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Reunião Técnica e Dia de Campo do Grupo CV receberam cerca de 850 pessoas

Eventos foram realizados em Presidente Prudente e Cauiá (SP)

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Com o tema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) em destaque, a III Reunião Técnica e o IV Dia de Campo da Fazenda Campina foram realizados nos dias 19 e 20 de abril, na região de Presidente Prudente (SP). Promovidos pela Embrapa, Cocamar (Cooperativa Agroindustrial), Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) e Rede de Fomento ILPF, com apoio do Grupo CV, os dois eventos reuniram cerca de 850 pessoas, entre pecuaristas, agricultores e estudantes.

Na reunião técnica, realizada no Espaço Solarium da Unoeste, compuseram a mesa principal da solenidade de abertura Willian Marchió, diretor executivo da Rede de Fomento ILP; Cláudio Takao Karia, diretor geral da Embrapa Cerrados; Dr. José Eduardo Creste, pró-reitor Acadêmico da Unoeste; Luiz Lourenço, presidente do conselho de administração da Cocamar; Carlos Viacava, presidente do Grupo CV; e José Alberto Bastos Portugal, supervisor de transferência de tecnologia da Embrapa Sudeste.

Após a abertura da reunião, realizada por Cláudio Takao Karia destacou a importância da pesquisa em desenvolver tecnologias de acordo com as necessidades dos produtores. “Para que essas tecnologias cheguem ao campo é preciso o apoio da assistência técnica e das instituições de ensino, que são fundamentais para repassar esses conhecimentos”, ressaltou.

Luiz Lourenço, da Cocamar, explicou que o maior objetivo da cooperativa e das demais empresas da Rede de Fomento ILPF é transferir tecnologias que podem gerar renda aos produtores, aumentar a oferta de emprego e garantir a sustentabilidade econômica, social e ambiental da região.

Na primeira palestra, William Marchió falou sobre adoção dos sistemas integrados no Brasil, apresentando os resultados da pesquisa feita pela Rede de Fomento ILPF, em 2016. Os sistemas integrados estão em 11,5 milhões de hectares, dos quais 83% na modalidade Integração Lavoura-Pecuária (ILP). De 2010 a 2015, o incremento foi de 5,96 milhões de hectares, o que significa que o país já superou a meta de aumentar a adoção de ILPF em 4 milhões de hectares até 2020.

Na sequência, a pesquisadora do INIA/Uruguai, Graciela Quintans Ilaria, apresentou a palestra “A importância da nutrição para geração de matrizes superprecoces para bovinos de corte”.

A terceira palestra foi ministrada por Júlio Salton, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), que falou sobre a importância da braquiária para o aumento da qualidade de solos em sistemas de ILP. Ele explicou que a braquiária pode interferir no aumento da matéria orgânica no solo, formando palhada para sua cobertura, e que suas raízes são importantes para a estrutura do solo.

Encerrando o ciclo de palestras, João Batista Barbi, do Emater do Paraná, abordou o tema “ILPF na pequena propriedade rural”.

Dia de Campo na Fazenda Campina

No dia seguinte, aconteceu o dia de campo, que foi realizado na Fazenda Campina, do Grupo CV, localizada no município de Caiuá (SP). Produtores, acadêmicos e pesquisadores tiveram a oportunidade de visualizar os resultados da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta por meio de três estações.

Na Estação 1, o gerente zootecnista do Grupo CV, Juliano Roberto da Silva, falou sobre consórcio de gramíneas e leguminosas e desempenho animal na ILP. Ele apontou alguns benefícios sobre as leguminosas: servem como pastejo com grande valor nutritivo; promovem a fixação de nitrogênio no solo; têm alto volume de matéria seca de alta qualidade, além das vantagens da diversificação de espécies forrageiras e graníferas no sistema.

Na mesma estação, Ricardo Viacava apresentou um lote de precoces paridas e explanou o trabalho com essas bezerras do segundo ano, com um resultado de 67% de prenhezes confirmadas, contra 54% do primeiro ano. “Deste ano em diante, o índice deve melhorar mais ainda, pela inclusão no processo de um primeiro lote de bezerras filhas de precoces”, ressaltou.

