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Rio Grande do Sul deve colher maior Safra de Inverno em 2021
Dados mostram estimativas dos principais grãos de inverno, que serão cultivados em 1,49 milhão de hectares

Durante Coletiva de Imprensa online realizada na quarta-feira (23), foi divulgada a estimativa da maior produção das culturas de inverno no Estado, nesta Safra 2021, de 3,7 milhões de toneladas de trigo, cevada, canola e aveia branca. Transmitido de forma simultânea pelo Facebook e o canal do YouTube do Programa Rio Grande Rural da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o evento foi acompanhado por mais de 150 pessoas, entre jornalistas de veículos de comunicação de todo o Estado, extensionistas, secretários de Agricultura, produtores e público em geral ligado ao setor primário do Sul do país.
Mediada pelo extensionista Carlos Gabriel Nunes dos Santos, a coletiva contou com a participação do chefe de gabinete da Seapdr, Erli Teixeira, representando a secretária estadual Silvana Covatti, e do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri. “Essa boa expectativa se deve a estarmos vindo de uma supersafra de verão, que trouxe uma capitalização importante para nossos agricultores, para nossos pecuaristas, para o produtor rural como um todo. A previsão de uma safra de inverno robusta e de uma condição climática positiva para os próximos meses leva em consideração não só a capitalização, mas também o ânimo dos agricultores com esses recursos da safra de verão. Também os preços num patamar bom e elevado, a tecnologia que vem chegando ao longo dos anos, o acesso à assistência técnica, todo o planejamento e profissionalismo são responsáveis por essa estimativa de uma supersafra de inverno”, comemorou Sandri.
Os dados foram apresentados pelo diretor técnico da Instituição, Alencar Rugeri, que apresentou as estimativas dos principais grãos de inverno, que serão cultivados em 1,49 milhão de hectares (ha), totalizando a maior produção dos últimos anos, cuja previsão é de 3,7 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 10,8% em área e de 32,5% em produção, comparado ao ano anterior. “Nós temos a expectativa de termos a maior safra já colhida em termos de grãos. Esse é um cenário extremamente interessante para o Estado. E esperamos que se consolide ainda mais com as tendências climáticas positivas, sem nenhum percalço até o momento, e porque nosso produtor vem capitalizado, vem com a possibilidade e a tendência de ter uma boa remuneração dessas culturas de inverno e isso leva a crer que deveremos ter sim uma grande safra de inverno, quiçá a melhor safra da história”, afirmou Rugeri.
Principal produto da estação, o trigo deverá ter uma produção de 2,89 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 37,81% em relação ao ano passado, que foi de 2,1 milhão de toneladas. Cultivado numa área de 1,08 milhão ha, 13,29% a mais do que na safra passada, que foi de 953,8 mil ha, o grão apresenta tendência de produtividade média de 2,6 ton/ha, 21,6% a mais do que a média da safra anterior, que foi de 2,2 ton/ha. Concentrado nas regiões de Ijuí (303,4 mil ha), Santa Rosa (259,6 mil ha) e Frederico Westphalen (135,3 mil ha), chama a atenção o trigo ter aumentado 104,9% na área a ser cultivada na região de Pelotas, passando de 4,8 mil ha na safra passada para 9,9 mil ha nesta safra.
“Esse aumento expressivo na região de Pelotas e de forma geral em todo o Estado se deve à possibilidade do tripé planejamento, gestão e profissionalismo, na qual os agricultores, adotando isso, entendem a atividade agrícola como um sistema de produção, e à necessidade de se ter o solo sendo utilizado o ano inteiro, dando uma melhor utilização às máquinas, principalmente motivado por uma boa safra de verão, que possibilitou a tranquilidade maior para fazer a implantação de inverno e assim consolidar um sistema de produção e dar uma rentabilidade maior à atividade desenvolvida no campo”.
Outro destaque fica por conta do aumento expressivo na produção e produtividade da canola. A cultura cultivada em 40,1 mil ha, 15,73% a mais do que no ano anterior, deverá ter uma produção de 52,6 mil toneladas, o que representa 55,7% a mais do que na safra passada, refletindo no aumento de 34,5% na produtividade, que deve chegar a 1,3 ton/ha, contra a menos de uma tonelada na safra passada.
