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Notícias De Norte a Sul do país

Resultados da SNCS apontam crescimentos em vendas e consolidam oportunidades à suinocultura

Além do excelente desempenho em lojas físicas, as oito redes participantes relatam também destaque no meio digital

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Divulgação/ABCS

A Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) é uma iniciativa de promoção da proteína conduzida pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), que pelo oitavo ano seguido atua em parceria com o varejo brasileiro. Este ano a campanha chegou aos consumidores de forma diferente e inovadora e trouxe resultados positivos em vendas em todas as regiões do país. Reunindo mais de 900 lojas em 22 estados brasileiros, a ABCS, junto ao Carrefour, Extra, Pão de Açúcar, Grupo Big, Hortifruti, Natural da Terra, Lopes Supermercados e Oba Hortifruti, apostaram em campanhas físicas e digitais, através do e-commerce, redes sociais, aplicativos de compra e influenciadores, impactando mais de 42 milhões de pessoas no período de 1 a 15 de outubro. Além disso, os treinamentos virtuais conseguiram capacitar mais de 1.500 trabalhadores do varejo, um número recorde, que conseguiu engajar todo o time em prol desta iniciativa. A SNCS que já era um case consagrado no agronegócio, alcançou o sucesso mais uma vez, através de resultados exponenciais de crescimento em vendas, tanto em lojas físicas quanto virtuais, gerando também oportunidades para frigoríficos e produtores de suínos em todo o país.

De norte a sul do país, as redes participantes relatam impactos impressionantes em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas foram substanciais principalmente no e-commerce, onde houve uma grande aderência de novos públicos motivados pela pandemia. A nível nacional, houve um crescimento de 150% no e-commerce, um marco na história da comercialização de produtos perecíveis, já que culturalmente o consumidor estava habituado somente a comprar esses produtos direto no balcão de atendimento. Uma verdadeira quebra de paradigmas, que já vinha sendo estudada pelo setor como uma oportunidade de ampliação da clientela.

Além disso, as vendas em lojas físicas não ficaram para trás, com destaque para o Centro-Oeste, onde as vendas cresceram em 200%, mostrando o imenso potencial de consumo na região. Números expressivos também foram contabilizados em lojas no Sudeste. Apesar de serem pólos de consumo já consolidados em campanhas da SNCS desde as primeiras edições, lojas no Rio de Janeiro e São Paulo conseguiram crescer respectivamente em 180% e 141% na categoria. O mesmo aconteceu em Belo Horizonte (MG), região que possui loja que cresceu 124% mesmo sendo já tradicionalmente conhecida por apreciar e consumir a proteína. Outra região que já tem uma tradição forte é o Sul do país, que também relata um crescimento de mais de 100% em vendas no segundo ano em que recebe a campanha.

Já regiões que não tem um histórico forte de consumo surpreenderam durante a campanha e mostram seu potencial. Como a região Norte que se destacou nesta edição com a cidade de Manaus crescendo em mais de 80% nas vendas da proteína. E a região Nordeste que costuma estar culturalmente envolta em mitos em relação a carne suína conseguiu crescer em 46%. A campanha deste ano mostrou mais uma vez o potencial de consumo da proteína no país. Através da oferta de diversidade de cortes porcionados e mais abastecimento é possível atrair consumidores já fidelizados e a informação é a chave capaz de romper barreiras para conquistar novos públicos. Mais uma vez, a SNCS reitera a importância do investimento em capacitação, comunicação, democratização de conhecimentos com colaboradores da rede que lidam diretamente com os clientes e quebra de preconceitos que envolvem toda a cadeia produtiva, desde a granja às gôndolas.

