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Reprodução Programada da ANCP completa 30 anos com salto de 192% na produtividade genética da pecuária

Programa revolucionou a seleção de touros Nelore, gerando impacto direto em mais de 1,3 milhão de descendentes e consolidando-se como ferramenta essencial para o avanço genético e econômico da pecuária brasileira.

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Foto: O Presente Rural

Criado em 1995, o Programa de Reprodução Programada (RP) da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) completa 30 anos em 2025 como um marco na evolução genética da pecuária brasileira. Reconhecido como um dos mais bem-sucedidos testes de progênie do país, o programa impulsionou significativamente a produtividade do rebanho Nelore e tornou-se uma referência em melhoramento genético.

Ao permitir a identificação precoce de touros jovens geneticamente superiores, o RP transformou a forma como os reprodutores são selecionados nas fazendas brasileiras. Em 2015, o programa passou a incorporar a DEP Genômica, o que aumentou de forma significativa a precisão das avaliações. Hoje, cerca de metade da base de dados da ANCP, composta por 4 milhões de animais, é formada por descendentes diretos de touros RP.

Coordenadora de Mercado da ANCP, Fernanda Borges Oliveira: “O impacto da Reprodução Programada na pecuária brasileira é incontestável” – Fotos: Divulgação/ANCP

Em três décadas, 766 touros passaram pelo teste de progênie. Desses, 38% estão hoje no portfólio das principais centrais de inseminação do país. O impacto na cadeia produtiva é expressivo: são mais de 739 mil filhos e 1,3 milhão de netos em 1.200 fazendas brasileiras. Atualmente, 47% dos touros disponíveis nas centrais são descendentes diretos de reprodutores RP. “O impacto da Reprodução Programada na pecuária brasileira é incontestável”, afirma a coordenadora de Mercado da ANCP, Fernanda Borges Oliveira, acrescentando: “Os resultados refletem o sucesso da iniciativa e a confiança dos criadores.”

Segundo a analista de Pesquisa e Inovação da ANCP, Maria Paula Negreiros, os touros RP das últimas cinco safras registram, em média, um Mérito Genético Total econômico (MGTe) de 27,31 pontos, o dobro da média geral, que é de 13,33. “Mesmo o touro com menor avaliação da safra 2022, presente no programa RP de 2024, supera a média em 12,53 pontos”, aponta.

Na prática, os ganhos se refletem diretamente no campo. Jairo Machado Carneiro Filho, do Nelore Vera Cruz, utiliza touros RP há 12 anos e relata avanços significativos. “Reduzimos em 10 meses a idade ao primeiro parto, de 36 para 26 meses. O ganho de peso pré-desmame subiu de 0,79 kg/dia para 1,02 kg/dia,  aumento de 29%. No pós-desmame, subimos de 0,59 para 0,69 kg/dia, crescimento de 16%. Isso gera impacto econômico direto na fazenda”, relata.

Analista de Pesquisa e Inovação da ANCP, Maria Paula Negreiros: “Mesmo o touro com menor avaliação da safra 2022, presente no programa RP de 2024, supera a média em 12,53 pontos”

Na Fazenda Bela Alvorada, o criador Flávio Aranha também aposta na Reprodução Programada como estratégia de progresso genético. “Utilizamos touros jovens submetidos a filtros rigorosos antes de serem aprovados. Diversos reprodutores da linha Nelore Zan passaram pelo RP”, afirma.

A cada edição, o programa avança. Em sua 29ª edição, lançada em 2024, o RP passou por ajustes que reforçaram os critérios de seleção, com foco em precocidade sexual e terminação de carcaça, atendendo às demandas do mercado por animais mais eficientes e produtivos. “O segredo está na combinação entre ciência e campo”, destaca Fernanda. “Cada touro passa por avaliação genética e vistoria técnica rigorosa. Apenas os realmente superiores, em genética e fenótipo, são aprovados”, acrescenta.

Criadores associados à ANCP podem participar do programa fornecendo touros jovens avaliados, que passam por genotipagem, filtros genéticos e vistoria técnica. Também é possível utilizar sêmen de reprodutores já aprovados. Em ambos os casos, os resultados são claros: avanço genético acelerado, maior produtividade e baixo investimento.

Com três décadas de história, a Reprodução Programada segue como pilar estratégico para o futuro da pecuária brasileira, conectando tecnologia, seleção genética e ganhos consistentes no campo.

Fonte: O Presente Rural com ANCP

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Exportações de carne bovina batem recorde em 2025

Brasil embarca 3,5 milhões de toneladas, amplia receita para US$ 18 bilhões e fortalece presença em mais de 170 mercados, com liderança da China e avanço expressivo em destinos estratégicos.

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Foto: Shutterstock

Com recordes sucessivos mês a mês, 2025 entra para a história como o maior já registrado nas exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo 3,50 milhões de toneladas, um incremento de 20,9% em relação a 2024. O volume exportado movimentou US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, crescimento de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Somadas todas as categorias: in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, os embarques brasileiros alcançaram mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor e diversificando destinos.

A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, destacaram-se os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão. Na sequência, vêm o Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), a União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão), a Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e o México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).

Na comparação com 2024, houve crescimento em volume na maior parte dos principais destinos. As exportações para a China avançaram 22,8% no acumulado do ano, enquanto os Estados Unidos registraram alta de 18,3%. A União Europeia apresentou crescimento de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para a Argélia (+292,6%), o Egito (+222,5%) e os Emirados Árabes Unidos (+176,1%).

Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o desempenho de 2025 demonstra a resiliência e a maturidade do setor. “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida.

Os resultados de 2025 refletem a atuação conjunta da ABIEC, de suas empresas associadas e do setor público, com destaque para a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, e para o diálogo permanente e o apoio do Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), além da interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Para 2026, a avaliação da Associação é de otimismo com realismo, com expectativa de estabilidade em patamar elevado após dois anos consecutivos de forte crescimento e ambiente favorável ao avanço em mercados estratégicos. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privado e o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas”, conclui Perosa.

Dezembro

No mês de dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia(11,9 mil toneladas).

Fonte: Assessoria ABIEC
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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026

Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

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Foto: Fernando Kluwe Dias

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E.  Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.

Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.

Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça

Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

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Fotos: Divulgação/CooperAliança

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.

Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.

Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.

Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”

Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”

Fonte: Assessoria CooperAliança
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