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Relatório sobre defensivos agrícolas na Câmara polemiza debate sobre a modernização da legislação

Deputados debateram sobre a votação do relatório do projeto de lei 6299/2002 sobre a utilização de defensivos fitossanitários

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Em reunião da Comissão Especial que discute o projeto de lei 6299/2002 sobre defensivos fitossanitários na terça-feira (8), deputados debateram sobre a votação do relatório do deputado Luiz Nishimori. 

Na ocasião, parlamentares contrários à nova legislação, que pretende modernizar a regulação de defensivos agrícolas no país, apresentaram requerimentos na tentativa de inverter a ordem dos trabalhos para obstruir o andamento da sessão, que acabou encerrada a partir do início da ordem do dia da Câmara dos Deputados. O relatório não chegou a ser lido.

Dois requerimentos foram votados. O deputado Alessandro Molon pediu a inversão da ordem dos trabalhos, mas o pedido foi rejeitado por maioria nominal. O segundo, aprovado por maioria simbólica, foi apresentado pelo deputado César Halum, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e requeria a inversão da pauta para que o relatório fosse, primeiramente, apreciado.

Nishimori afirmou que a proposta apresentada teve debate intenso nos últimos dois anos, mas ainda há espaço para mais discussões. "Estou seguro de que chegamos à melhor proposta para a sociedade, mas estou disposto a receber contribuições e sugestões concretas e bem elaboradas", destacou o relator.

Ele rebateu ainda a informação de que o Brasil é um dos países que mais consome agrotóxico no mundo. Segundo Nishimori, na proporção do uso de agroquímicos pela quantidade de terras cultivadas, Brasil fica atrás de países como Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.

“Estudo recente da Universidade Estadual Paulista comprova que o Brasil está em 7º lugar na proporção com a quantidade de terras cultivadas, ficando atrás de países como Japão, Alemanha, França e Reino Unido”, disse o relator. Ele acrescentou ainda que se a análise for pelo volume de alimentos produzidos, o país cai para 11º no ranking do uso de defensivos, e passam à nossa frente Argentina, Estados Unidos, Austrália e Espanha.

Durante a reunião, um terceiro requerimento, também apresentado pelo deputado Alessandro Molon, solicitava a retirada do relatório da pauta da Comissão. Por conta do início da ordem do dia, a votação foi interrompida e a sessão suspensa. 

Outro lado

Integrantes da Frente Ambientalista afirmaram que ainda falta debate em relação ao tema antes do relatório ser votado. Os representantes defenderam que a proposta é inconstitucional, além de trazer riscos à saúde da população, por conta do uso e consumo exacerbado dos produtos no país.

Criada há dois anos, a Comissão Especial trata sobre o novo marco regulatório dos defensivos agrícolas e é presidida pela deputada Tereza Cristina. Foram realizadas 12 reuniões deliberativas, nove audiências públicas e um seminário. Os debates contaram com a participação de universidades, cientistas, médicos, representantes de órgãos federais e reguladores nacionais e internacionais, da sociedade e de entidades do setor agrícola.

“Passamos dois anos ouvindo a sociedade, setores e todos os interessados. O debate sempre foi fomentado nesta Comissão. Não podemos é deixar que discursos “apaixonados” interfiram numa discussão técnica, que moderniza e aproxima o Brasil do padrão internacional de desenvolvimento agrícola”, destacou Tereza Cristina.

O deputado Nilson Leitão, em contraponto às críticas feitas pelos parlamentares contrários ao debate, explicou que não há produção sem o uso de defensivos agrícolas no País, sejam orgânicos ou na produção em larga escala. Para o vice-presidente da FPA na Região Sul, Sérgio Souza, a relatoria que pretende melhorar a legislação vigente, de quase 30 anos atrás, quer garantir a segurança alimentar.

"Queremos uma lei que dê mais segurança ao alimento que o brasileiro consome". Souza ainda refutou dados apresentados por deputados da Frente Ambientalista sobre o consumo dos produtos no Brasil. "Nem na pulverização se chega a esses níveis absurdos de ingestão de litro por pessoa, menos ainda nos alimentos", ressaltou o deputado.

Entenda o debate

Entre as propostas do PL, está a mudança no critério de avaliação para o registro de novos produtos com a inclusão da Avaliação dos Riscos em complemento à Avaliação dos Perigos utilizada atualmente.

Outro ponto que o relatório aborda é a demora no processo de registro de novos defensivos agrícolas. Hoje, são mais de 2,4 mil produtos aguardando a análise. A nova legislação aumenta o prazo de análise dos atuais 120 dias (que não é cumprido) para um ano, sem retirar qualquer competência dos órgãos responsáveis, com a informatização e a integração do sistema.

Além disso, o relatório trata das chamadas Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente (minor crops), não contempladas na lei vigente. São produções menores como salsa, abobrinha, pimentão, cebolinha e outas exploradas por empreendimentos familiares.  “É nossa responsabilidade como legisladores garantir que a lei atenda às demandas de inovação do campo sem deixar de lado a segurança da comida que os brasileiros consomem”, diz o relator.

Fonte: Assessoria

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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