Para Ernesto Dizioli Fernandes, Diretor Comercial do Carrefour, “a ampliação da capacitação desta edição com muitos mais colaboradores envolvidos no treinamento ampliou a visibilidade da proteína e o engajamento em todas as praças. Com a continuação do Carrefour na SNCS, conseguimos uma nova dimensão e importância da campanha dentro da companhia.” Ele atribui a performance de crescimento em todas as regiões do Brasil, principalmente em locais não tradicionais de consumo ao modelo de treinamentos deste ano. “Os treinamentos à distância permitiram que esses colaboradores pudessem ser capacitados e que recebessem o mesmo conteúdo que os formadores de São Paulo.”

Edi Carlos Galvão, Gerente Nacional de Carnes do Extra e do Pão de Açúcar também manifestou a satisfação do GPA em mais um ano de campanha. “A SNCS foi mais uma vez um sucesso nas lojas do Extra e do Pão de Açúcar. Com as estratégias assertivas de promoção, precificação e a qualidade de execução desempenhada por nossos times, alcançamos crescimento em vendas, com grande destaque para nosso e-commerce. Foi um trabalho exemplar realizado por todos os nossos colaboradores e as nossas equipes comerciais, em parceria com a ABCS, que juntos se empenharam para realizar mais este grande evento pelo 8º ano consecutivo.”

O Grupo Big relatou que o crescimento nas vendas de carne suína foi o suficiente para garantir outras edições da campanha. Informou que se beneficiou da parceria com a ABCS, que adesão das equipes foi intensa e refletiu uma execução diferenciada chamando a atenção dos clientes. O comunicado em nome da rede trás expectativas ainda maiores para o ano que vem: “Esperamos que se repita em 2021 e que possamos ser ainda melhores.”

Mariangela Ikeda, Diretora Comercial do Hortifruti e do Natural da Terra destacou a importância da estratégia utilizada durante a campanha pelas bandeiras e pela ABCS. “Com o apoio e parceria da ABCS, a estratégia da categoria foi muito bem definida refletindo em toda a campanha. Internamente, essa data mobilizou muitas áreas da companhia: a comercial, gestão de categorias, marketing, operações e digital. Uma união de trabalho que rendeu muitos frutos. As lojas tiveram uma comunicação muito bem desenhada com as ações promocionais e os benefícios da proteína suína. Em nossos sites a estratégia foi a mesma, o que ajudou a movimentar ainda mais essa categoria durante a campanha. Sabemos da importância de desenvolver o consumo de carne suína no Brasil e com a parceria da ABCS ficamos muito felizes com o resultado alcançado, assim como o reconhecimento de nossos clientes.”

Satisfação compartilhada pelo Diretor Comercial do Lopes Supermercados, Márcio Santana. “Construímos o melhor resultado dos últimos anos, um resultado excepcional e foi potencializado com uma nova proposta de cortes e receitas, que reforçou toda estratégia. É mais uma edição em que o Lopes Supermercado em parceria com ABCS traz motivação para líderes de açougue e, com isso, resulta em uma categoria que se empenha cada vez, com crescimento anual de vendas. O treinamento virtual funcionou e foi bem assertivo. Construímos o melhor resultado dos últimos anos, um resultado excepcional e foi potencializado com uma nova proposta de cortes e receitas, que reforçou toda estratégia.”

Os resultados também impressionaram o Vice-Presidente Comercial do Oba Hortifruti, Francisco Homsi. Para ele “o resultado e o sucesso foram alcançados em uma das melhores campanhas realizadas entre todas que já participamos junto à ABCS. Em meio a um dos maiores desafios desde o início do primeiro semestre de 2020, apresentamos um número muito expressivo tanto em volume quanto em faturamento abrangendo toda a rede durante a primeira quinzena de outubro. São números que nos trazem a real noção de que trabalho árduo, com todas as equipes e interfaces abraçando o projeto mesmo em um contexto tão difícil.”

