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Relatório atualiza sobre rentabilidade para a soja e milho dos EUA na safra 2024/25

Referência do mercado, quando dividimos a cotação da soja pela do milho (ambos em Chicago) é que, acima de 2,4, a soja é mais rentável para o produtor americano

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Foto: CNA/Wenderson Araújo

De acordo com a atualização do levantamento de custos de produção da safra 2024/25 realizado pela Universidade de Illinois, na região norte do estado, os custos para a soja e o milho devem cair em relação à safra 2023/24, porém se manterão patamares elevados. Segundo o levantamento, o custo total de produção da soja é de US$ 812/acre, queda de 3% sobre a safra anterior. O custo total está dividido em US$ 494/acre de custo operacional e US$ 318/acre de custo com arrendamento. Para o milho, o custo total é de US$ 1.134/acre, redução de 3,7% sobre a safra 2023/24 e considerando um custo operacional de US$ 816/acre e o arrendamento em US$ 318/acre. A redução do custo total está relacionada, principalmente, com as expectativas de gastos mais baixos com fertilizantes, diante de preços menores do insumo nessa temporada em comparação com as safras 2022/23 e 2023/24.

 

Como podemos observar na tabela acima, utilizando as premissas adotadas pelos autores do levantamento, a expectativa de retorno para os produtores, neste momento, é negativa em ambos os cultivos, com prejuízos ainda maiores para os que precisam pagar pelo arrendamento da terra. O preço de equilíbrio para a soja é de US$ 7,26/bu para o proprietário da terra enquanto para o arrendatário, esse preço é de US$ 11,94/bu. Para o milho, os preços de equilíbrio são US$ 3,69/bu e US$ 5,13/bu para proprietário e arrendatário, respectivamente.

Rentabilidade milho versus soja

Considerando os preços médios projetados para a soja e o milho em 2024, em US$ 4,50/bushel para a oleaginosa e US$ 11,50/bushel para o cereal, o retorno financeiro fica negativo para ambas as culturas. Para a soja, o prejuízo projetado por acre seria de US$ 30 enquanto para o milho, prejuízo de US$ 140/acre.

O gráfico acima mostra uma comparação histórica entre os retornos do milho e da soja na região norte de Illinois. O cálculo é feito utilizando a rentabilidade do milho menos a da soja, onde os valores positivos indicam vantagem para o milho e os valores negativos sugerem vantagem para a soja. As projeções para 2024 indicam uma vantagem bastante significativa para a soja, de pouco mais de US$ 100/acre na região analisada. Relação de preços analisando a relação de preços entre soja e milho, hoje, esse indicador aponta vantagem para o plantio de soja para a próxima temporada nos EUA. A referência do mercado, quando dividimos a cotação da soja pela do milho (ambos em Chicago) é que, acima de 2,4, a soja é mais rentável para o produtor americano.

Apesar das quedas recentemente observadas para a soja em Chicago, essa relação atualmente está em 2,7, ou seja, muito favorável à oleaginosa, indicando que podemos ver um aumento de área de soja em detrimento do milho nos EUA na próxima safra. Essa decisão de plantio por parte do produtor americano ocorre entre fevereiro e março.

Apesar de tradicionalmente os produtores americanos darem preferência ao plantio do milho, os fatores apontados aqui, como melhor rentabilidade para a oleaginosa em relação ao cereal e a relação de preços entre os dois também mostrando vantagem para a soja, devem resultar em incremento de área de soja nos EUA na safra 2024/25.

Isso, inclusive, parece ser o que o mercado em Chicago está refletindo na curva de preços futuros, com uma curva invertida para a soja durante o segundo semestre do ano, quando entra a safra americana, ao mesmo tempo em que a curva futura do milho apresenta formato de carrego para o mesmo período, com os preços futuros mais altos que os atuais para o cereal.

Fonte: Consultoria Agro Itaú BBA

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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