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Rio Grande do Sul investe em série de medidas para mitigar os efeitos da estiagem

Ações do governo gaúcho incluem construção de açudes, perfuração de poços e instalação de cisternas.

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Fotos: Fernando Dias

O Governo do Rio Grande do Sul está empenhado na construção de políticas públicas para mitigar os efeitos das secas e estiagens, com ações estruturantes voltadas ao desenvolvimento socioeconômico e à qualidade de vida dos gaúchos. Para isso, uma série de medidas foram e estão sendo executadas dentro do Supera Estiagem, além de criação de estrutura dedicada à segurança de barragens e emergências climáticas, dentro do Plano Rio Grande – programa liderado pelo governador Eduardo Leite de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Rio Grande do Sul.

Entre os destaques, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) tem iniciativas como a construção de açudes, a instalação de cisternas, a perfuração de poços e o benefício financeiro para projetos de irrigação direto ao produtor rural. Atualmente, o governo do Estado está com edital aberto para o recebimento de projetos de irrigação.

Em contrapartida, o produtor rural recebe um benefício de 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil por beneficiário. O intuito é aumentar a área irrigada do Estado e garantir a produtividade das mais diversas culturas com sistemas de irrigação e aumento de renda aos produtores rurais.

A Seapi já recebeu mais de 670 projetos de irrigação, somando as fases 1 e 2 – na primeira fase, o governo subvencionava 20% do projeto, limitado a R$ 15 mil por produtor. A totalidade de projetos representa um potencial de incentivo financeiro na ordem de R$ 22 milhões, e um investimento de cerca de R$ 176 milhões por parte do produtor. Além disso, os projetos estimam uma área de 8.800 hectares a mais irrigados no Estado.

O programa não é atrelado a nenhum financiamento por instituição de crédito, podendo o produtor fazer investimento próprio ou procurar a linha de crédito que melhor atender os seus interesses para a instalação do sistema de irrigação, que podem ser: aspersão (pivôs, carretel, simples); localizada (gotejamento/microaspersão); sulcos (várzeas para milho e soja); e reservatórios de água para fins de Irrigação.

O produtor que tiver interesse deve encaminhar o projeto de irrigação, e demais documentos que constam no edital, para a Seapi, que fará a análise. O projeto que estiver apto receberá a Declaração de Enquadramento. O Estado pagará a subvenção ao produtor rural em parcela única, após a execução do projeto e a apresentação dos laudos de conclusão e demais documentos comprobatórios exigidos.

“Estamos acompanhando a situação de estiagem no Estado, mas diversas ações já vêm sendo realizadas como forma de minimizar os impactos. Além disso, o governo do Estado tem o edital aberto do Programa de Irrigação para que os produtores possam aderir e receber até R$ 100 mil de incentivo. A irrigação é o melhor seguro agrícola e que em épocas como esta pode garantir a produtividade da propriedade”, enfatizou o secretário da Agricultura, Clair Kuhn.

Além disso, a Seapi já investiu em outras ações que beneficiam diretamente os produtores e as comunidades rurais. São cerca de 4,5 mil açudes escavados em 449 municípios, sendo até 12 açudes por cidade. Foram 610 produtores rurais beneficiados com cisternas de 60 mil litros, em 204 municípios gaúchos. Além do programa de poços, que teve a adesão de 310 municípios para a perfuração de um poço por cidade na zona rural. Esses editais já foram todos encerrados e hoje estão na fase de implantação e prestação de contas.

Medidas emergenciais

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) também tem adotado medidas estratégicas para mitigar os impactos da estiagem no RS e fortalecer a resiliência para a agricultura familiar. Entre as principais ações, destaca-se a solicitação de apoio federal, formalizada no dia 9 de janeiro por meio de ofício entregue ao ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. O documento alertou sobre os primeiros sinais da seca e solicitou medidas emergenciais para apoiar a agricultura familiar.

Outra iniciativa relevante da SDR foi a realização da reunião mais recente do Fórum Permanente de Combate à Estiagem, em 16 de janeiro de 2025, no Escritório Regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul e Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar) de Santa Rosa. O encontro discutiu estratégias para reduzir os efeitos da seca, definir medidas de curto, médio e longo prazos e fortalecer a resiliência do setor agrícola.

