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Rússia x Ucrânia: como o conflito impacta o mercado do trigo no Brasil e no mundo
Guerra entre os dois países, que respondem por cerca de 30% da produção, pode mexer no mercado global da commodity e o Brasil é um grande importador do cereal.

Em nota divulgada à imprensa na última sexta-feira (04), a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) demonstra grande preocupação com os impactos que o conflito entre Rússia e Ucrânia podem trazer para o mercado do trigo no Brasil e no mundo.

Presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa
A Rússia é o maior exportador mundial de trigo e a Ucrânia ocupa a 4ª posição neste ranking. Juntos, são responsáveis por cerca de 30% do mercado mundial de exportação do trigo, o que corresponde a 210 milhões de toneladas. “É inevitável que a crise da Ucrânia afete diretamente os preços do trigo a nível mundial”, destaca o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.
De acordo com a Abitrigo, se o conflito armado se prolongar com a resistência da Ucrânia, continuará a suspensão dos embarques nos portos ucranianos e os importadores concentrarão suas demandas nos demais exportadores, como Estados Unidos, Austrália, Canadá e Argentina. Isto poderá manter os preços em níveis elevados.
O mercado global de trigo, nos dois últimos anos, foi fortemente afetado por crises climáticas nos países líderes e pela Covid-19, que impactou o posicionamento de estoques de segurança e fretes marítimos, cujos valores sofreram aumento de até três vezes.
Por tudo isso, o mercado mundial de trigo precificou, de forma contundente, indicando que visualiza um alongamento da crise. Até a última quinta-feira (03), que completou oito dias da invasão dos russos na Ucrânia, o cereal subiu 35,7% nos Estados Unidos. A Argentina, nosso maior fornecedor, acompanha esta tendência. A escalada altista ainda não se estabilizou e continua em forte ascensão.
Segundo a Abitrigo, o mercado mundial de trigo tem apresentado grande dificuldade em precificar o cereal, pois isto depende da duração e da abrangência da crise. “Esta visão do mercado tem gerado oscilação nos preços. Na Argentina, nosso maior fornecedor, os preços também estão oscilando. Será necessário assim, maior definição do desmembramento da crise para posicionamento do mercado”, frisa Barbosa.
Abastecimento
As análises da Abitrigo indicam que o Brasil não terá problemas de abastecimento do cereal no curto prazo, pois a

Argentina já sinalizou ter trigo suficiente para atender as necessidades brasileiras, além de que o volume vindo da Rússia é muito pequeno e não temos registro de compras do trigo da Ucrânia.
Preços no mercado global
O mesmo não ocorre em relação aos preços no mercado global e no mercado interno. Um fator que pode aliviar um pouco esse aumento, mas longe de ser significativo, é a queda no valor do dólar em relação ao real nos últimos dias, o que pode compensar, de certa forma, os aumentos recentes em Chicago. Mas a tendência é que o patamar de preços fique bem elevado, nos próximos quatro ou cinco meses, com previsão de estabilizar ou começar a cair a partir do mês de julho/agosto, com a entrada da safra do hemisfério norte.
Fertilizantes preocupa
Outra questão que pode impactar o preço do trigo é a incerteza em relação aos fertilizantes, pois a Rússia é um dos maiores produtores do mundo e também fornecedor desse produto para o Brasil, além da influência dos fundos de investimento, que aumentaram suas posições nas commodities, ampliando a volatilidade dos preços.
Brasil importa cerca de 60% do cereal
O trigo no Brasil foi e continua sendo um problema sério, por conta da dependência, pois o país segue muito vulnerável. Em torno de 60% da demanda interna de trigo é atendida por importação externa e, desse total, 85% é originário de um único país, a Argentina.
O mercado de trigo enfrentou muitas questões nos últimos anos, como a pandemia, a elevação dos custo com o frete e agora o conflito entre Rússia e Ucrânia. “Estamos, novamente, vivendo um período de grandes desafios para todo o setor do trigo. Mais do que isso, esse conflito é um momento de muita tensão e incerteza para o mundo, que deve ser acompanhado com cautela e atenção por todos”, avalia Barbosa.

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A nova conta do transporte: três fatores que podem elevar custos logísticos em 2027
Agronegócio e indústria estão entre os setores mais expostos ao aumento das despesas com frete.

