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Avicultura

Receita do frango gaúcho sobe 6% mesmo com queda nos embarques

Exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 488,1 milhões no primeiro quadrimestre; setor cita impactos logísticos da crise no Oriente Médio e acompanha negociações com a União Europeia.

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Fotos: Divulgação/Asgav

As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul fecharam o primeiro quadrimestre de 2026 praticamente estáveis em volume, mas com crescimento na receita gerada pelos embarques. Os dados mostram leve retração nas toneladas exportadas até abril, enquanto o faturamento avançou em relação ao mesmo período do ano passado.

Foto: Shutterstock

Em abril, os embarques gaúchos totalizaram 64,3 mil toneladas, queda de 0,7% frente às 64,8 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a abril, o volume exportado chegou a 254,9 mil toneladas, recuo de 0,4% em comparação às 256 mil toneladas embarcadas no primeiro quadrimestre do ano anterior.

Apesar da leve desaceleração no volume, a receita das exportações seguiu em alta. Somente em abril, o faturamento atingiu US$ 125,8 milhões, crescimento de 5,1% sobre os US$ 119,7 milhões obtidos no mesmo mês de 2025.

No consolidado dos quatro primeiros meses do ano, as exportações de carne de frango do Estado somaram US$ 488,1 milhões em receita cambial, avanço de 6% frente aos US$ 460,6 milhões registrados no primeiro quadrimestre do ano passado. O desempenho indica manutenção da demanda internacional pela proteína avícola gaúcha, mesmo em um cenário global marcado por instabilidades logísticas e comerciais.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Para o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o desempenho das exportações de carne de frango e derivados demonstra estabilidade, mesmo diante da leve retração nos volumes embarcados ao longo do quadrimestre.

Segundo ele, parte desse comportamento está relacionada aos impactos logísticos provocados pela crise no Oriente Médio, que alterou fluxos comerciais e exigiu mudanças nas rotas marítimas internacionais. “Este comportamento do quadrimestre, no que se refere às exportações de carne de frango, tem ligeira interferência da crise no Oriente Médio, que gerou alguns atrasos de embarques e no fluxo, devido à necessidade de rotas alternativas, mas a demanda continua firme para os países da região”, afirma o dirigente.

União Europeia

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Este comportamento do quadrimestre, no que se refere às exportações de carne de frango, tem ligeira interferência da crise no Oriente Médio, que gerou alguns atrasos de embarques e no fluxo, devido à necessidade de rotas alternativas, mas a demanda continua firme para os países da região” – Foto: Divulgação/Asgav

A Asgav, o Sipargs e a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmaram que o Ministério da Agricultura e Pecuária, com apoio técnico do setor produtivo, deverá apresentar à União Europeia os esclarecimentos solicitados sobre as diretrizes relacionadas ao uso de antimicrobianos. As entidades sustentam que o Brasil atende integralmente às exigências sanitárias do bloco europeu.

Segundo o setor, a medida anunciada pela União Europeia passa a valer apenas em 3 de setembro, prazo considerado suficiente para que o governo brasileiro e a cadeia produtiva avancem nas negociações para evitar restrições comerciais.

A preocupação do setor se concentra no peso do mercado europeu para a avicultura gaúcha. Em 2025, o Rio Grande do Sul exportou 26,8 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia, volume equivalente a 10,4% das exportações totais do Estado no período. Em receita, os embarques ao bloco europeu somaram US$ 102,2 milhões, representando 22,2% do faturamento total obtido pela avicultura gaúcha com vendas externas no ano passado.

Para o presidente executivo da Asgav/Sipargs, o episódio reforça a necessidade de respostas rápidas diante das mudanças no comércio internacional. “Novamente nos deparamos com movimentos internacionais que poderão interferir nas exportações. No entanto, temos plena condição de resolver esta situação, mas vale o alerta de que as mudanças no cenário global e políticas mercadológicas requerem planejamento, gestão de crise permanente e ações rápidas de contingenciamento, quando necessário”, ressalta Santos.

Mercado de Ovos

No segmento de ovos, o Rio Grande do Sul registrou crescimento expressivo nas exportações no primeiro quadrimestre de 2026. Entre janeiro e abril, os embarques somaram 2.154 toneladas, alta de 30,4% em relação às 1.652 toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.
O avanço nos volumes também impulsionou a receita cambial do setor. No acumulado dos ოთხ primeiros meses do ano, o faturamento com exportações de ovos e derivados atingiu US$ 7,8 milhões, crescimento de 40,3% frente aos US$ 5,6 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025.

Segundo Santos, o desempenho reflete o papel estratégico da produção gaúcha no abastecimento internacional em períodos de instabilidade global. “A crescente exportação de ovos e seus derivados reflete a importância do Rio Grande do Sul para manter o atendimento da demanda externa em tempos de conflitos e outras crises que assolam alguns países. O setor da indústria e produção de ovos está em constante evolução no mercado externo”, salienta.

Fonte: Assessoria Asgav

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre

Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

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Pato irerê - Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.

O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.

Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.

A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.

As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.

De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.

Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).

Fonte: O Presente Rural
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