Após o lançamento dos dados da estimativa para Safra de Inverno 2021, o meteorologista da Seapdr, Flávio Varone, apresentou as condições meteorológicas observadas no mês de maio e o prognóstico trimestral para os próximos meses (julho/agosto/setembro), sendo condições próximas da normalidade, favorecendo a ocorrência de chuvas mais bem distribuídas e temperaturas mais baixas em alguns setores do Estado. “Em julho e agosto, o ingresso regular de frentes frias e massas de ar frio deverá favorecer precipitações ligeiramente acima da média na maioria das regiões, com temperaturas mínimas e máximas abaixo da normalidade. Para setembro, as temperaturas deverão apresentar elevação natural e a tendência é de diminuição da chuva na Metade Sul, com precipitações normais no restante do RS”.
Confira a estimativa para cada cultura:
Trigo 2021 – 2020 – Variação (%)
Área (hectares) 1.080.559 – 953.832 – 13,29
Produção (toneladas) 2.899.809 – 2.104.160 – 37,81
Produtividade (kg/ha) 2.684 – 2.207 – 21,60
Canola 2021 – 2020 – Variação (%)
Área (hectares) 40.183 – 34.721 – 15,73
Produção (toneladas) 52.650 – 33.814 – 55,70
Produtividade (kg/ha) 1.310 – 974 – 34,50
Cevada 2021 – 2020 – Variação (%)
Área (hectares) 41.930 – 37.162 – 12,83
Produção (toneladas) 116.585 – 93.057 – 25,28
Produtividade (kg/ha) 2.780 – 2.504 – 11,02
Aveia branca 2021 – 2020 – Variação (%)
Área (hectares) 342.881 – 324.240 – 5,75
Produção (toneladas) 718.195 – 609.280 – 17,88
Produtividade (kg/ha) 2.095 – 1.881 – 11,38

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Credenciamento inédito no Paraná autoriza coleta de animais mortos com rastreabilidade
Processo transforma resíduos em biocombustível e fertilizantes, sob fiscalização e normas sanitárias rígidas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) celebrou de forma oficial, na quinta-feira (16), o primeiro credenciamento de uma empresa que será responsável pelo recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária em propriedades rurais de todo o Estado. A empresa é a A&R Nutrição Animal, sediada em Nova Aurora, região Oeste. O evento ocorreu na sede da empresa, com a presença de representantes da Adapar, diretores e funcionários.
A autorização representa uma alternativa formal e regulamentada, por meio da publicação da Portaria nº 012/2026, à eliminação desses materiais nas próprias fazendas. O documento de autorização é de janeiro deste ano e foi assinado pelo diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, com base na Lei Estadual nº 11.504/1996 e no Decreto Estadual nº 12.029/2014. A medida responde a uma demanda antiga do setor pecuário por soluções estruturadas no descarte de animais mortos.
A A&R Nutrição Animal chegou a essa atividade após deixar o ramo de ração animal e reinvestir toda a sua infraestrutura para atender à necessidade da região. O redirecionamento das atividades aconteceu em parceria com a Secretaria da Agricultura de Toledo e a Suíno Oeste, Associação dos Suinocultores do Oeste do Paraná.
Agora, a empresa passa a poder recolher carcaças de suínos e peixes mortos em qualquer propriedade rural paranaense, embora em um primeiro momento a atuação seja exclusivamente com suínos. O credenciamento tem validade de três anos e é responsabilidade do representante legal da empresa providenciar a renovação dentro do prazo.
O diretor da A&R Nutrição Animal, Charbel Syrio, comemorou a conquista e diz que pretende expandir o negócio de recolhimento dos animais em propriedades rurais. “O objetivo é capitanear esse processo no Brasil e no Paraná, em função de termos o mercado que mais produz o suíno. E a gente vem nessa demanda”, pontuou.
Charbel também explicou o processo e a finalidade do trabalho. “Esses animais, hoje, serão coletados, irão para uma unidade de indústria que vai processar as carcaças e os produtos acabados terão dois destinos: o óleo vai para o biocombustível, para a indústria de higiene e limpeza, indústria química; e a farinha vai para adubos”, complementou.
O chefe do departamento de Saúde Animal, Rafael Gonçalves Dias, destacou a importância do manejo correto das carcaças e do credenciamento de empresas como uma das alternativas disponíveis. Mas frisou que a prática só deve ser realizada quando permitida pela Adapar. “É importante abrir novos caminhos, mas temos que reforçar que é proibida a retirada de animais mortos, de qualquer espécie produzida, de dentro das propriedades por terceiros. Essa prática é somente permitida para empresas credenciadas pela Adapar. Por isso, o principal destino dos suínos mortos ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”, elucida.
