, ganho de peso, integridade intestinal, incidência de enterites e uniformidade dos lotes. Sem o uso dos AGPs, pequenas variações de manejo ou nutrição podem ter maior impacto sobre o desempenho.

Para a indústria de proteína animal, a mudança representa uma revisão dos programas tradicionais de produção. A estratégia passa de um modelo baseado no uso de antimicrobianos promotores de crescimento para sistemas que dependem de maior controle dos fatores que interferem na saúde intestinal e na eficiência produtiva.

Fonte: O Presente Rural
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