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RTRS reúne palestrantes para discutir mudanças na cadeia de soja responsável

Encontro vai reunir palestrantes do mundo inteiro e os principais players da cadeia de suprimento da soja, como produtores, representantes da indústria, governos, ONGs, associações e trades

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Entre 30 e 31 de maio, a Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) realiza mais uma edição de sua Conferência Anual, a RT13. A cidade de Lille, na França, foi escolhida pela segunda vez consecutiva para reunir palestrantes do mundo inteiro e os principais players da cadeia de suprimento da soja, como produtores, representantes da indústria, governos, ONGs, associações e trades.

No primeiro dia, o encontro irá abordar o Cerrado brasileiro e os avanços na garantia de compromissos com o desmatamento zero e quais desafios ainda persistem; o crescimento do mercado de soja responsável e o que é preciso para aumentá-lo; os riscos sociais e as oportunidades de mudança, bem como podem ser enfrentados e como a certificação RTRS pode contribuir.

Já no segundo dia, o conteúdo discutido será a plataforma da soja e como criar um espaço global e comprometido com a soja responsável; e o incentivo a participação dos governos – as experiências do Norte e Sul do planeta, e quais práticas devem ser instituídas para acelerar o cumprimento dos acordos governamentais e abordagens jurisdicionais.  

Uma das palestrantes é representante dos produtores rurais dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. Gisela Introvini é engenheira agrônoma e superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor Exportação Norte – FAPCEN (Fundação de Apoio à Pesquisa no Corredor de Exportação Norte).

“Esperamos que a conferência deste ano ajude a criar uma visão unificada entre os participantes, para que todos os países envolvidos na cadeia de produção com a comercialização e utilização da soja possam transmitir uma única e simples mensagem – que a RTRS é uma das ferramentas mais importantes que temos para mitigar o risco agrícola, ajudar a promover o uso responsável do solo e da água e apoiar a preservação ambiental”, observa.

Ela ressalta que há muitos problemas urgentes na indústria da soja atualmente e, a alta produtividade no solo que costumava ser pobre e improdutivo, é um desafio real. “Agora podemos ver que sistemas inovadores de plantio, rotação e diversificação de culturas, estoques de carbono e avanços em biotecnologia no projeto de melhoramento de cultivares fizeram a diferença e mostraram um benefício real para as áreas em que a soja é cultivada”, comenta.

Representando a indústria, Madeleine Eilert é a Líder Global de Fornecimento Responsável de cereais, açúcar e soja da Nestlé. Ela é responsável por supervisionar o fornecimento ético dessas commodities nas cadeias globais de fornecimento da empresa. Em sua palestra, ela irá abordar como as empresas podem responder às questões levantadas no Manifesto Cerrado.

“Uma produção de soja sustentável e responsável é muito importante para mim e para o meu trabalho diário. Vivemos em um ecossistema frágil que só sobreviverá se todos entenderem os riscos e impactos de nossa vida moderna. Eu vejo e sinto os impactos da mudança climática todos os dias e é hora de agir. Todos nós precisamos respeitar o meio ambiente em que vivemos e as pessoas com quem trabalhamos, direta e indiretamente, nas cadeias de fornecimento dos produtos que consumimos”, ressalta.

As palestrantes irão participar da sessão “Riscos sociais e oportunidades”, em que discutirão temas como: quais são os riscos sociais que ainda existem na cadeia de valor da soja, as formas de conter esses riscos e como a certificação RTRS pode contribuir a resolvê-los. Os demais palestrantes e demais informações podem ser conferidas no site do evento

A RT13 é ótima oportunidade para unir empresas parceiras, varejistas e outras partes interessadas para falar sobre o desafio comum de como lidar com os compromissos compartilhados de 2020 sobre o desmatamento zero.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Alta nos preços do boi perde força nas principais regiões produtoras

Preços do boi desaceleraram o movimento de alta na semana nas principais praças de produção e comercialização do Brasil

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi desaceleraram o movimento de alta na semana nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “Apesar do movimento de alta nos preços estar aparentemente perdendo fôlego, a oferta de animais terminados permanece restrita em diversos estados, o que impede uma mudança na curva de preços. Além disso, os frigoríficos continuam operando com escalas de abate curta, posicionadas entre três e quatro dias”, assinalou.

