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Recalada e Tradição levam grandes prêmios Angus rústicos da Expointer 2022

Julgamento foi realizado nesta terça-feira (30) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

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Foto: João Morais

Em manhã de sol e arquibancadas lotadas na retomada a pleno da Expointer, a Cabanha Recalada, de Capão do Leão (RS), e a Estância Tradição, de Santa Vitória do Palmar (RS) levaram os grandes campeonatos de rústicos da raça Angus da exposição. O julgamento, conduzido pelo jurado argentino Johnny Gutierrez, foi realizado na terça-feira (30) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). “Estou muito contente em voltar a Esteio. Tivemos aqui um evento distinto, com julgamento de rústicos, onde vejo todos criadores com animais de muito bom nível”, avalia Gutierrez.

A Cabanha Recalada, de Fábio Langlois Ruivo, destacou-se em pista ao vencer as maiores premiações da manhã nos exemplares PO, tanto nos machos, quanto nas fêmeas. O título de trio grande campeão nos ventres PO ficou com o lote 11 (337, TE45 e 302). A propriedade fez dobradinha, levando ainda o mérito de trio reservado de grande campeão com o lote 12 (326, 321 e 322). O reconhecimento de terceiro melhor trio foi para a Estância Três Marias, de Francisco Azambuja Amaral, de Santa Vitória do Palmar (RS), com o lote 10 (TE164, TE156 e TE140). A melhor fêmea PO foi a novilha maior Recalada 302 Renown 1800, pertencente ao lote 11, da Cabanha Recalada.

A propriedade de Capão do Leão ainda venceu nos machos PO. O trio grande campeão da Expointer 2022 é o do lote 21 (329, 310 e 303). O título de trio reservado de grande campeão também ficou com a Recalada, com o lote 20 (363, TE46 e TE49). O reconhecimento de terceiro melhor trio foi arrematado pela Fazenda Angus da Limeira, de Gisele Remlinger Fernandes, de Pinhão (PR). A cabanha, que participou pela primeira vez das disputas em Esteio, levou o prêmio com o lote 17 (TE387, TE309, TE303 e TE393). O melhor macho PO da mostra foi o touro de dois anos Recalada 303 Courage TEI 2494, integrante do lote 21, da Recalada.

Segundo o criador Fábio Langlois Ruivo, voltar à Expointer com a grande presença do público e de trios extremamente qualificados e, ainda, conquistar esses títulos, é uma grande satisfação.  “Mostra que estamos trilhando o caminho correto. Trabalhamos em cima de avaliação genética, mas sempre procurando preservar padrão racial. A gente busca selecionar animais bonitos, mas jamais trazer exemplares para pista que não tenham bons índices de avaliação genética. Tentando trazer esse equilíbrio, nós fomos extremamente felizes”.

Nos machos PC, a Estância Tradição, da Parceria Rotta Assis, de Santa Vitória do Palmar (RS), levou o grande campeonato com os animais do lote 25 (2722, 2712, 2715 e 2711). A propriedade conquistou o prêmio de melhor macho PC da mostra com o touro de dois anos Tradição 2712. “Ganhar esse campeonato é muito importante, ainda mais junto com essa turma jovem que vem da estância. É uma forma de incentivá-los”, reforça o criador Rogério Rotta Assis. Ele acompanhou o julgamento ao lado da família, que vem fazendo um trabalho de sucessão na propriedade.

Angus na Expointer 2022

A Associação Brasileira de Angus participa da Expointer 2022 com 161 animais inscritos (66 exemplares de argola e 75 rústicos Angus e 12 de argola e 8 rústicos da Ultrablack). A raça terá intensa programação, com julgamentos, eventos na casa no Parque de Exposições Assis Brasil, lançamentos e fórum técnico.

A Associação fará a transmissão dos julgamentos e eventos ao vivo pelo seu canal no YouTube (www.youtube.com/user/Brasilangus). A Angus conta com a parceria permanente da Genex e da Socil e, na Expointer 2022, da Neogen e Datamars.

Fonte: Ascom Angus

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo

Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.

A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.

As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.

Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação

Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

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Foto: Divulgação

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.

Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”

A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.

O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.

Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”

A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.

Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.

Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.

Fonte: Assessoria
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