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, celebra os resultados da campanha, que se provou mais uma vez ter uma estratégia acertada com o momento vivido pelo brasileiro e com o comportamento de consumo atual. “A ABCS e as redes participantes se prepararam para o desafio, se adaptaram de forma rápida e acertada para a realidade cada vez mais digital e provou mais uma vez o potencial da carne suína entre os consumidores. Os produtores, frigoríficos e toda a cadeia de valor da suinocultura puderam comprovar mais uma vez a efetividade desta iniciativa que beneficia todos os elos e trabalha de forma efetiva para uma mudança de posicionamento da proteína entre os brasileiros”.

Fonte: Assessoria ABCS
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Notícias Paraná

Polícia Civil do Paraná e Adapar investigam adulteração em fertilizantes

É importante que produtor fique atento quanto ao material recebido na propriedade e caso conste alguma irregularidade, procure a Adapar

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Divulgação/Adapar

Nos últimos anos a agricultura brasileira teve um salto em produtividade. Esse resultado positivo deve-se a diversos fatores, como clima favorável para o desenvolvimento das culturas, utilização dos defensivos agrícolas para combate de pragas e doenças, melhoramento genético das plantas para alta produção e adequação do solo com utilização dos corretivos e fertilizantes. Com o uso dos fertilizantes foi possível tornar um solo pobre em nutrientes em um solo agricultável e produtivo por muito tempo. A matéria-prima deste insumo geralmente é importada de outros países e cotada em dólar e, por isso, apresenta significativo impacto no custo de produção do agricultor.

Devido a seu alto valor agregado, os fertilizantes frequentemente são objeto de adulteração em sua qualidade. No ano de 2016 a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) atendeu casos de adulteração de fertilizantes que ocorreram nos municípios de Toledo e Cascavel, no Oeste do Paraná. Na oportunidade, os agricultores adquiriram um total de aproximadamente 200 toneladas de fertilizantes produzidos por empresa idônea no mercado e que foram comercializados por estabelecimentos comerciais devidamente registrados.

No entanto, ao iniciar a semeadura, os agricultores perceberam anormalidades nas características físicas do produto e comunicaram a Agência para averiguar possíveis irregularidades. Após amostragem oficial o resultado laboratorial acusou deficiência em todos os nutrientes garantidos nos produtos, constando que os lotes analisados não continham praticamente nenhum dos elementos na composição. Caso semelhante ocorreu em 2019 no Estado do Mato Grosso causando prejuízos milionários para diversos agricultores.

Investigação policial

A Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon, PR, iniciou investigação durante os meses de abril e maio de 2021 sobre a ocorrência de adulteração de fertilizantes que foram entregues na região oeste do Paraná. De acordo com o delegado da Polícia Civil, Rodrigo Baptista Santos, no dia 07 de maio foi verificado a chegada de dois caminhões carregados de adubos vindos do Porto de Paranaguá e entregues em empresas localizadas em Marechal Cândido Rondon e Mercedes que se apresentavam adulterados para fórmulas de péssima qualidade, sendo então realizada a abordagem.

Realizado o teste preliminar no material, foi constatado que era totalmente adulterado, não tendo a mínima qualidade e propriedades necessárias para fazer efeito no solo do agricultor. Sendo assim, o motorista do caminhão foi conduzido para a Delegacia. No momento da abordagem, o motorista, inclusive, quebrou o telefone celular buscando esconder provas.

Foram lavradas as apreensões de todos os materiais. A investigação agora vem se aprofundando a fim de identificar todos os envolvidos na ação criminosa, e tem apontado para diversas cargas dessa natureza já terem sido entregues na região. Até momento já foram identificadas seis cargas com valor aproximado de R$ 91 mil cada, gerando um prejuízo de mais de meio milhão de reais.

Fiscalização

A Adapar é a instituição oficial responsável pela Defesa Agropecuária do Estado do Paraná e entre as diversas atividades de rotina executadas pelos fiscais da Gerência de Sanidade Vegetal destaca-se a fiscalização de corretivos e fertilizantes tanto no comércio quanto em propriedades rurais.