No mesmo dia, o titular da SDR realizou visitas técnicas a propriedades afetadas em Santa Rosa, avaliando lavouras atingidas pela estiagem e identificando impactos na produção agrícola. Foram inspecionadas a propriedade da família Fritz, que apresentava soja com déficit hídrico severo, e a unidade da Agriplus, dedicada à pesquisa de cultivares adaptadas a estresse hídrico.

A SDR também mantém programas estruturais para apoiar a agricultura familiar, como o Sementes Forrageiras, que fomenta a aquisição de sementes e mudas de espécies forrageiras, anuais e perenes, de inverno e verão. Tais cultivares auxiliam no aumento da eficiência no uso de solo e de infiltração de água, resultando em maior produtividade e conservação do solo.

Programa beneficiará 15.995 agricultores

Na edição de 2025, o programa conta com investimento de R$ 18,6 milhões e beneficiará 15.995 agricultores em 123 municípios. Entre as inovações estão a ampliação do crédito e do bônus de adimplência, a inclusão de novas espécies forrageiras e o suporte técnico especializado. Espera-se fortalecer a pecuária familiar e aumentar a renda no campo.

Já o Programa Troca-Troca de Sementes de Milho e Sorgo busca disponibilizar sementes para a produção de grãos e silagem. Na edição 2024/2025, foram solicitadas 85.801 sacas de sementes, beneficiando 25.745 produtores em 386 municípios. O valor total contratado foi de R$ 37,8 milhões, com subsídio de 28%, equivalente a R$ 6,1 milhões.

A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) também realiza uma série de ações. A Resolução 512/2024 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) atualizou os procedimentos de licenciamento ambiental para empreendimentos de irrigação. A nova normativa, aprovada em agosto de 2024, otimiza os processos de licenciamento, oferecendo maior segurança jurídica e ambiental para projetos relacionados à reservação e uso da água.

Entre as principais atualizações da resolução, destaca-se a restrição do licenciamento apenas para reservatórios de água, enquanto os equipamentos de irrigação não precisarão mais de licenciamento específico. A resolução também introduz a integração e simplificação dos processos de licenciamento, alinhando-se às melhores práticas ambientais.

O Programa Revitalização de Bacias Hidrográficas é uma ação que prevê a revitalização das bacias dos rios do Sinos e Gravataí, objetivando a melhora na quantidade e qualidade da água. Entre as iniciativas está a recuperação de Área de Preservação Permanente (APP). O Conselho de Recursos Hídricos (CRH) contratou uma empresa para apoiar os 25 Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) do Estado na gestão local da água.

Além disso, tem a destinação de recursos financeiros através do Fundo de Investimentos em Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul (FRH-RS), gerido pelo Conselho de Recursos Hídricos (CRH), para financiar diferentes ações do Estado relacionadas à reservação hídrica, podendo ser citadas as obras da barragem Taquarembó, para a qual houve a contratação de consórcio para concluir as obras remanescentes, e recursos para a conclusão da barragem Jaguari, ambas anunciadas em abril de 2024.

Dentro do Plano Rio Grande – programa de Reconstrução, Adaptação e Resiliência Climática do Estado do Rio Grande do Sul – que possui o objetivo de planejar, coordenar e executar as ações necessárias ao enfrentamento das consequências sociais, econômicas e ambientais decorrentes da enchente histórica, destinou recursos significativos para ações da Sema. No tocante aos recursos hídricos, destacam-se: recuperação, manutenção e ampliação da rede de estações hidrometeorológicas.

A Sema, desde setembro, realiza o diagnóstico das estações prioritárias de monitoramento hidrometeorológico do Estado, muitas das quais foram comprometidas pelo evento de maio de 2024. Além disso, o serviço de manutenção e operação de todas as 178 estações que compõem a rede hidrometeorológica está em execução. O contrato, no valor de R$ 1,2 milhão, já foi assinado, e os serviços foram iniciados, com previsão de conclusão até setembro de 2025.

