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Rogério Kerber é reconduzido à presidência do Fundesa-RS
Ele dirige a entidade desde a sua criação em 2005, e é reconhecido pela austeridade no controle dos gastos e na grande força de articulação nos trabalhos relacionados à defesa sanitária animal no estado.

Realizada na manhã da última quinta-feira (19), a Assembleia Geral de Eleição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul escolheu por aclamação a recondução de Rogério Kerber à presidência do Fundo. Kerber dirige a entidade desde a sua criação em 2005, e é reconhecido pela austeridade no controle dos gastos e na grande força de articulação nos trabalhos relacionados à defesa sanitária animal no estado.
Ao longo do ano, havia dúvidas se Kerber, que completou 80 anos em julho, aceitaria a recondução ao cargo. Mas diante das falas dos conselheiros, o dirigente aceitou o desafio de permanecer por mais uma gestão. “O Fundesa tomou um corpo gigante, uma relevância enorme para o estado. É indispensável a permanência de Kerber na presidência”, afirmou José Roberto Goulart, do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS. A fala de Goulart foi reproduzida pelos demais conselheiros. Para Ladislau Böes, do Sindicato das Indústrias de Carnes do RS, que é integrante do Conselho Fiscal do Fundesa, o olhar atento e o conhecimento e a credibilidade de Kerber contribuem para que o Fundo esteja onde está.
O representante da Federação das Associações de Criadores de Animais de Raça, José Arthur Martins destacou que Kerber precisa, nesta gestão, colocar alguém de sua confiança ao lado ao longo da próxima gestão para compreender todos os processos e modo de atuação. O presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, pontuou a necessidade de investir no próprio Fundo, para agilizar pontos da gestão como o julgamento de processos. Os presidentes da Fetag, Carlos Joel da Silva, do Sindilat, Guilherme Portella, e da Acsurs, Valdecir Folador, e o representante da Farsul, Luiz Alberto Pitta Pinheiro, também votaram pela permanência de Kerber no cargo e destacaram a habilidade em gerir uma entidade complexa e dinâmica como o Fundesa. O vice-presidente do Fundesa, Gedeão Pereira da Farsul também foi reconduzido ao cargo.
Desafios da próxima gestão
Rogério Kerber aceitou a demanda dos Conselheiros e seguirá atuando na gestão 2025/2026 do Fundo. Neste período, aponta o dirigente, novos desafios se impõem, como a inauguração da nova sede do Fundesa, no Parque de Exposições Assis Brasil, que atualmente está em obras. Também seguem em atenção permanente, a renovação do convênio junto à Secretaria da Agricultura e a gestão dos valores do Fundo, cujo saldo atual supera R$150 milhões, com demandas crescentes para a manutenção e evolução do status sanitário. “Agradeço a confiança que me depositam e seguiremos no desafio de mostrar o trabalho diferenciado que o setor de proteína animal realiza no Rio Grande do Sul quando o assunto é defesa sanitária.”

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



