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Notícias Em Campinas (SP)

Representantes brasileiros e chineses discutem avanços na agricultura irrigada

Resultados têm sido bastante promissores e mostram que o bom manejo adotado no plantio direto garante o aumento da conservação do solo e da água no cultivo irrigado de grãos, como a soja, uma importante commodity exportada para o mercado chinês.

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Foto: Vitor Pereira Pinto

O Instituto Agronômico (IAC), em Campinas (SP), recebeu uma comitiva de representantes do governo chinês, institutos de pesquisa e universidades da China, em 13 de dezembro. O encontro contou com profissionais da Associação dos Irrigantes Sudoeste Paulista (ASPIPP), do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), da Rede Nacional da Agricultura Irrigada (Renai) e da Embrapa, e teve como foco o fortalecimento da agricultura irrigada em âmbito nacional.

Foto: Alexandre Ortega

Alexandre Ortega, pesquisador da Embrapa Solos, lotado na Embrapa Meio Ambiente, apresentou os resultados do projeto Rede SoloVivo, que estuda a conservação do solo e da água em áreas de plantio direto. Entre as 12 microbacias analisadas pelo projeto, duas estão localizadas em Itaí, SP. “Os resultados têm sido bastante promissores e mostram que o bom manejo adotado no plantio direto garante o aumento da conservação do solo e da água no cultivo irrigado de grãos, como a soja, uma importante commodity exportada para o mercado chinês”, destacou Ortega.

Outro avanço apresentado foi o desenvolvimento do Índice de Qualidade Participativo do Plantio Direto para condições de irrigação por pivô central (IQPi), uma nova ferramenta para avaliação da qualidade do manejo agrícola em sistemas irrigados, atividade coordenada por Priscila de Oliviera, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.

Ortega também ressaltou a continuidade dos estudos graças à parceria com o Instituto de Geociências da USP no projeto Fapesp “Centro para Segurança Hídrica e Alimentar em Zonas Críticas”. “Essa colaboração vai permitir o monitoramento contínuo das microbacias e novos estudos focados na modelagem e nas relações hídricas no sistema solo-planta-atmosfera. Os chineses demonstraram grande interesse na cultura da soja”, afirmou.

Foto: Juliana Caldas

A comitiva chinesa elogiou os trabalhos apresentados pelas instituições brasileiras e reforçou a relevância da agricultura brasileira para a sociedade chinesa, especialmente no contexto da produção de soja.

O encontro foi resultado da articulação da Renai com o governo chinês durante a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil, em novembro, em Brasília, DF, e evidencia o fortalecimento das relações bilaterais no setor agrícola.

A programação abordou tópicos como a gestão de recursos hídricos no Brasil e exemplos dos trabalhos das associações de irrigantes (cerais, horticultura e flores); o Projeto TecSPDi (Tecnologias de irrigação de precisão aplicadas em Sistema Plantio Direto) visando o aumento da eficiência do uso de água e o Projeto SoloVivo, de conservação de solo e água em sistema de plantio direto. Também foram apresentadas experiências da Holagri (consultoria) sobre adaptação de cultivares.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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