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Retomada do Fundo Federal Agropecuário é uma das prioridades do Anffa Sindical em 2025

Temas como aumento da segurança e fim do assédio aos profissionais, além da ampliação das indenizações por atuação em fronteiras também serão pauta de negociações entre entidade e o Governo Federal.

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Fotos: Divulgação/Anffa Sindical

No ano em que os Auditores Fiscais Federais Agropecuários celebram 25 anos de atuação, as projeções de aumento das exportações brasileiras destacam a relevância do trabalho desses profissionais na garantia da sanidade da produção animal e vegetal do país. Em 2025, a entidade que representa a carreira foca na articulação com o Governo Federal e o Congresso Nacional para avançar em pleitos como a reativação do Fundo Federal Agropecuário (FFA), a ampliação das cidades cobertas por indenizações em fronteiras, além da reposição do quadro e melhoria das condições de trabalho para assegurar maior eficiência às atividades de fiscalização.

“Este ano foi considerado um dos mais desafiadores e atípicos para a carreira. O período foi marcado por intensas mobilizações, conquistas importantes e o início de discussões sobre questões que prometem avançar em 2025, ano em que completamos 25 anos. Vários temas estão na pauta e todos têm o mesmo objetivo: garantir ainda mais eficiência e valorização à carreira que contribui com o desenvolvimento agropecuário nacional”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo.

Uma das pautas mais relevantes de 2024 foi a retomada do Fundo Federal Agropecuário (FFA). O Projeto de Lei 3179/24, apresentado pelo deputado Domingos Sávio (PL-MG), prevê a implantação do trabalho voluntário remunerado e o pagamento de horas extras aos auditores. A proposta conta com o apoio do governo e do setor produtivo e deve tramitar em regime de urgência no Congresso Nacional no próximo ano, segundo o sindicato.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Criado na década de 1960, o Fundo está inativo desde os anos 2000. Se for aprovada, a medida permitirá o financiamento de ações de defesa agropecuária por meio da arrecadação de taxas de registro de produtos e empresas. Um frigorífico que deseje realizar abates aos finais de semana, por exemplo, poderá pagar uma taxa via fundo, que será utilizada para remunerar os servidores que trabalharem além do expediente regular.

Para o presidente do Anffa, este foi um ano desafiador e atípico. Entre o final de janeiro e o início de maio, os auditores protagonizaram uma operação padrão que mobilizou a categoria em todo o país. A ação foi essencial para pressionar as negociações salariais, que resultaram em um reajuste de 23%. Segundo o sindicato, apesar do avanço, ainda há muito a ser feito para garantir a valorização plena da carreira.

2025

Em 2025, o Anffa Sindical espera avançar, ainda, em outras frentes. No início do ano é aguardada a admissão de 200 novos Auditores Fiscais Federais Agropecuários aprovados no concurso público de 2024. O número é baixo, muito aquém dos 1.200 profissionais que estão prestes a se aposentar. A entidade defende, além da ampliação de vagas, que os novos profissionais passem por um curso de formação específico, essencial para prepará-los para as demandas da carreira.

Foto: Divulgação/Mapa

Em uma mesa setorial criada pelo Ministério da Agricultura, que conta com representante da Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Anffa Sindical também continuará atuando em temas importantes para a carreira, como o combate ao assédio aos profissionais, a melhoria da estrutura de trabalho, a recomposição do quadro de servidores e a ampliação da indenização de fronteira, de 160 para cerca de 200 municípios. Estas demandas são vistas como fundamentais para assegurar condições adequadas de trabalho e garantir a eficiência da atuação dos auditores fiscais.

Outra proposta que deve ganhar destaque em 2025 é o aumento da segurança dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, especialmente durante operações especiais de fiscalização realizadas em parceria com outros órgãos. O plano, neste caso, é que os profissionais contem com as mesmas prerrogativas de servidores de outros órgãos.

Celebrações

O ano também será marcado pelo Jubileu de Prata da carreira, comemorado em 30 de junho. Para celebrar os 25 anos de existência, estão sendo planejadas ações comemorativas que destacam as contribuições dos auditores fiscais para o setor agropecuário

e para a sociedade brasileira. A data também servirá como um momento de reflexão sobre as conquistas alcançadas e os desafios futuros.

E quando o assunto é o futuro da carreira, outro destaque é o 7° Congresso Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Conaffa), programado para outubro, em Bento Gonçalves (RS). Durante o evento, serão discutidas as diretrizes da carreira para os próximos três anos, com discussões que abordam desde melhorias na estrutura de trabalho até questões de segurança e valorização profissional.

“Seguiremos trabalhando incansavelmente para consolidar os avanços obtidos em 2024 e lutar por novos direitos e melhorias. Nosso compromisso é fortalecer a carreira dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários e garantir que o serviço que prestamos continue sendo essencial para o Brasil”, afirmou Macedo.

Fonte: Assessoria Anffa Sindical

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Foto: Divulgação

Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Foto: Divulgação

Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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