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Redução da jornada pode acrescentar R$ 11,9 bilhões aos custos do transporte de cargas no Brasil

Estudo da CNT estima alta anual de 8,66% nas despesas com mão de obra em um setor que já enfrenta déficit de mais de 100 mil motoristas.

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O primeiro semestre de 2026 impôs uma nova camada de desafios ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, o setor precisou se adaptar simultaneamente a mudanças regulatórias, aumento de custos operacionais, maior rigor na fiscalização eletrônica e escassez de mão de obra, cenário que elevou a complexidade das operações e pressionou a rentabilidade das empresas.

Presidente da FETCESP, Carlos Panzan: “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional” – Foto: Divulgação

Entre as principais mudanças estiveram as novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), alterações no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e a ampliação dos mecanismos de fiscalização digital.

Na avaliação da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), essas transformações exigiram investimentos em tecnologia e revisão dos processos internos. “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional. Hoje, as empresas precisam acompanhar um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico, investir em tecnologia, reforçar controles internos e manter capacidade de adaptação rápida para preservar eficiência e competitividade”, afirma o presidente da FETCESP, Carlos Panzan.

Diesel e frete pressionam as margens

Além das adequações regulatórias, o setor continua convivendo com dificuldades estruturais. O diesel segue entre os principais fatores de pressão sobre os custos das transportadoras.

Em março, o combustível chegou a acumular alta de 19% e permanece representando entre 35% e 50% do custo

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operacional das empresas. Em algumas operações, esse percentual pode ultrapassar 70% do valor total do frete.

Ao mesmo tempo, levantamento da NTC&Logística apontou uma defasagem média de 10,1% no frete rodoviário no início deste ano, o que reduz a capacidade das empresas de repassar os custos e compromete as margens de operação.

Segundo a FETCESP, a adaptação às novas regras deixou de ser uma demanda pontual e passou a integrar a estratégia das empresas. Para a entidade, o segundo semestre deve ser marcado principalmente pelos desafios relacionados ao ambiente econômico, político e trabalhista.

Escassez de motoristas preocupa setor

Entre os temas que mais mobilizam as transportadoras está a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1.

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Estudo encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá elevar em 8,66% os custos com mão de obra no setor de transporte, gerando impacto anual de aproximadamente R$ 11,9 bilhões.

O levantamento aponta ainda que seriam necessários cerca de 240 mil novos trabalhadores para manter os atuais níveis de operação e atendimento.

A preocupação é ainda maior no transporte rodoviário de cargas, que enfrenta um déficit estimado em mais de 100 mil motoristas profissionais, além da dificuldade para preencher outras vagas operacionais. “Estamos diante de uma discussão que exige equilíbrio. O transporte de cargas é uma atividade essencial para o abastecimento da economia e qualquer mudança estrutural precisa considerar seus impactos sobre custos, produtividade e capacidade de atendimento”, afirma Panzan.

Segundo semestre deve exigir mais planejamento

As empresas também acompanham com atenção o cenário político e econômico, especialmente diante do calendário eleitoral e da implementação gradual da Reforma Tributária.

Para a FETCESP, a previsibilidade será um dos fatores decisivos para a competitividade do setor nos próximos

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meses. “A tendência é que o segundo semestre continue exigindo elevado nível de planejamento e capacidade de adaptação das empresas. O setor precisa de previsibilidade para investir, organizar operações e manter competitividade. Quanto maior a estabilidade regulatória e o diálogo entre poder público e setor produtivo, maiores serão as condições para que as transportadoras continuem operando com eficiência e segurança”, destaca o presidente da entidade.

Diante desse cenário, a federação defende a ampliação da participação das empresas em pesquisas de confiança do setor, argumentando que um diagnóstico mais preciso sobre custos, ambiente regulatório e expectativas dos empresários pode contribuir para orientar políticas e fortalecer a representação institucional das transportadoras em um período marcado por mudanças e incertezas.

Fonte: Assessoria FETCESP

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Primeira ferrovia do país implantada sob autorização estadual amplia o corredor logístico entre Mato Grosso e o Porto de Santos

Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, passando por 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá

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Imagem do primeiro trem circulando pela ferrovia - Foto: João Neto

A Rumo entregou no último sábado (20/6) a primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso (FMT), primeira ferrovia do país implantada sob o modelo de autorização estadual e a maior obra ferroviária em execução no Brasil. A cerimônia marcou a entrada em comissionamento operacional dos primeiros 162 quilômetros do empreendimento e do novo terminal rodoferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT), ampliando a conexão entre o principal estado produtor de grãos do país e o Porto de Santos. O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e reuniu autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.

