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Regulamentação é chave para avanço dos bioinsumos no Brasil

Especialistas defendem previsibilidade regulatória e integração entre pesquisa, setor produtivo e políticas públicas para consolidar o crescimento do mercado biológico no País.

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2º Fórum Bioinsumos no Agro trouxe um intenso debate sobre os temas mais importantes para crescimento do setor no país - Foto: Divulgação

O avanço da pesquisa e das tecnologias na área de bioinsumos tem o potencial de unir ciência, inovação e sustentabilidade para dar um novo impulso de qualidade, competitividade e produtividade no agro brasileiro. Entretanto, é fundamental nivelar o conhecimento entre todos os players e ter previsibilidade regulatória com regras estáveis, trazendo padrões de biossegurança. Essa foi uma das conclusões do 2º Fórum Bioinsumos no Agro, promovido pela Embrapa, Sistema Ocesp e Sociedade Rural Brasileira (SRB) na última terça-feira (09), no Auditório da Ocesp, em São Paulo.

A diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, avaliou que a regulamentação precisa ser baseada em fatos técnicos e científicos e que um dos grandes desafios do decreto será atender todos os setores, identificando um padrão comum. “Entretanto, é uma grande oportunidade, pois o futuro do biológico depende do momento em que estamos passando agora”, ponderou.

Para ela, a inovação precisa ter regras estáveis para que a indústria possa realizar seus investimentos com segurança.

Fotos: Freepik

Por sua vez, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), Roberto Levrero, afirmou que o setor está tendo a chance de fazer a lei, ou seja, de trazer suas análises para contribuir com uma regulamentação que traga previsibilidade, segurança jurídica, transparência e não crie obstáculos para a inovação para que que a indústria continue a crescer. Também lembrou que o Brasil não teria o atual nível de produtividade se não houvesse as tecnologias relacionadas aos insumos biológicos.

Nesse sentido, Lídia Cristina Jorge dos Santos, consultora Jurídica do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), frisou durante a mesa redonda “Regulamentação – Questões relevantes e perspectivas sobre a Lei dos Bioinsumos”, moderada por Roberto Betancourt, vice-presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o marco regulatório dos Bioinsumos traz como benefícios a segurança jurídica, dissociação com a nomenclatura agrotóxico e a possibilidade de mudanças na legislação estadual. Em sua avaliação, é preciso se ter uma virada de chave, pois a lei tem vigência imediata e muitos dos dispositivos não precisam de regulamentação.

As questões de segurança e qualidade para quem vai utilizar a tecnologia ou vai consumir os alimentos produzidos com o uso da tecnologia foram mencionadas por Artur Soares, diretor de Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), que avaliou ser uma oportunidade para mostrar ao mercado a alta qualidade dos produtos biológicos.

Em relação aos produtores rurais, Eduardo Martins, presidente do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), mencionou que a produção on farm de bioinsumos nas propriedades rurais contribuiu para redução de custos de produção. “Atualmente, a forma de se produzir apresentou evolução, com sistemas de produção avançados, suporte das indústrias, por meio do fornecimento de equipamentos, assistência técnica e inóculos de qualidade”, explicou. Em sua análise, a lei é uma sinalização que garante direitos e aponta para o futuro, porque permite um esforço relevante de inovação para a agricultura brasileira.

Prioridades para o desenvolvimento sustentável

Durante o painel “Prioridades para o desenvolvimento sustentável”, moderado por João Adrien, vice-presidente da SRB, Rodrigo Mendes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente mencionou que a pesquisa básica pode de fato revolucionar e transformar a agricultura no contexto dos bioinsumos e que a próxima revolução para o agro pode ocorrer quando a pesquisa passar dos microrganismos isolados para os microbiomas. “Quando se fala em pesquisa e ciência, da quantidade de microrganismos no solo, somente é possível cultivar 1%. O que se usa para os bioinsumos é infinitamente menor”, detalhou, mostrando o potencial de pesquisas que podem ser feitas na área.

