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Revestimento biodegradável aumenta eficiência de fertilizantes e bioinsumos

Tecnologia protege o fungo Trichoderma harzianum, reduz perdas e pode diminuir custos e emissões na agricultura.

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Fotos: Yasmin Nunes

Pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma tecnologia que integra fertilizante mineral e agente biológico em uma única formulação, permitindo a aplicação simultânea de ambos. A tecnologia consiste em um revestimento biodegradável aplicado aos grânulos de um fertilizante à base de fósforo e nitrogênio, que funciona como uma camada protetora para o fungo Trichoderma harzianum, um microrganismo benéfico amplamente utilizado como bioinsumo na agricultura.

Trichoderma harzianum possui grande potencial para uso na agricultura, mas é sensível a condições ambientais desfavoráveis. O revestimento preserva a viabilidade do microrganismo durante o armazenamento e promove sua liberação gradual no solo após a aplicação do fertilizante, aumentando sua eficácia no campo.

A tecnologia considera as características do fungo e, ao permitir a união de insumos, torna possível que sejam aplicados simultaneamente, o que antes era limitado pela incompatibilidade entre os componentes. Isso pode contribuir para a maior eficiência no uso de recursos e a redução de desperdícios e de emissões de gases de efeito estufa associados às operações agrícolas.

O desafio agora é levar a tecnologia à escala comercial e validar o seu desempenho em diferentes culturas e condições de campo.

Solução aumenta viabilidade

As pesquisadoras Cristiane Sanchez Farinas, coordenadora do estudo na Embrapa Instrumentação, Aline Medeiro Ferreira e Mariana Govoni Brondi, integrantes da equipe, encapsularam o fungo Trichoderma harzianum em uma matriz polimérica biodegradável à base de celulose. A matriz polimérica funciona como a massa de um bolo para sustentar os demais ingredientes. O resultado é o revestimento aplicado diretamente em grânulos do fertilizante, capaz de preservar a viabilidade do microrganismo.

Os experimentos demonstraram que, após três meses de armazenamento em temperatura ambiente, os esporos – estruturas que os fungos produzem para se multiplicar – encapsulados mantiveram alta taxa de sobrevivência, enquanto os não encapsulados perderam até mil vezes sua vitalidade.

Fungo é aliado invisível da produtividade

Aline Ferreira, mestre em engenharia química pela UFSCar, primeira autora do estudo “Encapsulation of Trichoderma harzianum in Carboxymethyl Cellulose Reinforced with Nanocellulose for Delivery as Fertilizer Coatings”, publicado em fevereiro deste ano pela ACS Agricultural Science & Technology, explica que o Trichoderma harzianum é um velho conhecido da ciência agrícola. “É um fungo amplamente utilizado como agente de biocontrole, capaz de combater fitopatógenos, estimular o crescimento das plantas e aumentar a absorção de nutrientes”.

Mas, apesar desse potencial, sua aplicação em larga escala enfrenta um obstáculo: a baixa sobrevivência após armazenamento e, principalmente, quando em contato direto com fertilizantes químicos. Cristiane Farinas, que estuda a temática há 12 anos, explica que substâncias como a ureia e o fosfato monoamônico (MAP) – um fertilizante mineral rico em fósforo e nitrogênio – podem prejudicar a sobrevivência dos microrganismos do solo. “Eles são extremamente frágeis. Fora do seu ambiente ideal, morrem rapidamente sob o sol ou em contato com fertilizantes químicos potentes”, diz a pesquisadora.

Segundo ela, esses compostos podem causar estresse osmótico, situação em que os microrganismos perdem água devido ao excesso de substâncias concentradas ao seu redor, além de alterar o pH e provocar reações químicas que comprometem sua sobrevivência. Na prática, isso reduz drasticamente a eficácia dos inoculantes biológicos – produto que contém microrganismo com ação benéfica para o desenvolvimento das plantas – limitando sua adoção no campo.