Barragens

As barragens dos arroios Jaguari, em São Gabriel, e Taquarembó, em Dom Pedrito, quando concluídas, serão estratégicas para a reservação de água. O sistema Jaguari-Taquarembó beneficiará 240 mil habitantes da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria. Além de São Gabriel e Dom Pedrito, as construções atenderão também aos municípios de Lavras do Sul, Cacequi, Rosário do Sul e Santana do Livramento. Com elas, será garantido o abastecimento de água para a população e para a pecuária, além da irrigação de cerca de 117 mil hectares, atendendo a produção de culturas como arroz, soja e milho.

“Quando prontas, as barragens também terão um papel ambiental importante, atuando como reservatório em tempos de seca e de regulador da altura dos rios em período de cheias”, projeta a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte.

No ano passado, houve importantes novidades em relação às obras. Foi assinado o contrato com o consórcio vencedor da licitação para a execução dos trabalhos remanescentes de Taquarembó e houve anúncio de recursos para a conclusão de Jaguari. Juntas, as estruturas receberão mais de R$ 220 milhões para a finalização das obras.

A construção das barragens começou em 2009, mas foi interrompida várias vezes. Problemas como questões burocráticas ou abandono de empresas travavam o avanço dos trabalhos. Desde 2023, porém, a Secretaria de Obras Públicas (SOP) buscou resolver os entraves e possibilitar a conclusão de Jaguari e Taquarembó, após mais de 15 anos de espera.

A obra mais avançada é a de Jaguari, que está 80% concluída, com investimento total de R$ 319 milhões (R$ 213 milhões já investidos de 2008 a 2024 e R$ 106 milhões para a conclusão entre 2025 e 2026). Deste montante, R$ 205,3 milhões provêm do Tesouro do Estado (R$ 108 milhões, 2008 a 2024, e R$ 97,3 milhões, 2025 e 2026), sendo o restante oriundo da União. Em 2025, estão planejados o início da construção da estrada sobre a barragem e a finalização dos serviços de concreto e da montagem dos equipamentos, entre outras ações.

Para conclusão dos trabalhos na Taquarembó, a partir deste ano serão investidos R$ 150,9 milhões. O custo total será de R$ 250,8 milhões, sendo R$ 108,6 milhões provenientes do Estado. No local, já foram executadas etapas importantes como parte do barramento de concreto (a “parede” que represa a água), um dique e parte dos programas ambientais. Faltam executar, ainda, outros três diques, a conclusão do barramento, a ponte sobre o Arroio Taquarembó e o complemento dos programas ambientais (reposição florestal, acompanhamento do manejo e ações de educação ambiental, por exemplo), entre outros serviços.

Fornecimento de água para consumo também é prioritário

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil dá andamento a iniciativas de combate aos efeitos da estiagem, com atenção ao atendimento de necessidades de fornecimento de água para consumo humano. Está sendo conduzida a elaboração de uma ata de preços para a contratação do serviço de entrega de água aos municípios afetados, por empresa terceirizada, licitando possíveis fornecedores desse insumo para o atendimento dos municípios em Situação de Emergência e/ou Estado de Calamidade Pública.

Também está em andamento a aquisição de quatro caminhões-cisterna para a Defesa Civil, com foco em atendimento de eventos adversos, mas que também pode apoiar ações relacionadas aos efeitos da estiagem.

A Defesa Civil está adquirindo 50 vinilic pipas para empréstimo às comunidades afetadas de maneira mais severa por falta de água para consumo humano. Em outra frente, as equipes da Defesa Civil estão orientando tecnicamente os municípios para responder adequadamente às demandas ocasionadas pela estiagem, utilizando de forma otimizada os recursos federais disponíveis para essa finalidade.

Desde o ano de 2024, foram instaladas 44 cisternas comunitárias, em parceria com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que disponibilizou recursos para a instalação de tais equipamentos em núcleos comunitários e escolas onde ocorria com frequência falta de água para consumo humano.

Fonte: Assessoria Seapi

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Fertilizantes e bioinsumos redefinem a produtividade no campo brasileiro em 2025

Com recorde nas entregas de fertilizantes e crescimento acelerado dos bioinsumos, 2025 consolida um novo patamar tecnológico no agronegócio.

