Notícias
Raça Girolando ganha espaço no Simpósio do Leite de Erechim
Uma destas palestras, que acontecerá no Polo de Cultura, junto ao Parque da Accie, em Erechim, será proferida pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Jônadan Hsuan Min Ma. De acordo com ele, a palestra versará sobre a importância e consistência da raça Girolando, desenvolvida no Brasil e hoje reconhecida mundialmente. Veremos que o Girolando é muito mais do que um mero cruzamento de duas raças. Conheceremos a solidez do seu Programa de Melhoramento Genético e as conquistas alcançadas ao longo dos mais de 25 anos da maior associação dentre as raças leiteiras do país. Uma raça consolidada que tem uma base e estrutura científica que dão suporte tecnológico do mais alto nível, equivalente as mais antigas raças do mundo, mas com tempero brasileiro da adaptabilidade às diversas condições ambientais e de manejo, da flexibilidade proporcionada pelos diversos graus de sangue e pela produtividade associada com rentabilidade, que tem mantido principalmente os pequenos produtores na atividade, aliás, a grande maioria da agricultura familiar, graças ao Girolando, aponta Jônadan.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, dentre as diversas características de funcionalidade da raça, pode-se destacar a produtividade, a rusticidade, a precocidade, a longevidade e a fertilidade, além da alta capacidade de adaptação a diferentes tipos de manejo e clima. As fêmeas Girolando, produtoras de leite por excelência, possuem características fisiológicas e morfológicas perfeitas para a produção nos trópicos, como a capacidade e suporte de úbere, tamanho de tetas, fatores intrínsecos à lactação, pigmentação, capacidade termorreguladora, aprumos e pés fortes, conversão alimentar, eficiência reprodutiva, etc., atribuindo um desempenho muito satisfatório economicamente. Os machos por sua adaptabilidade e capacidade de aproveitamento de pastagens grosseiras, resistência a doenças e parasitas e velocidade de ganho de peso conseguem também desempenho comparável com qualquer cruzamento industrial específico para carne, quando colocados em situações idênticas de criação. Por outro lado, uma significativa parte dos machos Girolando é destinada à reprodução, devido ao alto índice de seleção dos rebanhos e valor genético destes animais, fruto do trabalho realizado pelo Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), acrescenta o palestrante.
Uma das principais características do gado Girolando é sua grande capacidade de adaptação a diferentes tipos de manejo e clima. Essa versatilidade permite escolher um grau de sangue que se adapte melhor à região. O produtor precisa ter bem definido que tipo de pecuária pretende desenvolver, a demanda da região e as condições climáticas para optar por um grau de sangue. O ideal é procurar uma orientação técnica na Girolando para garantir que está optando pelo grau de sangue mais indicado e fazendo o manejo correto. Temos vários associados no Sul do país e participamos da Expointer. É uma região que o Girolando poderá contribuir muito para a pecuária local, explica Jônadan.
O presidente explica ainda que a Associação Brasileira, tem conquistado importantes avanços nos últimos anos. Na nossa plataforma de gestão trabalhamos com 10 metas com o intuito de fazer da Associação uma entidade mais forte e participativa na pecuária leiteira nacional. A primeira é estabelecer uma sólida política de valorização da Raça Girolando, dos seus associados, técnicos e colaboradores. Não é sem razão que em 2014, mais de 544 novos associados se filiaram à Girolando e tivemos o menor índice de desligamentos dos mesmos. Também trabalhamos para fortalecer a participação do associado junto à Girolando, visando proporcionar inovações e a melhoria constante dos serviços prestados. Outra meta é priorizar uma gestão da Associação nacional que leve sempre em consideração as necessidades diversas dos estados e regiões do país, além de desenvolver e implantar mecanismos modernos que promovam um melhor acesso dos pequenos e médios produtores ao mercado de leite e genética. Em relação ao mercado internacional, estamos investindo na divulgação da raça Girolando para abertura e conquista de novos mercados, completa o palestrante.
Simpósio terá seis palestras
O Simpósio do Leite, evento que acontecerá na quarta-feira, dia 24, terá a presença de seis renomados palestrantes. A pauta do segundo dia de evento será aberta com o tema estratégias de tratamento de mastite na lactação e secagem, tendo como palestrante, Marcos da Veiga, doutor e professor.
A raça Girolando estará presente no evento e uma palestra sobre as vantagens zootécnicas e econômicas da raça será ministrada pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Jônadan Hsuan Min Ma.
O produtor Nivaldo Michetti, vai mostrar as mudanças que acontecem na vida dos produtores de leite. Fechando o ciclo de palestras, o assunto será o planejamento na atividade leiteira, tema que será abordado pelo doutor e professor, Regis Ferreira.
Para que ainda não se inscreveu, poderá participar de qualquer uma das atividades dentro do Simpósio do Leite, fazendo sua inscrição no próprio local do evento. O valor é de R$ 70,00, incluso um coquetel, dois milk break, um almoço (dia 24), seis palestras, dois certificados on-line, Fórum, sacola e visitação as estandes. O Simpósio acontece junto ao Polo de Cultura, no Parque da Accie, em Erechim.
Mais informações podem ser obtidas no site oficial, ou também pelos telefones (54) 9691-8408 e 9680-1635. O Simpósio do Leite é organizado pela Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (Amevau).
Serviço
Programação
Terça-feira, 23 de junho
Fonte: Ass. Imprensa

