Suínos
Conheça os municípios que são os maiores produtores de suínos no Rio Grande do Sul
Em 2024, os 10 maiores produtores de suínos por abater no estado gaúcho registraram um total de 11.350.733 animais, um aumento de 0,62% em comparação a 2023, quando foram produzidos 11.281.033 suínos.

Após um ano fora do topo, o município de Rodeio Bonito voltou a liderar o ranking de produção de suínos para abate no Rio Grande do Sul, com um total de 266.011 animais produzidos em 2024. O levantamento mais recente, realizado pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) com base nos dados emitidos pela Seção de Epidemiologia e Estatística (SEE) da Secretaria da Agricultura, através do Guia da Trânsito Animal (GTA), indica que, além de Rodeio Bonito, os municípios de Palmitinho (257.317), Aratiba (220.107), Santo Cristo (218.426), Nova Candelária (211.601), Rondinha (210.816), Boa Vista do Buricá (204.264), Três Passos (202.869), Pinheirinho do Vale (194.707) e Pinhal (177.154) compõem os 10 maiores produtores de suínos para abate no estado gaúcho, que em 2024, registrou um total de11.350.733 suínos produzidos para abate, representando um aumento de 0,62% em relação a 2023, quando foram produzidos 11.281.033 suínos.
Confira o ranking completo de produção e abate clicando aqui.
A região do Médio Alto Uruguai manteve sua posição como a maior produtora do estado, com 1.982.523 suínos abatidos em 2024, representando 17,47% da produção total do Rio Grande do Sul. “No ano de 2023, já era possível observar o crescimento da produção na região do Médio Alto Uruguai, que assumiu a liderança com uma margem estreita”, resslatou o presidente da Acsurs, Valdecir Luis Folador.
Em 2024, no entanto, as enchentes que voltaram a impactar o setor, somadas ao fechamento de uma cooperativa de grande relevância no Vale do Taquari – reflexo ainda do ano anterior -, tornaram a redução na produção inevitável. “Esse cenário impulsionou o crescimento da produção em outras regiões para atender à demanda do mercado, além disso, o projeto de expansão da JBS, que já vinha sendo planejado desde 2020 foi consolidada e influenciou nos resultados positivos da região”, frisou Folador.

Além da produção interna, o Estado enviou 1.170.998 suínos para abate em outros estados, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, e recebeu 90.374 suínos de Santa Catarina e Paraná para abate em frigoríficos gaúchos.
O levantamento, que analisou dados de mais de 300 municípios gaúchos, integra as ações da Acsurs e reafirma o compromisso da entidade em monitorar e divulgar informações precisas sobre a suinocultura gaúcha.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