Cápsula protege o microrganismo

Para contornar esse problema, os pesquisadores criaram uma espécie de “escudo” microscópico. O fungo foi encapsulado em uma matriz polimérica de carboximetilcelulose (CMC), um derivado da celulose, reforçado com nanocristais de celulose (CNC).

“Essa estrutura forma um filme resistente e biodegradável que envolve os esporos do fungo, protegendo-os contra condições adversas. Diferentemente de sistemas tradicionais, que liberam rapidamente o conteúdo, o novo material garante que o fungo seja disponibilizado de forma contínua no solo”, afirma Aline Ferreira.

A pós-doutoranda Mariana Govoni Brondi, que também assina o artigo, ressalta que essa característica é considerada ideal para aplicações preventivas na agricultura, porque ao permanecer mais tempo ativo na região próxima às raízes, conhecida como rizosfera, o fungo consegue colonizar o ambiente antes da chegada de patógenos, criando uma espécie de barreira biológica natural. “Além disso, a liberação gradual evita o choque direto com o fertilizante, aumentando ainda mais a taxa de sobrevivência”, esclarece.

Brondi reforça ainda que revestir o grânulo também impacta a taxa de liberação do fertilizante químico. Segundo ela, a liberação mais lenta e controlada do insumo faz com que os nutrientes permaneçam disponíveis para as plantas por um maior período, o que reduz a necessidade de reaplicação do fertilizante pelos agricultores no campo, os custos e as perdas para o ambiente, diminuindo problemas como eutrofização e liberação de gases do efeito estufa.

As pesquisadoras contam que os grânulos de fosfato monoamônico (MAP) revestidos com a matriz polimérica apresentaram crescimento fúngico consistente mesmo após 30 dias de armazenamento. Métodos convencionais, como o uso de soluções açucaradas para fixar microrganismos, mostraram perda significativa de eficácia ao longo do tempo.

Impacto ambiental e econômico

Os inoculantes microbianos aparecem como alternativa ao uso intensivo de fertilizantes químicos, mas dependem de tecnologias que garantam sua eficiência no campo.

Cristiane Sanchez Farinas diz que a carboximetilcelulose é um material de baixo custo e amplamente disponível, enquanto os nanocristais de celulose podem ser produzidos a partir de resíduos agrícolas, alinhando-se aos princípios da bioeconomia circular.

Fonte: Assessoria Embrapa Instrumentação

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Cooperativismo catarinense chega a quase 110 mil empregos e 5 milhões de cooperados

Setor encerrou 2025 com 109.677 trabalhadores com carteira assinada, alta de 7,1% em relação ao ano anterior; equilíbrio entre homens e mulheres e expansão para fora de Santa Catarina mostram a amplitude econômica das cooperativas do Estado.

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Imagens: Giuliano De Luca/ChatGPT/OP Rural

O cooperativismo catarinense encerrou 2025 com um dos indicadores mais relevantes para medir sua presença econômica e social: a geração de empregos formais. Segundo dados consolidados do Sistema Ocesc, as cooperativas de Santa Catarina somaram 109.677 empregos diretos com carteira assinada no ano passado. O número representa crescimento de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrava 102.402 trabalhadores.

Na prática, foram 7.275 novos postos formais em um ano. O avanço confirma o cooperativismo como uma das estruturas econômicas com maior capilaridade no Estado, não apenas pela presença nos municípios, mas pela capacidade de gerar ocupação estável em diferentes ramos de atividade, da produção agropecuária ao crédito, da saúde à infraestrutura, do consumo aos serviços.

Mais do que um dado isolado de mercado de trabalho, o resultado ajuda a dimensionar a força das cooperativas como empregadoras em Santa Catarina. Em um modelo baseado na associação de pessoas, o emprego formal aparece como uma das consequências mais visíveis da expansão dos negócios cooperativos: à medida que as cooperativas crescem, ampliam unidades, diversificam atividades, fortalecem cadeias produtivas e passam a demandar mais profissionais em áreas técnicas, operacionais, administrativas, comerciais e de gestão.

“Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema Ocesc, Vanir Zanatta.

Mais de 5 milhões de cooperados

O desempenho no mercado de trabalho acompanha uma trajetória mais ampla do cooperativismo catarinense. Em 2025, o número de cooperados no Estado ultrapassou a marca de cinco milhões, mantendo Santa Catarina na liderança nacional como o Estado mais cooperativista do Brasil.

O dado reforça a abrangência do sistema. As cooperativas não apenas empregam diretamente, mas também reúnem uma base social formada por produtores, trabalhadores, empreendedores, profissionais liberais, consumidores, associados de crédito e usuários de serviços.

Esse duplo movimento — crescimento da base de cooperados e aumento dos empregos formais — mostra o cooperativismo catarinense avançando em duas frentes. De um lado, amplia a participação da população em organizações cooperativas. De outro, consolida estruturas empresariais capazes de competir, investir e empregar.

“O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Emprego formal com presença regional

A geração de trabalho no cooperativismo tem uma característica estratégica para Santa Catarina: ela ocorre de forma distribuída. Diferentemente de atividades concentradas em poucos polos urbanos, as cooperativas costumam manter atuação ligada à base produtiva e ao território. Isso faz com que parte importante dos empregos esteja conectada a municípios do interior, regiões agroindustriais, áreas de produção, unidades de atendimento, centros administrativos, estruturas logísticas e plantas industriais.

Essa presença regional diferencia o cooperativismo dentro da economia catarinense. Quando uma cooperativa amplia sua operação, o impacto tende a ultrapassar a contratação direta. O emprego formal movimenta comércio local, serviços, transporte, habitação, educação, qualificação profissional e arrecadação municipal. Também ajuda a manter pessoas nas regiões onde vivem, reduzindo a pressão migratória para grandes centros.

No caso catarinense, essa lógica é especialmente relevante porque o Estado tem uma economia marcada por pequenas e médias cidades, cadeias produtivas interiorizadas e forte participação de cooperativas no agronegócio e no crédito. O crescimento do emprego cooperativista, portanto, tem efeito direto sobre a renda das famílias e sobre a vitalidade econômica de muitos municípios.

Mulheres são maioria

Os dados de 2025 também mostram equilíbrio por gênero na composição dos empregos diretos. Do total de 109.677 trabalhadores, 54.570 são homens e 55.107 são mulheres. A presença feminina ligeiramente superior indica que o cooperativismo catarinense absorve mão de obra de forma equilibrada entre homens e mulheres, em diferentes funções, ramos e níveis de responsabilidade.

Esse dado é relevante porque o emprego formal feminino tem impacto direto sobre autonomia financeira, renda familiar e participação econômica nos municípios. Também evidencia que as cooperativas, ao crescerem, ampliam oportunidades em áreas que vão além das atividades tradicionalmente associadas ao trabalho operacional.

Há demanda por profissionais em setores administrativos, atendimento, saúde, tecnologia, gestão, educação cooperativista, assistência técnica, agroindústria, logística, finanças, comunicação, governança e relacionamento com cooperados. Quanto maior a diversificação dos ramos e das atividades, maior também a variedade de perfis profissionais necessários para sustentar o funcionamento das cooperativas.

Cooperativas catarinenses também empregam fora do Estado

Embora a maior parte dos empregos esteja concentrada em Santa Catarina, os números mostram que a atuação das cooperativas catarinenses já ultrapassa de forma significativa as fronteiras estaduais. Em 2025, 84.776 postos de trabalho estavam localizados em Santa Catarina. Outros 24.901 empregos diretos estavam fora do Estado, o equivalente a 29,4% do total.

Esse dado revela a expansão de cooperativas nascidas ou estruturadas em Santa Catarina para outras regiões do país. A presença fora do território catarinense indica aumento de escala, maior competitividade e capacidade de atuar em cadeias mais amplas, sem romper a ligação com a base de origem.

