Conectado com
OP INSTAGRAM

Avicultura Ambiente

Reduzir o estresse na produção avícola: e se o “Better-Being” fosse a solução?

Nível de estresse sentido pelo animal torna-se então o fator que limita a expressão do seu desempenho

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito pela equipe técnica da Phodé

A melhoria da produção avícola passa em grande parte pela gestão dos parâmetros ambientais da produção: alimentação, meio ambiente, sanidade, etc. Queremos um maior rendimento por parte dos animais, porém muitas vezes o consideramos pouco quando analisamos suas relações com o ambiente em que vive. Ao criar condições propícias à produtividade, criamos ao contrário fatores de estresse para o animal. O nível de estresse sentido pelo animal torna-se então o fator que limita a expressão do seu desempenho.

O estresse de alta densidade na produção de animais e a redução de desempenho individual

As altas densidades de produção sempre levam a uma redução do consumo de alimento, acarretando uma redução dos indicadores de crescimento. Esta ação é amplamente compensada pelo ganho de produtividade por galpão ocasionado pelo excesso de densidade. Entretanto, quando se aumenta a densidade de produção, o desempenho individual dos animais diminui. Este modo de manejo de produção é observado em todas as situações independente do nível dos equipamentos da propriedade. Mesmo nos galpões com baixo nível de equipamentos e com densidade de produção mais baixa, devemos ter cuidado pois a densidade real ainda é alta, devido a falta de equipamentos e particularmente quando os animais estão passando por estresse térmico. Na situação de estresse térmico, a densidade é ainda menos tolerada pelos animais e o desempenho baixa rapidamente.

O que é a termogênese alimentar?

Os nutricionistas consideram que a diminuição do consumo de alimentos em situação de estresse térmico é uma adaptação metabólica assim, os animais reduzem a produção de calor ligada ao consumo de alimentos (termogênese alimentar). Devido a adaptação metabólica é difícil propor estratégias para aumentar a ingestão energética, a qual poderia causar à morte do animal por hipertermia. Uma outra abordagem consiste em considerar os efeitos do estresse térmico, como mais uma forma de estresse, o qual proporciona um aumento do cortisol induzindo uma diminuição do apetite e uma baixa adaptação dos animais. Assim, reduzir a percepção deste estresse permitiria aos animais exteriorizar um comportamento natural e adaptado a esta situação, ou seja, beber água. Estando mais hidratados e com capacidade de eliminar o calor produzido pela ingestão de alimentos, os animais comem mais regularmente. Resolver este problema nutricional através de uma solução de adaptação comportamental simples permite controlar o nível de estresse ligado à densidade na produção

O custo econômico do estresse

A redução do desempenho devido ao estresse representa um custo considerável. A título de ilustração, globalmente falando a redução do crescimento devido à alta densidade de produção, representa em média 50g de peso vivo, ou seja, em 1 milhão de frangos, uma perda de 50 mil euros. Em situação de estresse térmico, a quantidade das perdas ultrapassa 200 mil euros por 1 milhão de animais. Geralmente considera-se que 1/3 destas perdas são devido à mortalidade e 2/3 às reduções do desempenho de crescimento.

Da mesma forma, a produção de ovos também é particularmente afetada pela densidade e pela transferência dos animais. Neste caso as perdas podem ultrapassar facilmente 150 mil euros a cada 1 milhão de poedeiras. De maneira semelhante, 1/3 da perda esta relacionado a mortalidade, enquanto 2/3 às reduções do desempenho na postura.

O conceito do “Better-Being” e seu enfoque holístico

O conceito do “Better-Being” na produção animal foi desenvolvido a fim de reduzir as consequências do estresse na produção moderna. Ao colocar o animal no centro da sua abordagem, se propõe uma solução inovadora que permite que o animal use ao máximo o ambiente que lhe é oferecido em um estado de “Better-Being”, ou seja, diminuindo a percepção dos fatores estressantes. Trabalhos de pesquisas fundamentam que moléculas olfativas desencadeiam efeitos na redução da percepção do estresse. O modo de ação neuro-sensorial destas moléculas, foi testado e validado por pesquisadores ao redor do mundo. Elas atuam no cérebro modulando a percepção do estresse, estimulando o circuito da recompensa e favorecendo assim os comportamentos mais adaptados ao estresse percebido pelo animal.

