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Representantes do Mapa visitam Espírito Santo e conhecem o trabalho da avicultura capixaba
Comitiva percorreu alguns municípios para conhecer mais do setor agropecuário estadual, com destaque para a avicultura de postura comercial do município de Santa Maria de Jetibá.

O Espírito Santo recebeu no fim de julho a visita de um grupo dos representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que percorreram alguns municípios e conheceram mais do setor agropecuário estadual, com destaque para a avicultura de postura comercial do município de Santa Maria de Jetibá.
Em solo capixaba, os representantes vivenciaram mais da realidade da agricultura, pecuária e avicultura e também conheceram as ações da Superintendência do Mapa no Estado. No dia 28 de julho, a equipe se reuniu na sede da Superintendência, em Vitória, com os representantes locais do Mapa e de diversas entidades do agro capixaba. O grupo do Mapa foi formado por José Guilherme Tollstadius Leal, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa;
Ana Lúcia de Paula Viana, diretora Dipoa/Mapa; Arildo Pinto da Cunha, chefe do 4º Sipoa; Mara Papini, secretária executiva adjunta; Rosinalva Gomes, coordenadora geral das Superintendências; Fábio Florêncio, coordenador geral do Vigiagro; Celso Gabriel, coordenador do 4º Vigiagro; Clerio Alves, chefe da Serviço Vigiagro-SD3; Aureliano Nogueira, superintendente do Ministério da Agricultura no Espírito Santo; Raphael Conde, chefe do Sifis; Flávio Marquini, chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural; Allan Rogério Alvarenga, affa da DINSP; Fabiana Gasperazzo Barbosa, agente de Inspeção do INSP/ES; Winnie Luiza dos Santos, AFFA do INSP/ES; Letícia Meireles Alves, chefe do SISA.
A equipe também realizou visitas às granjas do município Santa Maria de Jetibá e se reuniu com produtores, responsáveis técnicos e demais atores da avicultura de postura local para debater as demandas e o
cenário da atividade.
O encontro, que aconteceu na Câmara Municipal, contou com a participação de representantes da AVES, como o diretor executivo, Nélio Hand, que em sua fala levantou vários pontos do trabalho da entidade junto a avicultura capixaba e as necessidades do setor, destacando a evolução da avicultura capixaba no contexto sanitário; os desafios do setor; os desafios locais; as perspectivas para a avicultura; além dos avanços e pontos críticos, externando especialmente a preocupação com produtores de pequeno porte.
Nélio ressaltou também a necessidade de se debater essas pautas e buscar soluções e ajustes para os pontos levantados.
“Ficamos felizes com a iniciativa do Mapa, em nos visitar e conhecer melhor a realidade da avicultura capixaba. Essa aproximação é muito importante para entendermos melhor o trabalho do MAPA e como devemos levar à frente as nossas demandas, além do próprio Mapa, em suas maiores instâncias, conhecer as grandezas, os anseios e os desafios do setor. Percebemos a sensibilidade dos representantes do órgão oficial quanto à necessidade de haver um nivelamento de informações”, disse Nélio.
Superintendente do Mapa no Espírito Santo (SFA-ES), Aureliano Nogueira destaca que o objetivo das visitas dos representantes do órgão federal foi dar voz às prioridades e demandas do setor avícola capixaba. “Um dos maiores destaques do evento foi ouvir às prioridades e demandas do setor avícola capixaba e estabelecer um contato direto com a Secretaria Executiva do MAPA e todo time para destacar, enfatizar a importância e prioridades do setor e sua grande representatividade na geração de empregos e renda e economia no Espírito Santo”, disse.
Ele também explica a importância de o grupo ter conhecido a rotina das granjas do Estado. “As visitas às granjas e estabelecimentos registrados com SIF em Santa Maria de Jetibá e a reunião na Câmara Municipal foram um marco histórico para ouvir, de todo o setor de avicultura, as demandas, necessidades e prioridades e oportunizar a todo o setor um relato sobre a legislação; atualizações; sistemas e avanços do Ministério da Agricultura para desburocratizar e agilizar o atendimento ao setor. As expectativas da programação com a equipe do MAPA foram superadas muito por conta da grande interação e participação do setor e em especial a AVES que esteve presente com a diretoria e a equipe técnica”, explicou Aureliano.
Proximidade com o setor

Diretora do 4º Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa), Ana Lúcia de Paula Viana – Fotos: Divulgação
Diretora do 4º Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa), Ana Lúcia de Paula Viana fez um balanço do que conseguiu visualizar durante sua visita às granjas do Estado. “O setor avícola capixaba tem uma grande importância e representatividade na produção avícola nacional. Desde 2017, o Dipoa vem trabalhando para que o setor do Estado possa se adequar às regras nacionais vigentes, tentando ao máximo simplificar os processos de registro de estabelecimentos classificados como granja avícola, que passou a ser automático em 2020. Foi realizada uma força-tarefa do Dipoa e do 4º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal para agilizar o registro desses estabelecimentos, o que aumenta a possibilidade de buscar novos mercados de forma competitiva. Percebi na visita que há uma grande preocupação e compromisso dos produtores com o cumprimento das regras, evitando possíveis sanções aplicadas pela fiscalização”, declarou a representante do Dipoa.
Ana Lúcia enfatiza também o trabalho do setor avícola de Santa Maria de Jetibá e fala do contato que teve com os produtores do município. “Santa Maria de Jetibá é um importante polo produtor com um grande potencial de crescimento da produção e produtos de qualidade. A visita foi de suma importância para que pudéssemos nos aproximar cada vez mais dos produtores e compreender os desafios da atividade, identificar oportunidades de melhoria e traçar estratégias em conjunto com o setor produtivo”, declarou.
Por fim, ela destaca os próximos passos que já vêm sendo programados para ajudar os produtores. “Estamos preparando um treinamento sobre a Portaria 612/2022 para que o atendimento seja harmônico e padronizado tanto pelos produtores quanto pela fiscalização. O Dipoa está em contato com a Secretaria de Agricultura Familiar e Corporativismo para que possam, em conjunto, elaborar materiais de orientação para os produtores e responsáveis técnicos das granjas e unidades de beneficiamento de ovos para auxiliar na elaboração dos programas de autocontrole e esclarecimentos nos procedimentos de reforma e ampliação”, encerrou a diretora do Dipoa/Mapa.

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