Entretanto, Mendes alertou que ao aumentar o leque de microbiomas, há a possiblidade de se chegar a uma formulação totalmente diferente ao que existe atualmente.

Guilherme Bastos, coordenador da FGVAgro, levantou o fato de não haver no Brasil dados consolidados formais sobre a sustentabilidade no setor, por estarem dispersos em diversas áreas. “Com isso, o país perde autonomia de como o mundo enxerga o agro nacional. Na ausência dos registros oficiais, é preciso trabalhar com as estimativas”, analisou.

Pensando no desenvolvimento do setor, Bastos disse que a riqueza biológica do país são as patentes, podendo, inclusive, ser exportador de bioinsumos. “A falta do setor público em poder organizar as informações leva a responsabilidade para o setor privado, que precisa fazer isso de forma coordenada e coletiva”, mencionou.

Felipe Itihara, gerente de Inovação Koppert Brasil refletiu se o uso de bioinsumos está mudando o paradigma produtivo do agro nacional, ao questionar se a adoção está sendo feita como um químico, o quanto o setor pode evoluir a partir de novas formulações e se o arcabouço de análise regulatória está sendo feita de maneira a atender esses futuros ativos. Também comentou sobre a necessidade de se ter linhas de financiamento, fomento e recuperação de crédito específicas para esse mercado e do esforço em conjunto para o crescimento sustentável do setor.

Cooperativismo, marketing e gestão

Francisco Matturro, presidente executivo da Rede ILPF e diretor da Abag, moderou o painel “Modelos de Negócios, Gestão e Marketing”, que contou com a participação de Matheus Kfouri Marino, presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, que falou que a sustentabilidade só se faz com tecnologia, demandando uma equipe técnica para atender os produtores rurais no campo. Os bioinsumos crescem acima dos 30% na cooperativa, mas representam 3% dos negócios do relacionado aos insumos, o que salienta, segundo Marino, o potencial de crescimento desse setor.

Para o jornalista José Luiz Tejon e Camila Macedo Soares, sócia-diretora da Biomarketing, é necessária uma estratégia de ativação de marketing para levar conhecimento sobre o que o agro tem feito para as pessoas da zona urbana e os próprios agricultores. Segundo eles, o marketing rural é formado pelo tripé ciência, coração e propósito. “Precisamos trazer os dois últimos atributos para transformar a comunicação do agro”, enfatizaram.

Competitividade do Brasil

O secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, destacou que São Paulo tem buscado avançar com a agenda de sustentabilidade, com os bioinsumos como parte estratégica para o agro paulista. Enquanto  Betancourt salientou a importância dos bioinsumos para propiciar benefícios ao produtor rural, mas também ao empreendedorismo, pois tem o potencial de fomentar a criação de novas empresas, gerar empregos, melhorar a produtividade e as questões social, ambiental e econômica. “Os bioinsumos farão a diferença e são fundamentais para a competitividade do Brasil”, pontuou.

A importância de se ter locais de discussão como o 2º Fórum Bioinsumos no Agro para que se possa tratar não apenas do tripé da sustentabilidade, mas também o tripé ciência, setor produtivo e necessidades/demandas foi ressaltado por Paula Packer, chefe geral da Embapa Meio Ambiente, que comentou ainda que pesquisas com bioinsumos levam entre cinco a 10 anos para chegar ao setor produtivo.

“Os insumos biológicos representam uma avenida de transformação na maneira como se produz”, avaliou João Adrien, vice-presidente da SRB, que lembrou que esse setor está inserido em uma agenda multiestratégia, pois pode contribuir para diminuir a dependência na importação de químicos, que expõe o produtor à questão cambial. Para ele, os bioinsumos podem ser um ponto de transformação neste século, pois o Brasil possui uma grande biodiversidade, o que significa ter inúmeros insumos para desenvolver novas tecnologias na área.

O  presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, comentou sobre a importância de o Fórum tratar de um tema importante para as cooperativas, que ajuda a desenhar e planejar o futuro do setor, ajustando-o ainda mais para as questões da sustentabilidade.

