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Rio de Janeiro firma parceria para expandir sistemas integrados de produção agropecuária

Acordo entre a Secretaria de Agricultura do estado e a Rede ILPF prevê recuperação de pastagens degradadas, criação de unidades de referência tecnológica e capacitação de produtores para impulsionar a agricultura sustentável fluminense.

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Foto: Divulgação/Rede ILPF

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro e a Associação Rede ILPF assinaram, na última semana, Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para fomentar a adoção e expansão do Sistema Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) em todo o território fluminense.

Com duração inicial prevista de três anos, o acordo prevê a identificação de áreas com potencial para implantação do Sistema ILPF, em particular pastagens degradadas, a criação de URTs (Unidades de Referência Tecnológica) e o desenvolvimento de uma ampla agenda de capacitação técnica, transferência de tecnologia e difusão de conhecimento [dias de campo, palestras, treinamentos] sobre os benefícios socioambientais e econômicos dos sistemas integrados.

Foto: Divulgação/SAA

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o estado do Rio de Janeiro tem 1,4 milhão de hectares dedicados ao uso agropecuário, sendo metade pastagens, com 30% delas apresentando algum nível de degradação. “O Rio de Janeiro tem grande potencial para avançar na adoção do Sistema ILPF, especialmente em áreas de pastagens degradadas. Com esse acordo, criamos condições para levar conhecimento, tecnologia e apoio direto ao produtor rural, mostrando que é possível produzir mais e melhor, com respeito ao meio ambiente e geração de renda”, destaca o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, acrescentando: “A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta significa a emancipação do produtor. De que forma? Porque tem uma renda de curto prazo, que são as lavouras de grãos e cereais. Tem o gado no médio prazo e o componente florestal no longo prazo”.

Para o secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro, Flávio Ferreira, a assinatura do ACT consolida um compromisso histórico do estado com a agricultura sustentável. “Estamos saindo do campo das intenções e partindo para ações práticas que vão transformar a realidade do produtor fluminense. Com tecnologia, capacitação e inovação, vamos recuperar áreas degradadas, ampliar a produtividade e gerar novas oportunidades para o setor. Este é um passo decisivo para fortalecer a competitividade da nossa agropecuária e reafirmar o protagonismo do estado na transição para uma economia de baixo carbono”, acentua.

Benefícios ILPF

A ILPF é uma estratégia de produção que combina diferentes sistemas produtivos: agrícolas, pecuários e florestais em uma mesma área, seja em consórcio, sucessão ou em rotação de culturas, gerando benefícios para todas as atividades. A prática intensifica de modo sustentável o uso da terra, protege e fertiliza o solo, promove a economia de insumos e consequente redução de custos, e simultaneamente eleva a produtividade em uma mesma área, diversificando produção e fontes de receita.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Ao mesmo tempo, o Sistema é ambientalmente correto, com baixa emissão de gases de efeito estufa e permite o sequestro de carbono, tornando a atividade mais resiliente às mudanças climáticas. Culturas agrícolas como grãos [soja e milho] e produção de fibras [algodão] podem ser utilizadas na ILPF.

A modalidade pecuária contempla, sobretudo a bovinocultura de corte ou leite e a parte florestal envolve a silvicultura, com destaque, por exemplo, para o plantio de eucaliptos. Diferentemente do senso comum, a ILPF pode ser adaptada para pequenas, médias e grandes propriedades, em todos os biomas brasileiros.

Com este novo acordo, os Programas Integras da Rede ILPF chegam agora a cinco Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul – além de convênio em nível nacional com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Fonte: Assessoria da Secretaria de Agricultura do RJ e da Rede ILPF

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Febrac reforça importância da rastreabilidade bovina para exportações

Sistema permite acompanhar cada animal do nascimento ao abate e atende exigências de mercados internacionais.

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Foto: Divulgação

A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) defende a ampliação da rastreabilidade bovina e acredita que o sistema deve ganhar importância nas exigências de compradores internacionais da carne brasileira. A entidade acompanha a iniciativa da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, que busca ampliar o controle sobre os rebanhos no estado.

O vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, afirma que alguns mercados já vêm adotando esse tipo de exigência. “Eles estão vendo com bons olhos todo esse projeto desenvolvido pelo Estado, em parceria com a Secretaria da Agricultura, e a Febrac tem apoiado bastante esse movimento”, afirmou.