Dias também explicou que, por regra geral, a prática de manejar e tratar os animais mortos dentro das propriedades diminui os riscos sanitários envolvidos nesse processo. “É fundamental que a empresa agora credenciada, assim como qualquer outra que venha a se credenciar no futuro, não adentre nas áreas limpas das propriedades, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação cruzada entre elas”, conclui.
Restrições e vedações
A portaria estabelece limitações claras sobre a atuação da empresa. Fica expressamente proibido o recolhimento de animais mortos oriundos de outros estados da federação, restringindo a atividade ao território paranaense. Além disso, os produtos gerados a partir do processamento das carcaças não poderão ser utilizados na fabricação de alimentos, seja para consumo animal ou humano.
É de responsabilidade da Adapar a garantia da rastreabilidade de toda a operação. A Agência define que apenas veículos previamente vistoriados e credenciados pelo órgão estão autorizados a realizar o transporte, que deve ser acompanhado da documentação específica. As carcaças são processadas na indústria e transformadas em farinha, destinada posteriormente à produção de adubo ou fertilizante.
Controle sanitário
Em situações em que a Adapar identifica a suspeita de doenças de notificação obrigatória em explorações pecuárias, o recolhimento de animais mortos ficará automaticamente sujeito a restrições, só podendo ser retomado mediante autorização expressa do órgão fiscalizador. O descumprimento das normas previstas na portaria ou das demais regulamentações do Serviço de Defesa Agropecuária pode resultar na suspensão ou no cancelamento do credenciamento.
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Frimesa apresenta novidades em proteínas suínas e fortalece posicionamento de marca
Lançamentos destacam sofisticação, versatilidade e nova identidade visual da cooperativa.

Com foco em inovação e diversificação, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, escolhe a vitrine da ExpoApras 2026 – um dos principais eventos do setor supermercadista no Brasil – para apresentar novos itens do portfólio de proteínas animal. A aposta são os lançamentos das linhas premium Fogo & Sabor e os novos hamburgueres da marca, que chegam às gôndolas de todo o país a partir de junho.
Entre as novidades, estão as novas linguiças saborizadas e a Manta de Linguiça Toscana, da marca Fogo & Sabor, que são voltadas aos entusiastas do churrasco e valorizam a inovação e a experimentação de novos cortes e temperos. Versátil, a manta permite aplicações que vão da grelha a air fryer até o preparo de recheios e ragus. Pioneira no formato de linguiça frescal, a nova Chistorra da Frimesa é um diferencial exclusivo no mercado nacional. Já a versão Chimichurri insere na categoria de embutidos a herança dos sabores platinos, amplamente apreciados no Brasil.
Já a linha de hambúrgueres de 120g, nos sabores Toscana, Defumado e Pernil, com assinatura Frimesa, foi projetada para o consumidor que deseja replicar a experiência das hamburguerias artesanais em casa. Ambas as linhas foram desenvolvidas para o segmento premium, posicionando-os junto aos produtos gourmet já consolidados no varejo. Com as inovações, a Frimesa visa suprir a demanda do consumidor que busca valor agregado e qualidade superior.
Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, explica que o lançamento das linhas marca uma fase estratégica de evolução e consolidação do portfólio da Frimesa, alinhado ao novo posicionamento de marca e identidade visual. “O momento exige não apenas inovação, mas sofisticação técnica para demonstrar ao mercado porque somos a maior especialista em carne suína do Brasil. Estamos elevando a percepção de valor da proteína suína”, afirma.
O estande da Frimesa na ExpoApras conta com uma estrutura de 296m² e explora o conceito “A Casa da Família Frimesa”, convidando o varejista a degustar os novos produtos, além dos itens tradicionais já consolidados no mercado. O evento também é uma oportunidade para apresentar a nova identidade visual, lançada em março deste ano junto ao rebranding, que tem como um dos pilares a família. O tema é explorado na campanha de comunicação veiculada a partir de abril e se faz presente também no estande da cooperativa na ExpoApras
“Estamos chegando com presença física em São Paulo, mas as raízes da Frimesa estão no Paraná. Fazer parte da ExpoApras reforça o nosso compromisso com o varejo regional e nacional e o quanto valorizamos esse mercado que tanto nos abraça”, comenta Fossalussa.
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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.



