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Avicultura Prevenção à Influenza aviária

Rio Grande do Sul monitora sítios de aves migratórias

Com dois importantes sítios de aves migratórias – o Parque Nacional da Lagoa do Peixe e a Estação Ecológica do Taim – o Serviço Veterinário Oficial do Estado gaúcho está atento e atua de forma contínua na orientação dos produtores quanto às medidas preventivas para evitar a entrada de doenças nas granjas avícolas.

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Foto: Shutterstock

Atentos a incidência de casos de Influenza aviária de Alta Patogenicidade na América do Sul, no Rio Grande do Sul a Divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) recomendou, por meio de nota técnica, a iniciativa privada, produtores e criadores o reforço das medidas de prevenção contra Influenza aviária, entre elas o monitoramento de sítios de aves migratórias.

Conforme a médica-veterinária e fiscal estadual agropecuário da Seapdr, Ananda Paula Kowalski, “Aves silvestres de vida livre representam a maior ameaça. A doença nunca foi detectada no Brasil, porém o aumento do número de casos em diversos países e sua ocorrência na América do Sul alerta para a atenção redobrada, especialmente devido à migração de aves do Hemisfério Norte para o Sul”, frisa.

Com dois importantes sítios de aves migratórias – o Parque Nacional da Lagoa do Peixe e a Estação Ecológica do Taim – no Estado gaúcho, Ananda ressalta que o Serviço Veterinário Oficial está atento e atua de forma contínua na orientação dos produtores quanto às medidas preventivas para evitar a entrada de doenças nas granjas avícolas. “Um amplo trabalho de vigilância em aviários com avaliação clínica de aves e coleta de amostras vem sendo realizado em todo território nacional”, afirma.

Conforme a profissional, o Serviço Veterinário Oficial já deu início ao monitoramento e vigilância em aves de fundo de quintal em propriedades localizadas em áreas de rota migratória, consideradas de maior risco para de contágio do vírus. “Além da demonstração de ausência de circulação viral, a vigilância tem o objetivo de adoção de ações de contenção e mitigação o mais rápido possível caso a doença seja detectada no território nacional”, esclarece.

Foto: Kleitton Pan

Caso sejam observados sinais respiratórios, nervosos, digestivos ou ainda mortalidade elevada de aves em curto espaço de tempo, sejam elas comerciais, de subsistência ou silvestres, o Serviço Veterinário Oficial deve ser notificado imediatamente. A notificação pode ser realizada diretamente às Inspetorias de Defesa Agropecuária. “O Brasil é o maior exportador mundial de carne frango e manter a sanidade do plantel é um desafio que depende do esforço conjunto”, reforça.

Entidades setoriais

Entidades gaúchas do setor avícola se uniram para munir de informações a cadeia produtiva e a sociedade em geral. Desde o início do ano está sendo distribuído material informativo sobre a gripe aviária com o intuito de chamar a atenção sobre a proximidade da doença já presente em vários países da América do Sul e que vem provocando prejuízos milionários em regiões produtoras.

Desenvolvido pela equipe do Programa Nacional de Sanidade Avícola da Secretaria estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o material está sendo distribuído nas inspetorias veterinárias, escritórios da Emater, prefeituras, Sindicatos Rurais e na região do Taim, que abriga uma unidade de conservação federal de proteção integral para preservação da natureza e realização de pesquisas científicas. “A região da Estação Ecológica do Taim é importante porque trata-se de rota de aves migratórias que podem ser portadoras da enfermidade. A atenção de pescadores e de qualquer pessoa que observe a presença de aves mortas é importante para a notificação”, informa o órgão estadual.

A Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), o Conselho Técnico Operacional de Avicultura do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa) e o Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa/RS) também promoveram um Fórum sobre Influenza aviária para representantes e produtores do setor avícola gaúcho, ocasião em que trataram sobre os impactos e consequências da doença com uma visão estratégica preventiva. “Estamos alinhados com o serviço oficial, ABPA e outras instituições em um propósito único de fortalecer a prevenção e nos prepararmos para repostas e ações rápidas”, frisou o presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos.

Recomendações do Programa Estadual de Sanidade Avícola do Rio Grande do Sul

  • Revisão do estado geral da estrutura física das granjas.
  • Intensificação dos procedimentos de prevenção com atenção especial a telas dos galpões e passarinheiras íntegras para que evitem a entrada de pássaros.
  • Correção de falhas de vedação nos galpões.
  • Remoção de ninhos de pássaros nos telhados e de entulhos no entorno dos galpões que possam servir de abrigo para roedores.
  • Veículos devem ser desinfetados antes da entrada e na saída das granjas.
  • Controle rigoroso do trânsito de veículos e pessoas. Não permitir a entrada de pessoas que não fazem parte do processo de produção.
  • Manter registro de entrada de pessoas e veículos.
  • Utilização de roupas e calçados exclusivos dentro dos aviários.
  • Pessoas que trabalham nas granjas devem evitar ao máximo o contato com outras aves.
  • Controle permanente de roedores.
  • Proteção de fontes de água e caixas d’água.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital de Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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