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Reforma Tributária precisa ser justa para não onerar o produtor rural
Congresso Andav 2023 tratou ainda das perspectivas no mercado para os próximos 10 anos e da importância do bem-estar animal na pecuária.

A reforma tributária trouxe avanços e contemplou parte dos pleitos do agronegócio. A agroindústria, os distribuidores e os produtores rurais reafirmaram a importância da aprovação do texto pelo Senado Federal, mas lembraram a necessidade de a legislação ser justa para não prejudicar quem produz, durante painel do Congresso Andav 2023, uma realização da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), organizado pela Zest Eventos, que se encerra na quinta-feira, dia 10 de agosto.
Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está otimista, mas preocupado com o impacto sobre os custos e preços finais. No painel sobre o tema no Congresso Andav 2023, Nilson Leitão, presidente do Instituto Pensar Agro, alertou que o texto atual não pode gerar benefícios somente ao governo como arrecadador maior.
Nesse sentido, Fernando Zupirolli, presidente da Câmara Legislativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), também ponderou que as leis complementares não onerem o capital de giro com o sistema cumulativo de créditos. A diretora do Sindiveg, Eliane Kay, disse que o setor tem que atuar em defesa da cadeia do agronegócio como um todo, com foco na isonomia tributária em todos os seus elos.
O CEO da ROIT, Lucas Ribeiro, defendeu a necessidade de o governo usar plataformas tecnológicas baseadas em inteligência artificial para mapear o universo empresarial brasileiro e definir, de forma realista, a média da alíquota do IVA, distorcida pela grande diferença de porte entre as empresas. O moderador Ralf Sticca, sócio fundador da PSAA, avaliou que o desdobramento da reforma exige redobrada atenção sobre as leis complementares.
Agro brasileiro pode duplicar a produção de grãos em 10 anos
São imensuráveis os desafios e as oportunidades para o agronegócio brasileiro na próxima década, quando o Brasil poderá produzir 645 milhões de toneladas de grãos e tornar-se o maior fornecedor de carnes, com 36 milhões de toneladas, lideradas pelo frango. O feito, entretanto, exigirá pesados investimentos privados, diante da impossibilidade financeira do setor público. O alerta é do sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, ao apontar as tendências do setor, durante o Congresso Andav 2023.
Cogo alertou que a capacidade estática de armazenagem brasileira é mais de 60%, ou seja, apenas 126 milhões das 319 milhões de toneladas colhidas conta com armazenamento adequado. “Isto é sinônimo de prejuízo e perda de valor de comercialização”, comentou.
Cogo citou outras dificuldades a serem vencidas tais como irrigação, falta de crédito e a conectividade. Mas, apontou oportunidades em todas essas áreas para o agro brasileiro na próxima década.
Pecuária do futuro e o bem-estar animal
A pecuarista Carmem Perez tratou no Congresso Andav 2023 sobre os cinco indicadores relacionados ao bem-estar animal – nutrição, manejo de espaço, condições físicas, comportamentos e estado mental – como eles estão inter-relacionados.
Para Perez, o elemento humano é crucial quando se trata de bem-estar animal, pois são as pessoas que fazem a diferença. Em relação ao futuro, ela ponderou sobre a necessidade de um transporte cuidadosamente estruturado, para diminuir os hematomas, o risco de morte e o estresse de bovinos durante o deslocamento das fazendas; da busca pela produção sustentável do couro, com informações sobre a produção e a origem do animal; e mais sombra para os bovinos, que aumenta a produtividade e melhora os parâmetros fisiológicos e comportamentais do rebanho leiteiro e do gado nelore.
A Plenária do Congresso Andav 2023 debate o tema central Agroeconomia brasileira: um olhar para o futuro e conta com cerca de quinze eventos de conteúdo, entre painéis, palestras, fórum e talk show, e com a participação de mais de 40 especialistas dos setores do agro, economia, finanças, direito, agronomia, pesquisa, marketing e comunicação, entre autoridades governamentais, CEOs, proprietários e diretores de empresas, presidentes e representantes de entidades setoriais, professores e doutores da academia, economistas, advogados, jornalistas e produtores rurais.
