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RTRS leva soluções do campo à COP30 e mostra como a soja pode ser aliada do clima

Pela primeira vez em uma COP, a Mesa Redonda da Soja Responsável participa da AgriZone da Embrapa, em Belém (PA), destacando o papel da certificação e da agricultura regenerativa na mitigação das mudanças climáticas.

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Foto: RTRS

A Mesa Global da Soja Responsável (RTRS) será uma das principais atrações da AgriZone, espaço da Embrapa durante a COP30, trazendo como a certificação RTRS e a agricultura regenerativa fazem parte da solução para mitigar as mudanças climáticas. Nesta semana, em Belém (PA), instituições e empresas de todo o mundo vão debater como transformar o setor agro em protagonista nesta agenda.

Na quinta-feira (13), às 12h40, no Auditório 1 da AgriZone, a RTRS promove o painel “Soluções da RTRS para Mitigar as Mudanças Climática”, reunindo especialistas, pesquisadores e líderes globais. “É a primeira vez que a RTRS participa de uma COP. Queremos mostrar que a certificação pode transformar compromissos ambientais em resultados reais e tangíveis para o planeta”, realça a diretora-executiva Global da RTRS, Marina Muscolo.

Na oportunidade, haverá interpretação inglês-português e as apresentações serão transmitidas pela Embrapa pelo seu canal no YouTube.

Uma programação conectada com a jornada do clima

Foto: Claudio Neves

As boas-vindas e a abertura do painel serão conduzidas por Marina Muscolo, nova diretora-executiva Global da RTRS. Engenheira agrônoma, Marina possui MBA em Administração de Negócios pelo IAE Business School e mais de 20 anos de experiência na cadeia agroalimentar. Na oportunidade, Marina destacará como o padrão RTRS pode oferecer soluções práticas para as mudanças climáticas.

Na sequência, o tema “Projeto-Piloto de Agricultura Regenerativa” será apresentado pela responsável pelo Desenvolvimento de Mercado e Relações com Stakeholders da RTRS em Mato Grosso, Helen Lazarri. “A COP30 será o espaço ideal para mostrarmos os avanços e novos conhecimentos adquiridos do projeto-piloto no Brasil e as oportunidades de ampliação e impacto positivo na produção”, disse.

O Pesquisador da Embrapa Soja e referência em fixação biológica de nitrogênio, bioindicadores de solo e tolerância à seca, Marco Antonio Nogueira trará uma visão científica sobre adaptação climática e sustentabilidade da soja.

A perspectiva dos produtores sobre certificação e mudanças climáticas será a palestra ministrada pela head de Sustentabilidade da AMAGGI, Fabiana Reguero. Em sua apresentação, Fabiana falará sobre a experiência dos produtores em integrar certificação e metas ESG, representando a empresa em fóruns estratégicos nacionais e internacionais.

O coordenador de Desenvolvimento de Negócios de Carbono da Bayer, Mateus Rosado, explicará sobre o papel relevante da medição e do monitoramento de indicadores de carbono pelos produtores neste contexto.

Foto: Gilson Abreu

Dentro desta agenda, o papel do financiamento e da certificação em um cenário de ações voluntárias e regulatórias será discutido pelo head de Sustentabilidade do Rabobank América do Sul, Taciano Custodio. O especialista mostrará como soluções financeiras podem acelerar a sustentabilidade em cadeias agrícolas estratégicas.

Trazendo a importância da conexão entre produtores e o mercado, a diretora de Sustentabilidade da Bunge para a América do Sul, Pamela Moreira abordará as iniciativas de cadeias de fornecimento livres de desmatamento e produtos de baixo carbono.

E, por fim, os sistemas de certificação voluntária e ferramentas confiáveis para ação climática serão debatidos pelo senior Advisor da ISEAL, Joshua Wickerham. Em sua palestra, ele explicará o papel das certificações e o compromisso da RTRS na comunidade ISEAL – organização global de membros para sistemas de sustentabilidade colaborativos e transparentes.

Conheça a AgriZone

A AgriZone, parte da iniciativa Jornada pelo Clima da Embrapa, será o ponto central de debates sobre ciência, inovação e sustentabilidade agrícola durante a COP30. Localizada a menos de 2 km da Blue Zone, abrigará mais de 400 eventos e vitrines tecnológicas que mostram como a agricultura pode ser protagonista das soluções climáticas.

