Conectado com

Avicultura

Receita das exportações da avicultura cresce 4,2% em 2013

Publicado em

em

A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) informa que as exportações do setor avícola nacional – que envolvem frango, ovos, perus, patos, marrecos, material genético, pintos e ovos férteis – acumularam queda de 2,1% no volume total embarcado entre janeiro e outubro deste ano em relação ao mesmo período de 2012, com 3,374 milhões de toneladas.  Já em receita houve crescimento de 4,2% segundo o mesmo comparativo, com US$ 7,160 bilhões.
De acordo com o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, em praticamente todos os segmentos houve registro de queda nos volumes – exceto carne de frango e material genético, que garantiram o saldo positivo nos resultados das receitas somadas da avicultura nacional. “É notável uma leve recuperação no ritmo dos embarques de frangos no segundo semestre, o que favoreceu a redução do saldo negativo das exportações do primeiro semestre, que estava em quase 5%. Isto indica um início de ano menos trepidante em 2014. Em outros segmentos, como é o caso de ovos, as vendas para o mercado interno foram mais atraentes, o que impactou nas exportações”, destaca Turra.
Frango
As exportações brasileiras de carne de frango atingiram 355,4 mil toneladas em outubro, resultado recorde histórico para o mês e 3,5% maior em relação ao mesmo período de 2012.  Em receita, houve queda de 5,1%, com US$ 681,22 milhões. No acumulado do ano, os embarques de carne de frango totalizaram 3,22 milhões de toneladas, resultado 1,4% menor em relação aos dez primeiros meses do ano passado.  Em receita, houve aumento de 5,3%, com US$ 6,671 bilhões.
Na análise por produto, os cortes mantiveram-se como principal produto exportado no segmento em 2013 (janeiro a outubro), com 1,723 milhão de toneladas (-4,4%) e US$ 3,544 bilhões (-0,1%).  Em seguida, vieram os embarques de frango inteiro, com 1,219 milhão de toneladas (+4,9%) e US$ 2,339 bilhões (+18,9%).  Na terceira posição estão as carnes salgadas, com 146,1 mil toneladas (-1,1%) e US$ 418,2 milhões (+1,2%) e, em quarto, os industrializados 130,8 mil toneladas (-13,9%) e US$ 368,6 milhões (-8,7%).
Na avaliação por destino, o Oriente Médio manteve-se como maior importador de carne de frango brasileira em 2013 (janeiro a outubro), com 1,213 milhão de toneladas (+5,9%) e US$ 2,505 bilhões (+18,5%). Em segundo lugar, a Ásia importou 922 mil toneladas (-3%) e US$ 1,947 bilhão (-1,5%).  Na terceira posição em volumes e quarta em receita, a África foi responsável pelos embarques de 438,9 mil toneladas (-14,4%) e receita US$ 615,8 milhões (-11%). Quarta maior importadora em volume e terceira em receita, a União Europeia importou 346,3 mil toneladas (-8,6%), com receita de US$ 948,6 milhões (-5,3%). Por fim, os países da América importaram 216,5 mil toneladas (+23,3%), com receita de US$ 434,6 milhões (+30,8%); e as exportações para países da Europa que não fazem parte da União Europeia atingiram 80,3 mil toneladas (-19,7%) e US$ 215,1 milhões (+1,2%).
Ovos 
Os embarques de ovos (in natura e ovo produto) totalizaram 9,829 mil toneladas entre janeiro e outubro deste ano, resultado 54,8% menor em relação ao mesmo período de 2012.  Em receita também houve queda, de 48,7%, com US$ 17,5 milhões.
Na avaliação por produto, houve queda de 57,8% nos embarques in natura, com 8,684 mil toneladas; e de 2,6% nas exportações de processados, com 1,145 mil toneladas.  Em receita, a redução foi de 56,6%, com US$ 12,7 milhões para in natura; e de 1% para processados, com US$ 4,8 milhões. Verificado apenas o mês de outubro, foram registradas quedas tanto em volume, quanto em receita.  Em volume, a redução foi de 52,8%, com 1,287 mil toneladas de ovos in natura; e de 52,1% para processados, com 90,6 toneladas.  Em receita, a queda foi de 54,8%, para US$ 1,780 milhão em produtos in natura; e de 60,1% para processados, com US$ 317,2 mil.
Perus
As exportações de carne de peru totalizaram 136,1 mil toneladas entre janeiro e outubro de 2013, resultado 6% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  A receita também decresceu em 4,3%, com total de US$ 388,5 milhões.
Considerando apenas o mês de outubro, houve queda de 8,17% no volume embarcado, com 16,8 mil toneladas.  Também houve redução na receita, de 9,27%, com US$ 47,7 milhões.
Patos, Gansos e outras aves
Os embarques de carne de gansos, patos e outras aves atingiram 1,168 mil toneladas entre janeiro e outubro deste ano, uma queda de 55,2% em relação ao mesmo período de 2012.  Também houve redução na receita, de 59%, com US$ 4,250 milhões.
As quedas também se repetiram na avaliação mensal.  Em volume, o decréscimo foi de 58,7%, com 135 toneladas. Em receita, a redução foi de 56,5%, com US$ 525,1 mil.
Ovos Férteis
Os embarques de ovos férteis apresentaram redução de 31,8% entre janeiro e outubro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 6,011 mil toneladas.    Em receita, a queda foi de 33,6%, com US$ 35,5 milhões.
Considerando apenas o mês de outubro, houve crescimento em volume de 16%, com 599,1 toneladas, e também em receita, de 12,8%, com US$ 3,578 milhões.
Material Genético
As exportações de material genético totalizaram 919,4 toneladas entre janeiro e outubro de 2013, resultado 4,7% maior na comparação com o mesmo período do ano passado.  Em receita, o crescimento foi de 20,5%, com US$ 43,5 milhões.
Na avaliação mensal, as exportações de material genético atingiram 90,4 toneladas em outubro, resultado 24,3% menor em relação ao mesmo mês de 2012.  Também houve queda na receita, de 26,1%, com US$ 3 milhões.