“Recuperação de pastagens degradadas com produção de silagem em sistemas ILP” foi o tema da Estação 2, apresentada por Luiz Adriano Cordeiro, pesquisador da Embrapa Cerrados de Planaltina (DF), que ressaltou a importância da produção de silagem como uma forma de fazer agricultura e após a colheita se obter uma pastagem recuperada. A vantagem da recuperação da pastagem por meio de cultivo agrícola é a amortização de custos pela renda da colheita e pelos resíduos da adubação deixados pelas lavouras.

A Estação 3, com o tema “A evolução na qualidade do solo de produtividade agrícola de ILP”, ficou a cargo do técnico da Cocamar – unidade Presidente Prudente, Diogo Rojas, e do coordenador do curso de Agronomia da Unoeste, Carlos Tiritan. Eles apresentaram os principais parâmetros da fertilidade do solo nas áreas integradas com milho, soja, milheto e braquiária, além dos dados de evolução da matéria orgânica do solo.

Para Cláudio Takao Karia, o dia de campo foi especialmente importante porque a fazenda tinha acabado de rodar toda a sua área agricultável com o sistema ILP. “Com isso, pudemos ver um crescimento muito grande da produtividade do rebanho graças à genética e, principalmente, à alimentação”, explica.

Karia destaca a importância da construção de uma estrutura para o recolhimento de grãos na região, anunciado pela Cocamar, evidenciando o potencial que a ILPF tem para mudar o perfil da região. “A Embrapa trabalha com tecnologias para mudar a realidade do desenvolvimento das regiões, usando a tecnologia como um propulsor desse desenvolvimento”, destaca.

Sebastião Pedro da Silva Neto, Chefe-Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa, explica que o dia de campo da Fazenda Campina é muito estratégico porque a ILPF é demonstrada do ponto de vista do pecuarista, que representa toda a região. “Aqui o produtor visitante vê a teoria, a ideia e um resultado prático”, ressalta.

Apesar de quatro anos de atividade na fazenda, Sebastião fala que agora é que se pode ver um futuro de crescimento, principalmente na questão agrícola. Para ele, a soja precisa entrar no sistema ILPF para viabilizá-lo. “Para revitalizar a pastagem, nós precisamos da leguminosa, e a soja é a que fixa nitrogênio, revitaliza a pastagem e produz um grão que é a maior fonte de proteína que o mundo tem hoje, uma proteína vegetal que vai se transformar em carne e leite”, destaca.

No entanto, o solo arenoso da região tem menos capacidade de retenção de água, a região é quente e os veranicos castigam as plantas. Por isso, é necessária uma espécie de soja mais tolerante ao estresse hídrico e de temperatura e mais rústica, para poder resistir a esse período de veranico com mais eficiência.

A Embrapa Cerrados está com um trabalho avançado de variedades de soja desenvolvido para a ILPF e para a região, que será trazida no ano que vem. “Já estamos acertando com o Grupo CV e com a Cocamar para trazer para a ILPF da região a genética de uma soja mais rústica, mais adaptada, sendo selecionada para esse fim”, conclui.

Carlos Viacava avalia positivamente o evento, que teve um número recorde de participantes. “As pessoas têm curiosidade para conhecer e saber como esse sistema (ILPF) funciona. Significa que estamos dando um exemplo, mostrando um caminho bom”, explica.

Viacava ainda destaca o alto nível das palestras, de interesse direto para quem quer fazer ILPF, e do conteúdo das três estações, onde foram apresentados vários processos e, em especial, o trabalho com as superprecoces. “Isso impactou bastante as pessoas, pois realmente é um avanço concreto e positivo de trabalhar com bezerras. Praticamente não existem mais novilhas, pois elas passam de bezerras para vacas”, conclui.

Fonte: Assessoria

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Estoques globais redesenham as perspectivas para o milho

Oferta elevada limita ganhos nas cotações, enquanto exportações e clima seguem no foco do mercado.