Notícias
Aurora Coop premia produtores e técnicos por excelência no campo
Evento em Chapecó reconheceu 31 profissionais com destaque em produtividade, gestão e desempenho nas cadeias de aves e suínos.

A produtividade do agro que nasce nas propriedades rurais ganhou reconhecimento na 11ª edição do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista, promovido pela Aurora Coop nesta quarta-feira (1º), no Clube Caça e Pesca, em Chapecó. A premiação homenageou técnicos agropecuários e empresários rurais cooperados ao Sistema Aurora Coop que alcançaram resultados superiores em eficiência, gestão e desempenho zootécnico nas cadeias de aves, suínos e sustentabilidade.

Cássio Basso, primeiro lugar como técnico destaque nas categorias suinocultura (Suicooper II) e Propriedade Rural Sustentável da Aurora (PRSA)
O evento, realizado anualmente, premiou nesta edição 31 profissionais e traduziu, em cada categoria, o nível técnico exigido por uma das maiores cooperativas de alimentos do país. Criada em 1969, a Aurora Coop é formada por uma estrutura com presença nacional e internacional, apoiada na produção integrada e na consistência dos resultados obtidos no campo. São 14 cooperativas filiadas e mais de 150 mil famílias rurais que fazem parte do Sistema.
O diretor vice-presidente de agronegócios, Marcos Zordan, destacou que os números alcançados pelos premiados refletem um nível de excelência que posiciona os cooperados entre os mais eficientes do país, com ganhos expressivos de produtividade e qualidade.

Presidente Neivor Canton destacou que o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas sustenta o crescimento do sistema: “O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência”
“Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores. O mercado tem nas mãos hoje o melhor produto para ser comercializado, graças ao que vocês produzem e à forma que produzem. Vocês são os verdadeiros artistas desse negócio”.
Zordan também sublinhou os resultados gerados pela eficiência e qualidade produtivas dos cooperados. “Nos últimos 15 anos, graças aos produtores, a área técnica, as filiadas e a Aurora Coop, foi possível melhorar significativamente os ganhos na suinocultura e na avicultura. É sinal que nós estamos no caminho certo e não podemos sair dele”.
Para o diretor presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas e pelo trabalho técnico sustenta o crescimento do sistema e projeta o cooperativismo como referência nacional em eficiência produtiva.
“O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência. Se somos o maior exportador de carne suína e nossos produtos abastecem o mercado interno e 80 países, é graças a vocês. Todas essas famílias produtoras das 14 cooperativas filiadas merecem esse reconhecimento pelo seu trabalho, pela sua dedicação e pela seriedade com que encaram sua atividade. Somos 87 mil produtores no campo, mais de 50 mil colaboradores diretos e mais de 20 mil nas cooperativas filiadas. Notem o tamanho dessa família que em 57 anos foi possível criar. Todos estão fazendo a sua parte e demonstram hoje aqui que é possível, sim, fazer cada vez melhor”.
Premiados
Entre os 11 técnicos agropecuários premiados, estão os jovens Cássio Basso e Luisa Cesari. Ele levou dois prêmios nos primeiros lugares como técnico destaque na suinocultura (Suicooper III) e no programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop (PRSA). Ela foi a vencedora da categoria técnica destaque na avicultura.

