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Rebrote de plantas daninhas reduz produtividade das pastagens e exige manejo mais preciso
Uso correto de herbicidas e adjuvantes amplia a eficiência do controle, reduz custos e preserva a produtividade das áreas.

As pastagens são a base da produção pecuária brasileira, mas o rebrote de plantas daninhas segue como um dos principais desafios no campo. Mesmo após intervenções químicas ou mecânicas, muitas invasoras apresentam alta capacidade de regeneração, voltando a competir com as forrageiras por luz, água e nutrientes. O resultado é a redução da oferta de matéria seca, queda na qualidade do pasto e impacto direto no desempenho do rebanho.
De acordo com o técnico em Agricultura, Robson Luiz Slivinski Dantas, um dos erros mais comuns é apostar apenas no controle mecânico. “A roçadora elimina a parte aérea, mas não atinge o sistema radicular. Isso estimula o rebrote e, muitas vezes, torna a planta ainda mais vigorosa. Além disso, muitas plantas daninhas têm alta tolerância a cortes, ao pisoteio e até mesmo a aplicações malconduzidas de herbicidas. Sem um manejo químico adequado, o problema tende a se repetir”, explica.

Foto: Marcos Tang
A presença contínua de invasoras reduz a capacidade de suporte da área e compromete o ganho médio diário (GMD) dos animais, já que muitas dessas plantas têm baixa palatabilidade e valor nutritivo inferior às gramíneas forrageiras. Em alguns casos, espécies tóxicas como a erva-de-santiago e o cipó-preto podem afetar a saúde do rebanho, elevando ainda mais os prejuízos. No longo prazo, áreas invadidas se degradam mais rapidamente e demandam maiores investimentos em recuperação.
A escolha inadequada do herbicida também está entre os fatores que favorecem o rebrote. “Produtos com espectro de controle incompatível com as plantas presentes na área, doses incorretas ou aplicações realizadas em estágios avançados das invasoras reduzem a eficiência e exigem reaplicações. É fundamental selecionar o herbicida correto, respeitar a dose recomendada e aplicar no momento certo. Quando o produto não é sistêmico ou não tem ação adequada sobre a espécie alvo, o controle é parcial e o custo aumenta”, ressalta Dantas.
Os adjuvantes também desempenham papel estratégico para potencializar os resultados. Eles melhoram a aderência e a espalhabilidade das gotas, favorecem a penetração do produto na cutícula da folha e reduzem perdas por deriva. “O uso destes produtos é especialmente importante em condições climáticas adversas, como altas temperaturas, presença de vento ou orvalho intenso, e em casos de invasoras com folhas cerosas ou em rebrote avançado. Nessas condições, a formulação adequada pode ser determinante para evitar falhas e retrabalho”, afirma.
A tecnologia de aplicação também é importante para o sucesso do controle. Equipamentos bem calibrados, bicos adequados, volume de calda correto e respeito às condições climáticas são medidas que fazem diferença no resultado. “Aplicações com ventos acima de 10 km/h, temperaturas superiores a 30°C ou com previsão de chuva nas seis horas seguintes tendem a reduzir a eficácia do controle. Além disso, plantas jovens são mais suscetíveis aos herbicidas, tornando o monitoramento da área um fator-chave para o sucesso do manejo”, comenta.
Do ponto de vista econômico, o manejo correto reduz desperdícios, evita reaplicações e amplia a produtividade da pastagem. Com áreas mais limpas e forrageiras bem estabelecidas, o pecuarista consegue maior lotação, melhor desempenho animal e maior longevidade do pasto.
Para Dantas, o primeiro passo é o diagnóstico correto da área. “É fundamental identificar quais plantas estão presentes e em que estágio de desenvolvimento elas se encontram. A partir disso, o produtor deve escolher o herbicida adequado, utilizar adjuvantes de qualidade, calibrar corretamente os equipamentos e respeitar as condições climáticas. Com planejamento e tecnologia, é possível controlar o rebrote de forma eficiente e prolongar a vida útil da pastagem”, expõe.
Ele ressalta ainda que, após o controle, é indispensável avaliar a eficiência do manejo e realizar os ajustes necessários. Também é preciso atenção ao uso excessivo de roçadoras, que pode estimular o rebrote das invasoras. O ideal, segundo o especialista, é priorizar o controle das rebrotas com tecnologia química bem aplicada e práticas preventivas, garantindo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