De acordo com a coordenadora do Programa de Fiscalização de Fertilizantes da Adapar, engenheira agrônoma Caroline Garbuio, no presente caso, a fiscalização observou diversos itens nos fertilizantes suspeitos, tais como origem fiscal do produto, registro do estabelecimento produtor e do comerciante, especificações, lacres, características das embalagens e rótulos e tudo indicava inicialmente ser produto original. No entanto, após avaliações mais detalhadas, foram observadas diferenças nas características físicas entre os fertilizantes acondicionados em embalagens consideradas originais com as embalagens dos fertilizantes apresentando indícios de adulteração. “Desta forma, realizamos coletas oficiais, considerando 222 toneladas desses fertilizantes suspeitos e encaminhamos para análise em laboratório oficial do Estado para atestar a adulteração”, conta.

Segundo Caroline, muitas vezes a adulteração é realizada de forma tão perfeita que somente a análise laboratorial no fertilizante é que permite detectar esse tipo de irregularidade.

Danos a agricultura

A eficiência do fertilizante é medida pelo ganho de produção por unidade de nutriente aplicado de forma que a dose aplicada deve corresponder a necessidade da cultura, para promover retornos adequados sobre os investimentos. Para manter a fertilidade química a adubação precisa suprir a exigência da cultura, para compensar as quantidades de macro e micronutrientes exportados como produto colhido mais aquelas perdidas do solo por erosão, lixiviação e volatilização.

De acordo com a doutora Maria do Carmo Lana, professora de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), as práticas de calagem e adubação assumem grande relevância, sendo responsáveis por cerca de 50% dos ganhos de produtividade, de forma que necessitam ser aplicados para alcançar o melhor retorno econômico. “Considerando, por exemplo, o fósforo, que é um dos elementos mais limitantes nos solos brasileiros, para uma condição de nível médio de fertilidade do solo quanto a este nutriente, visando alcançar 5 t/ha de soja, um fertilizante que deveria conter 07-30-12 de N-P2O5-K2O e na realidade possui 01-04-05 de N-P2O5-K2O, corresponde a aplicação de apenas 12% da necessidade de recomendação de fósforo da cultura, refletindo em baixa eficiência do fertilizante aplicado e baixa produtividade alcançada. Portanto, a garantia do fertilizante quanto à concentração de nutrientes é uma das características preponderantes na qualidade do fertilizante”, informa.

Dicas importantes para evitar adquirir fertilizantes adulterados:

  • Sempre adquirir fertilizantes de empresas fabricantes registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de estabelecimentos comerciais registrados na Adapar. Nestes locais ocorrem fiscalizações rotineiras para verificação da conformidade dos produtos;
  • Sempre exija a nota fiscal de compra dos fertilizantes;
  • Contratar empresas de transportes idôneas, pois é grande o indício de adulterações dos fertilizantes durante o transporte;
  • Ao receber o fertilizante no comércio ou em propriedade rural verificar se os lacres da carga (lona/carroceria) conferem com o número identificado na nota fiscal. Conferir se os lacres das embalagens dos fertilizantes não foram violados (rompidos ou dilatados) e se as características das embalagens e rótulos conferem com as descrições da nota fiscal, como por exemplo: as garantias dos nutrientes, registros de estabelecimento, nº do lote, data de fabricação, especificações físicas;
  • Para verificar a conformidade do fertilizante, o próprio agricultor pode realizar coleta de amostras e encaminhar para análise em laboratório credenciado no Ministério da Agricultura. Neste caso, é importante que a amostragem ocorra considerando o mesmo lote do produto e a retirada da amostra abranja toda a extensão da embalagem, tendo em vista que é comum em fertilizantes adulterados a presença de fertilizante original apenas na parte superior da embalagem e o restante ser adulterado;
  • Se no momento da semeadura o agricultor observar problemas nas características do fertilizante, suspenda a utilização do fertilizante e entre imediatamente em contato com a empresa que comercializou este produto, bem como, com o representante da empresa fabricante, pois estes conhecem as características do produto e podem auxiliar inicialmente em suspeita de adulteração;
  • Permanecendo a dúvida, entre em contato com a Unidade da Adapar mais próxima.

