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Representantes das Cadecs catarinenses participam de reunião da CNA em Brasília
A comitiva do estado contou com a presença do representante da Faesc na Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA e coordenador da Cadec Frango de Corte JBS/Seara, Gilmar Antônio Zanluchi; do coordenador da Cadec Frango de Corte BRF/Videira, Moacir Farina; do coordenador da Cadec Suínos UPL e UPD BRF/Concórdia, Fabrício Pretto e do coordenador da Cadec Frango de Corte BRF/Concórdia, Fabio De Carli.

Representantes das Cadecs catarinenses (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração) participaram de encontro promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nesta semana, em Brasília. O objetivo foi debater e trocar experiências entre produtores integrados de aves e suínos de várias regiões do país.
A comitiva do estado contou com a presença do representante da Faesc na Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA e coordenador da Cadec Frango de Corte JBS/Seara, Gilmar Antônio Zanluchi; do coordenador da Cadec Frango de Corte BRF/Videira, Moacir Farina; do coordenador da Cadec Suínos UPL e UPD BRF/Concórdia, Fabrício Pretto e do coordenador da Cadec Frango de Corte BRF/Concórdia, Fabio De Carli.
Também estiveram juntos o coordenador da Cadec Frango de Corte JBS/Seara/Itapiranga (SC), Genėsio Marino Anton; o coordenador da Cadec Peru Terminação BRF/Chapecó (SC), Wanderlei Rebelatto; o coordenador da Cadec Frango de Corte BRF/Chapecó (SC), Greison da Cunha; o coordenador da Cadec Suínos Terminação JBS/Seara, Valdemar Zanluchi; o coordenador da Cadec Suínos Creche JBS/Seara/Seara-SC, Aulisson Poletto; o coordenador da Cadec Suínos UPL e UPD JBS/Seara/Itapiranga (SC), Nilo José Bourscheidt; e o coordenador da Cadec Frango de Corte JBS/Seara/ Ipumirim, Rodrigo Kropf de Souza Pyrrho.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, cumprimentou a CNA por meio da Comissão Nacional de Aves e Suínos pela promoção do Encontro Nacional das Cadecs. Lembrou que o serviço de atendimento às demandas das 26 comissões catarinenses acontece desde outubro de 2020 quando a Faesc montou uma estrutura de assessoria técnica e jurídica para atender, gratuitamente, suinocultores, avicultores e fumicultores.
“Avançamos muito desde então e contamos com equipes preparadas para esclarecer dúvidas sobre a Lei de Integração, assessorar todo o processo de constituição de fato e de direito das 26 Cadecs e sobre o contrato de integração, bem como para mediar as negociações com as agroindústrias referentes aos pontos em que não ocorreram consenso, disponibilizar modelos de edital, atas, regimento, lista de presença, cartas, entre outros. Mas ainda temos alguns desafios pela frente”, ressaltou o presidente.
Durante o encontro, Zanluchi entregou à Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA o documento das comissões catarinenses que expôs as principais dificuldades das 26 Cadesc catarinenses. São elas: consensuar pautas como reajustes de acordo com o percentual apurado no levantamento de custo de produção, custeio de forma regionalizada e por metro quadrado das edificações ao invés do custo por ave/suíno alojados, depreciação, quantidade de mão-de-obra e sua remuneração, definição dos itens para levantamento do custo de produção (dejetos e cama 48 de aviário), taxa de atratividade e custo de oportunidade, entre outras.
Por isso, o Sistema Faesc/Senar reivindica a atuação efetiva do Fórum Nacional de Integração (Foniagro) a fim de que as demandas não consensuadas nos estados sejam discutidas e balizadas pelo referido órgão superior, conforme preceitua a Lei Nº 13.288/16 – Lei de Integração. Segundo Zanluchi, as pautas prioritárias das Cadecs de Santa Catarina demandam a atuação do Foniagro com máxima urgência e brevidade.
Além da atuação efetiva do FONIAGRO; as reinvindicações contemplam melhorar o quantitativo de mão-de-obra, o balizamento da remuneração; a definição dos itens e suas respectivas quantidades para composição do levantamento do custo de produção; definição da taxa de atratividade e custo de oportunidade; e rentabilidade.
“Solicitamos à Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA que intervenha junto à Diretoria da CNA, visando o restabelecimento da atuação efetiva do Foniagro na busca pelo equilíbrio da relação contratual entre produtores integrados e integradora, permitindo condições para a manutenção das atividades, sustentabilidade do negócio, rentabilidade e qualidade de vida no campo”, assinalou Zanluchi.
Encontro nacional
Além de Santa Catarina, o evento reuniu avicultores, suinocultores, técnicos e representantes de Cadecs de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, que relataram a atuação das comissões em seus estados.
Na abertura, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou a estrutura do Sistema CNA e a atuação da entidade na defesa dos produtores rurais brasileiros. Lucchi ressaltou a importância do evento para o intercâmbio de informações, buscando aprimorar o trabalho das Cadecs.
Em seu discurso, o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Adroaldo Hoffmann, ressaltou que o debate propõe melhorias para a sustentabilidade do negócio em conformidade com a Lei de Integração, que estabelece parâmetros mínimos a serem previstos em contratos entre produtores de aves e suínos integrados e indústrias integradoras. O diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, também participou do evento.

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França
Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.
Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.
A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.
A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.
Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.
Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.
No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio
Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação
Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.
No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.
União Europeia
Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.
Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.
Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.
Salvaguardas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.
Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação
Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”
Sobre o acordo
Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.
O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília
Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

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De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.
A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.
Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional
marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.



