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Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul inicia reestruturação de plano estratégico

Workshop Internacional realizado em São Paulo debate temas relacionados ao desenvolvimento e fortalecimento do cooperativismo no Mercosul.

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Felipe Mairowski

A Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), sob Presidência Pro Tempore do Brasil, deu início nesta segunda-feira (18), em São Paulo, ao Workshop Internacional “Cooperativas do Mercosul e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Construção de um Plano Estratégico Baseado na Agenda 2030”. Participam do encontro delegações da Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

O evento acontece até quarta-feira (20) e contará com apresentações e debates sobre temas relacionados ao desenvolvimento e fortalecimento do cooperativismo no Mercosul, com o objetivo de reestruturar o planejamento estratégico da RECM, redefinir o seu plano de comunicação e estabelecer uma agenda conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao longo da programação, será estabelecido de forma coletiva o trabalho a ser desenvolvido pelo colegiado nos próximos anos.

“Queremos construir um plano estratégico baseado na Agenda 2030 da ONU. O mundo que queremos é um mundo sem muros e mais cooperativo. Esses encontros vão nos ajudar a construir pontes para combater as desigualdades sociais e criar as oportunidades para a prosperidade de milhões de pessoas no Brasil, no Mercosul e no mundo. Acreditamos firmemente que o cooperativismo é uma das grandes soluções para essa demanda e a ministra Tereza Cristina apoia muito o cooperativismo brasileiro”, destaca o coordenador nacional da RECM no Brasil e secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), César Halum.

Neste sentido, a programação do evento buscará promover, junto a representantes de organismos governamentais e internacionais, o potencial de mobilização social e desenvolvimento econômico das cooperativas para as ações em prol da Agenda 2030. Por meio de diversas atividades, os participantes farão um intercâmbio de experiências em boas práticas de cooperativas que têm atuado em suas comunidades alinhadas aos ODS.

O representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) na Argentina e Coordenador Regional para a Região Sul, Caio Rocha, ressaltou em seu discurso o papel do cooperativismo e a importância do encontro. “Vejo que as cooperativas estão completamente preparadas para este grande desafio e já fazendo a integração de pessoas, planeta, prosperidade, parcerias, paz e justiça social. E este encontro é fundamental para que a gente possa traçar ações e executar essas ações para que sejam avaliadas pela RECM. Aqui nós estamos dividindo as nossas responsabilidades e cada um assumindo o seu papel”.

Para o diretor de Cooperativismo e Acesso a Mercados do Mapa, Márcio Madalena, no primeiro momento do encontro foi possível perceber o alinhamento estratégico das delegações presentes no evento. “O que pudemos observar aqui é aquilo que já imaginávamos, há um interesse coletivo em trabalhar os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável através da força do cooperativismo. Os primeiros momentos do dia de hoje nos mostraram que esse esforço é de todos no Mercosul, é dos governos e é do movimento cooperativista. Estamos todos de mãos dadas para que consigamos cumprir esse grande desafio”, afirmou.

Programação

O workshop, organizado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA) em parceria com o Mapa e o Sistema OCB, tem metodologia participativa com apresentações sobre temas relacionados ao cooperativismo e sua importância para o alcance dos ODS – Agenda 2030. Neste primeiro dia foram celebrados os 20 anos de existência da RECM com reflexões sobre seu legado, avanços, desafios e oportunidades.

Seguindo a programação, no segundo dia serão realizados debates sobre o planejamento estratégico da RECM como ferramenta para a promoção do cooperativismo e alianças estratégicas em prol dos ODS.

No terceiro e último dia de workshop, os participantes farão uma imersão na construção do planejamento estratégico da RECM. O trabalho será realizado com a formação de grupos que irão debater e construir o plano de ação a ser implementado nos próximos anos. A reestruturação do planejamento será facilitada pela consultoria Beecoop da Universidade Federal do Paraná (UFPR), composta pelos professores Tomas Sparano, Gustavo Abib e Bárbara Dias. Após o encontro, será produzido um e-book com os resultados do planejamento estratégico.

Criada 2001, a RECM tem o propósito de inserir o cooperativismo na agenda de trabalho do Mercosul, facilitar o comércio e a intercooperação entre as cooperativas da região e fomentar ações conjuntas que levem desenvolvimento econômico e social às cooperativas, seus cooperados, famílias e comunidades.

Fonte: Mapa

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Notícias

Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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