Ao mesmo tempo, as exportações seguem em ótimo nível, com a China importando lotes relevantes de proteína animal no decorrer de 2020, ainda uma consequência da Peste Suína Africana (PSA), que dizimou o plantel de suínos local.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela retomada do movimento de alta ao longo da primeira quinzena de outubro, período que conta com a entrada dos salários como motivador da demanda, acelerando a reposição entre as cadeias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 24 de setembro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 254,00 a arroba, contra R$ 253,00 a arroba em 17 de setembro (+0,4%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 242,00 a arroba, estável.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 252,00 a arroba, ante R$ 250,00 a arroba, subindo 0,8%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 250,00 a arroba, ante R$ 248,00 a arroba (0,81%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 241,00 a arroba, contra R$ 235,00 a arroba (2,55%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

Restrição da oferta de trigo na Argentina preocupa compradores brasileiros

Compradores brasileiros de trigo demonstram preocupação com o quadro de oferta do grão

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Divulgação/AENPr

Os compradores brasileiros de trigo demonstram preocupação com o quadro de oferta do grão. Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a piora na situação das lavouras da Argentina ameaça a safra do país. Há possibilidade de mudança na política de proteção do abastecimento interno argentino, com o governo restringindo as exportações do grão, o que afetaria diretamente a oferta no Brasil. “A dificuldade na aquisição do cereal pode manter os preços em alta mesmo com a colheita nos dois países”, disse o analista.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal, que a safra 2020 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,322 milhões de toneladas, 55% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019.

A colheita no estado já supera 44% da área, de 1,114 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 8%. A produtividade média é estimada em 2.982 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

A semana foi marcada pelo retorno das precipitações no Rio Grande do Sul, que favoreceram a recuperação da umidade no solo, trazendo benefícios ao trigo. Em alguns municípios, a grande amplitude térmica com queda da temperatura durante a noite ocasionou geada que não acarretou significativo impacto à cultura.

Até o momento, 9% das lavouras estão em maturação, 53% em enchimento de grãos, 31% em floração e 7% em desenvolvimento vegetativo. Na semana passada, os percentuais ficavam em 3, 43, 36 e 18, respectivamente. O desenvolvimento está em linha com a média dos últimos cinco anos.

Argentina

As lavouras de trigo da Argentina registraram piora nas condições de desenvolvimento e aumento da área em déficit hídrico na última semana. Conforme documento divulgado há pouco pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 44% das lavouras estão em situação de regular a ruim. Na semana passada, eram 40%. Em igual período do ano passado, apenas 21% da área estava nessa situação. As lavouras com condição de excelente a boa passaram de 14 para 9%.

Nesta semana, 59% das lavouras estão em situação de déficit hídrico. Na semana passada, eram 49% e, no ano passado, 50%. A projeção de área fica em 6,5 milhões de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Demanda aumenta e preços do frango sobem no atacado

Mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta para os cortes vendidos no atacado e na distribuição

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Divulgação/ABPA

O mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta para os cortes vendidos no atacado e na distribuição. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, o frango vem ganhando mercado com o encarecimento das proteínas concorrentes. “Mesmo com um consistente movimento de alta a carne de frango permanece muito competitiva em relação à carne suína e, principalmente, em relação à carne bovina, sendo bastante demandada pelos consumidores”, explica.

Iglesias ressalta que o quilo vivo não apresentou mudanças nas cotações, mas os valores seguem em bons patamares, levando em conta os custos de nutrição animal amplamente elevados, caso do milho e, especialmente, do farelo de soja, que inflaciona produtos substitutos, como as farinhas de origem animal e os grãos secos de destilarias (DDG´s).

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 6,00 para R$ 6,20, o quilo da coxa de R$ 6,25 para R$ 6,80 e o quilo da asa de R$ 12,75 para R$ 13,50. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 6,20 para R$ 6,40, o quilo da coxa de R$ 6,50 para R$ 6,90 e o quilo da asa de R$ 13,00 para R$ 13,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 6,10 para R$ 6,30, o quilo da coxa de R$ 6,35 para R$ 6,90 e o quilo da asa passou de R$ 12,85 para R$ 13,60. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 6,30 para R$ 6,50, o quilo da coxa continuou de R$ 6,60 para R$ 7,00 e o quilo da asa de R$ 13,10 para R$ 13,85.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 284,934 milhões em setembro (13 dias úteis), com média diária de US$ 21,918 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 210,465 mil toneladas, com média diária de 16,189 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.353,80.

Na comparação com setembro de 2019, houve baixa de 15,66% no valor médio diário, avanço de 1,34% na quantidade média diária e retração de 16,77% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,15. Em São Paulo o quilo vivo permaneceu em R$ 4,10.

Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 3,50. No oeste do Paraná o preço na integração prosseguiu em R$ 3,85. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo se manteve em R$ 3,85.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 4,00. Em Goiás o quilo vivo permaneceu em R$ 4. No Distrito Federal o quilo vivo seguiu em R$ 3,95.

Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 4,75. No Ceará a cotação do quilo vivo prosseguiu em R$ 4,75 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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