Diretor Marcos Zordan afirmou que os números alcançados pelos premiados posicionam os cooperados entre os mais eficientes do país: “Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores”
Cássio trabalha na Aurora Coop e presta assistência técnica a 42 suinocultores da Cooperalfa nos municípios gaúchos de Barra do Rio Azul e Atatiba do Sul. O auxílio, a capacitação e o acompanhamento dos produtores no manejo, produção, gestão empresarial e leis ambientais deram resultado e asseguraram os prêmios. “Eu me sinto muito feliz por estar sendo reconhecido pelo meu trabalho no campo. É muito gratificante, pois esse prêmio representa que meus produtores assistidos tiveram uma grande evolução ao longo desse período dentro da Aurora Coop. Só tenho a agradecer imensamente aos produtores e aos meus colegas de trabalho e toda a equipe da Aurora Coop por estar aqui”, destaca.

Luisa Cesari, primeiro lugar como técnica destaque na avicultura
Luisa compõe a equipe de técnicos da unidade da Aurora Coop de Erechim/RS e há oito meses atende 31 avicultores da Cooperalfa e da Copérdia em Aratiba/RS. Ela afirma que a região é altamente produtiva, o que ajudou na conquista do prêmio. “Divido esse prêmio com todos os produtores que atendo e com minha equipe de técnicos da Aurora Coop em Erechim que fazem um ótimo trabalho. Meu desafio nestes oito meses de casa foi manter os bons resultados já alcançados, através da assistência técnica voltada especialmente ao manejo. Estou muito feliz e grata”.

Família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul, ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura
A família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul (SC), ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura. Há dois anos no ramo, Luiz, a esposa Cleusa, o filho Roberto e a nora Gabrieli produzem 34 mil aves por lote, cerca de 200 mil aves por ano. A criação de frangos é a principal atividade da família que também trabalha com lavouras, piscicultura e produção de morangos. “No último ano, nós tivemos os melhores resultados, tanto em produtividade quanto em renda, fortalecendo ainda mais nossa atividade”, conta Roberto. “Esse prêmio nos enche de orgulho e a gente expressa nossa gratidão às duas cooperativas, a Aurora Coop e a Cooperalfa, que estão sempre nos apoiando. E é um reconhecimento pelo nosso esforço diário, pela união da nossa família que traz bons resultados”, acrescenta Gabrieli.