Com o objetivo de reduzir o estresse psicossocial, após avaliação as moléculas neuro-sensoriais apresentam ótimo desempenho frente a situações de estresse típicas da produção intensiva, tais como: estresse térmico, estresse de densidade, estresse de manejo e estresse na separação de lotes.

O uso de moléculas neuro-sensoriais para animais em situação de estresse térmico e de densidade

A universidade de La Molina (Peru) realizou um estudo comparativo de 3 grupos de animais:

  • um grupo controle de animais criados em baixa densidade (10/m²)
  • um grupo criado em alta densidade (12/m²)
  • um grupo criado em alta densidade (12/m²) tratado com moléculas neuro-sensoriais (250 ppm na ração).

O simples aumento de 2 frangos/m² aumenta significativamente os indicadores de estresse.

A observação de indicadores comportamentais nos permite analisar a adaptação do animal ao seu ambiente e o seu bem-estar nas condições de produção.

No caso das aves, o teste de imobilidade tônica (Galup, 1974) é uma referência.

O nível de cortisol é o indicador metabólico do nível de estresse do animal.

Os indicadores aumentam à partir da 4a semana de produção, onde o estresse de densidade começa a ser sentido por causa do tamanho dos animais.

Obviamente, o consumo alimentar é reduzido e como consequência causa uma diminuição do peso individual bem como o índice de consumo.

O uso de moléculas neuro-sensoriais permite bloquear a percepção do estresse, onde os indicadores do estresse permanecem semelhantes aos do grupo de baixa densidade. O consumo é significativamente melhorado bem como o crescimento e o índice de consumo.

Graças a esta solução neuro-sensorial, os animais se adaptam melhor ao ambiente. Sabendo-se que o estresse está presente em todas as fases de produção, desde a chegada até o dia da retirada, é fácil imaginar que a sua aplicação de maneira contínua permite um aumento significativo na produção, bem como uma grande redução na mortalidade causada por brigas ou até mesmo pelos diversos fatores de estresse (vacinação, retirada, transporte…).

O uso de moléculas neuro-sensoriais sustenta o bom desempenho na produção animal mais exigentes, através da consideração do “Better-Being” individual de cada animal.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo
1 Comentário

1 Comentário

  1. Andre carlos de souza

    7 de outubro de 2019 em 23:05

    Eu crio animais em lotacao maxima de 5 animais por metro quadrado no sistema cage free em cima de uma composteira, estas moléculas neurosensoriais ditas pela reportagem são produzidas naturalmente em solos sadios ocupados pelas aves.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 5 =

Avicultura Segundo Embrapa

Custos de produção de frangos de corte e de suínos ficam mais caros em agosto

Dados são da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Os custos de produção de frangos de corte e de suínos registraram novo aumento durante o mês de agosto segundo os estudos publicados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa, que disponibiliza as informações no site embrapa.br/suinos-e-aves/cias. Tanto o ICPFrango quanto o ICPSuíno voltaram a ficar acima da barreira dos 400 pontos, chegando aos 407,53 e 407,15 pontos, respectivamente.

Em agosto, o ICPFrango aumentou 1,68%, influenciado principalmente pelas despesas operacionais com a alimentação (1,62%) das aves. Agora, o ICPFrango acumula alta de 20,97% somente em 2021 e de 44,27% nos últimos 12 meses. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, oscilou R$ 0,09 em agosto com relação a julho, passando de R$ 5,18 para R$ 5,27.