Fonte: Assessoria RTRS

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Manejo reprodutivo de precisão impulsiona eficiência na suinocultura brasileira

Avanço da inseminação pós-cervical e do diagnóstico precoce de gestação reduz perdas, melhora índices produtivos e amplia o aproveitamento genético dos plantéis.

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Precisão e inovação no manejo reprodutivo suinícola: o avanço da inseminação pós-cervical e do diagnóstico precoce de gestação.

Avanços em diagnóstico precoce e em inseminação pós-cervical elevam a eficiência reprodutiva da suinocultura brasileira e reforçam a importância do manejo de precisão em marrãs

A reprodução eficiente é um dos pilares da sustentabilidade da suinocultura moderna. Em um cenário cada vez mais competitivo, a aplicação de tecnologias reprodutivas de precisão tem‑se tornado decisiva para o aumento dos índices produtivos e o melhor aproveitamento genético dos plantéis. Nesse contexto, a combinação entre o diagnóstico precoce de gestação e a inseminação artificial pós‑cervical (PCIA) representa um avanço expressivo rumo a um manejo mais racional, previsível e rentável.

“Identificar porcas vazias o quanto antes é fundamental para evitar prejuízo. Com um ultrassom de qualidade, você já consegue um diagnóstico preciso a partir do 18º dia após a inseminação. Isso permite que as fêmeas não prenhes voltem mais rápido para o manejo reprodutivo, diminuindo os dias não produtivos e consequentemente melhorando a eficiência da granja”, destaca Ricardo Zanella, consultor técnico da IMV Technologies do Brasil”.

Mais do que um instrumento diagnóstico, o ultrassom de precisão torna-se um aliado na tomada de decisão, permitindo o controle efetivo do ciclo reprodutivo e a melhoria contínua dos indicadores zootécnicos. Quando combinado a técnica de inseminação pós-cervical, (PCIA), forma-se um sistema reprodutivo de alta performance e previsibilidade.

Evolução e panorama da inseminação artificial na suinocultura brasileira

A Inseminação Artificial (IA) consolidou-se como uma das principais estratégias para ganhos genéticos e eficiência produtiva dos rebanhos. Segundo levantamento recente, o Brasil contava em 2023 com 9.763 machos em Centrais de Inseminação e 2,06 milhões de matrizes distribuídas em 1.725 granjas. A média nacional foi de 30 leitões desmamados por fêmea/ano, com o grupo de elite (top 10%) alcançando 37,2 leitões, o que reflete o avanços técnicos do setor.

Os números demonstram também a alta eficiência reprodutiva obtida por meio do melhoramento contínuo dos processos: 2,4 a 2,5 partos por fêmea/ano, 90% de taxa média de prenhez e 2,88 inseminações por ciclo. A técnica pós-cervical (PCIA) já é utilizada em mais de 70% das inseminações realizadas em porcas adultas, embora sua aplicação em leitoas ainda enfrente limitações práticas, como diferenças anatômicas e exigência de maior habilidade técnica.

IA pós-cervical: eficiência, desafios e oportunidades

A IA pós-cervical representa uma evolução em relação à técnica tradicional, com benefícios diretos à eficiência reprodutiva e ao manejo diário. O método utiliza menor volume e concentração da dose inseminante, dispensando a necessidade de macho durante o processo e reduzindo significativamente o tempo de inseminação.

Figura 1 – Comparativo entre as taxas médias de prenhez obtidas com a inseminação tradicional e a inseminação artificial pós-cervical em marrãs (PCIA). Observa-se incremento de 5 pontos percentuais em favor da PCIA, demonstrando maior eficiência do método. Fonte: Dados experimentais do Projeto Fontana/Universidade de Passo Fundo (2024, dados não publicados).

Entre as principais vantagens, destacam-se:

Maior eficiência no uso do sêmen, com redução de volume e concentração espermática por dose

Redução de custos operacionais e melhor aproveitamento genético de machos superiores

Aumento das taxas de concepção e prenhez, com menor tempo de execução da IA

Redução do estresse nas fêmeas e otimização da rotina de trabalho

Padronização dos protocolos e ganho de produtividade por operador

Figura 2 – Tempo médio de inseminação (em segundos) comparando o método tradicional e o pós-cervical em marrãs. A PCIA apresentou redução significativa, indicando maior agilidade e uniformidade no processo. Fonte: Dados experimentais do Projeto Fontana/Universidade de Passo Fundo (2024, dados não publicados).