Empregos acompanham a profissionalização do sistema

O crescimento de 7,1% no número de empregos diretos também reflete a profissionalização das cooperativas. À medida que o sistema ganha escala, aumenta a necessidade de equipes especializadas.

O cooperativismo contemporâneo exige profissionais capazes de atuar em gestão financeira, tecnologia da informação, compliance, sustentabilidade, assistência técnica, inteligência de mercado, comunicação, recursos humanos, logística, inovação, processos industriais, atendimento ao cooperado e governança.

Impacto direto nas comunidades

O peso do cooperativismo no mercado de trabalho catarinense também deve ser observado pela capacidade de sustentar vínculos locais. Em muitas regiões, as cooperativas estão entre os principais empregadores formais. Isso dá ao setor uma responsabilidade que vai além da eficiência operacional.

Cada vaga criada representa renda mensal circulando no município, consumo no comércio, pagamento de serviços, arrecadação tributária e estabilidade para famílias. Em localidades menores, esse impacto pode ser decisivo para manter dinamismo econômico e perspectivas profissionais para jovens e trabalhadores qualificados.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Os números de 2025 mostram que o cooperativismo catarinense não apenas ampliou sua base de associados, mas também fortaleceu sua função como gerador de empregos. Com quase 110 mil trabalhadores formais, presença majoritária em Santa Catarina e expansão para outros Estados, o setor confirma sua relevância econômica em um ponto central para qualquer território: a capacidade de transformar crescimento em trabalho, renda e permanência das pessoas nas comunidades.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho

Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.

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Fotos: Claudio Neves

As exportações brasileiras registraram crescimento de 6,7% na média diária até a terceira semana de julho de 2026, na comparação com o mesmo período de julho do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço dos embarques do setor agropecuário, com destaque para a soja, além do aumento nas vendas da indústria extrativa e da indústria de transformação.

De acordo com a publicação semanal da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial registrou, na terceira semana de julho, superávit de US$ 526 milhões, resultado de US$ 6,113 bilhões em exportações e US$ 5,587 bilhões em importações.

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações somam US$ 19,383 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 14,433 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 4,95 bilhões. A corrente de comércio chegou a US$ 33,816 bilhões. No acumulado de 2026, o país registra US$ 204,156 bilhões em exportações, US$ 156,848 bilhões em importações e superávit de US$ 47,308 bilhões.

Na comparação entre as médias diárias de julho de 2026 e de julho de 2025, as importações cresceram 1,6%, enquanto a corrente de comércio avançou 4,5%.

Agro lidera crescimento das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou aumento de 6,5% na média diária, equivalente a US$ 20,29 milhões. A indústria extrativa apresentou crescimento de 17,2%, enquanto a indústria de transformação avançou 1,4%.

No agro, o principal destaque foi a soja, cujas exportações cresceram 16,9%, com acréscimo de US$ 36,65 milhões na média diária. Também apresentaram aumento os embarques de algodão em bruto (+37,8%), tabaco em bruto (+504,7%), animais vivos (+10,6%) e látex e borracha natural (+438,8%).

Na indústria de transformação, ganharam destaque as exportações de farelo de soja e outros alimentos para animais, com alta de 52,9%, além de carnes de aves e suas miudezas, que avançaram 39,1% na comparação com igual período de julho de 2025.

Importações

Nas importações, o setor agropecuário registrou queda de 16,3% na média diária em relação a julho do ano passado. Em contrapartida, houve crescimento de 37,7% na indústria extrativa e de 0,4% na indústria de transformação.

Os principais produtos que impulsionaram as compras externas foram petróleo bruto, gás natural, máquinas para processamento de dados, combustíveis e polímeros de etileno. Entre os produtos ligados ao agro, as importações de fertilizantes brutos cresceram 7,4% na média diária.

Os relatórios estão disponíveis no site da balança comercial. Acesse clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com MDIC
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária

Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

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Foto: Divulgação

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.

Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação

A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.

Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.

A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.

A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.

Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.

Fonte: Agência Brasil
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