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Rio Grande do Sul lança Integra RS para expandir sistemas ILPF no campo
Governo e Rede ILPF firmam acordo para impulsionar a produção sustentável, capacitar técnicos e ampliar a adoção da integração lavoura-pecuária-floresta no estado.

O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), firmou na última terça-feira (11), durante a Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque (RS), um Acordo de Cooperação Técnica com a Associação Rede ILPF para viabilizar o Integra RS, programa voltado à expansão e ao fortalecimento do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no estado.
O ato foi prestigiado pelo vice-governador Gabriel Souza, com a presença do secretário da Agricultura, Clair Kuhn, do diretor-presidente da Rede ILPF, Francisco Matturro, e do coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante. O convênio tem como objetivo identificar áreas estratégicas para a adoção do Sistema ILPF, com ênfase na intensificação sustentável, além de promover uma agenda de difusão de conhecimento e tecnologias relacionadas ao tema. As ações previstas incluem dias de campo, encontros técnicos e workshops, destacando as oportunidades socioeconômicas e ambientais do sistema para o setor agropecuário gaúcho.
Gabriel Souza, que é médico veterinário, recordou que aprendeu na faculdade sobre a integração lavoura-pecuária, o qual considera um conceito essencial. “A integração com florestas não só aumenta a produtividade e a eficiência do uso da terra, como também contribui para uma agricultura mais sustentável, emitindo menos carbono. O governador Eduardo Leite sempre enfatiza a necessidade de uma agricultura que respeite nosso compromisso com a sustentabilidade. Para alcançarmos nossas metas de redução de emissões, cremos que o futuro do agronegócio está na integração de diferentes culturas, e é por isso que buscamos um acordo de cooperação técnica com a Rede LPF. É uma prioridade para o nosso Estado apoiar e desenvolver um setor primário mais sustentável”, destacou o vice-governador.
A iniciativa faz parte do programa Integra Rede ILPF, já consolidado em São Paulo como Integra SP. O primeiro passo será a capacitação de profissionais do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), referência em pesquisa e desenvolvimento da orizicultura no estado, e da Emater/RS-Ascar, entidade de assistência técnica e extensão rural voltada ao fortalecimento da agropecuária gaúcha.
“A ciência e o estudo demonstraram ao longo dos anos a evolução para a agropecuária gaúcha. Com esse acordo assinado agora temos a oportunidade em nossas mãos de fazermos mais. Sem dúvida essa é uma atividade que vai integrar a lavoura-pecuária-floresta e levar mais renda aos produtores”, afirmou o secretário Clair.
O cronograma de 2025 prevê treinamentos presenciais e online, elaborados em parceria com técnicos locais para mapear os potenciais e desafios dos sistemas ILPF. O objetivo é impulsionar a renda do produtor na mesma área, garantindo sustentabilidade e promovendo sua emancipação econômica.
“A integração lavoura-pecuária-floresta significa a emancipação do produtor. De que forma? Porque tem uma renda de curto prazo, que são as lavouras de cereais. Tem o gado no médio prazo e o componente florestal no longo prazo. Estamos lá por propósito. As empresas que apoiam a Rede são com o propósito de melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a vida das pessoas ou a estrada onde andam”, ressaltou Matturro.

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Soja no Paraná se aproxima de safra histórica e reforça otimismo no campo
Boletim do Deral indica 90% das lavouras em boas condições, produção perto de 22 milhões de toneladas e destaca também fruticultura e mercado de trabalho na suinocultura.

A soja é outra vez destaque no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, e ao que tudo indica caminha para um desempenho próximo ao recorde histórico. O cenário aparenta ser positivo para o agronegócio paranaense, e o Boletim de quinta-feira (15) também traz uma análise sobre o desempenho da fruticultura, e ainda um retrato do mercado de trabalho atual, evidenciando a absorção de mão de obra estrangeira pelo setor de suinocultura.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
No caso da soja, as condições de campo reforçam o otimismo quanto à safra 2025/2026. A reavaliação das lavouras indica que 90% das áreas estão em boas condições, índice superior ao registrado na semana anterior e melhor do que o observado nas últimas oito safras. Com isso, a produção paranaense poderá alcançar cerca de 22 milhões de toneladas, volume muito próximo ao recorde estadual de 22,3 milhões de toneladas obtido no ciclo 2022/2023.
As primeiras colheitas de soja, concentradas principalmente no Oeste do Estado, já demonstram bons indicativos de produtividade, embora ainda representem uma parcela reduzida da área total semeada.
Apesar do cenário produtivo favorável, o Deral alerta para a necessidade de cautela, uma vez que a maior parte das lavouras ainda tem pela frente fases mais críticas de desenvolvimento.
No entanto, para a comercialização os preços seguem pressionados pela estabilidade das cotações internacionais e pela valorização do real, mantendo a saca de soja – no que diz respeito a valores, em patamares semelhantes aos do início de 2025.
Mão de obra estrangeira

