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Rota do Queijo valoriza produção paranaense

Iniciativa serve como vitrine da boa qualidade e da variedade das queijarias do Paraná.

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Produtora de queijos Roseli Martinazzo: "Em 2001 ganhei um pasteurizador e consegui estruturar minha agroindústria" - Fotos: Divulgação/Faep

Colonial, muçarela, provolone, produtos envelhecidos no vinho e no vinagre, receitas temperadas, outras bastante sofisticadas. Os sabores de alguns dos melhores queijos do Paraná se encontram em um roteiro criado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), que permite aos consumidores encontrar uma produção de alta qualidade, mas que ainda estava dispersa no mapa do Estado.

De acordo com a coordenadora estadual de turismo rural do IDR-PR, Terezinha Busanello Freire, a Rota do Queijo Paranaense foi criada em 2021 como forma de unir diversas queijarias que se destacam pela qualidade da produção em um roteiro no qual o turista pode buscar informações sobre o processo de fabricação, degustar diferentes tipos de queijo e vivenciar momentos de lazer.

Até a publicação desta reportagem, havia 38 queijarias no roteiro. A própria Terezinha explica que esse número varia de forma dinâmica, com a entrada e saída de queijarias. Para participar do roteiro, o pré-requisito principal é a questão sanitária, os estabelecimentos devem ter obrigatoriamente serviço de inspeção sanitária municipal (SIM), estadual (SIE) ou federal (SIF). Segundo ela, a ideia é unir uma queijaria à outra, não apenas de forma geográfica, mas conceitual. “São estabelecimentos que tem uma grande preocupação com a qualidade do produto, muitos já foram premiados em concursos, de modo que o queijo que eles oferecem é diferenciado”, observa.

O roteiro contempla praticamente todas as regiões do Estado, com representantes desde Santo Antônio do Sudoeste, na fronteira com a Argentina; até Ribeirão Claro quase na divisa com São Paulo. A distância entre alguns pontos do roteiro impede que

a rota seja feita toda de uma vez, mas isso faz parte da proposta. “O turista não vai visitar todas as queijarias em uma viagem, a ideia é que, em diferentes momentos, ele possa visitar locais em diferentes regiões”, explica Terezinha, que adianta a criação de um “passaporte do queijo”, que ainda está em fase de construção, no qual o turista poderia marcar as queijarias que já visitou.

A qualidade da produção se alia à riqueza de variedades encontrada na rota. Como passa por propriedades de perfis bastantes distintos, os tipos de queijo variam bastante. Outro

ponto é contemplar as pequenas agroindústrias e fortalecer o turismo rural, de modo que grandes queijarias industriais não participam desse projeto.

Profissionalização está na rota

No caso da Queijos Martinazzo, localizada em Itapejara do Oeste (Sudoeste), o carro-chefe é o queijo do tipo colonial, que já recebeu diversas medalhas em concursos, sendo a última de prata em um concurso mundial realizado em São Paulo nesse ano. Segundo a produtora Roseli Martinazzo, hoje a produção gira em torno de 27 quilos diários, variando entre o colonial, curado de vinho e outras receitas temperadas. Sua história com os queijos tem mais de 30 anos. “Comecei com a minha sogra, ela fazia, aí comecei a fazer e gostei, mas tudo de forma artesanal. Só depois, em 2001, que ganhei um pasteurizador e consegui estruturar minha agroindústria”, conta.

No meio desse processo ela conheceu os cursos do SENAR-PR, que a ajudaram a aprimorar sua produção. “Fiz o curso do SENAR-PR sobre queijos para aperfeiçoar a minha receita. Gostei muito, foi uma mão na roda para mim. Afinal, ninguém sabe tudo”, reflete Roseli, que no momento pensa em construir melhorias na propriedade para a recepção aos turistas.

Apesar de ainda ser novidade, a Rota do Queijo já tem reflexos na comercialização da sua produção. “Antes, comercializava na minha casa, em uma feira e entregava em um supermercado, mas faz alguns meses que parei de entregar no supermercado, estou conseguindo vender tudo diretamente”, afirma.

Purungo de Palmeira

Na região dos Campos Gerais, a queijaria Família Baptista é a única representante no roteiro até o momento. Localizada em Palmeira, ela possui quase 100 anos de tradição na produção queijeira. “Eu comecei a produzir queijo há seis anos, mas é uma tradição da família, meu avô tinha queijaria desde 1939”, conta a produtora Carolina de Paula Baptista. Segundo ela, a família tem tradição na região na fabricação do queijo do tipo purungo, que responde por 95% da produção da propriedade e que já recebeu duas medalhas em competições de queijos.

Na opinião da produtora, desde o lançamento da Rota do Queijo Paranaense, já é possível observar mudanças positivas na comercialização. “Para nós, foi muito importante participar da rota. Como só temos selo de inspeção municipal, a produção estava um pouco estagnada. Com a rota, bastante gente de fora do município passou a conhecer e a comprar”, afirma.

No momento, Caroline está adaptando a propriedade para melhorar a recepção aos turistas. Por enquanto, já recebe grupos, atende café colonial, almoço e oferece atrações como passeios em trilhas junto à natureza, além dos sabores da queijaria, é claro. “Pretendemos aumentar a produção e diversificar. O purungo é um queijo de massa filada, quero buscar outros tipos de queijo para produzir. Vou buscar outras receitas, para isso vou estar estudando e me aperfeiçoando”, planeja a produtora.

Premiação incentiva produção de qualidade

O Prêmio Queijos do Paraná tem o objetivo valorizar e divulgar os queijos de qualidade produzidos no Estado, artesanal e agroindustrial. A iniciativa lançada em 2022 é capitaneada pelo Sistema Faep/Senar-PR, Sebrae-PR, IDR-Paraná e Sindileite-PR. A premiação será realizada em 1º de junho de 2023. As inscrições estão abertas até 31 de março.

A premiação se divide em 19 categorias: 12 voltadas a variedades produzidas a partir de leite de vaca; duas de leite de cabra; duas de leite de ovelha; duas de leite de búfala; e uma categoria para criações, como queijos aromatizados ou condimentados (queijos com ervas, doces e café por exemplo).

Um dos pré-requisitos é que os queijos participantes tenham sido produzidos no Paraná. Para realizar sua inscrição no Prêmio Queijos do Paraná clique aqui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep/Senar-PR

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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