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Representantes da aquicultura se reúnem para debater oportunidades e ameaças ao setor

Workshop foi organizado pela Embrapa Pesca e Aquicultura, reunindo também 12 centros de pesquisa

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Na segunda-feira (22) foi executada mais uma etapa para o levantamento de informações visando a elaboração do Plano de Execução da Unidade (PEU). Dessa vez, representantes do setor produtivo da aquicultura e mais 12 centros de pesquisas da Embrapa estiveram reunidos em um workshop online para discutir sobre as oportunidades e ameaças para a cadeia produtiva.

Entre as ameaças mais ressaltadas pelos participantes está a dificuldade no licenciamento ambiental, visto como muito complexo, burocrático e demorado. Outro ponto destacado foi a necessidade de uma maior integração da pesquisa com o setor produtivo, de modo que se busque soluções para os principais gargalos, como sanidade, por exemplo. Também foram ressaltadas a falta de acesso dos pequenos produtores às tecnologias e a falta de políticas públicas para o setor, passando inclusive pela ausência de regulamentação específica para frigoríficos de pescado.
Já entre as oportunidades elencadas pelos grupos, estão a necessidade de alinhamento do governo e sociedade para o planejamento estratégico da cadeia, com a criação de um marco regulatório ambiental nacional; simplificação do licenciamento ambiental, a fim de que os produtores possam, inclusive, terem acesso às linhas de crédito; sistemas mais intensivos, visando proporcionar maior economia de água, entre outras.

Para Maurício Pessoa, diretor do Departamento de Ordenamento e Desenvolvimento da Aquicultura – SAP/MAPA, as informações geradas no workshop lhe trarão subsídios para a elaboração do Plano Nacional de Aquicultura 2032. “A gente está nesse processo (de levantamento de informações). Todos serão convidados para serem ouvidos, a fim de discutirmos os programas necessários para constar nesse plano, para que ele fique da melhor forma possível”, destaca ele, que complementa: “A gente tem trabalhado desde o início da gestão, discutindo com a Embrapa sobre quais caminhos tomar. O desafio ambiental é gigantesco. A gente tem conversado muito isso com o Francisco (da Associação Peixe BR) e representantes dos pequenos produtores”.

Segundo Hellen Kato, uma das líderes do grupo de trabalho que vai elaborar o PEU, o próximo passo consiste na realização de um evento semelhante na sexta-feira (26) visando levantar informações na área de sistemas agrícolas. Em seguida, haverá a compatibilização do que foi identificado como ameaças e oportunidades (apontadas pelos públicos externos) e com as forças e fraquezas (indicadas pelos empregados da Unidade). “A partir daí vamos traçar as estratégias que vão compor o Balanced Scorecard, que é onde vamos estabelecer, de fato, as metas da Unidade”, explica ela.

Alguns dos participantes do evento foram Nestor Braun, da Copacol; Felipe Weber, representando o Sebrae Nacional; Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura Peixe BR; Ronaldo Cavalli, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática (Aquabio); Ricardo Ribeiro da Universidade Estadual de Maringá e associado da Peixe BR, entre outros, num total de 32 participantes. Também estiveram na reunião pesquisadores das Unidades Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), Agropecuária Oeste (Dourados-MS), Agrossilvipastoril (Sinop-MT), Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Amazônia Oriental (Belém-PA), Rondônia (Porto Velho-RO), Acre (Rio Branco-AC), Amapá (Macapá-AP), Roraima (Boa Vista-RR), Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ), Meio Ambiente (Jaguariúna-SP) e Cocais (São Luis-MA).

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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