Histórico da agricultura tropical brasileira

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Em relação à COP30, Roberto Rodrigues, professor Emérito da Fundação Getúlio Vargas e Envoy do Agro Brasileiro na COP 30, disse que está em elaboração um documento que traz um histórico da agricultura tropical brasileira, enfatizando a importância da ciência e da tecnologia para se ter sustentabilidade. “Além de apresentar o que foi feito no país, o material poderá ser ofertado ao mundo, pontuando o país como oferecedor de tecnologias para a agricultura tropical, mas também em outras questões relacionadas, como políticas públicas, crédito, cooperativismo, logística, entre outros. Um desejo de Rodrigues é que para a COP30 haja apenas um texto para o agro brasileiro”, salientou.

Papel do Estado

O secretário em exercício da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Alberto Amorim, destacou que o papel do Estado é induzir e habilitar tudo aquilo que já está cientificamente comprovado como sustentável e inovador, fundamentado em conhecimento e pesquisa. “Trabalhamos para que essas práticas possam ser aplicadas por meio dos nossos institutos, das universidades paulistas, grandes parceiras, e também de parceiros internacionais, todos apoiados pelas ações da Secretaria. É a partir dessa gestão integrada e influente que conseguimos transformar conhecimento em resultados concretos para o agronegócio”, enfatizou.

Fonte: Assessoria Embrapa/Sistema Ocesp/SRB

Notícias Safra 2025/26

Produção de verão do Paraná pode chegar a 25,9 milhões de toneladas

Previsão do Deral confirma bom desempenho das lavouras de verão, puxada pela soja, que deve ultrapassar 22 milhões de toneladas.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

Previsão Subjetiva de Safra (PSS) do mês de janeiro, feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), confirma um dos cenários agrícolas mais expressivos dos últimos anos no Paraná. O principal destaque do documento é a safra de verão robusta, puxada pela soja, que deve ultrapassar 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de uma produção total de 25,9 milhões de toneladas nas lavouras de verão.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Mesmo com ritmo de colheita mais lento, em função das chuvas, as condições gerais das lavouras seguem favoráveis e a projeção é otimista para o ciclo 2025/26. O documento detalha a condição dos segmentos de ovos, leites e frutas e horticultura.

A safra de verão se confirma como o grande motor da agricultura paranaense neste início de ano. Os dados da PSS mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior, e o bom desenvolvimento das lavouras, aliado a uma área expressiva cultivada, sustenta a expectativa de um volume superior ao registrado na safra passada.

A soja mantém papel central no desempenho da safra. Com área próxima de 5,8 milhões de hectares, a produção projetada supera 22 milhões de toneladas, consolidando mais uma colheita histórica. Até o final de janeiro, cerca de 5% da área havia sido colhida, um ritmo abaixo do observado em anos anteriores, reflexo das chuvas frequentes.

Ainda assim, as lavouras apresentam bom padrão vegetativo, e as precipitações previstas são consideradas decisivas para confirmar os rendimentos esperados.

Milho

O milho de primeira safra apresenta boas perspectivas produtivas, mesmo ocupando área menor que a soja. A expectativa é de aumento

Foto: Jonas Oliveira/Seab

na produção total, ainda que os rendimentos não atinjam os recordes observados no ciclo anterior. Já o milho de segunda safra começa a ser semeado dentro do calendário recomendado, com avanço do plantio principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste, à medida que soja é colhida. O desempenho dessa etapa será fundamental para o resultado final da safra estadual.

Ovos

Em janeiro de 2026, os preços de varejo dos ovos para consumo no Paraná apresentaram forte retração nos preços, com queda média de 14,6% em relação a janeiro de 2025 e de 17,5% frente a dezembro. A redução foi mais intensa no ovo extra (-25,2%), seguida pelo ovo grande (-15,8%), enquanto o ovo médio registrou recuo mais discreto (-2,7%).

Foto: Giovanna Curado

Esse movimento contrastou com a alta observada nos preços médios das carnes bovina, suína e de frango, reforçando a maior competitividade do ovo como fonte de proteína animal. Para fevereiro, projeta-se elevação dos preços, em função do padrão sazonal, do retorno das compras institucionais e da menor produção nacional no período.