Técnica

Contudo, a implementação da técnica requer treinamento avançado, sêmen de alta qualidade e dispositivos adequados ao trato reprodutivo de marrãs, que apresentam maior sensibilidade anatômica. “A PCIA exige técnica e controle. Quando bem aplicada, proporciona segurança, velocidade e uniformidade nas inseminações, com resultados reprodutivos superiores”, afirma Zanella.

Evidências práticas: resultados do Projeto Fontana/UPF (RS, 2024)

A viabilidade técnica da IA pós-cervical em leitoas foi avaliada no Projeto Fontana – T1, realizado na Granja Fontana, em Charrua (RS), com 2.500 matrizes. O estudo comparou o uso da Inseminação Pós Cervical (PCIA) com a inseminação tradicional em condições de campo, totalizando 213 inseminações, sendo 112 tradicionais e 101 pós-cervicais.

Os resultados foram expressivos:

100% de taxa de passagem do cateter pós-cervical

0% de ocorrência de lesões no trato reprodutivo

Taxa de prenhez de 93% na PCIA, contra 88% na inseminação tradicional

Tempo médio de inseminação de 88,4 segundos, significativamente menor e mais uniforme que os 114 segundos observados no método convencional

Número médio de leitões nascidos vivos semelhante entre os grupos: 13,2 (PCIA) vs. 13,7 (tradicional).

Figura 3 – Número médio de leitões nascidos vivos por fêmea inseminada. O desempenho reprodutivo foi estatisticamente semelhante entre os métodos, comprovando a viabilidade da PCIA para leitoas. Fonte: Dados experimentais do Projeto Fontana/Universidade de Passo Fundo (2024, dados não publicados).

Viável

Esses dados reforçam que a técnica é plenamente viável para uso em leitoas, desde que aplicados protocolos padronizados e profissionais capacitados. A uniformidade no tempo de aplicação e o alto índice de prenhez indicam maior previsibilidade operacional e melhor eficiência de manejo, fatores determinantes para o sucesso em granjas de médio e grande porte.

Precisão e tecnologia a favor da reprodução

O avanço das biotecnologias aplicadas à reprodução suína reflete a evolução de um setor que busca reduzir perdas e maximizar resultados com base em dados. Nesse cenário, o diagnóstico precoce de gestação por ultrassonografia complementa os ganhos da inseminação pós-cervical, permitindo decisões rápidas quanto ao reagrupamento de fêmeas vazias, ajuste de coberturas e controle sanitário.

Figura 4 – Crescimento da adoção da inseminação artificial pós-cervical (PCIA) no Brasil. A técnica passou de 10% em 2015 para 70% em 2023, consolidando-se como padrão de eficiência nas granjas tecnificadas. Fonte: Estimativas de mercado e literatura técnica. Elaboração IMV Technologies do Brasil (2025).

Tomada de decisões

“Mais do que um equipamento, o ultrassom de precisão se consolida como um aliado na tomada de decisões. Ele fornece dados confiáveis que favorecem o controle do ciclo reprodutivo e o aprimoramento dos indicadores zootécnicos”, reforça Zanella.

A integração entre diagnóstico precoce e inseminação eficiente forma a base de um manejo reprodutivo inteligente, onde cada etapa é orientada por informação técnica, previsibilidade e resultados mensuráveis.

Considerações finais

A inseminação pós-cervical representa um avanço consistente na reprodutividade da suinocultura moderna, oferecendo maior eficiência, menor custo e melhor aproveitamento genético. Quando aliada a tecnologias de diagnóstico precoce, amplia-se o potencial de controle produtivo e reprodutivo das granjas, fortalecendo a sustentabilidade econômica e biológica do sistema. “O futuro da reprodução suína passa pela integração entre conhecimento técnico, inovação e precisão. O objetivo é simples: gerar mais leitões com menos recursos, de forma segura, eficiente e sustentável”, conclui Ricardo Zanella.

A consolidação dessas práticas depende da formação contínua de equipes, do monitoramento dos indicadores reprodutivos e do uso de tecnologias confiáveis, transformando dados em decisões e decisões em produtividade.

Fonte: O Presente Rural
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Agronegócio atinge recorde e emprega 28,6 milhões de pessoas no Brasil

Setor amplia participação no mercado de trabalho e registra maior contingente da série histórica iniciada em 2012.

