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Safra 2025/26 de soja registra avanço precoce da cercospora

Doença surge nos primeiros estágios da cultura no Sul e Cerrado, com potencial de reduzir produtividade em mais de 20% se o manejo preventivo não for adotado.

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Fotos: Divulgação

A safra 2025/26 de soja começa com sinais de alerta vindos do campo: em diversas áreas do Sul e do Cerrado, técnicos e redes de monitoramento registram aumento na severidade dos casos de cercospora desde os primeiros estágios da cultura. O avanço precoce da doença tem sido associado ao conjunto de fatores observado nesta temporada, alternância de calor intenso, alta umidade em períodos pontuais e estresse hídrico em janelas curtas, condições que favorecem a manutenção do inóculo e a aceleração dos sintomas.

Instituições como Embrapa e Fundações de Pesquisas vêm chamando atenção em seus boletins regionais para a necessidade de reforçar o manejo preventivo, sobretudo em áreas que já apresentaram pressão significativa na safra passada.

A cercospora afeta principalmente as folhas, encurtando a longevidade do dossel, antecipando a queda da parte aérea e reduzindo o enchimento dos grãos. De acordo com análises recentes de centros de pesquisa regionais, as perdas podem ultrapassar 20% da produtividade em condições de alta severidade, um impacto relevante em regiões de clima variável, onde o estresse hídrico pontual tem sido mais frequente e tende a agravar a manifestação dos sintomas.

Para o engenheiro agrônomo Marcelo Gimenes, o comportamento mais agressivo da doença observado nas últimas safras reforça a importância das estratégias iniciadas logo nos primeiros estágios da cultura. “A cercospora tem deixado de ser um problema restrito ao final do ciclo. Em muitas áreas, ela está aparecendo cedo, reduzindo a capacidade fotossintética e comprometendo diretamente o potencial produtivo. A prevenção se torna decisiva, especialmente em ambientes sujeitos a oscilações climáticas e pressão histórica de doenças”, afirma.

O cenário demanda ainda mais atenção onde cercospora e mancha-alvo convivem na mesma lavoura, combinação que tem sido registrada com maior frequência, segundo consultorias técnicas e redes de monitoramento do Sul e do Cerrado. “Quando essas duas doenças avançam em paralelo, o produtor perde capacidade de recuperação foliar. Por isso, é fundamental adotar ferramentas com amplo espectro de controle e residual, evitando brechas que favoreçam a evolução dos sintomas”, destaca Gimenes, completando: “O produtor está diante de uma doença que evoluiu em agressividade e distribuição nos últimos anos. Garantir proteção foliar contínua e decisões técnicas fundamentadas será essencial para atravessar esta safra com segurança e minimizar perdas. O manejo da cercospora exige estratégia, precisão e ferramentas compatíveis com a complexidade do desafio”.

Fonte: Assessoria ADAMA

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Soja encerra janeiro com preços mais fracos no mercado brasileiro

Expectativa de safra recorde, demanda interna limitada e valorização do real influenciam as cotações, segundo o Cepea.

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Foto: Divulgação

Os preços da soja em grão seguiram enfraquecidos no mercado brasileiro no encerramento de janeiro. De acordo com pesquisadores do Cepea, a desvalorização do grão esteve associada às expectativas de oferta recorde no Brasil, à fraca demanda doméstica e à valorização do Real frente ao dólar.

Esse movimento cambial reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, afastando parte dos demandantes internacionais em favor da soja norte-americana. No campo, as atividades de colheita avançam gradualmente no Brasil.

No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea apontam que os níveis de umidade do solo permanecem abaixo do ideal em áreas do Sul, especialmente em lavouras semeadas mais tardiamente, mantendo os produtores em estado de alerta. As previsões indicam chuvas mais abrangentes nos próximos dias, que, se confirmadas, tendem a melhorar o balanço hídrico e trazer alívio às lavouras.

Segundo a Conab, a colheita da soja atingiu 6,6% da área nacional até 24 de janeiro, acima dos 3,2% observados no mesmo período da safra passada. Mato Grosso segue liderando os trabalhos, com 19,7% da área colhida, contra 3,6% há um ano.

Fonte: Assessoria Cepea
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Show Rural Coopavel deve receber delegações de todos os continentes

Produtores, técnicos e executivos de multinacionais do agronegócio estarão em Cascavel entre 09 e 13 de fevereiro para conhecer tecnologias e inovações do setor.