Fonte: Ubabef

Continue Lendo

Avicultura

Frango perde competitividade para carne suína e ganha frente à bovina

Queda de preços das carnes em janeiro reflete a menor demanda interna típica do início do ano e o excesso de oferta no atacado.

Publicado em

em

Foto: Jonathan Campos

A competitividade da carne de frango apresentou comportamentos distintos frente às principais proteínas concorrentes no início de 2026. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que, em janeiro, a proteína avícola perdeu espaço em relação à carne suína, mas ganhou competitividade frente à bovina no mercado atacadista da Grande São Paulo.

Foto: Shutterstock

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi resultado de uma desvalorização mais acentuada da carne suína quando comparada à avícola. Ambas as proteínas registraram queda de preços ao longo do mês, porém a retração mais intensa da suinocultura reduziu a vantagem relativa do frango na disputa pelo consumidor.

Na contramão desse cenário, a carne bovina apresentou leve valorização no período. As altas observadas até a metade de janeiro foram suficientes para elevar a média mensal dos preços no atacado, o que favoreceu a posição competitiva do frango frente à proteína de maior valor. Segundo o Cepea, o ritmo de negócios com carne bovina, no entanto, perdeu fôlego a partir da última semana do mês.

Os pesquisadores explicam que a pressão baixista sobre as carnes de frango e suína é característica do primeiro mês do ano, quando a demanda interna costuma estar mais enfraquecida. Esse comportamento sazonal tende a gerar uma situação de oferta elevada no atacado, dificultando a sustentação dos preços no curto prazo.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura

Ventania causa destruição em aviários no interior do Paraná

Rajadas de vento atingiram a Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, destelhando estruturas e provocando prejuízos materiais. Não houve registro de feridos.

Publicado em

em

Foto: Reprodução

Uma ventania intensa e de curta duração provocou danos significativos em aviários na Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, no Oeste do Paraná, na tarde de quinta-feira (29). O fenômeno chamou a atenção pelo caráter repentino e  localizado: enquanto duas estruturas foram severamente atingidas, propriedades vizinhas, a cerca de 500 metros, não registraram qualquer dano.

Foto: Reprodução

Segundo relato do produtor, o vento surgiu de forma inesperada, mesmo com apenas alguns pingos de chuva no momento do ocorrido. Em questão de segundos, as rajadas ganharam força suficiente para arrancar telhas e comprometer partes importantes das construções, especialmente os aviários da propriedade. “O vento foi muito forte e aconteceu muito rápido. Só vi telhas voando para todos os lados e ouvi o barulho intenso. Fiquei paralisado e precisei orientar minha filha pequena a se proteger”, contou.

De acordo com o produtor, ao menos dois aviários foram atingidos. Um deles sofreu os danos mais severos, com destelhamento completo na parte central e destruição de estruturas laterais e do fundo.

O outro também teve prejuízos, embora em menor proporção. Apesar da proximidade, outros aviários da região, inclusive alinhados na mesma área, não foram afetados. “Não tem muita explicação, só vendo de perto para entender a força do vento”, comentou.

A avaliação reforça a percepção de que a ventania atingiu uma faixa específica, característica comum de

Foto: Reprodução

fenômenos meteorológicos localizados, como microexplosões ou rajadas descendentes, embora não haja, até o momento, confirmação técnica sobre a natureza do evento.