A entrega representa mais um marco para a Rumo, maior operadora ferroviária de cargas do Brasil, que investiu mais de R$ 5 bilhões nesta primeira fase. A etapa conecta o Terminal de Rondonópolis ao novo terminal da BR-070, em Dom Aquino, projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. Juntos, os empreendimentos aproximam os trilhos da origem da carga e ampliam a capacidade de escoamento de uma das regiões mais estratégicas para o agronegócio brasileiro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou sobre os ganhos proporcionados pela expansão do corredor logístico com a Ferrovia de Mato Grosso. “Precisamos chegar aos portos e, para isso, a ferrovia é fundamental. Ela ligará o Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e impulsionando o desenvolvimento brasileiro. Não há nada mais ambientalmente correto do que ferrovias, que reduzem a emissão de carbono, diminuem acidentes e geram mais emprego e renda”, ressaltou.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, destacou a relevância da FMT para a competitividade do estado. “A Ferrovia de Mato Grosso é um sonho que virou realidade, em um encontro entre empreendedorismo e trabalho. Continuamos a investir em um estado que é exemplo do que o Brasil pode ser.”

Para o CEO da Rumo, Pedro Palma, a entrega da primeira fase da FMT representa um passo importante na estratégia de expansão da companhia em Mato Grosso e no fortalecimento da logística nacional. “A Ferrovia de Mato Grosso foi concebida para acompanhar o crescimento de uma das regiões mais produtivas do mundo. A entrega desta primeira fase reforça nossa visão de longo prazo de investir em infraestrutura capaz de sustentar o aumento da produção brasileira com eficiência, previsibilidade e capacidade para atender a demanda das próximas décadas.”

Modelo pioneiro de expansão ferroviária

Inserida no Novo PAC do Governo Federal, a Ferrovia de Mato Grosso (FMT), oficialmente denominada Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, representa um marco para a infraestrutura nacional. Pioneira no país, a iniciativa inaugura um novo modelo de expansão ferroviária baseado em autorização estadual e investimento privado.

Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, passando por 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá. O projeto foi concebido para aproximar a infraestrutura ferroviária das principais regiões produtoras do estado e ampliar a capacidade logística do Centro-Oeste.

A primeira fase entregue inclui também o novo terminal da BR-070, instalado em uma área de 200 hectares. O complexo conta com capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora, carregar até 16 vagões por hora e armazenar até 42 mil toneladas de grãos, além de oferecer estrutura de apoio aos motoristas e estacionamento para até 250 caminhões.

 

Fonte: Assessoria
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Programa Milho 100% amplia alcance no Rio Grande do Sul

Mais de 42,5 mil agricultores e pecuaristas familiares já solicitaram sementes para a safra 2026/2027. Com investimento previsto de R$ 95,4 milhões, iniciativa mantém subsídio integral e chega a 471 municípios gaúchos.

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O Programa Extraordinário de Recuperação das Lavouras de Milho e Sorgo – Milho 100% já ultrapassou, ainda durante o período de solicitação das sementes, o número de produtores atendidos na edição passada. Dados parciais da safra 2026/2027 mostram que mais de 42,5 mil agricultores e pecuaristas familiares realizaram pedidos, superando o total de famílias beneficiadas em 2025/2026.

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Criado pelo governo do Rio Grande do Sul em junho de 2025, o programa distribuiu gratuitamente, na última safra, 135.217 sacas de sementes de milho e sorgo. Com investimento de R$ 93 milhões, a iniciativa alcançou mais de 40 mil famílias em 456 municípios, por meio da participação de 685 entidades.

Para a nova safra, além do crescimento no número de produtores interessados, o Milho 100% também ampliou sua presença no Estado. Até o momento, 803 entidades já efetuaram pedidos, um aumento de 17% em comparação com a edição anterior.

Desse total, 441 prefeituras aderiram ao programa, incluindo 46 novos municípios participantes, enquanto 362 sindicatos, associações e cooperativas integram a iniciativa, com a entrada de outras 85 entidades. Ao todo, 471 municípios gaúchos já estão contemplados nesta etapa.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Gustavo Paim, os números demonstram a

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consolidação da política pública e o esforço do governo estadual em ampliar o acesso dos produtores às sementes, mantendo o benefício integral. “Conseguimos ampliar o alcance do programa e chegar a ainda mais famílias, mantendo o compromisso do governo do Estado de garantir a entrega das sementes sem custo aos agricultores e pecuaristas familiares. O Milho 100% é uma política pública que gera resultado direto na propriedade, reduz custos de produção e contribui para a recuperação e o fortalecimento da atividade produtiva no campo”, afirma Paim.

