Empresas Eficiência sustentável
Relatório Integrado destaca avanços da BRF em 2022
Companhia investiu no ano passado R$ 231,8 milhões em ações socioambientais.

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, apresenta seu Relatório Integrado 2022. O documento destaca os resultados do negócio nas frentes de mercados nacional e internacional, o fortalecimento de suas marcas nos pontos de venda e os avanços do Plano BRF de Sustentabilidade. Desde 2019, o relatório é publicado no modelo integrado, de acordo com as melhores práticas de reporte e em sintonia com as diretrizes da Global Repoting Initiative (GRI) e da IFRS Foundation, além de seguir os indicadores do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e Task Force on Climate-Related Financial Disclosures (TCFD).
“O processo de transformação, iniciado em 2022, foi essencial para que as bases de evolução da BRF possam sustentar com solidez todo o potencial da nossa empresa. Continuaremos empenhados em maximizar os resultados de maneira consistente ao longo do tempo”, afirma Miguel Gularte, CEO Global da BRF. “Estamos evoluindo de forma consistente, sempre norteados pelos nossos três compromissos inegociáveis de Segurança, Qualidade e Integridade”, completa.
O plano de eficiência vem somar à estratégia de desenvolver um negócio cada vez mais sustentável. No ano passado, a BRF investiu R$ 231,8 milhões em ações socioambientais, direcionadas às frentes de mudanças climáticas, água e resíduos, bem-estar animal, e projetos sociais nas comunidades onde a BRF está presente.
“Acreditamos que os avanços na agenda EESG somente serão viabilizados com resultados econômicos. Por isso, além de acrescentar mais um “E” à sigla, em 2023 realizamos pela primeira vez o processo de dupla materialidade para guiar nosso reporte. Levamos em conta, além dos riscos e impactos não financeiros para os stakeholders, a ótica financeira com igual importância em nossa matriz. Estamos incorporando a sustentabilidade cada vez mais às decisões e estratégias da Companhia”, explica Alessandro Bonorino, vice-presidente de Gente, Sustentabilidade e Digital da BRF.
A Companhia encerrou 2022 com uma redução de 4,3% no consumo de água por tonelada produzida em comparação ao ano base (2020). Avançou também no plano Net Zero 2040, reduzindo 26% de suas emissões absolutas de gases de efeito estufa nos escopos 1 e 2 em comparação ao ano-base (2019). Entre os avanços na cadeia de valor, 1500 produtores integrados instalaram os painéis solares em suas granjas. Em linha com seu pioneirismo em bem-estar animal, cumpriu seu compromisso de pôr fim à castração cirúrgica no plantel de suínos, e pelo 16° ano integrou a carteira do ISE, da B3, reforçando suas práticas pelo mercado. Destaque também para o marco de 100% de rastreabilidade dos fornecedores diretos de grãos provenientes da Amazônia e Cerrado e 45% dos fornecedores indiretos desses mesmos biomas em prol de uma cadeia livre de desmatamento. No primeiro trimestre deste ano, a BRF já evoluiu de 45% no fim de 2022 para 75% dos fornecedores indiretos.
Na frente social, por meio do Programa Voluntários BRF, a Companhia mobilizou mais de 3 mil colaboradores para a realização de 416 ações voluntárias lideradas pelo Instituto BRF, em 49 municípios, tendo impactado cerca de 50 mil pessoas diretamente. O Programa ‘Alimento que Transforma’, o destaque é o resultado da primeira edição do programa Ecco Comunidades, que distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos e reduziu em mais de 65% o desperdício em pratos das crianças em escolas públicas.
Para incrementar resultados, a Companhia simplificou seu portfólio, aprimorou a execução comercial e aumentou a exposição de seus produtos nos pontos de venda. No mercado nacional, as marcas Sadia e Perdigão seguem com a preferência de 43,2% dos consumidores e, no segmento de margarinas, o percentual chega a 60,2%. No segmento Halal, a Sadia e a Banvit, já líderes eu seus mercados, cresceram ainda mais em market share e na participação de itens de valor agregado.
Já no mercado internacional, a BRF habilitou 35 plantas brasileiras para exportar a países como Canadá, México, Japão e África do Sul, refletindo a confiança das autoridades locais quanto à segurança e confiabilidade de sua cadeia de produção. Destaque também para a inauguração da fábrica de Dammam, na Arábia Saudita, que conta com uma capacidade de produção de 1.200 toneladas de alimentos por mês. Com investimento de US$ 18 milhões, a empresa fortalece sua presença no Oriente Médio.
Com foco na execução do plano de eficiência, a Companhia segue com o objetivo de maximizar seus resultados de maneira consistente, trabalhando de forma simples, ágil e assertiva.

