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Restrição da União Europeia à carne brasileira pode pressionar crédito, custos e investimentos no agro
Perda de acesso a mercados premium afeta frigoríficos, produtores, logística, rastreabilidade e formação de preços ao consumidor.

A possível restrição da União Europeia à carne brasileira tem impacto que vai além da perda de um mercado comprador. Na avaliação do administrador Roberto Simioni, especialista em Engenharia de Produção, Mercado de Capitais e Engenharia Econômica, mestre em Economia e Mercados e PhD em Direito Bancário, Corporativo, Financeiro e de Valores Mobiliários, o efeito se espalha por toda a cadeia do agronegócio, com reflexos sobre crédito rural, investimentos em tecnologia, logística, renda regional e preços dos alimentos.

Administrador, com especialização em Engenharia de Produção, Mercado de Capitais e Engenharia Econômica, com mestrado em Economia e Mercados e PhD em Direito Bancário, Corporativo, Financeiro e de Valores Mobiliários, Roberto Simioni: “O bloqueio das exportações de carne bovina e de outros produtos de origem animal para a UE altera as condições de lucratividade, a estrutura de incentivos à modernização e a dinâmica de formação de preços ao longo de toda a cadeia” – Foto: Divulgação
A carne bovina ocupa posição estratégica na estrutura produtiva nacional. Além de ser um produto final de exportação, sustenta uma rede de demanda por ração, genética, medicamentos veterinários, fertilizantes, transporte, processamento industrial e serviços financeiros. Por isso, a perda de acesso ao mercado europeu, mesmo que parcial e concentrada em cortes de maior valor agregado, reduz a margem disponível para investimentos em rastreabilidade, nutrição animal, melhoramento genético e controle sanitário.
Segundo Simioni, o problema central está no fato de a União Europeia ser um mercado de alta renda, capaz de remunerar melhor produtos com maior exigência técnica. “Isso gera uma subutilização de capital físico e humano especializado, com possível redução de investimentos futuros em tecnologia de rastreabilidade, automação de abate e gestão de custos, já que o retorno esperado desses investimentos cai em cenário de acesso restrito”, expõe.
Impacto sobre frigoríficos e produtores

Foto: Renan Pereira/C.Vale
A restrição cria o que Simioni define como “capacidade ociosa qualificada”. Na prática, frigoríficos que investiram em certificações, rastreabilidade e controle de resíduos antimicrobianos podem perder espaço justamente no mercado que remunera esses diferenciais.
O efeito também chega ao produtor. Cadeias mais integradas, formadas por contratos entre pecuaristas, cooperativas e grandes frigoríficos, dependem de mercados premium para pagar melhor por animais enquadrados em padrões sanitários e de rastreabilidade mais rigorosos. “Do ponto de vista do agronegócio, o bloqueio das exportações de carne bovina e de outros produtos de origem animal para a UE altera as condições de lucratividade, a estrutura de incentivos à modernização e a dinâmica de formação de preços ao longo de toda a cadeia, desde o produtor até a indústria de processamento”, pontua Simioni.
Crédito rural pode ficar mais caro

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Outro ponto sensível é o financiamento. O acesso ao crédito rural e às linhas de longo prazo depende da previsibilidade de receita, especialmente em cadeias exportadoras. Com menor perspectiva de entrada em mercados de alta renda, aumenta a percepção de risco das instituições financeiras.
Esse movimento pode encarecer o capital e limitar investimentos em modernização pecuária, automação, bem-estar animal, rastreabilidade e gestão produtiva. A consequência é a perda de competitividade em relação a países que conseguem cumprir exigências sanitárias e manter presença regular no bloco europeu.
Regiões pecuárias ficam mais expostas
Os impactos tendem a ser desiguais no território brasileiro. Estados com forte dependência da pecuária de corte e da indústria frigorífica, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Minas Gerais e áreas do Nordeste, podem sentir os efeitos sobre emprego, renda municipal, logística e serviços ligados ao campo. “Do ponto de vista regional, o agronegócio da carne concentra efeitos fortemente desiguais sobre o interior do país, especialmente em regiões pecuaristas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Minas Gerais e partes do Nordeste”, frisa Simioni.
Exigências sanitárias também podem induzir modernização

