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Rio Grande do Sul articula estratégia para transformar leite em produto de exportação
Seminário na Fenasul Expoleite reuniu governo, indústria e produtores para discutir sanidade, acesso a mercados e redução de barreiras ao leite brasileiro no exterior.

A busca por espaço no mercado internacional para os produtos lácteos brasileiros entrou no centro das discussões da cadeia leiteira gaúcha nesta quinta-feira (14), durante o Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira, realizado na Fenasul Expoleite 2026, em Esteio (RS). O evento, promovido pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), reuniu representantes do governo, indústria, produtores e especialistas em comércio exterior.

Foto: Fernando Dias
Na abertura do seminário, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, defendeu que o setor leiteiro brasileiro precisa ampliar o foco para além da proteção contra importações e construir uma estratégia voltada às exportações. “Muito discutimos sobre a salvaguarda ao nosso produtor de leite com relação à importação, mas temos uma nova fronteira, que é a exportação. Uma potência no mercado de carnes, como o Brasil e o Rio Grande do Sul, não pode se conformar a não ser também uma potência na pecuária leiteira”, afirmou.
Segundo o secretário, o avanço sanitário é um dos pilares para viabilizar a entrada do leite brasileiro em mercados

Foto: Arnaldo Alves
mais exigentes. Ele destacou que o setor enfrenta pressão de custos de produção, mas argumentou que a questão sanitária não pode ser um limitador para a competitividade internacional. “Sabemos as dificuldades do custo de produção. Mas, por problema sanitário, nós não vamos deixar de ser exportadores. Seremos referência, como já o somos em outras cadeias produtivas”, disse.
Integração entre cadeia e governo
O seminário concentrou discussões sobre requisitos sanitários, rastreabilidade, competitividade e acesso a mercados internacionais. A avaliação dos organizadores é de que a exportação de lácteos exige atuação coordenada entre setor público, produtores e indústria.
Durante o encontro, o ex-secretário da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, apresentou o plano de incentivos à exportação de lácteos desenvolvido pela Aliança Láctea Sul-Brasileira.

Foto: Shutterstock
Já o auditor fiscal federal agropecuário Rodrigo Pereira, da Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, apresentou um panorama da produção leiteira no Rio Grande do Sul.
O acesso aos mercados internacionais foi debatido pelos auditores Bernardo Todeschini e Leonardo Isolan, que atuaram como adidos agrícolas na Europa e discutiram exigências sanitárias e comerciais impostas pelos importadores.
Representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul apresentaram a visão dos produtores sobre competitividade e custos da atividade. A indústria participou por meio do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul, da Associação dos Pequenos Laticínios do Rio Grande do Sul e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul.
O conteúdo do seminário foi gravado e será disponibilizado no canal oficial da Seapi no YouTube.

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Reconhecimento de China e Rússia amplia oportunidades para a carne paranaense
Novo status sanitário do Brasil favorece frigoríficos exportadores e pode impulsionar os embarques de carne bovina.

Junho trouxe importantes avanços para a pecuária brasileira e, especialmente, para o Paraná. Isso porque dois dos principais mercados internacionais reconheceram o Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação. Primeiro, no início do mês, a China oficializou a decisão. Depois, as autoridades sanitárias da Rússia comunicaram o reconhecimento de todo o território nacional com o mesmo status.

Foto: Divulgação/Mapa
Para o Sistema Faep, as decisões representam mais uma conquista construída ao longo de décadas de investimento em defesa agropecuária e trazem perspectivas positivas para o Paraná, que já possui o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação desde maio de 2021, quando recebeu a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Em maio de 2025, a OMSA ampliou o reconhecimento para todo o território brasileiro.
Segundo o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, o novo cenário reforça a credibilidade da produção pecuária nacional e amplia as possibilidades de negócios para os produtores paranaenses. “Esse reconhecimento é resultado de um trabalho conjunto de produtores, entidades do setor e dos órgãos de defesa sanitária. O Paraná se antecipou e já demonstrava há anos sua capacidade de manter um rebanho seguro e com alto padrão sanitário. Agora, com o reconhecimento de mercados estratégicos como China e Rússia, o Brasil fortalece ainda mais sua imagem como fornecedor confiável de proteínas animais, o que pode se traduzir em novas oportunidades para os nossos produtores”, destaca.