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Pecuária de corte: manejo correto do pasto no período chuvoso aumenta desempenho e rentabilidade do rebanho
Consultor da Cargill Nutrição e Saúde Animal tira dúvidas e aponta boas práticas de gestão, planejamento e equilíbrio da dieta dos animais

O início do verão e a expectativa pelo período de chuvas no Brasil representa a principal janela de oportunidades para ganhos produtivos na pecuária de corte em regiões tropicais. Com maior disponibilidade de forragem em qualidade e quantidade, o desafio do produtor é alinhar essa oferta natural às metas zootécnicas e econômicas da fazenda.
Segundo Eduardo Gonçalves Batista, Consultor Técnico Nacional de Bovinos de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal, “é nessa época que o pecuarista pode alcançar altos índices de desempenho com menor investimento em nutrição, desde que o manejo do pasto e da suplementação seja estratégico e baseado em dados”.
De acordo com o especialista, muitos produtores ainda subestimam o potencial das pastagens por falta de controle sobre indicadores essenciais, como altura e oferta de forragem, taxa de lotação e consumo dos suplementos. “As decisões de manejo alimentar precisam ser diárias, e o sucesso depende da capacidade de efetuar ajustes conforme a disponibilidade de pasto”, destaca Batista.
A nutrição, mesmo no auge da oferta de capim, tem papel crucial para garantir equilíbrio na dieta e evitar carências minerais e proteicas. Vacas de cria, por exemplo, exigem macro e microminerais que nem sempre estão disponíveis na forragem. Já nas fases de recria e engorda, a suplementação proteica e energética pode elevar significativamente o ganho médio diário e o aproveitamento da pastagem.
Rotação e suplementação
Entre as práticas recomendadas, o consultor aponta a correção e adubação do solo, a adoção de pastejo rotacionado e o ajuste fino da suplementação conforme a meta de desempenho de cada categoria animal. “Essas medidas permitem não só maximizar o ganho individual, mas também o ganho por área, aumentando o retorno econômico da atividade”, complementa.
Para auxiliar o produtor na gestão dessas variáveis, a Cargill Nutrição e Saúde Animal disponibiliza ferramentas digitais como a Agriwebb, plataforma que integra controle de animais, pastagens, nutrição, sanidade e estoque. “O objetivo é transformar dados em decisões eficientes, ajudando o pecuarista a conduzir um sistema mais produtivo, sustentável e rentável”, ressalta Batista.
Questões que podem ser abordadas com por Eduardo Gonçalves Batista:
– Quais erros comuns o produtor costuma cometer durante a estação chuvosa que impactam negativamente a rentabilidade e o ganho do rebanho?
– De que forma a suplementação nutricional pode potencializar o uso do pasto no período das águas?
– Que práticas de manejo o pecuarista deve priorizar para maximizar o ganho de peso e a produtividade da área?
– Como o manejo rotacionado contribui para o desempenho animal e a conservação do pasto durante esse período?
– Qual a importância do controle de indicadores como altura do pasto, oferta de forragem e consumo dos suplementos para tomada de decisão eficiente?
– Como o manejo correto no período das chuvas pode influenciar positivamente o desempenho do rebanho durante a seca que se segue?
– Como ferramentas digitais, como a plataforma Agriwebb, ajudam o produtor a melhorar a gestão do sistema produtivo?
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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.



