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Notícias Mercado

Rio Grande do Sul também tem casos de sementes enviadas pelos correios

Todas as sementes de origem desconhecida, que chegarem sem terem sido solicitadas, devem ser encaminhadas a uma unidade do Mapa, da Secretaria da Agricultura ou Emater no interior

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Sementes de plantas desconhecidas, também chegaram ao Rio Grande do Sul. A Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no estado recebeu uma amostra de Novo Hamburgo. Todas as sementes de origem desconhecida, que chegarem sem terem sido solicitadas, devem ser encaminhadas a uma unidade do Mapa, da Secretaria da Agricultura ou Emater no interior. A orientação é do chefe do Serviço de Fiscalização de Insumos Agrícolas e Sanidade Vegetal da SFA/RS, o auditor fiscal agropecuário Mauro Ruggiro. “Nossa recomendação é que seja encaminhado para os órgãos citados para que tenha a menor circulação possível”, alerta Ruggiro.

A jornalista Carla Santos, de Porto Alegre, conta que recebeu, ainda no ano passado, uma encomenda acompanhada de um pacotinho de sementes. “É como se fosse um brinde, que veio junto a uma compra realizada em um site da China. Não plantei, mas guardei as sementes. Agora vou encaminhá-las ao Mapa, conforme a orientação. Não tinha ideia de que isso pode representar risco fitossanitário ao país”, explica. Ruggiro afirma que testes realizados nos Estados Unidos, depois de registrado o mesmo episódio, não apontaram risco de contaminação com o produto. Aqui no Brasil, as sementes encaminhadas serão analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiás.

Trânsito Internacional

Os Auditores Fiscais Federais Agropecuários da Vigilância Internacional do Mapa (Vigiagro) atuam fiscalizando cargas e bagagens provenientes de trânsito internacional – seja por terra, água ou ar. “Todas as cargas agropecuárias declaradas passam pelos canais de fiscalização e, em alguns casos, até análises laboratoriais”, explica Ruggiro, para que não entrem pragas ou doenças exóticas no país.

Já nos voos internacionais (que não estão chegando diretamente em Porto Alegre, por conta da pandemia), em todas as chegadas são inspecionadas as bagagens de 25% e 30% dos passageiros. A escolha das pessoas que serão abordadas é feita pela Receita Federal, de acordo com pesquisa prévia da lista de passageiros. O delegado sindical do Anffa no RS, Mario Peyrot Lopes alerta que seria importante a autonomia do auditor do Mapa para escolher quem será inspecionado. “Hoje temos uma boa relação com o pessoal da Receita, mas seria importante que o auditor do Ministério da Agricultura pudesse definir, de acordo com a origem do voo, quantos e quais passageiros deveriam ser abordados”, alerta.

Nas compras por e-commerce internacional, o Ministério da Agricultura possui centros de triagem em Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). O maior volume de pequenas encomendas chega em Curitiba, onde além do Raio-X dos Correios ainda tem um cão de detecção do Ministério da Agricultura e outros agentes que observam tudo o que vem do exterior, inclusive drogas e medicamentos. “São realizadas muitas apreensões ainda no centro de triagem internacional, mas eventualmente, pelo grande volume, um ou outro item pode passar”, afirma Ruggiro.

O que fazer?

Caso receba um pacote de produto não solicitado e não saiba do que se trata, encaminhe imediatamente a uma unidade do Ministério da Agricultura, Secretaria Estadual da Agricultura ou escritório da Emater. Não abra, plante ou descarte este material em sacolas de lixo.

Se não houver uma unidade próxima na sua localidade, entre em contato com o Mapa para obter instruções. O número geral da Superintendência no RS é (51) 3284-9588.

Fonte: Assessoria
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Notícias Safra de inverno

Santa Catarina amplia em 15% área plantada de trigo

Com a safra encerrada no final de janeiro, a expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas

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Divulgação/AENPr

A alta nos preços estimulou o plantio de trigo em Santa Catarina. Com a safra encerrada no final de  janeiro, a  expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas, cultivadas em aproximadamente 58 mil hectares – um aumento de 15% na área plantada em relação ao ano anterior. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural vem estimulando a produção de trigo nas lavouras catarinenses como alternativa para reduzir a crescente dependência de milho para ração animal.

