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Robótica e inovação aproximam jovens do agro em colégios do Oeste paranaense

Iniciativas integram programas desenvolvidos pela Secretaria da Educação do Paraná, como a implantação de aulas de robótica e ações específicas para alunos com altas habilidades.

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Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Tecnologia, ciência e inovação caminham lado a lado com a educação na rede estadual de ensino do Paraná. Em escolas estaduais do Oeste do Estado, iniciativas de estudantes nas áreas de robótica, programação e engenharia têm construído um legado de inovação para as próximas gerações de estudantes.

Fotos: Lucas Fermin

Alunos do Colégio Estadual Arcângelo Nandi, em Santa Terezinha do Itaipu, no Oeste do Estado, desenvolveram um sistema automatizado que mede o nível de água no solo e irriga as plantas de uma horta localizada no pátio. Já no Colégio do Campo Pedro Américo, em Serranópolis do Iguaçu, na mesma região, inovação, ciência e empenho dos estudantes resultaram na criação de um motor alimentado por combustível de hidrogênio.

Premiadas em feiras científicas, as ações integram programas desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), como a implantação de aulas de robótica nas escolas estaduais e a criação de ações específicas para alunos com altas habilidades.

“Em toda a rede estadual, a educação vai além da sala de aula. Inovação, ciência, robótica e programação têm que andar juntas com o conteúdo, e é exatamente isso que temos buscado nas mais de 2 mil escolas da rede do Estado. Ver projetos como esses saindo do papel nos deixa muito orgulhosos e mostra que estamos no caminho certo”, afirma o secretário da Educação, Roni Miranda.

Hoje, mais de 160 mil alunos da rede estadual têm acesso a práticas de robótica, que integra a grade curricular desde 2022. O índice foi alcançado após investimentos na ordem de R$ 30 milhões para a compra de kits de robótica, realizado no final do ano passado. Já o componente de programação alcança cerca de 500 mil estudantes de escolas estaduais e soma mais de 1 milhão de atividades realizadas.

Uso racional da água

 A horta localizada no pátio do Colégio Estadual Arcângelo Nandi, em Santa Terezinha do Itaipu, se tornou o palco perfeito para a criatividade dos estudantes Alessandro Dias, Guilherme Gruber, Kauã Fernando Souza e Pedro Henrique Silva. Ali, são cultivados cebola, alface, beterraba, cenoura, abobrinha e maracujá, além de alecrim, manjericão, salsa, açafrão e tomilho, alimentos utilizados na preparação da merenda escolar.

A partir de 2022, os jovens se dedicaram a criar um sistema automatizado, capaz de irrigar os vegetais conforme o nível de umidade presente no solo. “Tivemos a ideia de começar uma turminha de programação à tarde, para colocar algumas ideias em prática no colégio. E surgiu a proposta de automatizar a hortinh do colégio, porque era tudo manual, e o zelador tinha que ficar indo lá para regar”, conta Kauã Fernando.

Para a criação do sistema, os alunos receberam orientação do professor Eduardo Henrique Claudino Rocha, em aulas de robótica e programação desenvolvidas em contraturno.

O invento funciona por meio de sensores de umidade, instalados no solo e conectados a uma placa Arduino, ligada a uma cisterna que capta água da chuva. Quando detectam a falta de umidade na terra, os sensores emitem um sinal elétrico para a cisterna, que libera água para a irrigação da horta.

“O nosso dispositivo reduz o consumo da rede pública, aproveitando a água da chuva para a irrigação, e diminui o desperdício porque libera somente a quantidade de água necessária, evitando o excesso. E assim, o colégio se torna um exemplo de preservação ambiental”, comentou Alessandro Dias.

Três anos após o início do projeto, o impacto positivo da invenção ainda é perceptível. Para os alunos, já formados no Ensino Médio, a experiência representou a oportunidade de aprender mais sobre programação e engenharia, além de ganhar prêmios – a iniciativa venceu o Agrinho 2023, na categoria Robótica.

“Participar do projeto me ensinou muito sobre como trabalhar em equipe”, exemplificou Pedro Henrique, que hoje cursa o terceiro ano do Ensino Médio e já sabe qual carreira profissional vai seguir. “Pretendo continuar nessa área de tecnologia e trabalhar com cibersegurança”.

