Suínos
Receita de exportações de carne suína crescem 16,9% em 2014
Em um ano marcado pela expansão dos embarques para a União Aduaneira, a receita cambial das exportações brasileiras de carne suína registraram elevação de 16,9% nos doze meses de 2014, na comparação com o desempenho do ano anterior, totalizando US$ 1,6 bilhão. Os dados foram levantados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destaca ainda o forte crescimento da receita do ano em real, chegando a R$ 3,7 bilhões 27,1% superior ao total de 2013.
O saldo é resultado dos embarques de 505,7 mil toneladas de carne suína durante todo o ano passado, desempenho 4% inferior ao total exportado em 2013. Os levantamentos consideram dados referentes cortes (408,4 mil toneladas), miúdos (59,9 mil toneladas), enchidos (11,6 mil toneladas), carcaças (10 mil toneladas), preparações (9,4 mil toneladas) e outros produtos (6,2 mil toneladas).
O comércio internacional de 2014 foi fortemente pressionado pelo cenário político do leste europeu e pela ocorrência de focos de Diarreia Suína Epidêmica pelo mundo. Neste contexto, os preços em dólar da carne suína brasileira foram impactados, acumulando elevação de 21,8% no ano, detalha o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.
Neste ano, a Rússia maior importadora foi responsável pelos embarques de 186,5 mil toneladas em 2014, desempenho 38,3% superior ao de 2013. A receita dos embarques para o destino quase dobrou no período, chegando a 96,8% de elevação, com US$ 810,5 milhões.
O cenário político no leste europeu foi determinante para o saldo do setor em 2014. Esperamos que os níveis se mantenham durante este ano, mesmo com a situação econômica enfrentada hoje pela Rússia, destaca o vice-presidente de suínos, Rui Eduardo Saldanha Vargas.
Para Hong Kong, segundo maior destino, foram exportadas 110,9 mil toneladas no período (-8,5%), com receita de US$ 278,9 milhões (-3,5%). Angola, no terceiro posto, importou 52,2 mil toneladas (+4,3%), chegando à US$ 94 milhões (+1,7%).
Um dos destaques em 2014, Singapura registrou crescimento 12,2% em volumes, com total de 32,2 mil toneladas. A elevação foi ainda maior em receita, com US$ 95,2 milhões, resultado 14,5% superior em relação a 2013.
Apesar do bom desempenho do setor neste ano, temos ambições maiores, focadas na abertura de novos mercados para a carne suína do Brasil, reduzindo a dependência do leste europeu, completa Francisco Turra.
Em 2015 As projeções da ABPA indicam para este ano um total de 520 mil toneladas sejam embarcadas até dezembro. Pelo menos até a metade do ano, acreditamos que a Rússia deverá manter as importações nos mesmos níveis, ressalta Rui Vargas.
Em outros mercados, há expectativa de crescimento de vendas para os mercados da Ásia, com destaque para a China e o Japão.
Para expandir nossos embarques, estamos focando nossos esforços na abertura do mercado da Coreia do Sul. Também há boas perspectivas para abrir os mercados do México e do Canadá e, principalmente, o retorno das vendas para a África do Sul., aponta Francisco Turra.
Fonte: Ass. Impr. da ABPA

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





