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Recria eficiente pode garantir a produção e tornar a lucratividade por ha/ano ainda mais competitiva

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Artigo escrito por André Pastori D'Aurea, zootecnista, doutor em nutrição animal e consultor técnico da Premix

A nutrição durante a fase de recria é fundamental para o desenvolvimento do animal para que ele possa expressar o máximo do seu potencial genético. Animais nesta fase de desenvolvimento possuem maior potencial de crescimento, e a nutrição é o principal influenciador. No período seco ocorre redução na quantidade e qualidade das forragens. Assim, as estratégias de suplementação são fundamentais para o sucesso da atividade.

Com objetivo de garantir bons índices produtivos para a pecuária brasileira, a Premix busca alternativas viáveis para aumentar o desempenho de bovinos durante a fase de recria, onde manter bons índices produtivos e com lucratividade durante o período seco é um dos maiores desafios da pecuária de corte.

Para tal, é necessário compreender o ciclo da seca e assim poder realizar o planejamento estratégico de utilização e manejo do pasto, bem como da suplementação. A seca é caracterizada pela diminuição na produção e valor nutricional das forragens que acontece devido a senescência da planta (final do ciclo), associada com a diminuição nos índices pluviométricos, redução da temperatura ambiente e menor foto período (dias curtos).

O diferimento estratégico de pastagens pode ser uma alternativa para suprir a oferta de pasto no período seco, porém é necessário aumentar a lotação em algum ponto da fazenda. Logo, com essa técnica, a propriedade deixa de ofertar uma forragem com alto valor nutricional para ofertar quando ela está senescente, deixando-a exposta a problemas, devido ao aumento de pressão de pastejo. Problemas climáticos como geadas e chuvas fora de período podem ocorrer prejudicando esta estratégia.

A integração lavoura e pecuária ou pastagens de inverno podem ser complementares ao sistema quando a região for favorável no quesito clima.

A irrigação é uma opção também utilizada, porém, além do investimento em recursos hídricos e licenças, a duração do período de luz e a temperatura são menores durante a seca. Logo o crescimento vegetativo pode ser insuficiente. 

A Premix, pensando na melhor alternativa para suplementar a carência dos nutrientes no período seco, mantendo bons ganhos de maneira eficiente e rentável, desenvolveu o Projeto R30.

O Projeto R30 parte do princípio de se manter a produtividade do rebanho no período seco, podendo produzir pelo menos 30@/ha/ano durante a fase de recria. Para isso, é necessário complementar a oferta de volumoso na época seca em combinação com o proteico energético PSAI, aditivado com o Fator P, aditivo 100% natural, que favorece o ganho de peso em até 20%, melhora a reprodução das matrizes e pode reduzir o manejo sanitário, melhorando a resposta imunológica do animal.

O manejo de pasto é muito importante para sucesso do Projeto R30, para o qual a referência é a quantidade e a qualidade de folhas disponíveis, lembrando que bovinos consomem preferencialmente 2/3 iniciais da folha onde estão concentrados a maior parte dos nutrientes disponíveis. Desta forma, correção do solo, adubação nitrogenada e manejo de pasto são ferramentas fundamentais para início do projeto. 

Outro princípio desse projeto é de utilizar o conceito de “Unidades Produtivas”, representando um animal (cabeça), cujo foco é a produção de arrobas por hectare por ano. Assim, os ganhos por hectare são a consequência dos ganhos individuais somados. Veja: R30 = (∑ ganhos individuais/ha). Mas como o produtor consegue aumentar a rentabilidade?

• Aumento dos ganhos individuais – melhor suplementação (PSAI com Fator P);

• Aumento das unidades produtivas (mínimo de 4 animais/ha/ano) com incremento da lotação (animais leves em recria);

• Redução da área – melhor qualidade do volumoso ofertado;

• Correção do solo;

• Adubação;

• Conservação de forragens (silagens ou fenos) para complementar oferta volumosos durante a época seca.

É necessário, portanto, combinar a suplementação com linha PSAI aditivada com Fator P ao aumento de animais em recria, manejo de pasto e complementação de volumoso na época seca.  A rentabilidade será maior quanto maior for o número de animais em recria em menor área, lembrando que nem sempre o melhor ganho individual representa o melhor ganho por hectare.

O Projeto R30 foi desenvolvido no Centro de Pesquisas da Premix, localizado no município de Patrocínio Paulista (SP). Foram utilizadas quatro unidades produtivas por hectare, em pastejo contínuo, utilizando-se Brachiaria brizantha como forragem.

Como suplemento foi utilizada a linha PSAI aditivada com Fator P durante 12 meses, com oferta limitada de 1,25 kg/animal/dia. Os piquetes de Brachiaria brizantha foram adubados com 80 kg de nitrogênio por hectare, considerando que o solo já estava corrigido. A complementação do volumoso durante a época de seca foi limitada em 8 Kg de silagem de milho por animal dia.

As barras em amarelo representam os ganhos ocorridos durante a complementação do pasto com silagem de milho. Vale destacar que no mês de junho existia a tendência de manutenção ou perda de peso durante a seca, porém, com o início do fornecimento da silagem no mês de julho, os ganhos voltaram a acontecer, sendo tão importantes quanto os ganhos na época das águas. Logo, é possível manter a produção na época seca com rentabilidade.

Produções acima de 12@/ha/ano são consideradas importantes, pois já possuem competitividade com a agricultura. Porém, quando comparada à produção Projeto R30, a rentabilidade é superior em pelo menos 50%.

Finalizado o ciclo de recria, é importante terminar os animais em outra área para dar início ao novo ciclo do Projeto R30. Com uma recria eficiente e lucrativa a terminação pode ocorrer em semi confinamento, confinamento próprio ou terceirizado, pois o lucro dos animais já foi garantido na fase de recria, sendo menos dependente do mercado de commodities. 

Fonte: Assessoria

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Paraná atualiza regras para licenciamento de poços e agiliza processos

Nova norma dispensa a outorga prévia em parte dos casos, integra etapas do licenciamento e muda o fluxo para captação de água subterrânea no Estado.

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Fotos: Patryck Madeira/SEDEST

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.

Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites. “É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.

Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.

Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.

O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.

“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis

A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.

Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.

Outorga

A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.

Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.

Licenciamento

O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.

Fonte: AEN-PR
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global

Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

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Foto: Divulgação

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.

A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.

A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.

Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.

Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.

Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.

Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.

A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.

Fonte: Assessoria Cooperja
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central

Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

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Fotos: Shutterstock

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.

Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Fonte: Agência Brasil
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