Com o reconhecimento, as condições de acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais devem melhorar, resultando no aumento da demanda por proteínas animais. Para o Paraná, isso representa maior potencial de negócios para os frigoríficos exportadores instalados no Estado, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em um cenário de aumento das exportações e reflexos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.
A China é o principal destino das exportações paranaenses de carne bovina. Em 2025, o Estado embarcou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para o país asiático, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado.
Alternativa estratégica
Embora atualmente a Rússia tenha menor participação nas exportações de carne bovina do Paraná, o reconhecimento também é considerado estratégico, especialmente diante das instabilidades políticas e comerciais no cenário internacional.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Esse reconhecimento é resultado de um trabalho conjunto de produtores, entidades do setor e dos órgãos de defesa sanitária”
Em 2025, as exportações paranaenses de proteínas para a Rússia foram concentradas principalmente na carne de frango, com embarques de 11,3 mil toneladas e faturamento de US$ 25 milhões.
O técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Fábio Peixoto Mezzadri, explica que a Rússia já foi um mercado relevante para a carne bovina paranaense e que o novo status sanitário brasileiro pode representar uma oportunidade de retomada das exportações.
“Antigamente, o comércio entre o Paraná e a Rússia era mais significativo na carne bovina. Contudo, o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação abre muitos caminhos comerciais, demonstrando a solidez e a eficiência do nosso sistema sanitário”, afirma.

Foto: Marcelo Casal
Entre 2020 e 2023, o comércio de carne bovina congelada entre o Paraná e a Rússia movimentou US$ 27,2 milhões, com o embarque de 7,2 mil toneladas do produto. A partir de 2024, porém, não houve mais registros significativos de exportações paranaenses desse segmento para o mercado russo.
De acordo com Mezzadri, o fortalecimento da confiança sanitária ocorre em um momento importante para a diversificação de mercados. “Hoje o Brasil e o Paraná têm grandes compradores para suas proteínas animais, como a China, mas vivemos um cenário de instabilidades no comércio internacional, com tarifaços dos Estados Unidos, medidas de salvaguarda da China e ameaças de restrições no mercado europeu. Diante disso, não podemos perder a chance de conquistar novos mercados, potenciais compradores da nossa produção pecuária”, conclui.
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Preço do leite recua para R$ 2,66 por litro, enquanto importações crescem 28%
Cepea identifica mercados regionais distintos: oferta limitada sustenta preços no Sudeste e Centro-Oeste, enquanto a recuperação da produção derruba cotações no Sul.

O preço do leite pago ao produtor manteve-se praticamente estável em maio de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na chamada “Média Brasil”, o valor ficou em R$ 2,6617 por litro, com recuo de 0,45% em relação a abril. Na comparação com maio de 2025, o preço está 3,8% menor em termos reais, considerando a correção pelo IPCA.
O comportamento dos preços foi diferente entre as regiões produtoras. No Sudeste e no Centro-Oeste, as cotações continuaram em alta, sustentadas pela menor oferta de leite, reflexo da sazonalidade e da redução dos investimentos por parte de produtores após as margens mais apertadas registradas em 2025. Com isso, a disputa entre os laticínios pela matéria-prima permaneceu aquecida.

Foto: Juliana Sussai
No Sul do País, o cenário foi oposto. A melhora das condições climáticas, o bom desenvolvimento das pastagens de inverno e a recuperação da produção aumentaram a oferta de leite, pressionando os preços pagos ao produtor.
O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra retração de 13,7%.
Os custos de produção também apresentaram mudança em maio. O Custo Operacional Efetivo (COE) recuou 1,39%, registrando a primeira queda do ano. Mesmo assim, o indicador ainda acumula alta de 1,8% em 2026, impulsionado pelo aumento das despesas com nutrição animal, sanidade e operações mecanizadas.

Foto: Fernando Dias
No mercado de derivados, pesquisa do Cepea realizada com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) mostra que o preço do leite UHT caiu 7,56% em maio na comparação com abril. Já a muçarela e o leite em pó tiveram estabilidade, com leves altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente. Segundo o Cepea, na primeira quinzena de junho o movimento de queda dos preços dos derivados lácteos ganhou força.
No comércio exterior, as importações brasileiras de lácteos cresceram 3,58% em maio, totalizando 226,21 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL), volume 28% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. As exportações também aumentaram em relação a abril, com alta de 45,33% e volume de 5,81 milhões de litros EqL. Na comparação anual, entretanto, os embarques ficaram 21,42% abaixo dos registrados em maio do ano passado.
Para junho, a expectativa do Cepea é de manutenção das diferenças entre as principais bacias leiteiras. A tendência é de continuidade da pressão sobre os preços no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste devem manter um mercado mais firme, caminhando para a estabilidade.
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Feicorte atrai delegações de mais de 20 países e movimenta cadeia da carne
Evento reuniu cerca de 20 mil pessoas, promoveu intercâmbio técnico, leilões, exposição de animais e anunciou expansão internacional para 2027.

A Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte) encerrou sua 22ª edição, a terceira em Presidente Prudente (SP), estabelecendo-se como referência na integração dos diferentes elos da cadeia produtiva. A feira reuniu cerca de 20 mil pessoas entre os dias 23 e 26 de junho, conectando genética, tecnologia, negócios, gastronomia e conteúdo técnico em uma programação voltada à competitividade global.

Exposição reuniu cerca de 700 animais em Presidente Prudente
Para a presidente da Feicorte e CEO da Verum, Carla Tuccilio, o evento cumpriu o papel de centralizar as principais discussões do setor. “Foi uma edição com sucesso, muitas ativações novas e conteúdo de excelência comandado por especialistas brasileiros e internacionais. Tivemos a presença de muitos pecuaristas e conseguimos criar novamente o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, destacou, informando que a feira movimentou cerca de seis toneladas de carne em experiências gastronômicas ao longo dos quatro dias de evento e reuniu 130 expositores.
O diretor-executivo da Feicorte e presidente do Instituto Brasileiro de Inovação, Cultura e Qualidade do Agro e Pecuária (IBIQPEC), Ailton Barbosa, reforçou a relevância desse ecossistema tanto no mercado externo quanto na economia local. “A feira se consolidou como um polo de relacionamento institucional ao receber delegações, empresas e representantes de mais de 20 países, como Uruguai, Paraguai, Bolívia, China, EUA, Canadá, África do Sul, Equador, Colômbia, Argentina e Portugal, entre outros. Ao mesmo tempo, o evento gerou impacto direto na região de Presidente Prudente, com a criação de mais de mil empregos diretos e indiretos durante a sua preparação e execução”, pontuou o dirigente.
Com os resultados consolidados, a organização anunciou o planejamento estratégico para as próximas temporadas. A grade internacional terá continuidade com a realização da segunda edição da Feicorte Paraguai, agendada para março de 2027. Já a próxima Feicorte Brasil está confirmada para junho de 2027, em local a ser definido.
Palestras do Fórum Feicorte discutem mercado e eficiência produtiva

Ovinos Suffolk estiveram expostos nos quatro dias de evento
O intercâmbio de conhecimento técnico foi o pilar do Fórum Feicorte, que nesse ano trabalhou sob o tema “O Boi Brasileiro – Um Mundo de Oportunidades”. O debate contou com a participação de quatro palestrantes internacionais vindos de países como África do Sul, Canadá, Estados Unidos e Paraguai, que apresentaram tecnologias de ponta e inspiraram a evolução do rebanho nacional. A programação acadêmica incluiu ainda a realização do 4º Simpósio ReprodOeste, promovido em parceria com a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).
O curador de conteúdo do Fórum Feicorte, Diede Loureiro, pontuou que a grade de palestras foi estruturada para responder às necessidades reais do produtor diante das instabilidades climáticas e de mercado. “A Feicorte se posiciona estrategicamente no meio do ano, momento em que o produtor tem o balanço do primeiro semestre e precisa se planejar para o segundo, atuando como uma base essencial de dados técnicos para a tomada de decisões na fazenda”, complementou Loureiro.
Diversidade genética reúne cerca de 700 animais nos pavilhões

Mais de 20 mil pessoas passaram pela Feicorte em junho
A ocupação total dos pavilhões do Recinto de Exposições Jacob Tosello reuniu cerca de 700 animais entre bovinos e ovinos, que passaram por um controle zootécnico e parasitário rigorosos. Com 12 raças diferentes em exposição (Angus, Bonsmara, Brahman, Brangus, Canchim, Caracu, Nelore, Santa Gertrudis, Sindi, Texas Longhorn, Wagyu e o cordeiro Suffolk), a Feicorte reafirmou seu papel como vitrine da genética de qualidade do rebanho brasileiro.
O reflexo prático desse trabalho de seleção no campo foi levado diretamente ao prato do consumidor na tradicional degustação Beef Hour das Raças, que nesta edição reuniu 18 estações de proteínas. O público pôde conferir o sabor da carne das raças Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir, Guzerá, Brangus, Senepol, Angus, Bonsmara, Montana, Wagyu, Caracu, Canchim e Texas Longhorn, além da carne de búfalo e de cordeiro da raça Suffolk.
Pistas de julgamento definem campeonatos de rústicos e de elite
As avaliações em pista movimentaram criadores de diversos estados. De forma inédita no estado de São Paulo, a feira sediou o julgamento de animais rústicos das raças Angus e Ultrablack. No campeonato Angus de fêmeas, a Grande Campeã foi a TAT TEI1655, de Valdomiro Poliselli Júnior (Mococa-SP), enquanto o prêmio de Grande Campeão de machos foi para o touro TAT FIV797, de Rodrigo Arnt e Nilo Arnt (Tibagi-PR). Na raça Ultrablack, o criador Valdomiro Poliselli Júnior venceu os dois campeonatos principais com a fêmea TAT FIV253 e o macho TAT FIV220.

