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Safra de grãos 2022/2023 é estimada em 33,8 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul

Com uma produção estimada de mais de 20 milhões de toneladas de soja, o Rio Grande do Sul pretende recuperar parte das perdas provocadas pela estiagem passada. Os dados preliminares da Safra de Grãos de Verão 2022/2023 no Estado foram apresentados pela Emater/RS-Ascar durante a 45ª Expointer, que acontece até domingo (04), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Dados preliminares foram apresentados durante a 45ª Expointer – Foto: Rogério Fernandes/Emater/RS/Ascar
De acordo com pesquisa realizada em 484 (99,9%) dos 497 municípios gaúchos, a safra da soja estimada em 20,5 milhões de toneladas representa 124,41% a mais do que o frustrado ciclo anterior, que foi de 9,1 milhões de toneladas, o que projeta uma produtividade de 3.131 quilos por hectare, ou 112,68% maior do que a média de rendimento na safra passada, que foi de 1.472 quilos por hectare.
Ainda sobre a soja, principal grão de verão produzido no Estado gaúcho, a área projetada para a safra 2022/2023 é de 6.568.607 hectares, 2,83% maior do que a safra anterior (6.387.985 ha). “Como a metade Norte do Estado tem a soja com um potencial mais consistente, percebemos que a cultura está avançando para a metade Sul, necessitando de um manejo mais profissional, mas o resultado projetado é espetacular”, avalia o diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri.
A safra aguardada para a cultura do milho também projeta boa recuperação para os produtores e para a economia gaúcha. De acordo com a estimativa inicial apresentada pela Emater, o milho deverá alcançar uma produção de 6,1 milhões de toneladas, ou seja, 104,54% maior do que a safra passada (2,9 milhões de toneladas), a serem cultivadas numa área de 831.786 hectares, 5,91% acima da safra anterior (785.335 hectares), gerando uma produtividade média prevista de 7.337 quilos por hectare, o que representa 90,47% a mais do que a obtida na safra passada (3.852 quilos por hectare).
“Apesar de a produção de milho aumentar há quatro anos, precisamos de políticas públicas de incentivo para essa cultura, a exemplo do Pró-Milho, que envolve todas as entidades do agro do Estado. Temos necessidade de atender as demandas das criações, importante pela pujança do setor de proteína animal”, observa Rugeri.
No milho silagem, a produção esperada para a safra 2022/23 é de 13.835.615, ou seja 78,06% a mais do que a safra anterior, que foi de 7.770.047. Apesar da área diminuir 8,31%, passando de 398.587 hectares para 365.467 hectares, a produtividade estimada para esta safra é de 37.857 quilos por hectare, ou seja, de 93,01% superior aos 19.614 quilos por hectare de rendimento do milho silagem na safra passada.
Já a safra de arroz projeta para a safra de verão uma redução de área de 9,90%, passando de 957.185 hectares (safra 2021/2022) para 862.498 hectares, estimativa inicial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para 2022/2023. Isso vai fazer com que o RS tenha, para a próxima safra de verão (2022/2023), uma produção de 7,09 milhões de toneladas de arroz (a safra 2021/2022 foi de 7,7 milhões de toneladas), e uma produtividade média de 8.226 quilos por hectare, ou seja, 1,10% menor do que a obtida na safra anterior, que foi de 8.315 quilos por hectare.
Para o feijão 1ª safra, a Emater também projeta uma redução de 4,56% da área a ser cultivada, totalizando, para a safra de verão, 30.561 hectares no RS (na safra passada foram cultivados 32.020 hectares). A produção estimada de feijão é de 51.985 toneladas (42.188 toneladas na safra 2021/2022), e a produtividade para a safra 2022/2023 é de 1.701 quilos por hectare, 28,19% maior do que a da safra anterior, que foi de 1.327 quilos de feijão por hectare. “Com o avanço da Agricultura de Baixo Carbono (ABC), as culturas de verão, como o feijão, têm que estar fortalecidas no sistema de produção do Estado”, ressalta Rugeri.
Aumento de 69,93%
No total de grãos a serem cultivados no Rio Grande do Sul para a safra 2022/2023, a Emater e o Irga estimam uma produção de 33,81 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 69,93%, se comparada com a safra anterior 2021/2022, que foi de 19,89 milhões de toneladas. Na área a ser cultivada com os grãos de verão no Estado, as estimativas indicam o total preliminar de 8.293.457 hectares, ou 1,60% acima da área cultivada na safra passada, que foi de 8.162.525 hectares.
Para Rugeri, o momento é de refletir e celebrar as perspectivas para a safra de grãos de verão. “Nosso maior desejo é que essas informações se consolidem”, finalizou o diretor técnico.
Prognóstico climático trimestral
Antes da apresentação das estimativas iniciais da safra de verão 2022/2023, o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Flávio Varone, ressaltou a tendência de o Rio Grande do Sul ter uma primavera amena, “dentro da normalidade, com declínio do fenômeno La Niña, à medida que se aproxima o verão”.
Segundo o meteorologista, o inverno se mantém típico, mais úmido, e os meses de setembro e novembro têm condições de chuva dentro da normalidade para a época, assim como em outubro, “quando teremos a sensação de que o inverno ainda não passou, com noites mais frias”, disse Varone, ao antecipar como previsão para o verão a ocorrência de estiagens curtas e regionalizadas.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.




