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Rede SPAA visa avançar na inclusão dos sistemas alimentares em planos de mitigação e adaptação climática
Os trabalhos da Rede terão como foco fortalecer os sistemas de abastecimento e comercialização de alimentos para que se ajustem às alterações climáticas e aumentem sua resiliência, além de promover iniciativas de inovação e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, bem como a promoção da sociobiodiversidade, agroecologia e a conservação de água e energias renováveis.

Avançar na inclusão dos sistemas alimentares nos planos de mitigação e adaptação climática. Este é o compromisso firmado pela Rede de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos na América Latina e Caribe (Rede SPAA), após encontro realizado em Brasília. Depois de três dias de trabalho, os integrantes da Rede incluíram no planejamento para o biênio 2025/2026 os desafios de transformar os sistemas alimentares de forma a contribuir no enfrentamento às mudanças climáticas. “Apresentamos uma declaratória que foi subscrita por todas as nações de um esforço comum da nossa região da América Latina e Caribe na produção de políticas públicas e trabalhar numa agricultura resiliente, para que nós possamos produzir mais, mas tendo respeito com o meio ambiente. Esta ação conduzida por todos os países presentes no evento vai nos dar muito mais potência e vamos alcançar os nossos objetivos com muito mais facilidade”, evidenciou o presidente da Conab, Edegar Pretto. “Levar alimentação saudável para as pessoas mais vulneráveis, encurtar a distância entre os produtores e os consumidores também foi um dos marcos desse 9º encontro da Rede SPAA”, reforçou.

Presidente da Conab, Edegar Pretto: “Apresentamos uma declaratória que foi subscrita por todas as nações de um esforço comum da nossa região da América Latina e Caribe na produção de políticas públicas e trabalhar numa agricultura resiliente, para que nós possamos produzir mais, mas tendo respeito com o meio ambiente” – Foto: Divulgação
Neste sentido, os trabalhos da Rede terão como foco fortalecer os sistemas de abastecimento e comercialização de alimentos para que se ajustem às alterações climáticas e aumentem sua resiliência. Além disso, promover iniciativas de inovação e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, bem como a promoção da sociobiodiversidade, agroecologia e a conservação de água e energias renováveis.
Entre os eixos da atuação, está o estímulo e apoio à agricultura familiar, comunitária e camponesa, com incentivo à participação das mulheres e jovens em áreas rurais, o que inclui o desenvolvimento de políticas que ofereçam assistência técnica e facilitem a inserção em mercados, bem como o acesso a programas de fornecimento de alimentos. “Essas ações visam consolidar uma sociedade próspera, equitativa e justa, ao mesmo tempo que incentivam o retorno às atividades agroprodutivas e conservam, protegem e restauram a natureza”, conforme mencionado na declaração final da reunião da Rede. Nesse sentido, a delegação brasileira propôs que os países trabalhem para fortalecer uma agricultura sustentável, resiliente e com vistas à redução da emissão dos gases de efeito estufa.
Além do estímulo à adoção de práticas sustentáveis, a Rede irá atuar na busca por apoio financeiro e técnico para soluções inovadoras de capacitação e infraestrutura de forma a incentivar as atividades e respostas de adaptação e resiliência para reduzir a vulnerabilidade de agricultores, pescadores e outros produtores de alimentos aos impactos das mudanças climáticas a fim de promover a segurança alimentar e a produção sustentável.
Outro eixo de atuação é o fortalecimento das ações de cooperação com governos e organizações, bem como entre os membros da própria Rede SPAA, para garantir a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares, contribuindo na formulação de políticas públicas e legislações que integrem a ação climática nas agendas políticas e nas práticas agrícolas.
Atividades da 9ª Reunião da Rede SPAA
Durante o encontro, as delegações visitaram a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa/DF) e a Unidade Armazenadora da Companhia em Brasília. “As visitas foram fundamentais para os participantes do encontro conhecerem as iniciativas brasileiras de prevenção às perdas e desperdícios e a importância dos bancos de alimentos como recuperadores dos produtos e principais fornecedores a muitas organizações sociais e de assistência social. Também viram o papel desempenhado pelas Centrais de Abastecimento, importantes atores na organização da oferta e da demanda dos produtos para alimentação, especialmente, no ambiente urbano. Outra importante iniciativa que foi apresentada às delegações é a gestão de reservas estratégicas de alimentos básicos que garantem a alimentação da população brasileira e o papel fundamental da Conab nas estratégias brasileiras para superarem a fome e a pobreza”, afirmou João Marcelo Intini, Oficial de Segurança Alimentar da FAO-Chile.
Ainda no encerramento da reunião, a Colômbia foi definida como sede do próximo encontro. Os integrantes da Rede também definiram que o Brasil, representado pela Conab, ocupará a presidência da Rede SPAA até 2026, sendo a vice-presidência da representação da Supridora Nacional de Produtos Básicos (Banasupro) de Honduras.
Realizada durante os dias de 21 a 23 deste mês, a 9ª Reunião da Rede SPAA contou com a participação, além do Brasil, de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Venezuela e São Vicente e Granadinas.

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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho
Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária
Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.
Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação
A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.
Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.
A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.
A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.
Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.
Notícias Em Santa Catarina
Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas
Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.
O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.
Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.
Áreas amplas de vendas
O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.
Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.
A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.
Bem-estar dos colaboradores
Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.
Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.
Desenvolvimento econômico e geração de empregos
O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.
O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.
A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.
Investimento com olhar para o futuro
O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.
Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.
Desafios e oportunidades
O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.
Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.