O Congresso Andav 2023 é o principal ponto de encontro do mercado de Distribuição de Insumos Agropecuários no Brasil. A edição deste ano está reunindo mais de 160 marcas nacionais e internacionais, e deve receber mais de 10 mil profissionais do setor, que estão conhecendo novos produtos e serviços, que contribuirão para ampliar o fortalecimento e sustentabilidade das empresas da Distribuição de Insumos Agropecuários, que são responsáveis por levar ao campo produtos, boas práticas, tecnologias e inovação.

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Fundesa completa 20 anos com foco em defesa sanitária
Fundo foi decisivo no controle da gripe aviária, na recuperação após as enchentes e avança em estrutura, prevenção e rastreabilidade no Rio Grande do Sul.

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) chega ao fim de 2025 completando 20 anos de atuação com um balanço marcado por resposta a crises sanitárias, modernização da estrutura e reforço do apoio ao Serviço Veterinário Oficial. Ao longo desse período, o fundo deixou de atuar apenas como reserva financeira e passou a ter papel central na sustentação do sistema de defesa sanitária animal do estado.
O ano de 2025 colocou essa estrutura à prova. Em maio, o Rio Grande do Sul registrou um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial no município de Montenegro. Apesar do impacto para o setor avícola, o foco foi controlado e erradicado em poucos dias. Segundo o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, o episódio evidenciou a capacidade de resposta do sistema sanitário estadual. A condução do caso recebeu reconhecimento de órgãos nacionais e internacionais, com destaque para o suporte financeiro e logístico garantido pelo Fundesa às equipes que atuaram no entorno do foco.
Ainda no ano em que completa duas décadas, o fundo passou a contar com sede própria no Parque de Exposições Assis Brasil. Inaugurada às vésperas da Expointer 2025, a Casa da Sanidade Animal tornou-se ponto permanente de apoio a reuniões, eventos técnicos e ações do Serviço Veterinário Oficial e das cadeias produtivas de proteína animal. Outra entrega relevante foi a inauguração da Supervisão Regional de Santa Rosa, imóvel histórico que passou por reforma custeada integralmente pelo Fundesa, com investimento de aproximadamente R$ 600 mil.
Responsabilidade compartilhada
Ao longo dos últimos 20 anos, uma das principais frentes do Fundesa foi a disseminação do conceito de responsabilidade compartilhada na defesa sanitária. A existência de um fundo voltado à indenização de produtores em casos de doenças estimula a notificação precoce de suspeitas, fator considerado estratégico para o controle sanitário.
Levantamento realizado em 2025 aponta que, apenas na pecuária leiteira, mais de R$ 54 milhões foram destinados a indenizações ao longo dos últimos 16 anos. O apoio tem sido fundamental no enfrentamento de enfermidades como tuberculose e brucelose. Atualmente, a prevalência da brucelose no rebanho gaúcho está em 0,49%, índice que tende a recuar com a continuidade das ações conjuntas entre o setor produtivo e o Serviço Veterinário Oficial.
Resposta a crises recentes
Os últimos anos também testaram a capacidade operacional do fundo em situações extremas. As enchentes de maio de 2024 exigiram aportes emergenciais para recompor a estrutura do Serviço Veterinário Oficial. Nesse contexto, a Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS), desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria em parceria com o Fundesa, foi utilizada para mapear áreas isoladas e orientar ações de resgate e assistência.
O Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) também recebeu recursos emergenciais para recuperação de equipamentos e recalibração de laboratórios após os danos causados pelas cheias.
Além dos eventos climáticos, o Fundesa ampliou sua atuação preventiva diante de riscos sanitários globais. Com a Influenza Aviária avançando em países vizinhos, a Peste Suína Africana afetando rebanhos na Europa e na Ásia e o reaparecimento da febre aftosa em países como Alemanha e Hungria, o fundo passou a investir em estratégias digitais de prevenção, comunicação com produtores e educação sanitária. Parte dessas ações envolve parcerias com a Universidade da Carolina do Norte e a ampliação da PDSA-RS em conjunto com a UFSM.
Próximos passos
Para os próximos anos, o foco passa a ser o fortalecimento financeiro do fundo. Em 2025, o setor produtivo articulou a revisão das contribuições ao Fundesa por meio do Projeto de Lei 515/2025, aprovado por unanimidade na última sessão do ano da Assembleia Legislativa. A nova tabela entra em vigor em abril de 2026.
Outro tema estratégico para 2026 é a continuidade da implantação do sistema de rastreabilidade bovina no Rio Grande do Sul. Embora o prazo nacional se estenda até 2033, o estado iniciou o processo com um projeto piloto lançado durante a Expointer, na Casa do Fundesa.