A partir de 2027, o transporte rodoviário brasileiro poderá enfrentar uma combinação de mudanças regulatórias e tributárias com potencial para elevar os custos logísticos. A obrigatoriedade de cumprimento do piso mínimo do frete, o fim da desoneração do diesel e a transição para o novo modelo da Reforma Tributária formam os três principais fatores que entram no radar de empresas e produtores.

Foto: Divulgação
Para o advogado tributarista Felipe Azevedo Maia, a soma dessas alterações cria um cenário de incerteza para uma cadeia que depende fortemente das rodovias, especialmente o agronegócio, responsável por grande parte da movimentação de cargas no país.
Segundo ele, a efetiva aplicação do piso mínimo do frete deve provocar uma mudança nos valores praticados pelo mercado, principalmente em operações de subcontratação, nas quais o valor definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nem sempre é respeitado. “Com o piso sendo efetivamente cumprido e fiscalizado, o frete sobe, e isso repercute em toda a cadeia, do insumo agrícola ao produto industrializado”, explica.
Fiscalização do frete mínimo pode alterar preços do transporte
A Medida Provisória do Piso Mínimo do Frete, aprovada pelo Senado, amplia os mecanismos de fiscalização sobre operações realizadas abaixo dos valores estabelecidos pela ANTT. Entre as medidas previstas está o bloqueio da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e a aplicação de multas que podem chegar a R$ 10 milhões por operação.
Na avaliação de Maia, uma fiscalização mais rigorosa tende a reduzir a prática de valores abaixo da tabela e

Foto: Divulgação
pressionar o preço médio dos serviços de transporte. “Essa mudança pode elevar o custo do frete e, consequentemente, impactar toda a cadeia produtiva. O ICMS que compõe o custo dos fretes tende a aumentar em arrecadação, mas ainda não há diagnóstico claro dos estados sobre o tamanho desse efeito”, observa.
Diesel e reforma tributária entram na composição dos custos
O segundo fator apontado pelo especialista é o fim da desoneração do diesel. A medida que reduziu a cobrança de PIS/Cofins sobre a importação e comercialização do combustível está prevista até 31 de dezembro de 2026.
Segundo Maia, o término desse benefício ocorre justamente no início da implantação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo que substituirá o PIS/Cofins a partir de 2027, aumentando as dúvidas sobre o impacto final da tributação sobre combustíveis. “O vencimento da desoneração coincide com a entrada em vigor da CBS, que substitui o PIS/Cofins em 2027, e ainda não há definição sobre como o novo tributo tratará o diesel, o que amplia a incerteza sobre o custo do transporte”, afirma.

Foto: Divulgação
Além da CBS, a Reforma Tributária prevê a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá gradualmente o ICMS. Embora a legislação complementar estabeleça regras específicas para combustíveis, ainda existem dúvidas sobre as alíquotas e os efeitos práticos para o transporte rodoviário. “Mesmo com um capítulo dedicado ao setor, ainda não há clareza sobre as novas alíquotas e sobre o impacto concreto para o transporte rodoviário. Quando você soma isso ao fim da isenção do diesel e ao piso do frete reajustado semestralmente, o risco é de um choque de custos em 2027”, analisa.
Falta de diagnóstico amplia risco para empresas
Além do impacto direto nos custos, o tributarista chama atenção para o risco regulatório e para possíveis disputas judiciais relacionadas às regras de atualização do piso do frete.
Segundo ele, a previsão de reajustes semestrais e a possibilidade de “correções pontuais” podem abrir espaço para

