Notícias Durante ExpoLondrina
Ratinho Junior destaca vocação do Paraná na produção de alimentos
Após participar da abertura oficial da ExpoLondrina, o governador retornou ao evento para visitar os estandes e conversar com empresários e produtores rurais nesta que é uma das principais feiras do agronegócio no País.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve na sexta-feira (17) na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina), no Norte do Estado. Após participar da abertura oficial, em 10 de abril, Ratinho Junior retornou ao evento para visitar os estandes e conversar com empresários e produtores rurais nesta que é uma das principais feiras do agronegócio no País.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O governador destacou a relevância da feira para o agronegócio paranaense, servindo de vitrine para o Brasil e o mundo. “É um orgulho estar na ExpoLondrina, que cresce a cada ano e sempre batendo recordes. Essa é uma feira que não é mais só de Londrina, do Paraná e nem mesmo do Brasil. Já tem expositores da Argentina, do Paraguai, visitantes de outros países da América do Sul, ou seja, além de movimentar muito o número de visitantes, gera negócios, emprego e movimenta o setor de serviços”, afirmou.
Ele também ressaltou os bons números do Paraná na produção de proteína animal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, colocando o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina. “O Paraná consolidou aquilo que nós já sabíamos e vínhamos trabalhando, que é ser o ‘supermercado do mundo’. Somos o maior produtor de proteína animal do País, somando carnes de boi, de porco, de frango e de peixe. Isso é uma demonstração de que nós estamos industrializando os alimentos e criando empregos. Temos frigoríficos que geram 9 mil empregos diretos, mais do que muitas indústrias automotivas. Londrina é a nossa joia da coroa, mostrando a força do agronegócio paranaense”, acrescentou.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Parte dessa evolução na produção de alimentos passa por políticas públicas. “Criamos o Descomplica Rural para dar agilidade ao produtor. Antes, um licenciamento para aviário levava até 14 meses. Hoje, o processo é mais rápido e facilita novos investimentos. Isso permitiu que as cooperativas expandissem a produção”, explicou Ratinho Junior. “É uma demonstração que aqui tem matéria-prima, mão de obra qualificada, facilitação do governo nas licenças ambientais com segurança jurídica, incentivo fiscal, tudo isso ajuda a atrair investimento para o Estado”, complementou.
Com programação até domingo (19), a ExpoLondrina é realizada pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) no Parque Ney Braga Eventos e tem como tema neste ano “Agro: inteligente, humano e feito de encontros”. Dentre os destaques estão uma raça bovina inédita, encontros técnicos, sabores do campo, animais exóticos e grandes nomes da música nacional.
Impacto econômico
Segundo dados levantados pela SRP, a ExpoLondrina 2026 registrou crescimento expressivo em diversos segmentos, em especial no setor de serviços: 32% nos ganhos de motoristas de aplicativo; 50% na demanda de taxistas, com impacto de 30% na renda mensal; e 15% de aumento na ocupação da rede hoteleira, com ganhos maiores em diárias. Com relação ao comércio, a expectativa é de 10% de crescimento nas vendas na comparação ao período normal.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, reforçou que a ExpoLondrina é pensada não só para o agro, mas olhando o município como

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
um todo. “Nós temos essa preocupação. Somos uma entidade de classe e fazemos uma gama de ações aqui dentro: gastronomia, entretenimento, conhecimento, mas o mais importante é isso: fomentar os hotéis, táxis, Uber, restaurantes, shopping. A gente traz divisas para Londrina”, salientou. “O londrinense ganha, e ganha muito.”
Para o prefeito Tiago Amaral, a feira representa o que a cidade tem de melhor a oferecer. “A ExpoLondrina é o exemplo de uma cidade, de um agro, de um povo que realmente dá certo, que é modelo, exemplo e que faz acontecer de uma forma extraordinária. Isso é o povo londrinense. A feira é exatamente uma vitrine para mostrar capacidade, transformação e integração entre o agro e a cidade, o campo e a área urbana”, comentou.
Estado na feira
O Governo do Paraná participa da feira com uma ampla estrutura integrada, levando serviços, conhecimento e políticas públicas à população urbana e rural. O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) promove seminários, palestras e encontros técnicos, além da tradicional Via Rural “Fazendinha”, espaço com mais de 11 mil metros quadrados dedicado à difusão de tecnologias e práticas sustentáveis.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou, durante a feira, quatro operações de crédito que somam R$ 42 milhões para investimentos no Norte do Paraná. Além disso, o banco também anunciou que foram liberados, nos últimos meses, R$ 57 milhões em 131 contratos na região.
Já a Fundação Araucária apresentou projetos inovadores voltados ao futuro do agronegócio. Na área de segurança, forças estaduais atuam com estandes, demonstrações e atendimento ao público, incluindo delegacia móvel, exposição de viaturas e atividades educativas.
No campo do turismo, os visitantes podem conhecer diferentes segmentos que impulsionam o setor, como o do Turismo Religioso, das rotas gastronômicas e a Rota do Café, apresentados pela Secretaria de Estado do Turismo. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) conta com técnicos disponíveis para apresentar, de forma prática, o funcionamento da rede trifásica e orientar sobre os procedimentos necessários para que propriedades rurais realizem a conexão ao sistema.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
ExpoLondrina
A ExpoLondrina chega à 64ª edição reunindo o que há de mais atual no mundo do agronegócio, conectando pessoas e trazendo o universo do agro para perto de todos. A feira conta com oportunidades de negócios através de uma área industrial composta por maquinários agrícolas, concessionárias, cooperativas e varejo.
Em 2025, a edição teve o recorde de R$ 1,7 bilhão em negócios; mais de 590 mil visitantes em 10 dias de feira, sendo mais de 250 mil na Smart Farm; 300 expositores de todo o Brasil; 37 mil produtores conectados; e cerca de 9 mil empregos gerados pelo evento, entre diretos e indiretos.

Notícias
Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
Notícias
Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