Fonte: Adapar
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Notícias Produção

Lideranças do agro e produtores rurais levantam custos de produção em SC

Painéis virtuais tiveram por objetivo calcular os preços praticados nas culturas de soja, milho, trigo e arroz

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Três painéis de levantamento dos custos de produção do Projeto Campo Futuro foram realizados nesta semana, de forma virtual, em Santa Catarina. Desenvolvido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), a iniciativa contou com a parceria do Sistema FAESC/SENAR-SC e Sindicatos Rurais. A proposta é calcular os custos de produção nas propriedades e disponibilizar informações para os produtores sobre o mercado. Outros sete painéis estão programados para julho e agosto em seis municípios.

Os dois primeiros painéis da semana discutiram as culturas de soja, milho e trigo em Xanxerê (dia 15) e Campos Novos (dia 16). Na quinta-feira (17), o evento, realizado em Tubarão, focou no custo de produção de arroz. Os encontros contaram com a participação de lideranças, técnicos e produtores rurais dos municípios envolvidos.

Na abertura de cada encontro, o presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo, o vice-presidente Enori Barbieri e os presidentes dos Sindicatos Rurais dos três municípios destacaram a importância da iniciativa para que os produtores minimizem riscos e assegurem rentabilidade, tendo como base um estudo local.

Pedrozo reforçou que o Campo Futuro traz informações valiosas sobre custos de produção. Reconheceu a importante parceria entre a CNA e o CEPEA que oferecem condições para que o setor conheça os dados e valorizou o papel dos técnicos que vão até os produtores fazer um trabalho de grande representatividade. “É uma iniciativa que permite a geração de informação para a administração de custos, riscos de preços e gerenciamento da produção. Com isso, o produtor tem subsídios para tomar as melhores decisões”, observou.

Campos Novos

O assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Fábio Carneiro, destacou que em Campos Novos, as lavouras no geral tiveram um bom resultado na safra 2020/2021. No milho 1ª safra, a expectativa era colher de 180 a 200 sacas por hectare, mas o resultado médio ficou em 110 sacas. Os danos da cigarrinha do milho e um período de estiagem no desenvolvimento vegetativo reduziu o potencial produtivo das lavouras”, explicou.

De acordo com a análise das culturas, os produtores do município devem aumentar a área plantada de milho 1ª safra na próxima safra. “A perspectiva é ter bom resultado, mas o controle da cigarrinha ainda preocupa e afeta na decisão de plantio”, ressaltou Carneiro.

O levantamento identificou ainda que os custos com insumos para a soja subiram quase 15% e que a praga tripes (Thysanoptera) tem sido registrada no campo com mais frequência pelos produtores da região. Já nas culturas de inverno, trigo e aveia apresentaram bons resultados e conseguiram pagar o custo total.

Xanxerê

Em Xanxerê, região mais afetada pela cigarrinha em 2021, a perspectiva é a redução em até 20% da área plantada do milho na próxima safra. “Os produtores apontaram que estão selecionando o material que será plantado na próxima safra, com foco em resistência à cigarrinha, deixando de lado a produtividade. Isso pode afetar de certa forma a produção para o próximo ano na região”, afirmou o coordenador do Campo Futuro, Thiago Rodrigues.

O painel mostrou também que o uso do seguro rural é pouco efetivo, uma parcela reduzida de produtores fez uso dessa ferramenta, apenas aqueles que possuíam parte da safra financiada por instituições que trabalham com crédito oficial. Tal situação, por exemplo, limita o produtor a utilizar os benefícios do Proagro, avalia Rodrigues.