Já o ICPSuíno registrou uma alta de 0,18%. No ano de 2021, o ICPSuíno registra aumento de 8,52%. Nos últimos 12 meses, a variação é de 41,17%. Com isso, o custo total de produção por quilograma de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina voltou a registrar valor superior aos sete reais, fechando em R$ 7,12.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
Continue Lendo

Avicultura Mercado

Exportações de carne de frango crescem 4,8% em agosto

Receita das vendas internacionais sobem 36,1% no mês

Publicado em

em

Divulgação

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) somaram 379,9 mil toneladas em agosto, volume que supera em 4,8% as exportações registradas no mesmo período do ano passado, com 362,5 mil toneladas.

Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo, com 36,1%, alcançando US$ 677,3 milhões em agosto deste ano, contra US$ 497,8 milhões no oitavo mês de 2020.

Na soma dos oito primeiros meses de 2021, os embarques de carne de frango alcançaram 3,048 milhões de toneladas, volume 7,58% superior ao exportado no mesmo período do ano passado, com 2,833 milhões de toneladas.

No mesmo período (janeiro a agosto), a receita das exportações alcançou US$ 4,893 bilhões, resultado 18,2% maior que o efetivado em 2020, com US$ 4,140 bilhões.

“Os preços aquecidos para as exportações de carne de frango são consequências diretas da alta internacional dos custos de produção. Mesmo com este quadro, grandes mercados importadores de alto valor agregado aumentaram o apetite pelos produtos brasileiros, resultando em um mês marcadamente positivo, reforçando a expectativa de alta histórica nas exportações totais de 2021”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações, a China importou 57,4 mil toneladas em agosto, volume 4,8% superior ao efetuado no mesmo período de 2020. Assumindo o segundo lugar nas exportações, os Emirados Árabes Unidos importaram no mês 38,8 mil toneladas, número 50,5% superior ao embarcado em agosto do ano passado. Na terceira posição está o Japão, com 35,2 mil toneladas, número ,1,7% superior ao embarcado no oitavo mês de 2020.
Outros destaques do mês foram União Europeia, com 17,2 mil toneladas (+12,5%), México, que entrou para o “top 10” com 15,1 mil toneladas (+591,4%), Filipinas, com 12,1 mil toneladas (+55,1%), Rússia, com 9,5 mil toneladas (+17,6%) e Líbia, com 8,9 mil toneladas (+161,5%).

Entre os principais estados exportadores estão o Paraná, que embarcou 157 mil toneladas em agosto (+10,18%), seguidos por Santa Catarina, com 77,6 mil toneladas (-0,88%) e Rio Grande do Sul, com 50,8 mil toneladas (-17,5%).

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Avicultura

1º Dia do Avicultor O Presente Rural supera expectativas

Evento reuniu autoridades, lideranças, avicultores, empresários do agronegócio e representantes de empresas do setor em uma manhã que evidenciou a avicultura, entre palestras e homenagens

Publicado em

em

Fotos; O Presente Rural

O 1º Dia do Avicultor promovido pelo Jornal O Presente Rural na última sexta-feira (27), em Marechal Cândido Rondon, superou todas as expectativas.

O evento foi realizado no formato híbrido. A programação foi prestigiada presencialmente por convidados junto ao Bufett Três Passos, obedecendo todas as normas sanitárias exigidas pelo Ministério da Saúde, mas também pôde ser acompanhada ao vivo pelas páginas de O Presente Rural no Facebook e no YouTube.

fundador do Jornal O Presente e do O Presente Rural, jornalista Arno Kunzler

Entre os presentes estiveram autoridades municipais, como o prefeito Marcio Rauber e a presidente da Associação Comercial e Empresarial (Acimacar), Carla Rieger, lideranças, avicultores, empresários do agronegócio, representantes de empresas parceiras, entre outros.