Família cooperada da Cooper A1, em Iporã do Oeste, Atenor, Márcia e Roberta Kickow, premiados como suinicultores destaques campeões na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD) (Keli Magri/MB)
Outra família premiada é a de Atenor, Márcia e Roberta Kickow. Eles são cooperados da Cooper A1, em Iporã do Oeste (SC) e levaram o primeiro lugar como suinicultores destaques na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD). Com 550 matrizes produtivas, a família tem na atividade a principal fonte de renda e investe em qualidade para acompanhar as inovações do setor. “Estamos na quarta geração da família que trabalha na suinocultura e procuramos sempre fazer os cursos técnicos e investir em conhecimento para entregar maior qualidade”, ressalta Atenor. “Esse prêmio mostra que estamos fazendo certo e é uma motivação a mais pra gente continuar trabalhando”, complementa a esposa Márcia.
Todos os premiados receberam certificados e os primeiros lugares na categoria técnica garantiram R$2 mil. Já os empresários rurais nas primeiras colocações ganharam uma viagem à Brasília com acompanhante.
11º Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista
Avicultura
Técnicos Destaques
1º lugar: Luisa Hartmann Cesari
2º lugar: Leandro João Klosinski
3º lugar: Tainan Cenci
Técnico Destaque – Produção
Gabriele Tais Smaniotto
Técnico Destaque – Recria
Renata Cristina Defiltro
Avicultor Destaque – Recria
Luciano Lunedo
Avicultor Destaque – Produção
Dirceu Bellaver
Avicultor Lote Macho
1º lugar: Luiz Marcos de Lima (Cooperalfa)
2º lugar: Ivo Luiz Favero (Cooperalfa)
3º lugar: Cristiano Perondi (Copérdia)
Avicultor Destaque Lote Fêmea
1º lugar: Elisio Renato Ceconi (Cooperalfa)
2º lugar: Vanessa Luza (Coopercampos)
3º lugar: Juciel Taglian (Cooperalfa)
Avicultor Destaque Lote Recorde
Deivid Junior Enderle Paniz (Cooperalfa)
Pedro Angelo Munerol (Cooperalfa)
Vilson Luiz Finger (Cooperitaipu)
Valdemir Saretto (Cooperalfa)
José Biazi (Cooperalfa)
Suinocultura
Técnico Destaque – Creche
1º lugar: Juliano Perotoni
Técnicos Destaques – Suicooper III
1º lugar: Cassio Basso
2º lugar: Joel Ficagna
3º lugar: Gabriel Cavalli
Suinocultor Destaque – Creche
Rafael José Schleicher (Auriverde)
Suinocultores Destaques – Suicooper III
1º lugar: Aldair Ghisleri (Auriverde)
2º lugar: Sérgio José Muller (Cooper Auriverde)
3º lugar: Ivan Carlos de Bastiani (Cooperalfa)
Suinocultores Destaques – Unidade Produtora de Desmamados (UPD)
1º lugar: Atenor e Roberta Kickow (Cooper A1)
2º lugar: Libório Endler (Auriverde)
Propriedade Rural Sustentável (Prsa)
Técnicos Destaques
1º lugar: Cassio Basso
2º lugar: Joel Paulo Ficagna
3º lugar: Iuri Armando Taufer
Notícias
Agro goiano pode sequestrar até 5 toneladas de CO2 por tonelada de grãos
Pesquisa do programa Goiás Verde revela que soja e outras culturas armazenam carbono no solo e na biomassa, com dados monitorados por inteligência artificial em 11 fazendas do estado.

O agro goiano tem potencial para retirar da atmosfera até 5 toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, a cada tonelada de grãos produzida. É o que mostram os resultados preliminares da pesquisa conduzida pelo programa Goiás Verde, uma iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre).
A pesquisa é fruto de investimento de quase R$ 4 milhões do governo estadual, e está sendo realizada há aproximadamente um ano em 11 fazendas de Cristalina e Rio Verde, com foco na mensuração e no monitoramento de gases estufa, com destaque para o CO2. Na primeira etapa, a pesquisa gerou 2,4 mil amostras de solo em 400 pontos de coleta. “Os resultados preliminares mostram que, dentro de uma mesma propriedade rural, as áreas de agricultura têm o potencial de apresentarem percentuais semelhantes de matéria orgânica no solo e de carbono até 30 cm, em comparação às áreas de preservação com mata nativa”, explica o coordenador de Desenvolvimento Tecnológico do Ceagre, Fernando Cabral.

Tecnologia monitora a troca de gases e água entre o sistema solo-planta-atmosfera, gerando dados inéditos para a gestão agroambiental em Goiás – Foto: Secti
Outro dado interessante é o potencial de assimilação de dióxido de carbono pela soja para cada tonelada de grãos que é produzida. “Isso mostra que a produção agrícola também está retirando carbono da atmosfera e armazenando isso em sua biomassa e no solo, evidenciando como as técnicas de cultivo da agricultura tropical brasileira podem ser sustentáveis”, afirma Cabral.
Dados de solo, planta, atmosfera e gases, que são analisados por uma equipe de especialistas em ciências das plantas e solos, geotecnologias e ciência da computação, que utilizam modelagem de dados através de inteligência artificial, como machine learning e deep learning.
A equipe multidisciplinar conta com cerca de 34 integrantes, entre graduandos e 15 doutores. “Estamos dando um passo decisivo com uma pesquisa pioneira no Brasil”, ressalta o vice-governador Daniel Vilela, destacando: “Nosso país é a grande potência do agro, mas por muito tempo dependemos de modelos científicos internacionais que não traduzem a nossa realidade. Agora, com investimento em ciência e tecnologia, Goiás assume o protagonismo para demonstrar o real potencial sustentável da nossa produção”.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, José Frederico Lyra Netto, evidencia a importância do agro. “Há uma percepção errada de que a produção automaticamente prejudica o meio ambiente. Não é assim. Investimos quase R$ 4 milhões em uma grande pesquisa, com equipamentos de ponta e diversos pesquisadores, para entender o balanço do carbono. Os resultados preliminares mostram que o agro pode, sim, ser sustentável”, salienta.
Goiás Verde