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O agronegócio brasileiro empregou 28,58 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2025, aumento de 2,0% (ou de quase 569 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2024, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Este é o maior contingente registrado para um trimestre, considerando-se toda a série histórica do Cepea/CNA, iniciada em 2012.

No mercado de trabalho brasileiro, a mesma comparação mostra avanço de 1,3%, equivalente a aproximadamente 1,37 milhão de trabalhadores. Diante disso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil atingiu 26,35% no terceiro trimestre de 2025, acima dos 26,15% registrados no mesmo período do ano anterior.

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, no segmento de insumos, a população ocupada cresceu 1,5% na comparação entre anos. Com exceção das indústrias de rações, todas as atividades do segmento registraram crescimento no período, com destaque para as indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. O aumento no número de trabalhadores dessas indústrias ao longo do tempo reflete o fortalecimento econômico das atividades agropecuárias, cujo desenvolvimento gradual nos últimos anos tem ampliado a demanda por insumos do agronegócio.

Para as atividades dentro da porteira, o contingente aumentou 0,7%, desempenho que se deve ao crescimento tanto na agricultura quanto na pecuária. Na agroindústria, a comparação entre anos mostra o crescimento de 1%. De acordo com pesquisadores do Cepea/CNA, entre as agroindústrias de base agrícola, contribuíram para o incremento no segmento as de vestuário e acessórios, de bebidas, de móveis de madeira, indústria do etanol. Quanto às de base pecuária, o desempenho positivo se deveu aos crescimentos observados nas agroindústrias de abate de animais e de laticínios.

Quanto aos agrosserviços, a avanço entre o terceiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024 foi de 4,5%. Esse resultado expressa tanto o cenário econômico nacional quanto o aumento da relevância dos agrosserviços para a economia do Brasil. De forma geral, o crescimento das ocupações nesse segmento está fortemente associado à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a fabricação de insumos – reflexo, em última instância, das transformações econômicas vivenciadas pelo agronegócio. Além disso, o bom desempenho da agropecuária, impulsionado por expectativas de safras recordes e pela manutenção de elevados níveis de abate, tem ampliado a necessidade de mão de obra nos agrosserviços que sustentam essas atividades, contribuindo para aquecer o mercado de trabalho.

Fonte: Assessoria Cepea
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Quando investir em marketing no agronegócio?

Experiência prática mostra como a aplicação de métricas e etapas bem definidas orienta decisões sobre quando, como e por que investir em comunicação no setor.

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O marketing no agronegócio é complexo e exige, a todo instante, uma análise criteriosa sobre o andamento das ações. Na Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, fazemos essa leitura de cenário com base em uma fórmula exclusiva, chamada V.C.I.D.

Certa vez, uma empresa de nutrição animal contratou a agência para fazer um projeto de marketing de conteúdo. Reuni a equipe e estruturamos o planejamento, indicando os melhores canais e as abordagens mais apropriadas.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

Após o sinal verde do cliente, começamos a produzir o conteúdo, que teve rápido engajamento e visibilidade em curva ascendente.

Tudo estava uma maravilha até que o alcance se estagnou, de uma hora para outra. Foi quando, então, aplicamos a fórmula V.C.I.D para entender o cenário.

A etapa da visibilidade (V) já estava concluída e agora precisávamos completar a fase seguinte, o C de Credibilidade. As ações eram outras, os objetivos eram outros.

Adaptamos o conteúdo para atingir as novas metas e o processo andou naturalmente. Em pouco tempo, mais uma etapa concluída.

Esse aprendizado me fez refletir sobre uma questão específica: quando investir em marketing no agronegócio?

O resultado desta análise, em alguns momentos profunda, vou compartilhar agora com você. Acredito que uma empresa de agronegócio precisa investir em marketing quando quer:

1) Destacar os seus diferenciais

2) Aparecer com a mesma intensidade que seus principais concorrentes

3) Ampliar a presença de mercado de forma estratégica.

4) Garantir a solidez do negócio.

Esses quatro pontos muitas vezes se convergem e automaticamente explicam que, sem marketing, uma empresa pode prejudicar as suas conexões e, com menos conexões, uma empresa compromete a sua essência.

Portanto, o marketing no agronegócio é – e sempre será – fundamental. Você dúvida disso?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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