Foto: Divulgação/Porto de Santos
Apesar dos custos, o especialista avalia que as exigências europeias sobre antimicrobianos, rastreabilidade e controle sanitário também podem funcionar como pressão para modernizar a cadeia. O problema é que esse processo tende a favorecer empresas com maior capacidade financeira.
Segmentos mais estruturados conseguem absorver custos regulatórios, investir em tecnologia e manter padrões exigidos por mercados premium. Já produtores e frigoríficos menos capitalizados podem ficar fora desse processo, ampliando a concentração do setor. “A exigência europeia de maior controle sobre o uso de antimicrobianos na pecuária, bem como de rastreabilidade mais aprimorada, impõe custos adicionais ao produtor brasileiro, mas, ao mesmo tempo, pode funcionar como um estímulo a uma modernização de qualidade da cadeia”, salienta.
Oriente Médio adiciona pressão de custos

A análise ganha outra camada com a instabilidade no Oriente Médio. Segundo Simioni, um conflito envolvendo o Irã e a região do Golfo Pérsico poderia elevar petróleo, diesel, gás natural, nafta e fertilizantes nitrogenados, insumos diretamente ligados ao custo de produção agropecuária.
Esse efeito atinge a pecuária de forma indireta, mas relevante. O encarecimento de fertilizantes pressiona milho e soja, base da alimentação animal. Ao mesmo tempo, a alta do diesel eleva o frete do gado, da ração, da carne resfriada e dos produtos industrializados. “Essa ‘pinça econômica’ esmaga a lucratividade e pode desestimular investimentos futuros em automação e bem-estar animal, forçando o setor a uma escolha difícil entre manter a modernização sob prejuízo ou regredir para modelos produtivos menos sofisticados e focados apenas em volume de commodity”, menciona.
Inflação de alimentos

Embora a restrição europeia pudesse, em tese, aumentar a oferta de cortes no mercado interno, Simioni avalia que esse efeito pode ser neutralizado pelo aumento dos custos de produção, embalagem, energia e transporte. “A carne torna-se mais cara na origem devido aos custos operacionais, enquanto os frigoríficos tentam desovar estoques de alto valor no mercado interno em um cenário de compressão de lucro”, destaca.
O impacto também pode alcançar outras proteínas. Se a carne bovina sobe, consumidores tendem a migrar para frango e suíno. No entanto, essas cadeias também dependem de milho, soja, fertilizantes, energia e diesel, o que limita o efeito de substituição no varejo. “O aumento dos preços da proteína bovina força um efeito de substituição para o frango e o porco; entretanto, como essas cadeias também são dependentes de grãos impactados pelos fertilizantes e do transporte movido a diesel, elas sofrem a mesma pressão de alta, gerando uma inflação generalizada de alimentos”, enfatiza.
Teste para o modelo exportador
Para Simioni, a discussão sobre a carne brasileira na União Europeia deixou de ser apenas sanitária. O episódio revela a crescente dependência entre acesso a mercados, padrões regulatórios, capacidade de compliance, crédito, custos globais e competitividade. “O resultado é um processo de seleção rigoroso e, por vezes, excludente: os grandes players integrados, com maior fôlego financeiro para internalizar custos regulatórios e absorver choques de insumos, tendem a se fortalecer, enquanto polos regionais dependentes da pecuária podem enfrentar uma redução na força de arrasto econômico”, ressalta.
Na avaliação do especialista, a questão coloca em teste a capacidade do agronegócio brasileiro de competir em cadeias globais de maior valor agregado sem perder margem, investimento e presença em mercados de alta renda.

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