Foto: Divulgação
Ainda em sua primeira etapa, a pesquisa passou a contar também com duas torres de fluxo que vão medir por meio de 16 sensores, em tempo real, quanto de carbono e água as culturas absorvem ou liberam, além de outros parâmetros da atmosfera e do solo da lavoura.
A tecnologia monitora a troca de gases e água entre o sistema solo-planta-atmosfera, gerando dados inéditos para a gestão agroambiental em Goiás. O projeto também integra dados de campo com imagens de satélites (Landsat e Sentinel), drones e ferramentas de inteligência artificial.
O objetivo é transformar essas práticas agrícolas em ativos mensuráveis, permitindo que o produtor rural comprove o uso de técnicas de baixo carbono, como é o caso da agricultura regenerativa e bioinsumos, permitindo o acesso a mercados internacionais e incentivos financeiros. “Aqui é o campo de pesquisas dos sonhos e não podemos perder esta oportunidade. Temos várias expertises reunidas para evidenciar que o país tem um grande potencial de sequestrar carbono por meio da agricultura”, garante Alexandre Baumgart, diretor da Baumgart Fazendas Reunidas, em Rio Verde, umas das propriedades nas quais a pesquisa é realizada.
Notícias Atenção setor produtivo
Sistema do CAR ficará indisponível em Santa Catarina para migração ao SICAR 2.0
Indisponibilidade entre 06 e 25 de abril impedirá cadastros, retificações e consultas completas enquanto o Estado transfere a base para a nova versão integrada ao sistema nacional e coloca em operação o CAR Digital.

O Sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de Santa Catarina ficará indisponível entre os dias 06 e 25 de abril. De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE), a pausa ocorre devido à migração para o SICAR 2.0, versão atualizada que ampliará a agilidade e a integração de dados.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) orienta os produtores rurais a se programarem com antecedência. O período de indisponibilidade do sistema é necessário para a realização de uma atualização tecnológica, que modernizará a plataforma, aprimorará o desempenho e permitirá a integração com bases nacionais de informação. Durante esse intervalo, não será possível efetuar novos cadastros, retificações ou consultas completas.

A expectativa do governo estadual é de que o novo ambiente ofereça mais estabilidade, eficiência e funcionalidades aprimoradas, contribuindo para qualificar a gestão das informações ambientais.
Lançado recentemente pela SEMAE durante evento que reuniu entidades do setor produtivo como a Faesc, Fiesc, Fetaesc, ACR, Ocesc e Fecoagro, o CAR Digital substitui processos antes manuais por um fluxo totalmente eletrônico. A plataforma permite protocolar requerimentos, declarações e cadastros de forma digital, com recursos voltados à transparência, à padronização das análises e à redução de retrabalho, além de gerar dados mais completos.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, destaca que o CAR Digital representa um avanço significativo rumo à modernização, à desburocratização e à segurança jurídica, essencial para que o produtor rural atue com excelência.
Ele afirma que, ao agilizar a análise dos cadastros, o Estado cumpre a legislação e oferece ao produtor maior clareza e respaldo legal para planejar, investir e crescer com tranquilidade. “A iniciativa contribuirá para destravar o potencial de milhares de propriedades rurais em Santa Catarina, demonstrando que o poder público e o setor produtivo podem e devem atuar de forma conjunta em benefício de toda a sociedade”, pontua.