Foto: Márcio Ferreira
questionamentos sobre os critérios utilizados. “A forma como a MP prevê a atualização semestral do piso, com a possibilidade de correções pontuais definidas de maneira genérica, é exatamente o tipo de brecha que costuma virar disputa judicial. Some isso ao fato de que o benefício fiscal do diesel tem prazo para acabar, e você tem um custo represado que ainda não foi precificado por ninguém”, afirma.
Para Maia, o principal ponto de atenção é a ausência de uma análise conjunta dos efeitos dessas mudanças sobre a logística nacional. “Não há estudo consolidado sobre o impacto da MP dos Fretes em conjunto com a Reforma Tributária, o fim da desoneração do diesel e o restabelecimento da tributação sobre combustíveis. Isso pode trazer prejuízos substanciais e aumento de custos para o setor logístico e o agronegócio”, alerta.
Segundo o profissional, a combinação dos três fatores pode pressionar margens de empresas e produtores caso os impactos não sejam antecipados. “A combinação entre diesel mais caro, piso do frete reajustado e maior fiscalização tende a pressionar margens e encarecer insumos, alimentos e produtos industrializados. Sem um diagnóstico sério, o país corre o risco de descobrir esse impacto apenas quando a conta chegar”, enfatiza.
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Frimesa antecipa meta de energia renovável prevista para 2030
Cooperativa alcançou 96,4% de consumo energético proveniente de fontes renováveis em 2025 e reforçou a estratégia de neutralidade de carbono até 2040.

A Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, alcançou, em 2025, o índice de 96,4% de energia proveniente de fontes renováveis em suas operações industriais, superando com antecedência a meta prevista no Roadmap ESG 2040 de atingir 95,7% até 2030. O resultado reforça o compromisso da cooperativa com a sustentabilidade e a transição para uma matriz energética limpa, alinhada à meta de neutralidade de carbono até 2040.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Esse resultado demonstra nossa capacidade de integrar inovação e sustentabilidade na operação industrial” – Foto: Divulgação/Frimesa
O desempenho foi impulsionado pelo uso de biomassa, biogás e energia solar, que têm contribuição significativa na matriz energética da cooperativa. O consumo total de energia da cooperativa atingiu 1.986.067 GJ em 2025, com destaque para a predominância de combustíveis renováveis como biomassa e biogás, que juntos responderam por 61,5% do total de energia consumida.
Um exemplo prático está na Unidade Frigorífica de Assis Chateaubriand, que mesmo com a expansão da produção em 2025, manteve a operação majoritariamente abastecida por energia renovável.
Para isso, projetos como a ampliação de usina fotovoltaica, estudos para incorporação de biometano e eletrificação da frota estão no pipeline, visando aumentar de forma contínua a participação de renováveis e reduzir o uso de combustíveis fósseis. “Esse resultado demonstra nossa capacidade de integrar inovação e sustentabilidade na operação industrial. A sustentabilidade não é apenas uma meta a ser alcançada, mas a nossa própria razão de ser. Como uma cooperativa, o impacto social, a governança ética e o respeito ao campo e ao meio ambiente estão no nosso DNA desde a fundação”, afirma o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek.

Foto: Divulgação/Frimesa
Para ele, o percentual de energia renovável alcançado cinco anos antes da meta é um passo decisivo para a neutralidade de carbono e para o fortalecimento da competitividade da empresa em mercados cada vez mais exigentes. “Seguiremos investindo na diversificação da matriz e na eficiência energética de nossas unidades”, finaliza.
Roadmap ESG 2040
A conquista integra o conjunto de avanços do Roadmap ESG 2040, que orienta as metas ambientais, sociais e de governança da Frimesa. Com o resultado alcançado em 2025, a cooperativa reforça seu posicionamento como referência na agroindústria pelo uso

Foto: Divulgação/Frimesa
responsável de recursos e pelo compromisso efetivo com a sustentabilidade.
Emissões da frota quase 50% menores
Complementando a estratégia de transição energética, a Frimesa também registrou avanços significativos em seu inventário de Gases de Efeito Estufa. Por meio de uma política corporativa iniciada em 2024 para substituir progressivamente a gasolina pelo etanol na frota leve, a cooperativa reduziu em 44,6% as emissões de CO2 por combustão móvel, o que representa cerca de 200 toneladas de carbono a menos na atmosfera.
O movimento se consolidou em 2025 com a redução de 238 GJ (Gigajoules) no consumo de gasolina. “A substituição do combustível fóssil por um de origem renovável demonstra como atitudes simples e de baixo custo geram grande impacto “, finaliza Zydek.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
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Alimenta 2027 leva congresso e feira da proteína animal para Cascavel
Evento será realizado em junho de 2027, no espaço do Show Rural Digital Coopavel, e deve reunir cadeias de produção e processamento de proteína animal em torno de tecnologia, mercado e negócios.