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Foto: Divulgação

O ano de 2025 marcou uma inflexão no desempenho da agricultura brasileira, impulsionada por avanços expressivos no uso de fertilizantes e bioinsumos. A combinação de maior disponibilidade de insumos, modernização das práticas de manejo e adoção de tecnologias aplicadas ao solo e às plantas elevou a produtividade das principais culturas e reforçou o protagonismo do Brasil no cenário global do agronegócio.

Dados do setor mostram que o consumo de fertilizantes cresceu de forma consistente ao longo do ano. Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), as entregas ao mercado brasileiro atingiram 35,86 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, alta de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024.

O ritmo de crescimento aproximou o país de um novo recorde anual, mantendo-o na posição de quarto maior mercado mundial de fertilizantes, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos e responsável por cerca de 8% da demanda global. Soja, milho e cana-de-açúcar seguiram como as culturas que mais absorveram nutrientes, respondendo juntas por mais de 70% do consumo nacional.

Foto: Claudio Neves

Na prática, esse avanço reflete melhorias significativas na produtividade. A adoção de recomendações mais precisas de adubação, sistemas de manejo por talhão e o uso de ferramentas digitais de monitoramento reduziram desperdícios e aumentaram a eficiência no uso de nutrientes. Essa evolução sustenta ganhos importantes em safras estratégicas: no milho de verão, por exemplo, projeções para a safra 2025/26 indicaram aumento de produtividade aliado a crescimento de área, mesmo diante de desafios climáticos regionais.

O avanço dos fertilizantes também foi acompanhado por maior previsibilidade ao produtor rural. Com o reforço das importações e a implementação gradual do Plano Nacional de Fertilizantes, o Brasil viveu em 2025 um cenário de oferta mais estável. Esse equilíbrio proporcionou aos agricultores melhores condições para planejar o pacote tecnológico e realizar investimentos com segurança em um contexto de margens mais apertadas.

Se os fertilizantes consolidaram a base produtiva do ano, os bioinsumos foram responsáveis pelo movimento mais dinâmico do setor em 2025. O mercado brasileiro de produtos biológicos registrou expansão de 13% na safra de 2024/25, alcançando cerca de 156 milhões de hectares tratados, o equivalente a um quarto de toda a área cultivada do país. Em valor, o segmento cresceu 18%, atingindo R$ 4,35 bilhões em vendas. A evolução tecnológica também se intensificou, com maior estabilidade das formulações, produtos direcionados para pragas específicas e crescente uso de drones e aplicações de alta concentração, permitindo adoção em larga escala, inclusive em culturas de grande extensão.

As perspectivas para 2026 reforçam a consolidação desse movimento. A agenda regulatória mais clara para registro e uso de bioinsumos, associada à demanda crescente por práticas agrícolas sustentáveis, tende a elevar ainda mais a participação desses produtos no manejo integrado das lavouras. O resultado esperado é um pacote tecnológico mais eficiente, combinando produtividade e redução da pegada ambiental, alinhado às exigências dos mercados consumidores.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Nesse cenário de evolução tecnológica, a GIROAgro e a VIVAbio reafirmaram seu protagonismo. Empresas 100% nacionais e entre as mais importantes do país, mantiveram em 2025 uma posição de destaque ao oferecer soluções qualificadas em nutrição vegetal, bioinsumos e suporte técnico especializado. A atuação junto aos produtores foi decisiva para a adoção de práticas mais eficientes, reforçando a competitividade do campo brasileiro em um ano marcado por transformações significativas.

O balanço de 2025 evidencia que fertilizantes e bioinsumos deixaram de ser apenas insumos essenciais: tornaram-se motores de uma nova fase do agronegócio brasileiro, sustentada por tecnologia, eficiência e visão de futuro.

Fonte: Assessoria ANDA
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Brasil celebra marco histórico da abertura de 500 novos mercados internacionais

Resultado de ação integrada entre governo e setor produtivo, conquista fortalece a estratégia de expansão internacional e abre novas rotas de comércio para o Brasil.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil celebra o marco histórico da abertura de 500 novos mercados internacionais em mais de 80 países, no período entre 2023 e 2025, sob a liderança do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e com a participação da ApexBrasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As novas aberturas de mercados já resultam num total de US$ 3,4 bilhões em exportações brasileiras.