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O mercado de milho deve permanecer influenciado, no curto prazo, pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil e pelas perspectivas de uma produção elevada nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores tendem a manter pressão sobre as cotações, enquanto o comportamento das exportações seguirá sendo um dos principais indicadores acompanhados pelo setor.

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural

No cenário internacional, a expectativa é de uma safra norte-americana superior a 400 milhões de toneladas, o que mantém o balanço global de oferta e demanda em uma situação considerada confortável. Apesar disso, a consultoria aponta que a menor produção dos Estados Unidos em relação ao ciclo anterior deve contribuir para uma redução dos estoques globais ao longo da safra 2026/27.

Para o mercado brasileiro, a principal atenção está voltada ao avanço da colheita da segunda safra e aos rendimentos das lavouras, especialmente diante dos relatos de perdas provocadas pela seca em áreas do Centro-Sul. O volume final da produção será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

As exportações também seguem no radar. Entre fevereiro e maio, os embarques brasileiros de milho somaram 3,3 milhões de toneladas, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os principais destinos foram Egito, Vietnã e Malásia, impulsionados pela demanda dos países asiáticos.

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Mesmo com o bom desempenho recente, a Consultoria Agro Itaú BBA projeta desaceleração das exportações brasileiras ao longo da safra 2025/26, em razão da maior participação da Argentina no mercado internacional. A estimativa é que o Brasil exporte 40 milhões de toneladas de milho, abaixo das 41,6 milhões de toneladas embarcadas na safra 2024/25.

Outro fator acompanhado pelo mercado é a confirmação do fenômeno El Niño. Segundo a consultoria, a possibilidade de um evento de forte intensidade acende um alerta para a segunda safra de 2027, já que anos com esse padrão climático costumam registrar redução da produção nas principais regiões produtoras do país.

Apesar da pressão de curto prazo provocada pela ampla oferta e pelas condições favoráveis às lavouras norte-americanas, a expectativa de redução dos estoques mundiais pode dar sustentação aos preços em um horizonte mais longo.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Formação internacional reúne executivos de cooperativas do Paraná para discutir liderança e os desafios do agro global

Programa promovido pelo Sescoop passou por Brasil e México, reuniu representantes de 23 cooperativas paranaenses e abordou gestão, geopolítica, tecnologia e estratégias para o futuro do cooperativismo.

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Representantes de 23 cooperativas paranaenses participaram de uma formação internacional voltada ao desenvolvimento de lideranças e à gestão do cooperativismo, em uma programação realizada em São Paulo, Guadalajara e Cidade do México. Promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), o programa reuniu 30 executivos indicados pelas cooperativas, além de representantes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e do Sescoop Paraná, para discutir temas como comércio internacional, inovação, geopolítica, governança e os desafios do agronegócio contemporâneo.

Coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi: “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro” – Foto: Divulgação

Entre os participantes estiveram o gerente de Recursos Humanos da Coopavel, Aguinel Waclawovsky, e o coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi. “Aprimorar e agregar novos conhecimentos à formação profissional é uma grande oportunidade, principalmente em uma época de mudanças em que antigas e novas habilidades são determinantes no exercício da liderança”, afirma Aguinel.

Para Rizzardi, a programação reforçou o compromisso das instituições com o desenvolvimento do cooperativismo. “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro”, comenta.

Imersão no México

Entre os dias 25 e 29 de maio, os participantes participaram de uma imersão no Ipade Business School, na Cidade do México. Segundo Aguinel, um dos principais aprendizados foi compreender a aplicação do método de casos, modelo de ensino baseado na análise e discussão de situações reais enfrentadas por empresas. “Cada participante analisa múltiplas perspectivas e, por meio do contraste de experiências, critérios e julgamentos, desenvolve uma maneira melhor de liderar”, explica.

Durante essa etapa, foram discutidos temas como agricultura de precisão e inovação no campo mexicano, avaliação de iniciativas de negócios, direção comercial, o ecossistema digital desenvolvido pela Bayer para o setor agrícola mexicano e o processo de expansão do Grupo Britt na América Latina.

