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Roberto Betancourt, sócio-diretor da Aleris, abordará os desafios do Brasil na competição global por uma produção animal mais sustentável no SBSA 2024
Este será o tema da palestra de abertura da programação oficial do 24º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que acontecerá no próximo mês em Chapecó (SC

O empresário Roberto Ignácio Betancourt será palestrante na edição de 2024 do evento que se tornou ponto de encontro técnico, comercial e de networking entre os profissionais ligados à indústria produtiva da carne de frango do país, o 24º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que acontecerá de 9 a 11 de abril no Centro de Exposições de Chapecó, município do Oeste catarinense referência na produção avícola agroindustrial.
A apresentação ocorrerá após a abertura oficial do simpósio, onde o executivo compartilhará suas visões apoiadas em sua experiência como empresário e em sua vida associativa, ocupando atualmente o posto de Diretor do Deagro (Departamento de Agronegócios da FIESP) e presidente da FeedLatina (Associação das Indústrias de Alimentos para Animais da América Latina e do Caribe), sobre os diferenciais e desafios do Brasil, país celeiro mundial para a produção de alimentos seguros e saudáveis.
Segundo Roberto, mais do que a vocação natural que favorece a hegemonia agroindustrial, sua apresentação trará uma série de dados técnicos que comprovam a capacidade do setor agroindustrial de produzir e preservar.
No entanto, de acordo com o sócio-diretor da Aleris Animal Nutrition, mesmo com todo o aparato originado das pesquisas e das novas ferramentas tecnológicas que surgem diariamente e atendem às questões relacionadas à sustentabilidade, como as soluções em aditivos nutricionais naturais à base de leveduras da Aleris, no caso da indústria avícola nacional, ele deixa um alerta: “Internamente atingimos um patamar elevado de consumo per capita ano de carne de frango”.
Nesse sentido, na opinião dele, o comércio internacional se tornará uma via necessária para o avanço do setor. “Nos tornaremos cada vez mais dependentes do mercado internacional, e hoje não basta apenas custo, qualidade e status sanitários em perfeitas condições”, enfatiza o empresário, em linha com o que será compartilhado em sua palestra do SBSA 2024.
Diante deste futuro cada vez mais ajustado Roberto é enfático: “Devemos melhorar o discurso sustentado por dados que demonstrem nossa eficiência, capacidade de produção e preservação. Este será o objetivo desta apresentação, mas para isso é necessário um setor cada vez mais coordenado”, insere o sócio-diretor da Aleris Animal Nutrition.
Em sua apresentação, ele destacará a importância de dados precisos sobre a produção animal para a imagem do Brasil no mercado internacional. “Com a queda do desmatamento na Amazônia, resultado do compromisso do combate a práticas ilegais, vemos uma melhoria nos indicadores de mudança no uso da terra, fundamentais para a avicultura que depende da agricultura. Esses dados, inclusive sobre emissões de CO² na produção de ração animal, são cruciais para evidenciar o compromisso do setor com a sustentabilidade”, completa.
Todas as métricas globais para apresentar números positivos visando a competitividade e a posição da indústria avícola brasileira no mercado internacional para manutenção da sua aceitação e crescimento sustentável frente a concorrentes globais serão apresentados pelo executivo da Aleris Animal Nutrition para os participantes do 24º Simpósio Brasil Sul de Avicultura 2024.

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