A rastreabilidade permite acompanhar o histórico de cada animal, do nascimento ao abate, e é usada como ferramenta de controle sanitário e transparência na cadeia produtiva. O sistema inclui a identificação individual dos bovinos e o registro de informações sobre origem, vacinação, alimentação e movimentações.

O controle atende às exigências sanitárias de mercados importadores e permite respostas mais rápidas em caso de surtos sanitários. Apesar disso, pequenos e médios produtores ainda enfrentam dificuldades, citando custos elevados e adaptação às tecnologias exigidas.

Martins ressalta que a rastreabilidade deixou de ser um item secundário e passou a ser uma necessidade do setor. “Ela está diretamente relacionada não só à biosseguridade, mas também à segurança alimentar e sanitária da proteína que chega ao consumidor”, explicou.

A Febrac acompanha o projeto piloto da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em alguns rebanhos do Rio Grande do Sul, reforçando o compromisso com a evolução do setor e a adaptação às exigências internacionais.

Fonte: Assessoria Febrac
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Carne bovina de Mato Grosso tem melhor remuneração no mercado europeu

Exportações ao bloco somam US$ 32,4 milhões até fevereiro e evidenciam a busca por mercados de maior valor agregado.

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Fotos: Shutterstock

A União Europeia foi o destino que pagou o maior preço pela carne bovina exportada por Mato Grosso em fevereiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o valor médio chegou a US$ 6.082,14 por tonelada, o mais alto entre todos os mercados atendidos pelo estado.

O preço ficou acima do registrado em destinos tradicionais, como a China, que pagou em média US$ 4.206,20 por tonelada, e os países do Oriente Médio, com US$ 4.481,37 por tonelada.

No acumulado até fevereiro, o bloco europeu importou 5,3 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), gerando receita de US$ 32,4 milhões para Mato Grosso.

Mesmo com menor participação no volume total exportado, a União Europeia se destacou pelo maior retorno financeiro por tonelada. O índice de atratividade das exportações colocou o bloco na liderança, com 119,91 pontos, à frente de outras regiões como Europa (88,65) e Oriente Médio (80,39).

“Mato Grosso tem buscado ampliar o número de mercados atendidos e quando conseguimos acessar destinos mais exigentes, como a União Europeia, isso demonstra que a nossa carne atende padrões elevados de qualidade e sustentabilidade”, afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Fonte: Assessoria Imac
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Nova edição de Bovinos mostra avanço dos boitéis e os novos rumos da pecuária

Crescimento do confinamento intensivo reforça escala, produtividade e profissionalização da atividade.

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A nova edição do jornal Bovinos de O Presente Rural traz na capa o avanço dos boitéis no Brasil e como esse modelo vem ampliando a capacidade de confinamento, contribuindo para a reorganização da pecuária de corte. A publicação mostra como a terminação intensiva ganha força e passa a ter papel estratégico dentro dos sistemas produtivos.

O conteúdo destaca as transformações da pecuária brasileira nas últimas décadas, com foco em eficiência, tecnologia e novos modelos de produção. A reportagem “O Brasil do boi” apresenta o que mudou no setor ao longo de 20 anos, evidenciando a evolução do rebanho, dos sistemas de manejo e da inserção no mercado.

Entre os destaques da edição estão temas técnicos e de gestão que impactam diretamente a atividade:

O manejo de vacas secas pode estar sabotando o futuro do seu rebanho

O Brasil do boi: o que mudou na pecuária nacional em 20 anos

Braford avança no cruzamento industrial e amplia presença na pecuária

Bebedouro com bico reduz em até 45% a mamada cruzada em bezerros

Preço do leite despenca e produtores reagem com criação de nova associação no Paraná

Boitéis ampliam a capacidade de confinamento da pecuária de corte no Brasil

Quando a pulverização ultrapassa o alvo

A nova edição de Bovinos de O Presente Rural além de informar também convida o leitor a refletir sobre o futuro do setor, com dados, análise e conteúdo multimídia que ajudam a entender se a terceira posição mundial é um ponto de chegada ou apenas mais uma etapa de uma trajetória em consolidação.

Além das reportagens, o jornal reúne artigos técnicos assinados por especialistas, abordando temas como manejo, inovação, bem-estar animal, nutrição e as tecnologias que estão moldando o futuro da atividade. A publicação ainda apresenta as novidades das principais empresas do agronegócio do Brasil e do exterior.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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