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Relação de preços da soja indica potencial aumento da área de soja nos EUA
Apesar das quedas recentemente observadas para a soja em Chicago, essa relação atualmente está em 2,7, ou seja, muito favorável à oleaginosa, indicando que podemos ver um aumento de área de soja em detrimento do milho nos EUA na próxima safra.

Embora o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tenha confirmado o corte na safra brasileira no relatório de janeiro, o número veio acima do esperado. Além disso, o USDA elevou a projeção para a safra argentina. A relação de troca spot com o MAP está acima da média histórica no início de 2024, mas abaixo da média para o KCl. Analisando a relação de preços entre soja e milho, hoje, esse indicador aponta vantagem para o plantio de soja para a próxima temporada nos EUA.
A safra do Brasil foi projetada em 157 milhões de toneladas, com corte de quatro milhões sobre a estimativa anterior e a produção da Argentina passou a ser estimada em 50 milhões de toneladas, dois milhões de toneladas acima do relatório de dezembro.

Se confirmados esses números, mais o aumento projetado para as produções de Paraguai e Uruguai, a América do Sul aumentará a oferta da oleaginosa no mercado ante o registrado na safra passada, o que deve seguir como fator de pressão para os preços. Cabe destacar que, apesar da revisão para baixo por parte do USDA, na nossa visão, a safra brasileira da oleaginosa é um pouco menor, mais próxima de 153 milhões de toneladas.

Foto: Wenderson Araujo/CNA/Trilux
A queda nos preços da soja piorou a relação de troca entre a oleaginosa e o MAP e o índice se distanciou da média dos últimos anos. Para o KCl, mesmo com a leve piora na relação de troca, ainda percebemos que os valores atuais estão abaixo da média. O movimento de queda do preço do grão está influenciando a decisão de compra dos produtores.
Segundo a Agrinvest, a compra de fertilizantes para a safra 2024/25 do Brasil está em 15% da demanda projetada, contra 21% da média de 5 anos.

Fonte: CBOT
A referência do mercado, quando dividimos a cotação da soja pela do milho (ambos em Chicago) é que, acima de 2,4, a soja é mais rentável para o produtor americano. Apesar das quedas recentemente observadas para a soja em Chicago, essa relação atualmente está em 2,7, ou seja, muito favorável à oleaginosa, indicando que podemos ver um aumento de área de soja em detrimento do milho nos EUA na próxima safra. Essa decisão de plantio por parte do produtor americano ocorre entre fevereiro e março.

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Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% e soma US$ 17,3 bilhões
Relatório aponta avanço das exportações brasileiras e superávit britânico impulsionado pelo setor de serviços.

O comércio entre o Brasil e o Reino Unido cresceu 10,5% e somou US$ 17,3 bilhões de setembro de 2025 a setembro de 2024.. As exportações do Reino Unido para o Brasil alcançaram cerca de US$10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 6,9 bilhões, um avanço de 13,3% em 12 meses. Os números fazem parte do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

De acordo com a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

Como resultado dessa dinâmica, o Reino Unido manteve um superavit comercial com o Brasil estimado em cerca de US$3,5 bilhões, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança bilateral.
Na avaliação da Britcham, apesar de o Brasil ocupar a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento indica uma intensificação das trocas e maior diversificação da pauta comercial.
Segundo o documento, o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade do total exportado pelo Reino Unido e avançou 10,9% em 12 meses, com destaque para serviços empresariais e técnicos, além de serviços financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens cresceram em ritmo mais moderado, de 6,5%.
Em relação às exportações brasileiras, o crescimento foi puxado principalmente pelos bens, cujas vendas aumentaram 15,4%, com destaque para bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços brasileiros também cresceram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.
O presidente da Britcham Fabio Caldas destaca que também houve avanço nos estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido, indicando que a expansão do comércio ocorre em paralelo a um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado.
“Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avalia Caldas.
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Família, sucessão e agricultura definem trajetória de produtor em Mato Grosso
Cláudio Schons relembra dificuldades da migração do Sul, aposta na carreira solo desde 2020 e envolve os filhos na lida no campo.

Mato-grossense de coração, o gaúcho Cláudio Luís Schons encontrou em Lucas do Rio Verde uma oportunidade de continuar exercendo o ofício repassado pelo pai. Em 1988, com 11 anos, ele chegou ao estado e a família deu início à vida na agricultura com a fabricação de farinha de mandioca e erva-mate. Após alguns anos, migraram para o cultivo da soja e do milho. Associado à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Schons ressaltou a importância da agricultura para o mundo e destacou o orgulho em ser produtor rural.
No início, Mato Grosso foi marcado por resistência dos que vieram buscar novos horizontes para trabalhar. Com Cláudio Schons não foi diferente, ele destacou algumas das principais dificuldades enfrentadas naquela época.
“Na mudança do Rio Grande do Sul para cá, a maior dificuldade que encontramos foi que não tinha energia elétrica no interior, lá no sul já era um advento comum. Além disso, onde eu morava, eu podia escolher duas ou três escolas, morava bem no entroncamento, podia escolher as escolas e aqui em Mato Grosso teve essa dificuldade da educação”, relembrou.

Foto: Gilson Abreu
O produtor rural administrou uma propriedade com o pai e a irmã, por 22 anos, mas em 2020 que surgiu uma oportunidade de gerenciar uma fazenda com a esposa, Lucimeire Mattos Schons. “De 2020, devido à pandemia, nós repensamos e resolvemos tocar a carreira solo. Então, desde 2020, minha esposa, que era concursada na prefeitura, largou o concurso e veio me ajudar na parte fiscal da fazenda e eu fiquei com a parte prática aqui do dia a dia. E conseguimos interagir com os filhos, trazendo os filhos junto”, contou.
Mesmo com a mudança, a família Schons seguiu contribuindo com o crescimento local através da agricultura. Ao olhar para toda a sua trajetória na agricultura, Cláudio destacou o orgulho de estar contribuindo com o desenvolvimento de Mato Grosso e também de estar fornecendo alimentação ao mundo.
Após a “carreira solo” na agricultura, Cláudio começou a introduzir mais os filhos nos cuidados com a propriedade, ele explicou que o filho mais novo, Vitor de Mattos Schons, vai herdar os cuidados com a lavoura, já que a filha mais velha, Maria Eduarda Mattos Schons, seguiu carreira na área da Saúde.
Durante a conversa, Cláudio também falou sobre a importância da Aprosoja MT em divulgar de forma responsável as informações aos produtores rurais. A associação colabora com a prevenção de problemas, ajudando a superar possíveis obstáculos. “A Aprosoja MT com esses eventos anuais, reuniões, passa um conhecimento amplo do que acontece no estado ou algum problema que tenha que a gente pode estar prevenindo. Então, foi bom se associar porque foi um ponto positivo que é trazer a notícia mais rápido”, destacou.
Histórias como a de Cláudio Luís Schons fazem com que a Aprosoja MT siga acreditando na força da produção rural do estado e busque fortalecer ainda mais o setor.
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Suprema Corte dos EUA reafirma que Congresso detém poder exclusivo sobre tarifas
Ao derrubar o tarifaço global imposto por Trump, tribunal delimita alcance da autoridade presidencial.