O Alimenta 2027 será realizado em junho do próximo ano, em Cascavel, no espaço do Show Rural Digital, dentro do parque tecnológico onde ocorre o Show Rural Coopavel. A segunda edição do congresso e feira de proteína animal, organizada por O Presente Rural, Sindiavipar e Hollus Comunicação e Eventos, tem a proposta de reunir diferentes cadeias produtivas em torno de conteúdo técnico, feira de negócios, tecnologia, relacionamento e discussão de mercado.
A mudança para Cascavel marca uma nova etapa do evento depois da primeira edição, realizada em 2025, em Curitiba. A escolha aproxima o Alimenta de uma região com forte presença de cooperativas, agroindústrias, produtores integrados, fornecedores de nutrição, sanidade, genética, equipamentos, automação, logística e serviços especializados. O evento é voltado à cadeia brasileira de produção e processamento de proteína animal, com atenção a aves, suínos, bovinos, leite, ovos e peixes.

Diretor de O Presente Rural, Selmar Marquesin: “O Alimenta não pode ser pensado apenas pelos dias de evento. Temos quase um ano de trabalho até lá, e esse tempo precisa ser usado para ouvir a cadeia, entender os temas que estão pesando para produtores, empresas, cooperativas e agroindústrias, e transformar isso em uma programação consistente”
O Alimenta parte da percepção de que muitas discussões que pressionam a proteína animal não estão restritas a uma única cadeia. Sanidade, biosseguridade, custos de produção, eficiência, exportações, exigências internacionais, sustentabilidade, bem-estar animal, automação, inteligência artificial, nutrição, genética, rastreabilidade, processamento industrial e acesso a mercados são temas que atravessam diferentes segmentos e impactam produtores, agroindústrias, cooperativas, fornecedores, técnicos, pesquisadores, entidades e mercado.
Para o diretor de O Presente Rural, Selmar Marquesin, a edição de 2027 começa a ser construída ao longo dos próximos meses com foco em conteúdo, relacionamento e utilidade para o setor. “O Alimenta não pode ser pensado apenas pelos dias de evento. Temos quase um ano de trabalho até lá, e esse tempo precisa ser usado para ouvir a cadeia, entender os temas que estão pesando para produtores, empresas, cooperativas e agroindústrias, e transformar isso em uma programação consistente. O evento vai entregar conteúdo, negócios e conexão com a realidade da produção”, afirma.
A realização no espaço do Show Rural Digital também reforça a aproximação com temas ligados à inovação aplicada. A proposta é que o evento abra espaço para soluções em automação, inteligência artificial, gestão de dados, ambiência, nutrição de precisão, biosseguridade, rastreabilidade, eficiência industrial, equipamentos, softwares, logística, energia e tecnologias voltadas ao campo e à agroindústria.
Segundo a CEO da Hollus Comunicação e Eventos, Eliana Panty, a organização está estruturando um ambiente que entregue valor para visitantes, expositores e patrocinadores. “Uma feira desse perfil precisa ir além da circulação de público. O expositor quer conversar com quem decide, com quem compra, com quem recomenda tecnicamente e com quem influencia dentro das propriedades, cooperativas e agroindústrias. O Alimenta tem força justamente por reunir diferentes cadeias em um mesmo ambiente, sem ficar preso a uma única agenda setorial”, afirma.
“Diferente de outros eventos, o Alimenta tem um perfil próprio, que fala sobre temas técnicos, mas também sobre conjuntura, geopolítica, mercados e oportunidades. Por esse motivo ele se tornou um evento único, com a capacidade de unir as lideranças, CEOS e os grandes empreendedores, responsáveis por grande parte do PIB da proteína animal e que no Alimenta se sentam à mesma mesa para traçar estratégias para o futuro”, destaca Panty.
Multiproteína