Em um cenário mundial de incertezas, a diplomacia presidencial levou o país a vencer barreiras por meio do diálogo e de intenso trabalho, que resultou em mercados alternativos para os produtos brasileiros. “Essa conquista é fruto de uma atuação articulada entre ApexBrasil, Mapa, MRE, MDIC e setor privado. Esses atores trabalharam juntos para identificar potenciais mercados, mapear oportunidades, conectar exportadores e importadores e criar um ambiente favorável aos negócios”, destacou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a ampliação de destinos para os produtos brasileiros representa um impacto direto estimado em US$ 3,4 bilhões para as empresas do setor, fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior e consolidando uma política assertiva de expansão comercial. “Em 2023, tínhamos como meta abrir 200 novos mercados e restabelecer boas relações diplomáticas. E agora, três anos depois, chegamos a 500. Isso mostra o esforço de toda uma equipe e a confiança que os países têm no padrão sanitário brasileiro”, frisou, destacando que cada abertura traz mais renda para o campo, mais oportunidade para quem produz e mais reconhecimento para os produtos brasileiros.

Os 500 mercados abertos em mais de 80 países têm potencial de exportação de mais de US$ 37,5 bilhões por ano, de acordo com estimativas do Mapa. Cada país pode ter vários mercados para diferentes tipos de produtos. Entre os itens habilitados nesses novos mercados, destaque para carnes, algodão, frutas, pescados entre outros.

Entre 2023 e 2025, o esforço conjunto entre ApexBrasil, Mapa e MRE resultou em mais de 170 ações internacionais em 42 países, alcançando US$ 18 bilhões em negócios projetados e atendendo mais de três mil empresas brasileiras.

Neste período, foram realizadas 19 missões oficiais presidenciais e 5 vice-presidenciais, ampliando a conexão com mercados prioritários. Segundo o presidente da ApexBrasil, a expansão mostra o quanto o Brasil é competitivo e está pronto para exportar e criar grandes oportunidades para empreendedores e empreendedoras de Norte a Sul do país.

Comemoração em dose dupla

A celebração da marca dos 500 novos mercados internacionais vai ocorrer durante a inauguração oficial da sede própria da ApexBrasil, na próxima segunda-feira (15), às 10 horas. O evento contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Estarão presentes também o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, Carlos Fávaro, bem como outras autoridades, ministros, parlamentares, representantes dos setores público e privado, convidados e colaboradores da ApexBrasil. “É uma dupla comemoração. O Brasil, com a diplomacia presidencial, chega à marca de 500 novos mercados e a ApexBrasil inaugura e abre ao público sua sede própria depois de mais de 20 anos com custos de aluguel. Vai trazer uma economia estrutural, modernização institucional e a conexão da Apex com a população. Foram muitos anos de esforços de muitas instituições, muitas pessoas com o objetivo de melhorar a promoção comercial, a economia, os índices de geração de emprego e renda e ajudar o desenvolvimento do Brasil”, comemora Viana.

O conceito da sede própria da ApexBrasil, que desde sua criação ocupa imóveis alugados, foi pensado para criar um espaço integrado à cidade, aberto a atividades artísticas, educativas, literárias, exposições e à divulgação dos produtos brasileiros para o mundo. O edifício Lotus 903, de arquitetura contemporânea e paisagismo de Burle Marx, foi construído seguindo padrões rigorosos de sustentabilidade e eficiência energética.

Com cerca de 17 mil metros quadrados, localização estratégica próxima ao Parque da Cidade Sarah Kubitschek e fácil acesso ao transporte público, o projeto traduz o compromisso da Agência com inovação, sustentabilidade e impacto social positivo.

Criada oficialmente em 2003, no primeiro mandato do presidente Lula, a ApexBrasil também encerra um ano com muitas conquistas, além da inauguração de sua sede própria. Até outubro de 2025, a Agência registrou um recorde histórico de 20.754 empresas apoiadas no ano, sendo 66% delas de micro, pequenas e médias, com foco especial nas regiões Norte e Nordeste, dentro da estratégia de descentralização das ações de promoção comercial.