 Leite

O mercado de leite manteve, no início de 2026, a trajetória de queda observada ao longo de 2025 no Paraná, influenciada pela oferta elevada e pelos custos de produção ainda altos. O preço médio do leite posto na indústria deve se situar em torno de R$ 2,15 por litro – 22,1% abaixo do registrado em janeiro de 2025.

No varejo, o litro do leite UHT foi vendido, em média, a R$ 3,75 em janeiro, com redução mensal de 3,1% e queda anual de 23,2%. O aumento das importações de leite em pó no final de 2025 contribuiu para a manutenção da pressão sobre os preços internos.

Feijão

Já o feijão de primeira safra caminha para o encerramento com redução de área e produção, consequência direta dos preços menos atrativos ao produtor no momento do plantio. A produção estimada gira em torno de 184 mil toneladas, cerca de 46% menor que a safra anterior.

Para a segunda safra, a área projetada também é inferior à do último ciclo, embora ainda exista expectativa de recuperação produtiva,

Foto: Shutterstock

dependendo das condições climáticas e do andamento do plantio nas próximas semanas.

 Horticultura

Na horticultura, o destaque é a boa qualidade dos produtos colhidos, especialmente batata, cebola e tomate. A batata de primeira safra já tem colheita avançada, com alto padrão de qualidade, enquanto a segunda safra segue em fase de plantio. A cebola concluiu a colheita com produtividades satisfatórias, apesar da redução de área.

No tomate, mesmo com leve retração na área plantada, as expectativas apontam para boa produção. O setor, no entanto, enfrenta preços mais baixos, reflexo do excesso de oferta e da concorrência com outras regiões.

 Frutas

A fruticultura paranaense segue ampliando presença no mercado externo. Em 2025, as exportações do setor alcançaram US$ 22,4 milhões, um crescimento expressivo na comparação com a última década. Limão, lima, banana e abacate lideram os embarques, reforçando o potencial do segmento como alternativa de diversificação e agregação de valor à produção estadual.

 Conjuntura

Junto com a Previsão Subjetiva da Safra o Deral divulgou também o Boletim Conjuntural semanal. O documento destaca um cenário de pressão generalizada sobre os preços no agronegócio paranaense neste início de 2026, atingindo desde os grãos de verão até as proteínas animais e a pecuária leiteira, influenciados tanto pela oferta interna quanto por fatores macroeconômicos. Além dos grãos de verão, o documento detalha as condições do mercado de ovos, leite e frutas.

Fonte: AEN-PR
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Show Rural Coopavel projeta maior edição da história em 2026

Evento organizado pela Coopavel deve receber cerca de 400 mil visitantes em Cascavel (PR), com ampliação de infraestrutura, foco em inovação e valorização da agricultura familiar.

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Foto: Gabriel Rosa

A 38ª edição do Show Rural Coopavel, marcada para o período de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná, caminha para se tornar a maior de sua história. Organizado pela Coopavel Cooperativa Agroindustrial, o evento será realizado diariamente das 07 às 18 horas, no parque tecnológico da cooperativa, localizado a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade, no km 577 da BR-277, sentido Curitiba.

Durante reunião da diretoria da Acic, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, apresentou as principais novidades da feira, considerada o maior evento técnico do agronegócio da América Latina – Foto: Divulgação/Acic

A avaliação sobre a grandiosidade desta edição foi reforçada pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, durante participação na primeira reunião de diretoria da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic) em 2026, realizada na última quarta-feira (28). Ao lado do coordenador-geral do Show Rural, Rogério Rizzardi, e do gerente de Tecnologia da Informação da Coopavel, Rogério Aver, o dirigente apresentou as principais novidades do que é considerado o maior evento técnico do agronegócio da América Latina. “Em 2025, o Brasil cresceu 2,25%, mas o agro superou os 6%, o que comprova, mais uma vez, o quanto esse setor é fundamental para o país”, afirmou.