Em relação aos custos, para soja o levantamento apontou que 57% do Custo Operacional Efetivo (COE) foram referentes ao desembolso com insumos, e desse desembolso, o gasto com fertilizante ocupou 38%. A produtividade média da soja foi de 58 sacas por hectare.

O milho fechou o COE com um desembolso maior com insumos, 62% desse custo e o destaque também foi o gasto com fertilizantes. A expectativa dos produtores no início da safra era colher acima de 200 sacas por hectare, mas o resultado obtido foi de 130.

“Nas outras culturas analisadas o destaque foi para o feijão. O levantamento apontou uma produtividade de 22 sacas por hectare, somada a um preço favorável, trouxe bons resultados financeiros para o produtor. Já para o trigo, apenas as despesas de desembolso foram cobertas, apesar de a produtividade ter sido boa, com 55 sacas por hectare”, ressaltou Rodrigues.

Confira a programação dos próximos painéis do Campo Futuro

A programação do Projeto Campo Futuro segue no dia 20 de julho com dois painéis em Seara: suinocultura (UT), das 9 às 13 horas e suinocultura (UPL), das 14 às 18 horas.  No dia 21, serão realizados eventos sobre avicultura (corte) em Chapecó, das 9 às 13 horas, e em Itaiópolis, das 14 às 18 horas.  Os painéis seguem no dia 2 de agosto, das 14 às 18 horas, em São Joaquim sobre fruticultura (maçã); no dia 3, das 14 às 18 horas, em Ituporanga sobre horticultura (cebola); e no dia 5, das 14 às 18 horas, sobre horticultura (alho).

Fonte: Assessoria
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Notícias Santa Catarina

Sistema OCESC promove Semana do Cooperativismo Catarinense

Atividades serão todas on-line e visam realçar o Dia Internacional do Cooperativismo

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ocesc
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Para festejar o sucesso de um movimento que viceja em todos os continentes e é responsável pelo desenvolvimento cultural, social e econômico de milhões de pessoas, a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e o SESCOOP/SC promovem, no período de 28 de junho a 2 de julho, a Semana do Cooperativismo Catarinense. As atividades serão todas on-line e visam realçar o Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado sempre no primeiro sábado de julho e os 50 anos de fundação da OCESC.

A programação inicia no dia 28 de junho (segunda-feira), às 16 horas, com abertura pelo presidente da OCESC Luiz Vicente Suzin.

Na sequência, o professor Pedro Waengertner palestrará sobre o tema Criando o futuro: como as cooperativas podem usar a inovação para atingir novos patamares.

Waengertner é CEO da ACE (antiga Aceleratech), a principal aceleradora de startups da América Latina, apoiando dezenas de empreendedores a atingirem seus objetivos. Trabalha com startups e grandes empresas na mudança de mindset em assuntos relacionados a crescimento, marketing, gestão e liderança. É autor do livro Estratégia – Inovação Radical, além de professor e coordenador da área de Marketing Digital da ESPM, onde atua há mais de 15 anos.

No dia 29 de junho (terça-feira), às 16 horas, a programação reinicia com a palestra Tendências do agronegócio para o próximo ano e próxima década (mercado interno) – proteína animal (suínos e aves) e cereais (milho e soja), que será ministrada pelo economista José Mendonça de Barros.

Com doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado no Economic Growth Center, Yale University, Mendonça de Barros lecionou economia na USP por mais de 30 anos e foi professor visitante do Departamento de Economia Agrícola e Sociologia Rural da Ohio State University. Desenvolveu e estruturou o Projeto Novo Mercado para a Bovespa, foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda de 1995 a 1998 e pertenceu ao Comitê Estratégico da Companhia Vale do Rio Doce.

A programação da Semana do Cooperativismo Catarinense prossegue no dia 30 de junho (quarta-feira), às 16 horas, com a participação da consultora Paula Abbas que abordará o tema Inovação inteligente, maximizando a experiência dos cooperados e clientes.