“Embora com uma queda na produtividade, tivemos um resultado muito positivo na safra de trigo 2020/2021. Estamos estimulando a pesquisa para o desenvolvimento de novos cultivares, queremos ampliar ainda mais a área plantada com cereais de inverno em Santa Catarina. Temos áreas pouco utilizadas, com lavouras disponíveis para o plantio de trigo, triticale e cevada, por exemplo, que podem ser utilizados na fabricação de ração animal. Com isso, conseguiremos agregar mais uma fonte de renda para o produtor rural”, destaca o secretário da Agricultura, Altair Silva.

Em algumas regiões como Canoinhas e São Bento do Sul, o aumento da área plantada chega a 40%. Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) João Rogério Alves, os bons preços praticados no início da safra levaram os produtores a investir na atividade e ampliar suas áreas de cultivo.

As estimativas são de que os catarinenses tenham colhido 171,3 mil toneladas de trigo na safra 2020/21, uma alta de 11% em relação ao ano anterior. Boa parte da produção está concentrada na região de Canoinhas e Chapecó.

Alta nos preços de trigo

A manutenção dos preços do trigo em patamares elevados se deve a vários fatores, entre eles a produção nacional insuficiente para atender a demanda, já que mais da metade do volume consumido pelo mercado brasileiro é importado. Outro aspecto relevante é o mercado internacional, com o dólar elevado e a implementação de barreiras tarifárias impostas por importantes países exportadores.

Estímulo ao plantio de grãos de inverno

Com uma cadeia produtiva de carnes em constante crescimento, Santa Catarina busca alternativas para reduzir a dependência de milho e diminuir os custos de produção. A Secretaria de Estado da Agricultura pretende reforçar o apoio para o plantio de trigo, triticale e cevada.

A Secretaria da Agricultura já desenvolve um Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno, que pretende ampliar em 120 mil hectares a área plantada com esses grãos no estado. A intenção é ocupar as áreas de cultivo também nesta estação, trazendo uma alternativa de renda para os produtores e mais competitividade para a cadeia produtiva de carnes.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Comprador pressiona, mas baixa oferta de animais limita queda do indicador

Esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços

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Divulgação/Embrapa

Neste início de março, frigoríficos seguem cautelosos para novas aquisições de animais, tentando evitar abrir preços maiores aos pecuaristas. Segundo colaboradores do Cepea, esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços.

No entanto, a oferta limitada de animais para abate tem diminuído a força da pressão compradora. De 24 de fevereiro a 3 de março, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) permaneceu praticamente estável (-0,45%), fechando a R$ 298,15 na quarta-feira (03).

Quanto às vendas ao mercado internacional, o menor número de dias úteis em fevereiro e o ano novo chinês reduziram os embarques da carne bovina brasileira para o patamar registrado em janeiro/19. Mesmo assim, as exportações seguem acima das 100 mil toneladas mensais desde o começo de 2018, mostrando que o mercado externo continua importante para o Brasil. Em fevereiro, o Brasil exportou 102,12 mil toneladas do produto in natura, baixas de 4,85% em relação a janeiro/21 e de 7,64% em comparação a fevereiro do ano passado (dados da Secex).

Fonte: Cepea
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Notícias ANTT

Transporte rodoviário tem novo piso mínimo de frete

Tabela foi publicada na quarta-feira (03) no Diário Oficial da União

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Gervásio Baptista/Agência Brasil

O transporte rodoviário de carga tem novo piso mínimo de frete. A tabela com os valores específicos foi publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no Diário Oficial da União de quarta-feira (03).

Conforme diz a nota técnica que antecedeu a portaria, a Lei nº 13.703/2018 determina que, quando ocorrer no mercado nacional oscilação no preço do óleo diesel superior a 10% (para mais ou para menos), uma nova norma com pisos mínimos deverá ser publicada pela agência do setor.

Essa equação considera alguns coeficientes relativos aos custos de deslocamento, de carga e de descarga. Tais custos contemplam tanto custos operacionais como mercadológicos. Entre os elementos considerados estão os de aquisição do veículo, preço do óleo diesel, pneus e salário dos motoristas. O atual reajuste não inclui o IPCA, segundo a ANTT.

A tabela apresenta os novos pisos mínimos para os mais diversos tipos de frete – diferenciados por tipo de carga, coeficiente de custo e número de eixos carregados. O cálculo apresentado na nota técnica leva em consideração o resultado de um levantamento de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo, tendo como período observado o relativo a 22 e 27 de fevereiro, quando o valor médio do diesel S10 aumentou de R$ 3,663 para R$ 4,25.

Em termos percentuais, esse aumento equivale a 16,03%. Percentual acima dos 10% usados como espécie de gatilho para a revisão da tabela, pela agência.

Fonte: Agência Brasil
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