Segundo ele, a evolução do Show Rural acompanha esse protagonismo do agro, refletido em investimentos estruturais e ampliação da capacidade de atendimento ao público.

Ele também detalhou o conjunto de obras em fase final de execução, voltadas a melhorar a experiência dos visitantes e expositores. Entre os avanços estruturais estão a implantação de 11 quilômetros de ruas cobertas dentro do parque, que soma 15 quilômetros de vias pavimentadas, além da ampliação dos pavilhões da administração e do Espaço Impulso e a expansão do pavilhão da agricultura familiar, que teve a área construída triplicada por meio de parceria com a Itaipu. “Mais de 100 pequenas agroindústrias poderão expor e comercializar produtos variados. O Show Rural é uma vitrine que valoriza o pequeno produtor, que responde por 74% das propriedades rurais do Paraná”, ressaltou o presidente da Coopavel.

A estrutura do parque, que ocupa uma área total de 720 mil metros quadrados, também inclui 5,5 mil parcelas demonstrativas, duas centrais de informação, 110 bebedouros com água potável e cinco áreas de lanche distribuídas pelo espaço. O acesso ao parque e o uso do estacionamento são gratuitos.

Foto: Albari Rosa

Estacionamento

 O estacionamento, recentemente ampliado, tem capacidade para receber diariamente até 22 mil veículos e 700 ônibus. A alimentação é o único custo direto para o visitante, com almoço ao valor de R$ 70, incluindo refrigerante, em um restaurante com capacidade para atender cinco mil pessoas simultaneamente.

Expositores e público

A expectativa da organização é reunir entre 360 mil e 400 mil visitantes ao longo dos cinco dias de evento, com a participação de cerca de 600 empresas expositoras. Na edição mais recente, realizada em fevereiro de 2025, o Show Rural Coopavel recebeu mais de 407 mil visitantes e movimentou aproximadamente R$ 7 bilhões em negócios..

Parcerias estratégicas

Na área de inovação, Rogério Rizzardi destacou o papel das parcerias institucionais para o crescimento do evento, entre elas a cooperação com a Acic. Em 2026, pela primeira vez, a associação comercial contará com uma sala própria junto à administração do parque, destinada à recepção de autoridades, associados e empresários.

Já o gerente de TI da Coopavel, Rogério Aver, apresentou os principais eventos voltados à inovação e tecnologia, que ocorrerão no Espaço

Foto: Gabriel Rosa

Impulso e no Show Rural Digital. A programação inclui o 1º Fórum Agro ADVB, a 6ª edição do Fórum de TI das Cooperativas, o Iguassu Valley Show e o Hackathon, reforçando o posicionamento do Show Rural como ambiente de conexão entre tecnologia, negócios e agronegócio.

Além da programação técnica e de inovação, o evento conta ainda com uma agenda institucional robusta. O Sistema Ocepar terá presença destacada nesta edição, com programação especial distribuída entre a Casa Paraná Cooperativo e a Praça de Inovação. Entre as atividades estão fóruns técnicos, reuniões estratégicas e uma exposição histórica em comemoração aos 55 anos da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, criada em 1971.

Com 5,7 mil profissionais envolvidos nas mais diferentes fases de organização e execução, o Show Rural Coopavel mantém sua trajetória de crescimento desde a primeira edição, realizada em 1989, quando reuniu 15 empresas e apenas 110 visitantes. Três décadas depois, o evento se consolida como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro, aliando tecnologia, negócios, sustentabilidade e integração entre produtores, cooperativas e empresas do setor.

Fonte: O Presente Rural
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Sistema Ocepar leva agenda institucional, inovação e memória do cooperativismo ao Show Rural 2026

Programação inclui exposição pelos 55 anos da Ocepar, fóruns técnicos, reunião com o Banco do Brasil e ações de saúde durante o evento em Cascavel (PR).