18 estações demonstraram variedade de sabores na Beef Hour das Raças
No julgamento de ovinos Suffolk, sob a condução do juiz irlandês Patrick O’Keefe, os títulos de Grande Campeão e Grande Campeã na categoria Puro de Origem (PO) foram para os animais DO Contestado IA F427 e DO Contestado F457, ambos da Fazenda Flor do Pago, de Irani (SC).
Na pista do Wagyu, o jurado Willian Koury avaliou 20 exemplares de alta padronização. O criatório da Party Participações, de Americana (SP), conquistou os principais prêmios com a fêmea Morgana 1923 Guidara FIV (Grande Campeã) e o macho Delicado 52 PWI FIV (Grande Campeão). O título de Reservado Grande Campeão de machos ficou com Ares 3351 GUIDARA FIV, do Rancho Santa Bárbara (SP
O julgamento Nacional do Santa Gertrudis, avaliado por Marcelo Moura, consagrou os animais do criatório Santa Gertrudis da Malagueta, com Vaticano da Malagueta como Grande Campeão e Melissa da Monte Sião como Grande Campeã.
Na raça Sindi, o touro de 35 meses e 953 kg, Saudoso da Estiva, garantiu o título de Grande Campeão da Feicorte 2026 após comentários elogiosos do árbitro José Jacinto sobre a qualidade de sua carcaça e aprumos.
Leilões registram pista limpa e movimentam mercado de genética
A agenda de negócios foi marcada por liquidez absoluta em diferentes espécies. O 3º Leilão Confraria da Carcaça Nelore abriu os trabalhos com o recinto lotado por 120 pecuaristas e faturamento que registrou médias de R$ 56 mil para fêmeas e R$ 72 mil para machos, espalhando reprodutores e matrizes para compradores de 14 estados. Na quarta-feira, o Leilão CV Nelore Mocho, liderado pelo pecuarista Carlos Viacava, comercializou 52 touros para 28 compradores de seis estados, gerando um faturamento total de R$ 943.220,00 e média de R$ 18.138,84 por animal.

Ailton Barbosa e Carla Tuccilio
Na quinta-feira, as fêmeas Nelore PO foram o destaque do 3º Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas, que superou o clima frio da região e encerrou a noite com pista limpa e média superior a R$ 21 mil por lote. A equinocultura também mostrou força com o 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, organizado por Celso Cuba e Celso Luís Cuba, que vendeu 21 exemplares para criadores e competidores de sete estados brasileiros.
O encerramento oficial dos negócios, na noite de sexta-feira, contou com a terceira edição do Leilão Pecuária Solidária. O remate beneficente, por meio de doações de touros, cavalos, sêmen e insumos agrícolas, movimentou o sistema de redoação na pista para alcançar uma arrecadação parcial estimada em cerca de R$ 400 mil. O montante será integralmente revertido ao Núcleo Ttere, instituição de Presidente Prudente que trabalha no desenvolvimento e inclusão de pessoas com deficiência.
Inovações ampliaram o alcance da feira
O Shopping Seleção Feicorte estreou nessa edição como uma plataforma de venda direta de animais de alta performance, em parceria com a Central Leilões. Disponibilizando 48 machos e sete fêmeas de cinco raças diferentes, a ferramenta permitiu que os compradores analisassem dados científicos de conformação frigorífica antes da compra de pacotes genéticos.
O redesenho da planta geral da feira no Recinto de Exposições Jacob Tosello também permitiu a introdução de novos modelos de negócios e convivência, como o Boulevard Feicorte, área aberta instalada junto ao credenciamento que reuniu expositores tanto institucionais quanto de artigos como roupas, calçados, veículos aquáticos e gastronomia.
Essa estrutura de convivência fez a conexão direta com a área de dois mil metros quadrados dedicada à Rede ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que em sua terceira edição demonstrou como a combinação dessas atividades recupera áreas e eleva a produtividade. O espaço uniu os esforços da própria Rede ILPF, da CATI, do ITESP e de marcas associadas para aproximar produtores, técnicos e estudantes das tecnologias que transformam o setor.
A conexão entre a cadeia produtiva e a sociedade urbana foi antecipada logo no domingo (22) com a realização da 1ª Feicorte Run Sportime. A corrida e caminhada reforçaram o papel da carne vermelha na manutenção da saúde e atraíram cerca de 700 inscritos, que foram recebidos na linha de chegada com uma degustação “open” de churrasco.