Na ocasião, o fundador do Jornal O Presente e do O Presente Rural, jornalista Arno Kunzler, destacou a importância dos avicultores do Brasil, bem como de todos os profissionais do agronegócio brasileiro. “Todos esses profissionais, especialmente as cooperativas, transformaram a avicultura brasileira numa das mais competitivas do mundo”, ressaltou.

Kunzler enalteceu a comemoração dos 30 anos do Jornal O Presente, que serão comemorados no dia 04 de outubro. “Durante esses anos de atividade nos tornamos referência para anunciantes e leitores que acreditam na seriedade do nosso trabalho, sempre levantando pautas e discussões que fortalecem o debate saudável no setor”, disse.

 

PALESTRAS

Palestrante Helda Elaine

Os participantes puderam assistir a três palestras. A primeira foi proferida pela renomada palestrante Helda Elaine, que falou sobre como administrar potenciais e gerar resultados no agronegócio. Na sequência, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em vídeo produzido exclusivamente para o evento, abordou temas como produção, consumo e exportação da avicultura no Brasil.

Santin destacou o trabalho dos avicultores, principalmente nos últimos anos, em virtude da pandemia, e salientou os desafios causados por ela para os avicultores que precisaram enfrentar o problema e, ao mesmo tempo, não parar de produzir alimentos. “Mesmo com todas as incertezas que a pandemia trouxe para nós e para o mundo, os avicultores não pararam de produzir e atenderam ao chamado de emergencialidade do governo para não deixar faltar comida na mesa dos brasileiros”, expôs.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin

Ele ressaltou também o crescimento da produção para o mercado interno e das exportações de aves em 2020. “Foram 6,5% a mais de disponibilidade para os consumidores brasileiros e cresceram cerca de 0,5% as exportações de carne de aves”, informou.

O presidente da ABPA enfatizou ainda a produção de ovos dos avicultores brasileiros. “Nossos avicultores elevaram a produção de ovos destinada ao mercado interno em 9,1% em 2020 e as exportações também aumentaram”, evidenciou.

Santin mencionou que as exportações e a produção avícola para o mercado interno no acumulado dos primeiros sete meses deste ano cresceram 6,7% e 6%, respectivamente. “Esses números demonstram a dedicação dos nossos avicultores”, declarou.

Último palestrante, o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial e presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Irineo da Costa Rodrigues, fez uma análise do cenário avícola e falou sobre custos de produção e das perspectivas para 2022.

Diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial e presidente do Sindiavipar, Irineo da Costa Rodrigues

Ele comentou em relação à expectativa de crescimento da avicultura, apresentou números relacionados à Lar e destacou a produção brasileira de proteína de frango, em especial a avicultura paranaense, que, segundo ele, representa em torno de 35% de tudo que é exportado. “Ter o Brasil como o maior exportador do mundo e o Paraná como o maior exportador entre os Estados brasileiros demonstra a enorme importância da avicultura paranaense”, salientou.

Rodrigues elogiou a dedicação dos colaboradores da Lar, em especial das mulheres, e o ótimo trabalho desenvolvido pelos associados em todas as cidades de atuação da cooperativa.

 

HOMENAGEM

Após as palestras, o Jornal O Presente Rural fez uma homenagem às rondonenses Dalair e Jheynifer Boroski, mãe e filha, que se dedicam à produção avícola.

Elas receberam das mãos do fundador do Jornal O Presente, Arno Kunzler, e do diretor-presidente da Lar Cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues, buquês de flores e um quadro com a capa da edição do O Presente Rural em que elas foram protagonistas.

Mãe e filha agradeceram a homenagem em nome de todos os avicultores brasileiros. “Sabemos da luta diária que os avicultores enfrentam e ficamos muito felizes em poder representá-los”, disse Jheynifer.

A cobertura completa do evento você pode acompanhar na próxima edição de avicultura do O Presente Rural em setembro.

Caso você não pode acompanhar o evento, clique aqui Facebook ou aqui YouTube e assista na integra

 

Veja alguns registros:

 

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
CONBRASUL/ASGAV

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.