Paula Abbas é consultora em design estratégico, com foco em insights de consumo, estudos de futuro e estratégias para inovação. Leciona nas áreas de Gestão Estratégica do Design, Inovação e Coolhunting na PUC, UEL e ISAE/FGV. Concluiu pós-graduação em Marketing pela FAE Business School e mestrado em Direito Corporativo pela Universidade de Barcelona (Espanha). Estudou psicanálise e antropologia; design thinking, pesquisa de tendências e sua aplicação no design. É técnica em Design de Interiores e mestranda em Design Estratégico pela UFPR.

Na quinta-feira, dia 1º de julho, novamente às 16 horas, o diretor de regulação do Banco Central do Brasil Otávio Damaso prelecionará sobre Perspectivas para as cooperativas de crédito no campo regulatório e na prática.

Damaso já ocupou os cargos de chefe de gabinete do presidente do Banco Central e de Secretário-Adjunto de Política Econômica no Ministério da Fazenda. Presidiu os Conselhos de Administração da Caixa Econômica Federal, do IRB Brasil RE e do Banco do Estado do Ceará. Formado em Economia pela Universidade de Brasília, é funcionário de carreira do Banco Central desde 1998.

O futuro do cooperativismo: como alavancar resultados. Esse será o tema da palestra de Artur Igreja, na sexta-feira, dia 2 de julho, às 10 horas da manhã.

Arthur Igreja é referência em “inovação disruptiva” e possui experiência profissional e acadêmica em mais de 25 países. É Masters in International Business nos EUA pela Georgetown University e Corporate Masters of Business Administration na Espanha pela ESADE. Concluiu mestrado executivo em Gestão Empresarial pela FGV/EBAPE. Cursa o Doctorate in Business Administration na ESC de Rennes, na França. Possui certificações executivas em Harvard & Cambridge, pós-MBA em Negociação pela FGV e MBA pela FGV/Ohio University.

A Semana do Cooperativismo Catarinense será concluída na sexta-feira, dia 2 de julho, a partir das 19h30. O presidente do Sistema OCESC Luiz Vicente Suzin fará uma mensagem de encerramento.

A programação será finalizada com live do historiador Leandro Karnal sobre O papel da mulher no cooperativismo, na sociedade e no mercado de trabalho. A importância da mulher como formadora do núcleo familiar, independência econômica, direcionamento do consumo e capacitação para competir no mercado serão alguns dos aspectos abordados.

Karnal é um dos intelectuais brasileiros mais reverenciados da atualidade e um dos mais solicitados palestrantes do Brasil. Em 2018, Leandro Karnal foi premiado com o selo “Top of mind RH” de palestrante mais lembrado do Brasil. Alguns de seus livros estão entre os mais vendidos como O Dilema do Porco-espinho; Inferno Somos Nós; Todos Contra Todos; Crer ou Não Crer; O Que Aprendi Com Hamlet. É um dos grandes influenciadores da internet. Seus vídeos viralizam com milhões de visualizações e suas redes sociais alcançaram a marca de 2 milhões de seguidores. Recentemente, lançou um canal no Youtube, onde democratiza o saber. Leonardo Karnal é graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e tem doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo.

“Estamos muito honrados e felizes com essa programação, que comemora duas importantes datas: o Dia Internacional do Cooperativismo e os 50 anos da OCESC, celebrado no mês de agosto. Convidamos as cooperativas e comunidade em geral para que participem dessa semana especial, que irá tratar de cooperativismo com o eixo temático principal voltado à inovação. Por isso, concentramos as palestras entre os dias 28 de junho e 2 de julho para que as cooperativas possam comemorar e realizar as suas atividades alusivas ao Dia Internacional do Cooperativismo no próprio dia 3 de julho”, menciona Luiz Vicente Suzin, presidente do Sistema OCESC.

Fonte: Assessoria
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