Eliana Panty: “Se tornou um evento único, com a capacidade de unir as lideranças, CEOS e os grandes empreendedores, responsáveis por grande parte do PIB da proteína animal e que no Alimenta se sentam à mesma mesa para traçar estratégias para o futuro”
O formato multiproteína amplia o alcance técnico e comercial do evento. Empresas de sanidade, nutrição, saúde animal, genética, equipamentos, ambiência, biosseguridade, processamento, logística e serviços especializados atuam, muitas vezes, em mais de uma cadeia produtiva. No Alimenta, essas empresas terão a possibilidade de dialogar com públicos de diferentes segmentos em uma mesma estrutura de congresso e feira.
A programação vai combinar palestras, painéis, exposição comercial, ativações de marcas, networking, encontros institucionais e cobertura jornalística antes, durante e depois da realização. A intenção é aproximar produção, indústria, ciência, empresas fornecedoras, entidades e mercado, com uma abordagem técnica e comercial voltada aos temas que interferem diretamente na competitividade da proteína animal brasileira.
O presidente do Sindiavipar e do Alimenta, Roberto Kaefer, afirma que a integração entre cadeias é um dos pontos centrais da edição de 2027. “Cada proteína tem sua realidade, seus mercados, seus custos e seus desafios sanitários. Mas existem assuntos que são comuns a todos, como acesso a mercados, eficiência, mão de obra e comunicação com a sociedade. O Alimenta tem a função de colocar essas conversas no mesmo ambiente, com participação da dos líderes, da indústria, dos produtores, das entidades, da pesquisa e das empresas”, destaca.
Exposição

Roberto Kaefer, presidente do Sindiavipar e do Alimenta: “Cada proteína tem sua realidade, seus mercados, seus custos e seus desafios sanitários, mas existem assuntos que são comuns a todos”
Assim como em 2025, a edição de 2027 também deve fortalecer a relação entre conteúdo técnico e ambiente de negócios. A feira é organizada para receber empresas fornecedoras, agroindústrias, cooperativas, entidades, instituições de pesquisa, universidades, profissionais técnicos, produtores e lideranças empresariais. O objetivo é criar um espaço em que a discussão de temas estratégicos esteja conectada à apresentação de tecnologias, serviços e soluções para a produção e o processamento de proteína animal.
Para Eliana Panty, essa combinação é decisiva para o resultado do evento. “Conteúdo técnico atrai público qualificado. Público qualificado melhora a feira. Uma feira bem estruturada gera relacionamento, negócios e novas oportunidades para as empresas. O Alimenta equilibra essas frentes. Não é só congresso, não é só exposição e não é só relacionamento. É a soma disso tudo”, diz.
Prestígio
Assim como em 2025, nomes de peso devem conduzir os debates técnicos. Por outro lado, algumas das principais empresas fornecedoras de insumos para a cadeia produtiva de proteína animal no Brasil já confirmaram presença no evento. “O alimenta 2027 vai ser ainda maior e mais relevante. No final da primeira edição, pelo menos 20 empresas já estavam interessadas em apoiar e participar dessa nova edição”, destaca a CEO da Hollus. Selmar Marquesin reforça: “Apesar de faltar praticamente um ano para o evento, várias das principais empresas já nos procuram para garantir sua participação”.
A partir do segundo semestre de 2026, a Comissão Central Organizadora do Alimenta 2027 passa a reforçar o diálogo com empresas, entidades, cooperativas, agroindústrias e lideranças técnicas ao longo dos próximos meses. Os organizadores avançam na definição da programação, no desenho da feira, nas oportunidades comerciais, nos formatos de patrocínio e nas ações de comunicação que antecedem o evento.
Caminho até o Alimenta
O Alimenta foi realizado pela primeira vez em 2025, em Curitiba, como congresso e feira voltado à proteína animal. A criação do evento, no entanto, é resultado de um processo que começou alguns anos antes dentro de O Presente Rural, com iniciativas voltadas à aproximação entre conteúdo técnico, produtores, empresas e agroindústrias.
Em 2021, o veículo realizou o primeiro Dia do Avicultor, iniciativa que abriu caminho para novos encontros setoriais, como o Dia do Suinocultor, o Dia do Leite e, posteriormente, o Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural. Essas experiências ajudaram a amadurecer a percepção de que diferentes cadeias da proteína animal tinham demandas próprias, mas também enfrentavam temas comuns.
A partir dessa convergência, o Alimenta nasceu como um evento singular e mais amplo, com formato de congresso e feira, reunindo diferentes proteínas em uma mesma plataforma de conteúdo, negócios e relacionamento. A edição de 2027, em Cascavel, representa a continuidade desse movimento, agora em um ambiente ligado à produção agroindustrial, à tecnologia aplicada e à integração entre campo, indústria, ciência e mercado.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!