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Show Rural antecipa montagem dos estandes para reforçar segurança
Organização libera trabalhos já em dezembro para reduzir pressão de prazos e garantir estruturas maiores e mais seguras na edição de 2026.

Para evitar atropelos e dar ainda mais atenção à segurança dos trabalhadores, a direção do Show Rural Coopavel decidiu antecipar a autorização de início da montagem dos estandes da 38ª edição. Em vez de no começo de janeiro, como em anos anteriores, elas puderam optar por aproveitar o mês de dezembro.
“Conversamos sobre essa medida e entendemos que essa mudança seria bem-vinda, porque permite às empresas trabalhar sem tanta pressão de prazo, dando ainda mais atenção aos detalhes e à segurança”, diz o coordenador-geral Rogério Rizzardi. Algumas empresas, principalmente as que têm por responsabilidade a montagem de estandes maiores, estão aproveitando essa janela, comenta Rizzardi.
A montagem, em dezembro, seguirá até a próxima terça-feira, 23. O retorno será no dia 2 de janeiro. Todos os estandes deverão estar prontos até as 19h do dia 4 de fevereiro. Inúmeras reuniões foram realizadas com os representantes das 97 montadoras credenciadas para trabalhar no parque, e um dos pedidos mais importantes é o da utilização, por todos os colaboradores, de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).
Estandes maiores
O Show Rural acontece, desde 1989, em uma área rural de 72 hectares, a dez quilômetros do centro de Cascavel. Para atender a solicitação de alguns dos mais tradicionais de seus expositores, a direção do evento fez mudanças, como a troca de local do estacionamento de expositores e imprensa. Assim, a área desse antigo estacionamento foi toda gramada e, com ganho de metragem no parque, algumas empresas terão a chance de mostrar as suas novidades em estandes maiores.
Alguns terão, para 2026, área na casa dos 3,5 mil metros quadrados, os maiores da história do Show Rural – terão cerca de até mil metros a mais em comparação com os maiores das edições anteriores. É o caso da Jacto e da John Deere. “Nosso objetivo não é aumentar o número de expositores, e sim melhorar ainda mais o que já temos. Com isso, investimos no conforto e comodidade dos visitantes, que então terão a oportunidade de potencializar o resultado de sua jornada pelo parque”, enfatiza Rogério Rizzardi. A 38ª edição será realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026. O tema será A força que vem de dentro.
Notícias
Copel e C.Vale compartilham planejamento com foco no cliente
Alinhada às demandas crescentes por energia, a cooperativa pretende informar com antecedência os investimentos à Copel

Reunidos na sede da C.Vale, em Palotina, os presidentes da Copel, Daniel Slaviero, e da cooperativa agroindustrial, Alfredo Lang, alinharam o planejamento conjunto das empresas para o fornecimento de energia de qualidade, com foco no cliente e no suporte ao crescimento da região. O encontro foi na terça-feira,16.
Para Slaviero, é positiva a aproximação entre duas empresas paranaenses empenhadas no desenvolvimento. “O trabalho da C.Vale é um orgulho para o nosso Estado. É uma empresa de crescimento constante, que gera riqueza não somente para a região Oeste, mas para todo o Paraná”, afirma.
“Viemos tomar conhecimento o plano de investimentos da cooperativa para os próximos dez anos. Cabe à Copel dar o suporte necessário, seja em razão dos eventos climáticos, seja pelo crescimento que essa região tem. É muito acima da média do Paraná, que já é acima do restante do Brasil”, reforçou o presidente da Copel.
O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, ressaltou a importância do fornecimento de energia de qualidade para o desenvolvimento regional. “Vemos que a Copel quer o desenvolvimento, assim como nós. E sem energia, isso não existe”, afirma.
Para Lang, os investimentos que a Copel tem realizado e a transparência das informações da companhia dão segurança à expansão dos projetos de industrialização. “Assim, temos um norte, sabemos o quanto podemos avançar”, destaca.
No encontro com o presidente e diretores da empresa, as lideranças da Copel detalharam os investimentos da companhia na região e conheceram o plano decenal de energia da C.Vale, que prevê reforços estruturais para atender às demandas futuras dos associados na área de atuação da cooperativa.