Fonte: Assessoria ApexBrasil
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Impasse na aprovação de defensivos acende alerta no setor agro

Produtores relatam falta de previsibilidade e cobram agilidade na análise de moléculas essenciais, enquanto o atraso em reavaliações começa a afetar a competitividade no campo.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemorou, em 2023, a aprovação da Lei Geral dos Pesticidas, resultado de um amplo debate no Congresso Nacional e da participação de diversos setores produtivos e técnicos. A nova legislação foi estruturada para modernizar regras, dar maior segurança jurídica e agilizar a análise e o registro de moléculas essenciais às lavouras brasileiras.

A lei reforçou o papel do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na análise de pesticidas, mas, mesmo após sua sanção, que originou a Lei nº 14.785/2023, produtores rurais e parlamentares apontam que a morosidade na aprovação de novas moléculas persiste. Na prática, o Mapa tem se mantido silencioso tanto nos processos judiciais quanto nas disputas internas do governo, permitindo que o tema seja conduzido majoritariamente pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Enquanto isso, o Ibama acumula atrasos significativos nas análises, situação que já motivou pedidos de auditoria do TCU, e o setor segue sem previsibilidade e sem defesa técnica clara por parte da pasta responsável por conhecer a realidade do campo.

Deputada Daniela Reinehr: “A Lei 14.785 é clara, mas o governo não se posiciona sobre o processo que discute a reavaliação do imidacloprido, um insumo essencial para diversas cadeias produtivas e de tantos outros”

Diante desse cenário, a deputada Daniela Reinehr (PL-SC), integrante da FPA, apresentou o requerimento 263/2025 na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR), solicitando a convocação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O objetivo é que o ministro esclareça a atuação da pasta na aplicação da Lei nº 14.785/2023 e explique a ausência de posicionamento do Mapa em processos que discutem a reavaliação de defensivos agrícolas.

Daniela Reinerh destacou que o produtor não pode continuar dependente de um Ministério da Agricultura que se omite. “A Lei 14.785 é clara, mas o governo não se posiciona sobre o processo que discute a reavaliação do imidacloprido, um insumo essencial para diversas cadeias produtivas e de tantos outros. Quando falta orientação, quem sofre é o campo: perde competitividade, previsibilidade e segurança jurídica. Por isso, estou convocando o ministro Fávaro. Ele precisa explicar por que a pasta não cumpre o que a lei determina. Fiscalizar é obrigação do Parlamento e eu seguirei cobrando respostas em defesa dos produtores e do agro catarinense.”

Deputado Rodolfo Nogueira: “A deputada Daniela Reinehr apresentou um requerimento de convocação do ministro Fávaro para que ele traga esclarecimentos aqui”

Durante a reunião desta quarta-feira (10), o presidente da CAPADR, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), comentou a apresentação do requerimento e reforçou as críticas à falta de empenho do Ministério da Agricultura para garantir o andamento das aprovações de novas moléculas.

Segundo ele, a convocação será analisada o quanto antes. “A deputada Daniela Reinehr apresentou um requerimento de convocação do ministro Fávaro para que ele traga esclarecimentos aqui. Não deu tempo dessa convocação ser colocada em pauta e aprovada hoje, mas com certeza haverá cobrança desta Comissão ao Ministério da Agricultura pelo silêncio e pela inércia diante do desserviço da ministra Marina Silva no Ibama, que paralisou e engessou o desenvolvimento tecnológico ligado à aprovação de novas moléculas”, disse.

Rodolfo reforçou ainda que o Ministério da Agricultura detém prerrogativas legais importantes na aprovação de defensivos agrícolas e criticou o alinhamento da pasta à política ambiental. “Fica aqui a cobrança ao ministro Fávaro, que tem a legalidade conferida por este Congresso para aprovar essas moléculas. Ele tem o dever de lutar pelo desenvolvimento da agricultura, mas hoje se cala diante da política ideológica da ministra Marina, que tutela o Ibama.”

Fonte: Assessoria FPA
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