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Foto: Divulgação/Coopavel

Produtores rurais, técnicos e diretores de empresas multinacionais do agronegócio estarão em Cascavel, de 09 a 13 de fevereiro, para prestigiar o 38º Show Rural Coopavel. “Temos a confirmação de várias delegações que se deslocarão até aqui para conhecer e ter contato com as tecnologias e inovações que os 600 expositores, nacionais e estrangeiros, apresentarão nesta edição”, comenta o presidente Dilvo Grolli.

O coordenador geral do Show Rural, Rogério Rizzardi, diz que, pelo número de confirmações, esse poderá ser o ano com recorde no número de recepções a caravanas, tanto nacionais quanto de países de todos os continentes. “O Show Rural é uma referência no mundo e essas visitas comprovam isso”, afirma ele.

Países

Entre os países com delegações já confirmadas, estão: Alemanha, França, Itália, Espanha, Moçambique, Estados Unidos, Paraguai, Argentina, China, México, Japão e Austrália. “E também receberemos delegações de praticamente todo o Brasil. Exemplo disso é uma comitiva formada por produtores e líderes do setor agropecuário de estados do Nordeste, que todos os anos há mais de duas décadas se deslocam a Cascavel para aprofundar conhecimentos sobre o agronegócio”, comenta o presidente Dilvo.

Com o tema A força que vem de dentro, o Show Rural Coopavel espera receber, em cinco dias, entre 360 mil e 400 mil visitantes. Entre os diferenciais do evento estão a não cobrança de ingresso para acessar o parque e gratuidade pelo uso de vagas do estacionamento.

Fonte: Assessoria Coopavel
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POD oficializa Manifesto da Ambição Regional durante o Show Rural Coopavel

Documento estabelece diretrizes para fortalecer a economia regional com foco em tecnologia, inovação e educação.

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Foto: Divulgação/Coopavel

Um ato com a presença de autoridades e líderes dos mais diferentes setores produtivos e organizados da região, na quarta-feira, 11 de fevereiro, no Show Rural Coopavel, deverá entrar para a história do Oeste do Paraná. Na ocasião, o Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) fará a assinatura do Manifesto Ambição Regional, durante o Iguassu Valley Show, que vai reunir atores do ecossistema de inovação de municípios de todo o território no espaço do Show Rural Digital.

O presidente do POD, Alci Rotta Júnior, informa que o Manifesto está em estruturação há um bom tempo e envolveu inúmeras discussões com líderes e profissionais altamente qualificados. “Essa é a evolução da Diretriz Transformadora Massiva, e busca dar um norte, orientar e acompanhar, de forma técnica e gradual, os próximos passos do processo de fortalecimento da economia de toda a região”. A construção da ideia central do Manifesto da Ambição Regional do Oeste começou há alguns anos, com uma viagem técnica a Israel.

“Lá, protagonistas de áreas produtivas e presidentes de entidades da nossa região, puderam perceber, na prática, o que a tecnologia, o conhecimento e a inovação podem fazer pelo contínuo processo de desenvolvimento social e econômico de uma região e de um país inteiro. Esses são movimentos de forte impacto e transformação, então decidimos, conjuntamente, pensar um rumo ainda mais seguro para o futuro do Oeste”, comenta Alci. Integrando-se à condição de referência na produção de proteínas animais, o foco da Ambição Regional é fazer do Oeste líder global em tecnologias e inovações agregadas à cadeia da proteína, complementa o vice-presidente do POD, Clédio Marshall.

Educação

O POD, organismo formado por mais de 60 entidades, empresas, instituições de ensino, órgãos públicos, associações comerciais e cooperativas, definiu o cronograma para que essas mudanças possam, gradativamente, ser incorporadas à realidade regional. Alguns desses primeiros passos já foram dados, comenta Alci, citando recente viagem técnica à Alemanha e à Finlândia, referências em educação de excelência, e com a realização, em parceria com Caciopar e Amop, do 2º Fórum Econômico e Político do Oeste, que teve esse como tema central. “Melhorar a educação, a partir da base, é imprescindível para o sucesso desse projeto que deve ser abraçado por todos os oestinos”, afirma o presidente do POD.

Fonte: Assessoria Coopavel
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