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Avicultura

Resultados regulares e consistentes para maior eficiência econômica nas granjas e integrações de aves

Cada vez que uma nova matéria-prima é incorporada, ou que as margens de segurança para os requerimentos nutricionais são reduzidas, uma nova maneira de garantir os resultados deve ser implementada.

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Foto: Arquivo/OP Rural

A enorme pressão sobre os preços vem forçando todas as organizações a melhorarem sua eficiência econômica de maneira profunda. O setor da avicultura não está imune a essa imposição. Muito pelo contrário.

Seja para a produção de carne de frango, ovos ou mesmo de carne suína, os custos com alimentação representam mais de 50% dos custos de produção na fazenda. É por isso que focar na eficiência alimentar é essencial.

Contudo, na cadeia alimentar, a produção não é a única parte envolvida. Empresas produtoras e abatedouros têm seus próprios obstáculos.

Embora haja um grande foco atualmente nos custos de energia e em encontrar recursos humanos, essas empresas também se veem obrigadas a lidar com flutuações na produção animal de cada lote.

De fato, a quantidade e o peso dos animais no abatedouro nunca são iguais aos planejados no início. Por um lado a mortalidade e por outro, as variações de uniformidade e desempenho das aves são fontes de desvios que penalizam o abatedouro e toda a cadeia de produção.

Atualmente, é possível melhorar a situação, procurando gerar:

– Resiliência econômica das granjas através da melhoria da eficiência alimentar

– Eficiência econômica das empresas produtoras, por meio de regularidade e homogeneidade de produção

Eficiência alimentar para a resiliência econômica das granjas

A eficiência alimentar é o principal indicador do desempenho técnico na produção de aves e de suínos. Com os preços da carne e dos ovos atingindo seu pico, mas nem sempre compensando pelos aumentos nos preços das rações, a taxa de conversão alimentar (CA) se torna o primeiro indicador econômico que devemos melhorar.

Algumas soluções técnicas voltadas para a redução de custos das rações logo mostram suas limitações. O desempenho (ou pelo menos a taxa de ingestão de alimentos) deve ser mantido para se continuar a aproveitar ao máximo os altos preços de venda dos produtos.

Sendo assim, cada vez que uma nova matéria-prima é incorporada, ou que as margens de segurança para os requerimentos nutricionais são reduzidas, uma nova maneira de garantir os resultados deve ser implementada. Os aditivos alimentares com base em óleos essenciais formulados para o desempenho encaixam-se bem nesta estratégia e requerem um investimento modesto.

Outra abordagem consiste em investir numa solução que aumente o rendimento da ração em carne ou ovos. Nesta situação, a meta é reduzir a taxa de conversão alimentar para reduzir os custos de alimentação na produção e/ou produzir mais pelo mesmo preço. Aqui, novamente, os aditivos formulados com óleos essenciais são mais que relevantes, devido ao seus custos de investimento acessíveis e retornos particularmente altos.

No fim, o sucesso da operação depende agora da regularidade dos resultados obtidos apesar das diversas condições de produção. A seleção da combinação certa de ativos com a dosagem certa para cada um permitiu oferecer um complexo natural que gera resultados regulares e consistentes em diferentes tipos de granja. Quanto mais completa e sinérgica a composição, mais eficaz é o produto (Figura 2).

Regularidade para um planejamento mais fácil da produção global e mais eficiência econômica

Na escala de uma organização de produção, a eficiência econômica depende de um planejamento eficiente: enviar para o abate os animais que correspondem em quantidade e qualidade às necessidades do abatedouro no dia em questão. Ainda assim, os animais vivos não estão subordinados ao planejamento matemático.

O produto capaz de fazer com que os animais alcancem exatamente o mesmo peso, exatamente no mesmo dia, ainda não existe. No entanto, aves suplementadas com o complexo natural mostram ganhos de peso médios diários mais altos e mais regulares (Figuras 1 e 2). Dessa forma, as variações de desempenho de um lote para outro são reduzidas, assim como as diferenças de planejamento. Ao simplesmente reduzirmos os atrasos nas diferentes granjas, fica fácil ganhar um dia eficaz de produção, o qual, dependendo da situação, pode ser investido em um vazio sanitário seguro ou em um aumento na produção geral: 1 dia de produção ganho por ciclo = 2% mais produção anual.

É por isso que o complexo natural é utilizado nas granjas para potencializar a eficiência alimentar e melhorar a homogeneidade da produção, beneficiando diariamente as empresas produtoras de modo geral com:

– Mais lotes lucrativos para os produtores: menor conversão alimentar

– Mais lotes homogêneos nos abatedouros: menor perda e descontos para o produtor, melhor desempenho ao abate para o abatedouro

– Mais resultados consistentes de um lote para o outro: menos desvios de planejamento para a granja

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: Por Jean-François Gabarou, diretor científico na Phodé

Avicultura

Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul

Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

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Foto: Shutterstock

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.

Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.

A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.

Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.

Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav

sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.

Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.

A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.

Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária

Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

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Foto: Divulgação/Asgav

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.

Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.

Auditorias apontam evolução das granjas

Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.

A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav

granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.

Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.

Biosseguridade ganha protagonismo

A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav

Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.

Mercado e competitividade

O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.

Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.

Selo reconhece boas práticas

Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.

Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav

desenvolvidas pela iniciativa.

Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.

Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa

Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

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Fotos: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.

Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.

Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.

No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.

A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.

Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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