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Atuação do sistema cooperativista estará concentrada na Casa Paraná Cooperativo e na Praça de Inovação, reunindo atividades institucionais, técnicas e de relacionamento com cooperativas, parceiros e visitantes - Foto: Divulgação/Sistema Ocepar

O Sistema Ocepar terá presença estratégica na 38ª edição do Show Rural Coopavel, que acontece de 09 a 13 de fevereiro, no Parque Tecnológico da Coopavel, em Cascavel, no Oeste do Paraná. A atuação do sistema cooperativista estará concentrada na Casa Paraná Cooperativo e na Praça de Inovação, reunindo atividades institucionais, técnicas e de relacionamento com cooperativas, parceiros e visitantes.

Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken: “Temos muitos motivos para celebrar. Desde a nossa origem, trabalhamos de forma organizada para oferecer o suporte necessário ao avanço do setor. Nosso planejamento estratégico, atualizado constantemente, permite contabilizar resultados positivos ano após ano” – Foto: Divulgação/Sistema Ocepar

O destaque desta edição será a exposição histórica que marca os 55 anos da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná. Criada em 2 de abril de 1971, a Ocepar consolidou-se como entidade representativa e articuladora do cooperativismo paranaense. Instalada no piso térreo da Casa Paraná Cooperativo, a mostra apresentará objetos, fotografias históricas e painéis expositivos que retratam a trajetória, os desafios e a expansão do setor no Estado.

Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o momento é de celebração e reconhecimento do trabalho construído ao longo de mais de cinco décadas. “Temos muitos motivos para celebrar. Desde a nossa origem, trabalhamos de forma organizada para oferecer o suporte necessário ao avanço do setor. Nosso planejamento estratégico, atualizado constantemente, permite contabilizar resultados positivos ano após ano”, afirma.

Além da exposição, a Casa Paraná Cooperativo será palco de uma agenda intensa de encontros. Um dos momentos centrais será a reunião com a presença do presidente da Ocepar e do vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Gilson Bitencourt, voltada ao debate sobre linhas de financiamento para produtores rurais junto às cooperativas do ramo agro. O espaço também sediará fóruns de Tecnologia da Informação, Meio Ambiente e Sanidade Agropecuária, além da reunião do Conselho Administrativo da Cresol.

Durante todos os dias do Show Rural, a Casa Paraná Cooperativo permanecerá aberta à visitação, oferecendo mesas de trabalho, acesso à praça interna e estrutura de sala de imprensa, reforçando o papel do espaço como ponto de apoio institucional e de integração do cooperativismo paranaense no evento.

Reconhecido como um dos maiores eventos do agronegócio da América Latina, o Show Rural Coopavel é organizado desde 1989 com foco

Foto: Divulgação/Sistema Ocepar

na difusão de conhecimento, tecnologia e oportunidades de negócios. A feira reúne mais de 600 expositores em uma área de 720 mil metros quadrados. Para 2026, a expectativa da organização é superar 360 mil visitantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e delegações do Brasil e do exterior.

Na área social, o Sistema Ocepar mantém a parceria com o Sesi/PR para a realização de exames preventivos gratuitos de câncer de pele, de mama e de próstata, por meio da Unidade Móvel do Sesi Cuide-se+. A ação, promovida pelo Sescoop/PR, tem como foco a promoção da saúde de cooperados e da comunidade que circula pelo evento.

Programação do Sistema Ocepar no Show Rural Coopavel 2026

10/02 – Reunião com o Banco do Brasil, vice-presidência do agro
Local: Casa Paraná Cooperativo, Salão Panorâmico
Horário: das 10h às 12h

10/02 – Fórum de Tecnologia da Informação
Local: Show Rural Digital
Horário: das 8h às 18h30

11/02 – Fórum de Sanidade Agropecuária
Local: Casa Paraná Cooperativo, Auditório 2
Horário: manhã e tarde

12/02 – Fórum de Meio Ambiente
Local: Praça de Inovação, UTFPR
Horário: 9 horas

12/02 – Reunião do Conselho Administrativo da Cresol
Local: Casa Paraná Cooperativo, Auditório 2
Horário: das 8h30 às 11 horas

Fonte: O Presente Rural com Sistema Ocepar
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