“O legado que deixamos para o colégio é que não precisamos de muita coisa para conseguir inovar. E, sem dúvidas, o projeto contribuiu muito para minha formação, porque a partir dele eu escolhi realmente o que eu quero fazer no futuro”, completou Guilherme Gruber, aprovado para o curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Na escola, o invento é usado regularmente, e tem contribuído para reduzir o consumo de água e os gastos mensais com a manutenção da horta. Conforme a direção, a inovação dos jovens estudantes simboliza o papel fundamental que o pátio de quase 3 mil metros quadrados desempenha no aprendizado dos alunos.

“Trabalhamos com a ideia de que o pátio educa. Temos um pátio grande, com bastante verde, e investimos muito em paisagismo e cores, além de trabalhos que os próprios alunos vão fazendo”, destacou o diretor do Colégio Estadual Arcângelo Nandi, Juliano Ferraz. “Quando chega no portão da escola, o aluno já percebe um espaço diferenciado. Todo o ambiente da escola é educacional”, completou.

Combustível de hidrogênio

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Inovação, eficiência e sustentabilidade também são os focos de um projeto elaborado no Colégio do Campo Pedro Américo, em Serranópolis do Iguaçu. Estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio desenvolveram um motor a hidrogênio, alternativa sustentável para a geração de energia em máquinas e veículos.

Alécio Tavares, Davi Beraldin e Gustavo Mafioletti foram os responsáveis pela iniciativa. Os três estudantes são contemplados pelo Atendimento Educacional Especializado no Integral (AEE-I) para alunos com Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD), e a criação do invento foi motivada pela da edição 2024 da Feira Científica do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação da Seed-PR (FENAAH/S).

Na feira, sediada em Foz do Iguaçu, o projeto Hidrogênio como Combustível obteve o terceiro lugar em duas categorias – Sustentabilidade e Tecnologia e Inovação. Depois, a ação também acumulou prêmios na Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiências) e no 4° Encontro de Pesquisa, Extensão e Inovação da Faculdade Uniguaçu.

“Tudo começou com o desafio de participar da feira de ciências. Queríamos algo inovador e sustentável, então pensamos: e se a gente fizesse um motor funcionar com hidrogênio? A partir daí, pesquisamos, testamos e erramos bastante até conseguir um sistema funcional”, contou Tavares.

Para os alunos, as maiores conquistas foram os conhecimentos construídos, tanto no laboratório, quanto fora dele. “O projeto contribuiu muito com meu aprendizado nas áreas de física, química e mecânica, e com minha habilidade de oratória. Conheci pessoas incríveis e ganhei ótimas oportunidades, e também inspiramos outras pessoas”, celebrou Davi Beraldin.

Segundo os jovens pesquisadores, o hidrogênio é uma fonte de energia limpa e com alta densidade energética – ou seja, pode gerar mais energia por volume em comparação a outros combustíveis. Além disso, o hidrogênio pode ser produzido a partir de fontes renováveis, como a eletrólise da água, empregada pelos estudantes. Isso o torna uma alternativa sustentável ao petróleo e ao gás, por exemplo.

“O grande desafio hoje é a infraestrutura para produção, armazenamento e distribuição do hidrogênio, mas à medida que essa tecnologia evolui, ela pode ser cada vez mais comum no nosso cotidiano”, explicou Mafioletti.

Hoje, os três estudantes cursam Ensino Médio Técnico no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Medianeira, onde dão continuidade ao projeto e aprimoram seus conhecimentos nas áreas de eletrotécnica e desenvolvimento de sistemas.

Ainda assim, o legado de inovação e tecnologia continua vivo em Serranópolis do Iguaçu. “Esse tipo de iniciativa permite que os alunos avancem além do currículo tradicional, trabalhando em projetos que estimulam a criatividade, a resolução de problemas, pensamento científico e principalmente o protagonismo juvenil”, relatou a diretora do Colégio do Campo Pedro Américo, Marize Beraldin.

“Isso estimulou outros estudantes da escola a participarem de pesquisas, e já temos vários projetos em andamento. Eles foram um espelho para muitos jovens”, finalizou.

Fonte: AEN-PR

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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