Investimento de R$ 95,4 milhões

Para a safra 2026/2027, o governo estadual prevê investir R$ 95,4 milhões para assegurar novamente o subsídio de 100% na aquisição das sementes. Cada produtor poderá receber até quatro sacas de milho ou sorgo, destinadas à produção de grãos, silagem e alimentação dos rebanhos nas propriedades familiares.

A medida busca fortalecer a produção agropecuária e reduzir os custos dos agricultores em um momento de recuperação das atividades no campo.

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Quem pode participar

Podem acessar o programa agricultores familiares enquadrados na Lei Federal nº 11.326/2006 e pecuaristas familiares definidos pelo Decreto Estadual nº 48.316/2021, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação estadual.

Os interessados devem procurar prefeituras, sindicatos, associações ou cooperativas de seus municípios para formalizar a solicitação por meio da plataforma do Programa Milho 100%.

Levantamento parcial

Números parciais da safra 2026/2027 mostram a dimensão do programa: mais de 42,5 mil agricultores e pecuaristas familiares já realizaram pedidos de sementes; 803 entidades participam da iniciativa, entre elas 441 prefeituras e 362 sindicatos, associações e cooperativas; ao todo, 471 municípios gaúchos estão contemplados. Para esta edição, o governo do Estado prevê investimento de R$ 95,4 milhões, mantendo o subsídio integral para a distribuição de sementes de milho e sorgo.

Fonte: O Presente Rural
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Frísia recebe primeiro encontro do projeto Avança + Paraná 2026 nos Campos Gerais

Evento será realizado nesta terça-feira (23), em Carambeí (PR), e vai discutir governança ambidestra, sucessão e transformação organizacional com lideranças do cooperativismo e do setor empresarial da região.

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Foto: Pedro Ruta Jr.

A Frísia Cooperativa Agroindustrial será a anfitriã da primeira edição do projeto “Avança + Paraná 2026” nos Campos Gerais. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), por meio do Capítulo Paraná, o encontro será realizado nesta terça-feira (23), em Carambeí (PR), e terá como tema central “Governança Ambidestra: preservando a essência, transformando o futuro”.

A iniciativa faz parte do projeto Avança + PR, criado com o objetivo de descentralizar as discussões sobre governança corporativa no Estado, ampliando o acesso a conteúdos especializados e fortalecendo a conexão com lideranças regionais, especialmente ligadas ao cooperativismo.

Presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob: “Acreditamos que o equilíbrio entre a preservação de nossos valores e a busca contínua pela inovação é fundamental para o futuro do cooperativismo e para o desenvolvimento sustentável de nossas comunidades” – Foto: Divulgação

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob, sediar o encontro representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades do setor. “É uma honra para a Frísia receber o IBGC e as lideranças dos Campos Gerais para discutir um tema tão relevante. Acreditamos que o equilíbrio entre a preservação de nossos valores e a busca contínua pela inovação é fundamental para o futuro do cooperativismo e para o desenvolvimento sustentável de nossas comunidades”, afirma.

O conceito de governança ambidestra está relacionado à capacidade das organizações de preservar sua identidade, cultura e valores ao mesmo tempo em que desenvolvem competências para inovar, adaptar-se e responder às transformações econômicas, sociais e tecnológicas.

A programação contará com palestra da pesquisadora e especialista em governança e cooperativismo, Dra. Schirlei Freder. Na sequência, será realizado um painel sobre governança, sucessão e transformação organizacional, com a participação de Geraldo Slob e mediação de Ruth Bandeira, CEO da Propósito e cofundadora do Grupo Propósito. O coordenador-geral do Capítulo Paraná do IBGC, Marcos Leandro Pereira, também participará do evento.

Voltado a cooperados, dirigentes, conselheiros e lideranças empresariais da região dos Campos Gerais, o encontro pretende promover o debate sobre temas como sucessão, inovação, liderança, sustentabilidade e os desafios da transformação organizacional.

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas, clique aqui para garantir sua participação.

Fonte: O Presente Rural
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