Em 2025, a Copel investiu R$ 523 milhões no Oeste do Paraná, incluindo redes de média tensão, subestações, linhas de distribuição de alta tensão e recursos destinados aos medidores inteligentes. Os investimentos beneficiam tanto as áreas urbanas quanto as rurais, buscando oferecer energia elétrica de qualidade às demandas da agroindústria e de novos empreendimentos que estão se instalando na região.
O diretor-geral da Copel Distribuidora, Marco Antônio Villela de Abreu, destacou que o foco da C.Vale no cooperado é convergente aos valores Copel. “Para a Copel, cada cliente importa”, ressaltou.
Compartilhamento de informações
O plano energético da C. Vale para os próximos dez anos destaca o crescimento acelerado da Oeste do Paraná nas últimas décadas. Uma expansão que se deve, principalmente, à agroindustrialização, à mecanização do campo, entre outros fatores.
“A parceria estratégica entre C.Vale e Copel é fundamental para transformar as projeções de crescimento em realidade operacional, garantindo que a infraestrutura elétrica acompanhe o desenvolvimento industrial da região”, destaca o plano.
Alinhada às demandas crescentes, a cooperativa pretende informar com antecedência os investimentos à Copel. O compartilhamento prévio das projeções de crescimento, segundo a C.Vale, permite à companhia de energia planejar reforços estruturais com tempo adequado, evitando problemas e garantindo continuidade do fornecimento.
Conforme o planejamento energético definido pela C.Vale, os investimentos em infraestrutura elétrica são planejados com prazos de três a cinco anos, entre concepção e energização. A antecipação de demandas é essencial para evitar gargalos que possam comprometer a expansão industrial.
Dentro deste contexto, a parceria com a Copel prevê estudos técnicos conjuntos como análises de fluxo de potência, verificação de contingências e dimensionamento de infraestrutura para atender o crescimento de longo prazo com confiabilidade.
A cooperativa prevê, ainda, a coordenação com órgãos reguladores e o planejamento integrado aos ciclos tarifários para viabilizar investimentos necessários dentro do marco regulatório do setor elétrico.
Visita
Na C. Vale, em Palotina, os representantes da Copel visitaram os abatedouros de aves e de peixes e a esmagadora de soja. Durante o percurso, o presidente e diretores da companhia puderam conhecer detalhes sobre o controle de qualidade, o compromisso com a sustentabilidade, a tecnologia empregada e o padrão de excelência das operações.
Eles foram acompanhados dos diretores Industrial da C.Vale, Reni Eduardo Girardi; Financeiro, Marcelo Afonso Riedi; de Comercialização, Alexandre Tormen; e dos gerentes Departamento Contábil, Nelson Beltrame; do Abatedouro de Aves, Neivaldo Francisco Burin; do Abatedouro de Peixes, Jair Ederson de Sordi; e da Esmagadora de Soja, Samuel Rubert.
C.Vale
Criada em Palotina, em 1963, a C.Vale é uma das maiores cooperativas da América Latina, com atuação no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo e Paraguai. Possui 201 unidades de negócios, mais de 28 mil associados e mais de 15 mil funcionários. Teve um faturamento de quase R$ 22 bilhões em 2024.
A cooperativa destaca-se na produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos, e atua na prestação de serviços, com mais de 500 profissionais que dão assistência agronômica, veterinária, comercial e operacional aos associados. A C.Vale também financia a produção, garantindo crédito aos cooperados.
A empresa comercializa insumos, peças, acessórios e revende máquinas agrícolas, assegurando preços mais competitivos aos associados. Além disso, mantém uma rede de supermercados, com dez lojas nos estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Comitiva
Em visita à sede da C.Vale, em Palotina, o presidente da Copel foi acompanhado do diretor-geral da Distribuidora, Marco Antônio Villela de Abreu; o diretor Comercial da companhia, Julio Omori; o diretor de Comunicação, David Campos; o gerente de Projetos Executivos, Eloir Joakinson Junior e o Gerente-executivo de Operação de Campo Oeste, Carlos Eduardo Galina.
De parte da cooperativa, acompanharam a equipe da Copel o diretor executivo Édio José Schreiner; o vice-presidente, Ademar Luiz Pedron; o secretário, Walter Andrei Dal Boit; o diretor de Produção, Luciano Trombetta; o gerente de Engenharia e Projetos, Allan Correia Benedicto; e o supervisor de Gestão e Comercialização de Energia, Felipe Ferreira.