Além das atividades na capital mexicana, o grupo esteve em Guadalajara, uma das principais cidades do país. A programação incluiu encontro com representantes da

Foto: Divulgação

Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Consumo Animal do México (Anfaca), visita às instalações da Bayer e uma reunião com a adida agrícola brasileira no México, a médica-veterinária Luna Lisboa Alves.

Etapa brasileira discutiu comércio internacional e geopolítica

Antes da programação no México, os executivos participaram de dois dias de atividades no ISE Business School, em São Paulo.

Nessa etapa foram debatidos temas como desafios do comércio internacional, tendências macroeconômicas, cadeias agroalimentares, decisões de investimento, impactos da política sobre os investimentos e tendências geopolíticas.

A programação também foi estruturada sobre quatro pilares considerados estratégicos para a gestão das cooperativas: área comercial, ambiente político, política de empresas (governança) e análise de decisões.

Tecnologia precisa gerar resultado para o produtor

Segundo a Coopavel, a experiência internacional permitiu compreender aspectos considerados fundamentais para o cooperativismo e o agronegócio contemporâneo. Entre eles, a necessidade de aproximar estratégia e execução, eliminando a separação entre planejar e agir.

Outro ponto destacado foi que o desenvolvimento tecnológico deve estar alinhado à realidade econômica do produtor rural. Conforme as discussões promovidas durante o programa, a adoção de tecnologias sofisticadas só faz sentido quando há viabilidade econômica para quem está no campo.

Também foram ressaltadas a importância da mudança de mentalidade nas organizações, da integração da cadeia produtiva e do uso de dados e tecnologias com propósito.

Formação amplia visão estratégica

Mesmo com formação acadêmica em liderança, cultura organizacional, preparação para expansão e estruturação de equipes estratégicas, Aguinel afirma que participar de uma imersão internacional desse nível amplia significativamente a capacidade de gestão.

Segundo ele, entre os principais ganhos estão a ampliação da visão estratégica, o amadurecimento na tomada de decisões, uma compreensão mais abrangente do mercado e a construção de uma rede de relacionamentos voltada ao desenvolvimento do cooperativismo e do agronegócio.

Fonte: O Presente Rural
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El Niño aumenta incertezas para o clima no segundo semestre

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, fenômeno já está estabelecido e pode ganhar intensidade até o fim do ano, enquanto Brasil e EUA mantêm perspectivas favoráveis para as safras.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A confirmação do fenômeno El Niño amplia as incertezas para o clima no segundo semestre de 2026, embora as condições atuais ainda sejam favoráveis para as principais culturas agrícolas no Brasil e nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a atenção do mercado está voltada para a intensidade que o fenômeno poderá atingir e seus impactos regionais nos próximos meses.

Foto: Roberto Zito

No Brasil, a consolidação da estação seca deve favorecer o avanço da colheita de milho e algodão entre junho e julho. Por outro lado, o período encerra a possibilidade de recuperação das lavouras de segunda safra mais tardias em Goiás, Minas Gerais e na região do MAPITO.

Nos Estados Unidos, a previsão para o início de junho indica temperaturas acima da média no Meio-Oeste, com possibilidade de irregularidade nas chuvas. Ainda assim, os mapas climáticos para o trimestre entre junho e agosto apontam condições predominantemente favoráveis no cinturão produtor de grãos, mantendo a expectativa de uma safra cheia.

Foto: Divulgação/Freepik

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o comportamento do clima nos próximos meses será determinante para confirmar as projeções de produção divulgadas pelo USDA para soja, milho e algodão. Apesar do bom desenvolvimento das lavouras até o momento, o desempenho da safra continuará dependente das condições climáticas durante o verão norte-americano.

Foto: Gilson Abreu

A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou, em sua atualização mais recente, que o El Niño já está estabelecido. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas superficiais do Oceano Pacífico e sua ocorrência já era esperada pelos meteorologistas.

De acordo com a NOAA, há 63% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre novembro e janeiro, com potencial para figurar entre os eventos mais intensos registrados desde 1950. Apesar desse cenário, ainda não é possível afirmar se o fenômeno evoluirá para um “super El Niño”, classificação atribuída apenas aos episódios de maior intensidade, como os registrados em 1982/83, 1997/98 e 2015/16.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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