Não houve registro de feridos, apenas prejuízos materiais. O caso chama atenção pela violência do vento em um curto intervalo de tempo e pela ausência de outros danos relevantes em Santa Helena e região, contrastando com o impacto concentrado observado na propriedade atingida.

Fonte: O Presente Rural com Correio do Lago
Continue Lendo

Avicultura

Cúpula Latino-Americana de Avicultura reforça papel estratégico da proteína avícola durante IPPE 2026

Evento reuniu líderes e especialistas para discutir segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e os desafios da produção avícola na América Latina.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/IPPE

A Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 reforçou durante a International Production & Processing Expo (IPPE) o papel estratégico da proteína avícola como um dos principais pilares da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na região. Com o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”, o encontro reuniu na terça-feira (27) líderes empresariais, especialistas técnicos e representantes da indústria para discutir os caminhos da produção avícola diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos cada vez mais complexos.

Foto: Divulgação/IPPE

Logo na abertura, uma mesa redonda com CEOs deu o tom das discussões. Participaram Lorenzo Martín, do grupo mexicano El Gran Chaparral, e Juan Felipe Montoya, da colombiana Huevos Kikes, com moderação de Mauricio Sanabria, da Hy-Line International, da Colômbia. Representando empresas familiares multigeracionais, os executivos compartilharam experiências sobre temas sensíveis ao setor, como o enfrentamento de doenças, a concorrência com mercados informais, gargalos na infraestrutura de transporte, sucessão geracional e a necessidade urgente de aprimorar a comunicação com os consumidores.

Segundo os participantes, aproximar o campo dos centros urbanos e ampliar a transparência da cadeia produtiva é fundamental para gerar confiança e fortalecer a imagem da avicultura perante a sociedade.

Ao longo da programação, o manejo das aves foi apontado tanto como um risco crítico quanto como uma oportunidade de avanço. Exemplos práticos ilustraram esse contraste, como a disseminação da gripe aviária associada ao manejo inadequado de dejetos no México e, em sentido oposto, o uso de biodigestores na Colômbia para a produção de metano destinado ao transporte, agregando valor ambiental e econômico à atividade.

A sustentabilidade esteve no centro das discussões, assim como o desenvolvimento de produtos à base de ovos voltados à exportação. Os

Foto: Jonathan Campos 

números de consumo per capita reforçaram a relevância da proteína avícola na América Latina: cerca de 400 ovos por habitante ao ano no México, 375 na Colômbia e 287 no Brasil, com expectativa de o país superar a marca de 300 ovos ainda neste ano. Os palestrantes destacaram que o ovo permanece como a proteína mais acessível para todas as faixas socioeconômicas.

Desafios técnicos na produção avícola

Questões técnicas também tiveram espaço de destaque na Cúpula. Bianca Martins, da Alltech México, apresentou um panorama sobre a presença de micotoxinas na América Latina, ressaltando os impactos diretos na conversão alimentar. De acordo com a especialista, a vomitoxina é atualmente a micotoxina mais prevalente no milho em todo o México e em partes da América Central e do Sul.

Carlos Martínez, da DCL México, abordou a importância da integridade intestinal das aves, explicando como desequilíbrios na microbiota comprometem a produtividade. Já José Ramírez, da Anitox, tratou do controle da Salmonella em fábricas de ração, chamando atenção para os pontos críticos de contaminação e para o uso de tecnologias modernas de monitoramento e testes.

Foto: Shutterstock

Gestão ambiental e comunicação com o consumidor

A gestão ambiental e o bem-estar animal também foram debatidos. Cristabel Huerta, da Hato Lighting, explicou como o espectro de luz e o fotoperíodo influenciam diretamente o comportamento e o desempenho das aves, apresentando exemplos práticos de aplicação em granjas comerciais.

O encerramento ficou a cargo de Mauricio Simental, da Bachoco, do México, que destacou as estratégias de comunicação e branding adotadas pela empresa para fortalecer o engajamento do consumidor e valorizar a proteína avícola no mercado.

Cobertura do O Presente Rural

O Jornal O Presente Rural participa mais uma vez da IPPE, considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves,

Foto: O Presente Rural

ovos, carnes e alimentos de origem animal, que segue com programação até quinta-feira (29), em Atlanta, nos Estados Unidos. O diretor Selmar Frank Marquesin e a jornalista Eliana Panty acompanham de perto os debates e as principais tendências do setor.

A cobertura completa do evento pode ser acompanhada nas redes sociais do jornal, com informações em tempo real, bastidores e análises sobre os temas que impactam a avicultura latino-americana.

Fonte: O Presente Rural com IPPE
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.