Foto: Eduardo Monteiro
Em relação ao mercado de trabalho, o Boletim traz dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostrando que, ao final de 2024, trabalhadores imigrantes ocupavam 15,6% dos empregos formais em frigoríficos de abate de suínos no Brasil.
No Paraná, essa participação chegou a 8,4%, com predominância de haitianos, venezuelanos e paraguaios. Já no segmento de criação de suínos, a presença de estrangeiros é menor, mas o Estado lidera nacionalmente as contratações, sobretudo de trabalhadores paraguaios.
O levantamento reforça a importância social e econômica da suinocultura, especialmente em um contexto de fluxos migratórios internacionais.
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Agro paulista fecha 2025 com superávit de US$ 23 bilhões
Setor respondeu por 40,5% das exportações do Estado de São Paulo no ano, mesmo em cenário de instabilidade internacional.

O agronegócio paulista manteve desempenho robusto no comércio exterior em 2025 e registrou superávit de US$ 23,09 bilhões, mesmo diante do impacto do tarifaço norte-americano no segundo semestre do ano. As exportações do setor somaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,73 bilhões. Os dados são de levantamento da Diretoria de Pesquisa do Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
De janeiro a dezembro de 2025, o agronegócio respondeu por 40,5% do total exportado pelo Estado de São Paulo, reforçando sua relevância para a economia paulista. Já as importações do setor representaram apenas 6,6% do total estadual.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, os resultados evidenciam a robustez e a competitividade do agro paulista no cenário internacional. “O desempenho das exportações em 2025 confirma a relevância estratégica do setor para São Paulo. São números que traduzem geração de renda, ampliação de oportunidades e impacto direto no crescimento econômico do estado”, destaca.
Principais produtos exportados
O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta exportadora do agro paulista em 2025, com 31% de participação e US$ 8,95 bilhões em vendas. Desse total, 93% correspondem ao açúcar e 7% ao etanol.
Na sequência, o setor de carnes respondeu por 15,4% das exportações, com US$ 4,43 bilhões, tendo a carne bovina como principal item (85%). Os sucos representaram 10,4%, com US$ 2,98 bilhões, praticamente concentrados no suco de laranja (97,9%).
Os produtos florestais somaram US$ 2,97 bilhões (10,3%), com destaque para celulose (55,8%) e papel (35,5%). Já o complexo soja respondeu por 8% das exportações, com US$ 2,32 bilhões, puxado pela soja em grão (77,9%) e pelo farelo de soja (16,7%).
Esses cinco grupos concentraram, juntos, 75,1% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece em seguida, com 6,3% de participação e US$ 1,82 bilhão, sendo majoritariamente café verde (77%) e café solúvel (19,3%).
Na comparação com 2024, houve crescimento nas exportações de café (+42,1%), carnes (+24,2%) e complexo soja (+2%). Já os grupos sucroalcooleiro (-28,4%), produtos florestais (-5,2%) e sucos (-0,7%) registraram retração, reflexo das oscilações de preços e volumes exportados.
Principais destinos

Foto: Roberto Dziura Jr
A China foi o principal destino das exportações do agro paulista em 2025, com 23,9% de participação, seguida pela União Europeia (14,4%) e pelos Estados Unidos (12,1%), este último com crescimento de 0,6% em relação a 2024.
O impacto do tarifaço norte-americano, iniciado em agosto, provocou queda nas exportações para os EUA ao longo do segundo semestre: 14,6% em agosto, 32,7% em setembro, 32,8% em outubro e 54,9% em novembro. Parte dessa redução foi compensada pela ampliação das vendas para mercados como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia.
A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada em 20 de novembro, com a isenção de itens como café, frutas tropicais, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina. Para o diretor da APTA, Carlos Nabil, a expectativa é positiva. “Nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente, o que reforça a perspectiva de retomada do fluxo comercial”, avalia.
Destaque nacional
No cenário nacional, o agronegócio paulista respondeu por 17% das exportações do setor no Brasil em 2025, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%).
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Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, avalia governo
Comércio restrito com o Irã e cenário internacional complexo sustentam avaliação de baixo impacto para a economia brasileira.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

Foto: Jonathan Campos
Segundo Alckmin, a proposta de uma super tarifação enfrenta obstáculos práticos e políticos. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, afirmou.
O ministro destacou ainda que, até o momento, não houve a edição de uma ordem executiva pelo governo norte-americano que efetivamente imponha sanções ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ressalta.
Ao citar o comércio europeu com o país do Oriente Médio, Alckmin reforçou que a relação não é exclusiva de economias emergentes. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, explicou, complementando: “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”.
O vice-presidente também ressaltou o posicionamento histórico do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país não mantém

Foto: Claudio Neves
litígios e tem tradição diplomática pacífica. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, enfatizou.
Para Alckmin, o atual contexto internacional exige maior protagonismo brasileiro. Ele classificou o momento como delicado para o mundo, mas estratégico para o país. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, reforçou.



