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Recordista mundial girolanda de torneio leiteiro, Quelinha, vence a edição 2017 da Megaleite
Quelinha, que também venceu a categoria Geral Vaca Adulta, é filha de Everett, um dos touros de destaque da bateria Leite da CRI Genética e pertence aos criadores José Afonso Bicalho, da Fazenda Cachoeira 2B, e Alexandre Lopes Lacerda, da Fazenda Mira
A mais nova Grande Campeã Nacional Girolando é a meio sangue Quelinha Everett FIV 2B, com média de 100,140kg/leite. O título, conquistado durante a Megaleite 2017, vem na sequência de um recorde mundial obtido na Superleite em 2015.
Quelinha, que também venceu a categoria Geral Vaca Adulta, é filha de Everett, um dos touros de destaque da bateria Leite da CRI Genética e pertence aos criadores José Afonso Bicalho, da Fazenda Cachoeira 2B, e Alexandre Lopes Lacerda, da Fazenda Miraí. De acordo com o gerente de produto leite, Bruno Scarpa, o reprodutor EVERETT deixou muitas filhas grandes produtoras de leite para a pecuária brasileira e frisou a consistência genética. “Quando um cliente alcança um recorde como esse, ocorre a confirmação da qualidade do trabalho que prestamos. Nós já temos um filho da Quelinha que está presente na Megaleite , logo segue para o teste de progênie e em breve será um dos nossos touros presentes para comercialização CRI”.
“A Quelinha foi a recordista mundial em Pompeu (MG) 2015 e a partir daí fizemos uma parceria muito forte com a CRI Genética. Este ano ela se tornou a primeira meio sangue a passar os 100kg/leite na Megaleite. É uma vaca muito importante para nós em termos de genética, ela é filha de vaca 2B, ela é 2B, filha do touro Everett da CRI Genética, cruzamento que nós fizemos em busca de muito leite e é uma doadora hoje que produz tourinho Girolando ¾”, explica Adriano Bicalho.
Bruno Scarpa acrescenta ainda que a Megaleite foi excelente e refletiu a força que a pecuária tem no Brasil. “Mais uma vez a CRI, auxiliando, orientando e apoiando o produtor no direcionamento genético dos rebanhos, atinge números e premiações fabulosas. O balde e as pistas comprovam que a genética CRI traz ao produtor de leite genética superior e traz o que precisa para que o melhor possa ser alcançado. A Megaleite foi um evento dinâmico e vibrante, em que a marca CRI ficou muito em evidência. O nosso estande esteve sempre cheio de pessoas de decisão, onde fechamos diversos negócios e iniciamos outros. A temida ‘crise’ não afetou as negociações, era notório que existia um Brasil dentro da feira e outro fora”, completa.
Outras conquistas
Na categoria Campeã Novilha, também na Megaleite, a premiada foi a vaca Girolando Germina Jacey Havana, de propriedade de Bernardo de Araújo Jorge, da Fazenda Germina, de Apucarana (PR). Ele explica que essa é a terceira vez que conquista o torneio de novilha durante a Megaleite. “Nós trabalhamos com a genética CRI há mais de 25 anos e comprovadamente com ótimos resultados. A Havana é uma novilha 5/8, filha do JACEY, tem um pouco mais de 60 dias de parição e alcançou a média de 61,063kg/leite. É a terceira geração CRI Genética, a mãe dela é filha do Radiador, um touro Gir da bateria CRI e a bisavó do Sharky, touro holandês”, explica Bernardo.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
